Sintomas de Intoxicação Respiratória

Intoxicações e Envenenamentos

Sintomas de Intoxicação Respiratória

Devemos fazer tudo para que nossa casa seja um lugar seguro. Para tanto devemos observar importantes itens de segurança.

Nas residências são utilizados vários produtos químicos, tornando-se necessário o conhecimento dos efeitos dos mesmos para que se evitar danos à saúde. Numerosas substâncias químicas são potencialmente tóxicas para adultos, crianças e animais domésticos.

Curiosidade é um estágio natural do desenvolvimento da criança, por isso devemos prevenir contra os risco de envenenamento e intoxicação não acidental.

Quando expostas ao veneno, as crianças sofrem conseqüências mais sérias, pois elas são menores, têm metabolismo rápido e seus organismos são menos capazes de lidar com toxinas químicas.

Procure conhecer as substâncias químicas que você adquire e armazena em sua casa.

Intoxicações ou envenenamentos e até mesmo incêndios podem ocorrer por negligência ou ignorância no manuseio de substâncias químicas tóxicas.

Intoxicação é a introdução de uma substância tóxica no organismo. As intoxicações podem ocorrer por medicamentos e por substâncias químicas. Existem vários tipos de intoxicação, mas os acidentes em geral ocorrem com a ingestão de excesso de medicamentos ou por substâncias químicas.

Fatores importantes do processo de intoxicação:

  • tempo de exposição – quanto maior for o tempo em que a pessoa ficou exposta aos produtos químicos, maiores serão as possibilidades deste produto causar danos à sua saúde.
  • concentração do agente – quanto maior for a concentração do agente químico, maior será a chance de poder causar um efeito danoso à saúde.
  • toxicidade – algumas substâncias são mais tóxicas que outras, se comparadas a uma mesma concentração.
  • natureza da substância química – se é um gás, um líquido, vapor, etc. Isto tem relação com a forma de entrada deste tóxico no organismo, que veremos mais abaixo.
  • susceptibilidade individual – algumas pessoas são mais sensíveis do que outras a determinados agentes químicos.

A absorção das substâncias químicas pelo organismo humano se dá por diferentes formas:

  • Por inalação – podemos absorver uma substância química nociva pela respiração, quando estamos em um local contaminado.
  • Pela pele – certas substâncias podem penetrar no organismo através da pele, mesmo que o contato seja breve, mesmo sem escoriações ou ferimentos.
  • Por ingestão – podemos ingerir substâncias químicas nocivas acidentalmente quando nos alimentamos em locais contaminados ou através das mãos, por hábitos inadequados de higiene.

Quais são os efeitos destas substâncias ao nosso organismo?

  • Podemos ter desde uma simples irritação até mesmo intoxicações que podem levar à morte.
  • Irritação dos olhos, nariz, garganta, pulmões ou pele, geralmente causada por produtos que se apresentam na forma de gases ou vapores, como os vapores de ácidos, amoníacos, solventes (removedores), cimento, poeiras, etc.
  • Asfixia. Podemos exemplificar algumas substâncias químicas que são asfixiantes: monóxido de carbono, dióxido de carbono, acetileno, metano, etc.
  • Anestesia – provocada por determinados gases ou vapores que após inalados, causam sonolência ou tonturas. Exemplos: éter etílico, acetona, clorofórmio, etc.

Intoxicações que podem ser agudas ou crônicas. O benzeno, por exemplo, pode causar aplasia de medula e leucemia.

Como suspeitar de intoxicação e/ou envenenamento

A primeira conduta a ser tomada é a verificação se realmente houve a intoxicação ou o envenenamento.

Uma pessoa, que tenha simplesmente deglutido alguma substância, não estará necessariamente intoxicada. Algumas substâncias são inócuas e não requerem tratamento.

Entretanto, podemos suspeitar de envenenamento ou intoxicação em qualquer pessoa que manifeste os sinais e sintomas descritos abaixo.

  • Sinais evidentes, na boca ou na pele, de que a vítima tenha mastigado, engolido, aspirado ou estado em contato com substâncias tóxicas, como por exemplo: salivação, aumento ou diminuição das pupilas dos olhos, sudorese excessiva, respiração alterada e inconsciência.
  • Hálito com odor estranho.
  • Modificação na coloração dos lábios e interior da boca, dependendo do agente causal.
  • Dor, sensação de queimação na boca, garganta ou estomago.
  • Sonolência, confusão mental, torpor ou outras alterações de consciência.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarréia.
  • Lesões cutâneas, queimaduras intensas com limites bem definidos ou bolhas.
  • Convulsões.
  • Queda de temperatura, que se mantém abaixo do normal.
  • Paralisia
  • Os conhecimentos básicos de primeiros socorros são fundamentais, pois podem salvar uma vida. Procure ler o Manual de Primeiros Socorros da Fundação Oswaldo Cruz.

Em todos os casos de envenenamentos e intoxicações, é importante investigar da área onde a pessoa foi encontrada, na tentativa de identificar com a maior precisão possível o agente causador do envenenamento, ou encontrar pistas que ajudem nesta identificação. Muitos indícios são úteis nesta dedução: frascos de remédios, produtos químicos, materiais de limpeza, bebidas, seringas de injeção, latas de alimentos, caixas e outros recipientes.

Muitas pessoas supõem que exista um antídoto para a maioria ou a totalidade dos agentes tóxicos. Infelizmente isto não é verdade. Existem apenas alguns produtos específicos para certos casos e que, mesmo assim, necessitam de orientação médica para serem usados.

Recomendações básicas:

Pouco sabemos a respeito de muitas das substâncias químicas que são utilizadas em qualquer lar, e por esta razão na maioria das vezes são tratadas e manuseadas como substâncias inofensivas. Vejamos alguns exemplos:

  • Os detergentes que prometem lavar mais branco, possuem em sua composição soda caustica, fosfatos e cloro.
  • Os desinfectantes possuem ácido clorídrico e amônia.
  • No bar temos vinho, wisky e aguardente, que possuem na sua composição o álcool etílico.
  • O álcool que utilizamos na limpeza doméstica é álcool etílico.
  • Os refrigerantes possuem na sua composição ácido fosfórico
  • Os desodorizantes possuem tetracloroidróxido de alumínio e estearato.
  • O agradável pinho silvestre, por exemplo, pode conter amônia e compostos benzênicos.
  • Os inseticidas “spray” possue esteres ácidos (permetrina e piridina).
  • Nos perfumes e loções, que possuem um agradável aroma, poderão ser encontrados, derivados cianídricos; derivados benzênicos e tolueno.

Como você pode ver observar é uma infinidade de substâncias químicas que nem temos noção que aqueles produtos que consideramos “tão inofensivos” possam conter.

Porém, existem algumas recomendações que são interessantes de serem observados por todos nós, na rotina da nossa residência:

  • Fumaça e gases provenientes da queima de borracha, plástico, cloro, solventes, detergentes, papel, etc. contém substâncias tóxicas, portanto, devemos eliminar a fonte da fumaça e ventilar o ambiente.
  • Não guardar produtos como soda cáustica, querosene, detergentes, álcool, água sanitária, removedores, amoníaco e desinfectantes em geral embaixo da pia, tanque ou na parte baixa de armários de banheiros, cozinhas e áreas de serviços, pois são locais de fácil acesso para crianças.
  • O uso de qualquer medicamento deve ser feito com orientação médica. Guardar fora do alcance de crianças. Os psicotrópicos (tranqüilizantes, hipnóticos, etc) devem ser mantidos em locais trancados.
  • Não ligar o automóvel em garagem fechada.
  • Evitar a permanência de pessoas perto da descarga de veículo.
  • Não comprar enlatados cujas embalagens estejam velhas, estufadas ou enferrujadas.

Plantas tóxicas

Se você tem plantas tóxicas em casa do tipo: “comigo ninguém pode”, mamona, pinhão paraguaio, ou aquelas cuja seiva queima ou espinhosas tipo: coroa de cristo, seria bom, mantê-las em locais inacessíveis a crianças.

Consulte o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – SINITOX da FIOCRUZ

É importante você ensinar as crianças a identificar as plantas venenosas, caso não tenha plantas tóxicas em casa.

Animais e insetos

Existe uma série de animais e insetos que devem ser conhecidos por nós, pois podem picar ou morder e causar infecções. Se você possui sítio ou casa de praia, cuidado com tábuas ou materiais empilhados que eles podem estar escondendo escorpiões ou aranhas, e se você ou seu filho gosta de andar pelo mato, usem botas para prevenir picadas de cobra.

Ao detectar uma colméia de abelhas ou um vespeiro, evite que seus filhos fiquem por perto, abelhas e vespas enfurecidas podem matar uma pessoa.

Informe-se de como você deve se proteger sem agredir a natureza.

Pilhas

Cuidado com as pilhas e crianças pequenas que levam a boca tudo eu encontram.

Se você notar que seu filho engoliu uma pilha cilíndrica ou do tipo botão, usada em máquinas calculadoras e relógios, leve-o imediatamente ao médico.

A ação digestiva fará com que os elementos químicos tóxicos da pilha tais como: mercúrio, manganês, prata e outros, sejam liberados, ocasionando sérios problemas de esôfago, estômago e intestino.

Como proteger uma criança de um envenenamento/intoxicação:

  • Guarde todos os produtos de higiene e limpeza e medicamentos trancados, fora da vista e do alcance de crianças;
  • Mantenha os produtos em suas embalagens originais. Nunca coloque um produto tóxico em outra embalagem para que não seja confundido com algo sem perigo;
  • Saiba quais produtos domésticos são tóxicos. Produtos comuns como enxaguantes bucais podem ser nocivos para crianças;
  • Dê preferência a embalagens de segurança. Tampas de segurança não garantem que a criança não abra a embalagem, mas podem dificultar bastante, a tempo que alguém intervenha;
  • Nunca deixe produtos venenosos, sem atenção enquanto os usa;
  • Não crie novas soluções de limpeza misturando diferentes produtos designados para outro fim;
  • Sempre leia os rótulos e bulas, siga corretamente as instruções para dar remédios às crianças, baseado no peso e idade, e use apenas o medidor que acompanha as embalagens de medicamentos infantis;
  • Nunca se refira a um medicamento como doce. Isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas;
  • Quando adquirir um brinquedo para a criança, certifique-se que ele é atóxico, ou seja, não contém componentes tóxicos;
  • Jogue fora medicamentos com data de validade vencida e outros venenos potenciais. Procure em sua garagem, banheiro ou outras áreas de armazenamento por produtos de limpeza ou de trabalho que você não utiliza;
  • Instale detectores de fumaça em sua casa. É estimado que estes detectores, projetados para soar um alarme antes que o nível de monóxido de carbono (fumaça) acumulado seja perigoso, podem prevenir metade das mortes por envenenamento por monóxido de carbono. Se o alarme soar, deixe a casa imediatamente e ligue para o departamento de Bombeiros ou serviço de emergência médica;
  • Mantenha telefones de emergência próximos aos aparelhos de telefone de sua casa. Peça para os avós, parentes e amigos fazerem o mesmo.

Источник: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/virtual%20tour/hipertextos/up2/intoxicacoes_envenenamentos.htm

Como agir em caso de intoxicação | SNS24

Sintomas de Intoxicação Respiratória

Uma intoxicação corresponde a uma exposição indevida ou em quantidade suficiente, por ingestão, inalação, injeção, contacto da pele ou ocular, a uma substância ou produto que pode provocar alterações no organismo ou mesmo levar à morte.

Quais são as principais causas?

A intoxicação pode ser causada por:

  • medicamentos, se tomados em doses mais elevadas do que as indicadas pelo médico
  • cosméticos e produtos de higiene, geralmente de baixa toxicidade (tenha em atenção produtos como é o caso de tintas para o cabelo)
  • produtos de limpeza, especialmente lixívias, tira-gorduras e desentupidores de canos, sendo que alguns destes produtos podem causar queimaduras graves
  • pesticidas (cumpra as regras de segurança, por exemplo use vestuário de proteção, uma vez que alguns destes produtos são absorvidos através da pele)

O que devo fazer em caso de uma intoxicação?

Em caso de um acidente por intoxicação, mantenha a calma. Não se precipite, mas não perca tempo. Contacte a Linha do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250.

Que informações devo dar aos profissionais de saúde?

Após o contacto telefónico, responda às perguntas, indicando:

  • quem – idade, sexo
  • o quê – nome do medicamento ou produto (se possível tenha a embalagem consigo), animal, planta
  • quanto – quantidade ingerida (aproximadamente) ou tempo de exposição ao produto
  • quando – há quanto tempo
  • onde – em casa, na rua, no local de trabalho
  • como – em jejum, com alimentos, com bebidas alcoólicas

Como devo agir quando um produto tóxico entra em contacto com os olhos?

Se um produto tóxico entra em contacto com os olhos:

  • lave com água corrente durante 15 minutos, mantendo as pálpebras abertas
  • não aplique quaisquer produtos
  • contacte a Linha do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250

O que devo fazer quando um produto tóxico entra em contacto com a pele?

Quando um produto entra em contacto com a pele:

  • retire as roupas contaminadas
  • lave abundantemente com água corrente durante 15 minutos
  • contacte a Linha do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250

Como devo proceder em caso de inalação?

Em caso de inalação de um produto:

  • retire a pessoa fora do ambiente contaminado, de preferência para o ar livre
  • contacte a Linha do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250

Como devo agir em caso de ingestão de um produto tóxico?

Em caso de ingestão de um produto tóxico:

  • não provoque o vómito
  • dê a beber alguns golos de água ou leite
  • contacte a Linha do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250

O que devo fazer em caso de picadas de insetos?

Em caso de uma picada de abelha, vespa, lacrau ou cobra:

  • imobilize a zona atingida
  • aplique frio/gelo
  • contacte a Linha do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250

O que devo fazer em caso de picadas de peixe aranha?

Em caso de uma picada de peixe-aranha:

  • imobilize a zona atingida
  • aplique calor
  • contacte a Linha do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250

Para evitar picadas de peixe-aranha use calçado apropriado, sobretudo nas praias em que souber da sua existência.

O que devo fazer em caso de contacto com alforrecas?

Poderá desenvolver uma reação alérgica no local de contacto, cuja gravidade depende da intensidade da exposição e da sensibilidade individual.
Em caso de contacto com uma alforreca:

  • lave com água do mar sem esfregar (nunca use água doce, vinagre ou álcool)
  • aplique frio/gelo
  • contacte a Linha do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250

Pode tentar remover os tentáculos com a ajuda de um cartão de plástico (por exemplo, cartão multibanco ou carta de condução). Não utilize pinças. Não coloque ligaduras.

Nunca toque nos tentáculos. Mesmo quando mortas, as células urticantes mantêm-se ativas. Evite tomar banho em locais com alforrecas.

Como devo agir se o conteúdo de uma cápsula de detergente atinge as mãos ou a boca de uma criança?

Quando uma cápsula de detergente rebenta nas mãos ou na boca de uma criança, pode atingir os olhos, a cavidade oral e a pele, provocando lesões nestes órgãos.
As lesões resultam, consoante o órgão atingido, do contacto direto com o produto:

  • na pele: eritema (pele vermelha, irritada)
  • nos olhos: ardor, olho vermelho, edema (inchaço) nas pálpebras ou mesmo uma queimadura química
  • na boca: vómitos, alterações na orofaringe (garganta), ou alterações respiratórias por aspiração do produto

Em caso de acidente com este tipo de produto:

  • lave abundantemente com água corrente
  • no caso de contacto por via ocular (olhos) a lavagem deve ser feita, também com água corrente, durante 10 a 15 minutos, afastando as pálpebras
  • contacte a Linha do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250

Fonte: Centro de Informação Antivenenos (CIAV)

Источник: https://www.sns24.gov.pt/guia/como-agir-em-caso-de-intoxicacao/

Três pessoas a cada hora têm intoxicação por uso incorreto de remédios

Sintomas de Intoxicação Respiratória

A intoxicação é o conjunto de sinais e sintomas que surgem pela exposição a substâncias químicas tóxicas para o organismo, como remédios em doses excessivas, picadas de animais venenosos, metais pesados, como chumbo e mercúrio, ou exposição a inseticidas e agrotóxicos.

Uma intoxicação é uma forma de envenenamento, e, por isso, pode provocar reações locais, como vermelhidão e dor na pele, ou mais generalizadas, como vômitos, febre, suor intenso, convulsões, coma e, até, risco de morte.

Assim, na presença de sinais e sintomas que possam levar a suspeitar deste problema, é muito importante ir ao pronto-socorro rapidamente, para que o tratamento seja feito, com lavagem gástrica, uso de remédios ou antídotos, prescritos pelo médico. 

Existem dois tipos principais de intoxicação, como:

  • Intoxicação exógena: acontece quando a substância intoxicante está no ambiente, capaz de contaminar através da ingestão, contato com a pele ou inalação pelo ar. As mais comuns são o uso de medicamentos em doses elevadas, como antidepressivos, analgésicos, anticonvulsivantes ou ansiolíticos, uso de drogas ilícitas, picada de animais venenosos, como cobra ou escorpião, consumo de álcool em excesso ou inalação de produtos químicos, por exemplo;
  • Intoxicação endógena: é causada pelo acúmulo de substâncias maléficas que o próprio organismo produz, como a ureia, mas que costumam ser eliminadas através da ação do fígado e filtragem pelos rins, e podem ser acumuladas quando estes órgãos apresentam uma insuficiência.

Além disso, a intoxicação pode ser aguda, quando causa sinais e sintomas após um único contato com a substância, ou crônica, quando seus sinais são sentidos após acúmulo da substância no organismo, consumidos por muito tempo, como acontece nas intoxicações por medicamentos como Digoxina e Amplictil, por exemplo, ou por metais, como chumbo e mercúrio. 

Já a gastroenterite, também conhecida como intoxicação alimentar, acontece devido à presença de micro-organismos, como vírus e bactérias, ou suas toxinas, em alimentos, principalmente quando mal conservados, causando náuseas, vômitos e diarreia. Para saber mais sobre esta situação, veja como identificar e tratar a intoxicação alimentar. 

Principais sintomas

Como existem diversos tipo de substâncias tóxicas, há uma grande variedade de sinais e sintomas que podem indicar uma intoxicação, e algumas da principais são:

  • Batimentos cardíacos acelerados ou lentificados;
  • Aumento ou queda da pressão arterial;
  • Aumento ou diminuição do diâmetro das pupilas;
  • Suor intenso;
  • Vermelhidão ou ferimentos na pele;
  • Alterações visuais, como borramento, turvação ou escurecimento;
  • Falta de ar;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Dor abdominal;
  • Sonolência;
  • Alucinação e delírio;
  • Retenção ou incontinência urinária e fecal;
  • Lentificação e dificuldade para realizar movimentos.

Assim, o tipo, a intensidade e a quantidade de sintomas de intoxicação variam de acordo com o tipo de substância tóxica que é ingerida, quantidade e estado físico da pessoa que a ingeriu. Além disso, as crianças e os idosos são mais sensíveis a intoxicações. 

Os primeiros socorros que devem ser feitos em um caso de intoxicação, incluem:

  1. Ligar imediatamente para o SAMU 192, para pedir socorro e, em seguida para o Centro de Informações Antiveneno (CIAVE)através do número 0800 284 4343, para receber uma orientação dos profissionais enquanto o socorro médico chega;
  2. Afastar o agente tóxico, lavando com água caso esteja em contato com a pele, ou mudando de ambiente caso seja inalatório;
  3. Manter a vítima deitada em posição lateral, caso perca a consciência;
  4. Procurar informações sobre a substância que provocou à intoxicação, caso possível, como checando caixa de remédios, recipientes de produtos ou a presença de animais peçonhentos próximo, para ajudar na informação à equipe médica.

Deve-se evitar dar líquidos para beber ou provocar vômitos, principalmente se a substância ingerida for desconhecida, ácida ou corrosiva, pois isso pode piorar os efeitos da substância no trato digestivo. Para saber mais sobre o que fazer em caso de uma intoxicação ou envenenamento, confira os primeiros socorros para envenenamento. 

Como é feito o tratamento

O tratamento para intoxicação varia de acordo com a sua causa e com o estado clínico da pessoa, podendo ser iniciado já na ambulância ou ao chegar no pronto-socorro, pela equipe médica, e envolve:

  • Avaliação dos sinais vitais, como pressão, batimentos cardíacos e oxigenação do sangue, e estabilização, com hidratação ou uso de oxigênio, por exemplo, se necessário;
  • Identificar as causas da intoxicação, através da análise da história clínica, sintomas e exame físico da vítima;
  • Fazer a descontaminação, que tem como objetivo diminuir a exposição do organismo à substância tóxica, através de medidas como lavagem gástrica, com irrigação de soro fisiológico através de uma sonda nasogástrica, administração de carvão ativado no trato digestivo para facilitar a absorção do agente tóxico, ou lavagem intestinal, com laxativos, como manitol;
  • Usar um antídoto, se houver, que pode ser específico para cada tipo de substância. Alguns dos antídotos mais utilizados são:
AntídotoAgente intoxicante
AcetilcisteínaParacetamol
AtropinaInseticidas organofosforados e carbamatos, como o Chumbinho;
Azul de metilenoSubstâncias chamadas metemoglobinizantes, que impedem a oxigenação do sangue, como nitratos, gases de escapamentos, naftaleno e alguns medicamentos, como Cloroquina e Lidocaína, por exemplo;
BAL ou dimercaprolAlguns metais pesados, como arsênico e ouro;
EDTA-cálcicoAlguns metais pesados, como o chumbo;
FlumazenilRemédios benzodiazepínico, como Diazepam ou Clonazepam, por exemplo;
NaloxonaAnalgésicos opiáceos, como Morfina ou Codeína, por exemplo
Soro Antiescorpiônico, Antiofídico  ou AntiaracnídicoPicadas de escorpião, cobra ou aranha venenosos;
Vitamina KPesticidas ou medicamentos anticoagulantes, como a Varfarina.

Além disso, para evitar qualquer tipo de intoxicação, é importante ter atenção aos produtos que se entra em contato no dia-a-dia, principalmente pessoas que trabalham com produtos químicos, como em fábricas ou plantações, sendo imprescindível o uso dos equipamentos de proteção individual. 

Também deve-se dar especial atenção às crianças, que têm maior chance de contato ou ingestão acidental de produtos intoxicantes e de sofrerem acidentes domésticos. Confira, também, quais são os primeiros socorros para outros acidentes domésticos mais comuns.

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-intoxicacao/

Pneumonia química: sintomas, tratamentos e causas

Sintomas de Intoxicação Respiratória

Diferente das pneumonias mais conhecidas, a pneumonia química, melhor chamada de pneumonite química, não é causada por vírus ou bactérias, mas sim pela inalação de substâncias agressivas ao pulmão, como a fumaça, agrotóxicos ou outros produtos químicos.

Quando aspiradas, essas substâncias vão para os pulmões e inflamam a via aérea os alvéolos – estruturas que fazem o transporte do oxigênio para o sangue.

Essa inflamação pulmonar facilita o aparecimento de bactérias, podendo evoluir para uma pneumonia bacteriana

O quadro de inflamação e infecção eventual dificultam as trocas respiratórias, causando falta de ar e insuficiência respiratória. A falta de exposição mais comum aos gases irritantes é a indústria. Em casa, podemos citar os produtos de limpeza, incêndios e vazamento de gás.

A pneumonite química foi importante no caso da boate Kiss em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde as pessoas ficaram confinadas ao ambiente fechado da boate inalando os gases e produtos químicos do incêndio.

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A fumaça é composta de vários gases nocivos ao organismo, ainda agravado pela temperatura quente que pode queimar as vias aéreas.

A pneumonite por aspiração é outra forma de pneumonite química, também podendo ser chamada de pneumonite aspirativa. Esse tipo é causado quando as secreções orais ou o conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões. A inflamação vem dos efeitos tóxicos do ácido gástrico e das enzimas sobre o tecido do pulmão. Bactérias do estômago ou da boca também podem causar uma pneumonite bacteriana.

Prevenção

Algumas medidas podem ajudar a prevenir a pneumonia química:

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  • Evitar o contato com produtos químicos em ambiente fechado
  • Usar equipamento de proteção individual, máscaras e afins quando manipulando material de risco
  • Na presença de incêndios, deixar o local o mais rápido possível e observar o aparecimento de falta de ar e tosse
  • Em idosos e pessoas com problemas neurológicos, atentar para o risco de aspiração de conteúdo do estômago, observando se a pessoa engasga ao se alimentar.

Sintomas de Pneumonia química

Os principais sintomas de uma pneumonia química são tosse e falta de ar – que se iniciam após o contato com o produto químico. Além disso, uma série de outros sinais pode aparecer, dependendo dos seguintes fatores:

  • Composição do produto químico
  • Ambiente de exposição (ar livre, lugar fechado)
  • Tempo de exposição (segundos, minutos, horas)
  • Substância de contato (gases, líquidos, vapor)
  • Medidas de proteção usadas, como máscara, no caso de trabalhadores do campo, por exemplo
  • Histórico médico e presença de outras doenças.

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Dependendo dos fatores citados acima, a pneumonia química pode apresentar também esses sintomas:

  • Irritação no nariz, olhos, lábios, boca e garganta
  • Tosse seca
  • Tosse produtiva, produzindo muco claro, amarelo ou verde
  • Tosse produtiva, com secreção rosada na saliva e presença de sangue
  • Náuseas ou dor abdominal
  • dor no peito
  • respiração dolorosa
  • dor de cabeça
  • sintomas de gripe
  • fraqueza ou desorientação.

Os sintomas da pneumonia química podem demorar dias para aparecer – no caso da fumaça, por exemplo, pode levar até três dias para o corpo manifestar irritações na garganta tosse e a falta de ar. Em casos mais graves, também é possível observar esses sintomas:

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  • febre
  • chiado no peito
  • insuficiência respiratória
  • queimaduras na boca, nariz ou pele
  • pele pálida e lábios suando
  • pensamento alterado e raciocínio comprometido
  • inconsciência
  • inchaço dos olhos ou língua, voz rouca ou abafada
  • Salivação intensa.

Diagnóstico de Pneumonia química

Na presença de algum dos sintomas de pneumonia química, o ideal é entrar em contato com um médico para análise. Em caso de sintomas graves, o paciente deve ser encaminhado imediatamente ao hospital.

É importante comunicar ao médico se houve contato com alguma substância química, quando e por quanto tempo – isso facilita o diagnóstico médico e o auxilia na hora de escolher a melhor forma para tratar o problema.

Leve sempre o recipiente ou embalagem do produto inalado.

Além de fazer inspeção dos sinais vitais (frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, temperatura e quantidade de oxigênio que você tem no seu sangue), o médico irá avaliar olhos, nariz, garganta, pele, coração, pulmões e abdômen. Outros exames podem ser feitos dependendo de fatores como o estado da pessoa ferida e o tipo de exposição.

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Exames como o raio x de tórax, e coleta de sangue podem auxiliar o diagnóstico. Um exame que ajuda o diagnóstico em casos graves é a broncoscopia. Nesse exame é utilizada uma espécie de câmera para visualizar os pulmões.

Tratamento de Pneumonia química

Depende da gravidade do caso. Em quadros mais graves de pneumonia química, com presença de falta de ar, é feita a administração de oxigênio e respiração artificial.

Em casos mais leves, o ideal é procurar um pneumologista, que irá indicar o tratamento adequado para cada caso – que pode variar entre apenas observação, administração de oxigênio até fisioterapia.

Não é comum administrarem medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, mas pode acontecer em casos de infecções mais graves e generalizadas.

Medicamentos para Pneumonia química

Os medicamentos mais usados para o tratamento de pneumonia química são broncodilatadores na inalação:

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  • Fenoterol, o popular Berotec
  • Oxigênio
  • Corticóides.

Casos graves podem necessitar de intubação orotraqueal, em que a respiração artificial é feita por um aparelho, visando proteger e melhorar os pulmões.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Complicações possíveis

A inflamação no pulmão pode deixar o órgão fragilizado, podendo evoluir para infecções secundárias como pneumonia bacteriana, ou em outras áreas do corpo. A insuficiência respiratória pode ser muito grave e levar o paciente a morte..

As complicações podem variar conforme a condição médica anterior da pessoa – alguém com asma ou outros problemas pulmonares pode ter complicações mais facilmente, por exemplo.

Pela situação estressante, o transtorno de stress pós traumático pode surgir e desregulação de doenças endócrinas..

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Referências

Ubiratan de Paula Santos, pneumologista da Sociedade Brasileira de Pneumologia

Andrea Sette, pneumologista do Hospital São Luiz

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/pneumonia-quimica

Saiba o que fazer em casos de intoxicação

Sintomas de Intoxicação Respiratória

Serviço de informações orienta pessoas e profissionais da saúde em casos diversos de intoxicação, desde as alimentares até medicamentosas.


“Temos contato diariamente com mais de 100 mil substâncias químicas presentes nos alimentos, produtos de limpeza, cosméticos, medicamentos, entre outros. Os acidentes e intoxicações com esses produtos são um importante problema de saúde pública”, afirma o professor dr.

Flavio Zambrone, presidente do Instituto Brasileiro de Toxicologia-IBTox e CEO da Planitox.

Diante dessa exposição tão frequente, conhecer as medidas adequadas para cada situação envolvendo substâncias potencialmente tóxicas é de extrema relevância, podendo ser determinante para o sucesso do tratamento.

Para se ter ideia da dimensão do problema, o Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI-SP) atende por ano cerca de 8 mil casos de exposição a substâncias químicas, quase 650 atendimentos por mês e 20 por dia, apenas na capital.

De 2011 a 2018, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do município registrou 46.898 casos de intoxicações. Entre os 15 e os 49 anos, a maior causa de intoxicação é por drogas de abuso (álcool, crack, cocaína etc.).

Já as crianças de um a quatr4 anos são mais afetadas por intoxicações acidentais no ambiente doméstico.

Em casos emergenciais, a primeira opção é ligarmos para o SAMU (192).

Mas muitos não sabem que existe um departamento específico para auxílios que englobam intoxicações: o Disque-Intoxicação (0800-722-6001), canal de comunicação criado em 2005 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Há ainda uma terceira possibilidade, que é ligar para o atendimento de emergência do fabricante do produto, cujo telefone encontra-se nos rótulos e embalagens em questão.

O serviço do Disque-Intoxicação é público e gratuito. Qualquer pessoa pode tirar dúvidas relacionadas ao assunto, não somente em casos emergenciais (pessoas com alergias podem pedir orientações sobre o uso de determinados produtos, por exemplo).

Por determinação da Anvisa, o número é informado em rótulos e bulas de produtos regulados pela agência e em avisos indicativos em hospitais, laboratórios e clínicas. “Os rótulos e bulas dos produtos contêm informações importantes e devem ser mantidos à mão.

Neles estão, além do telefone para emergências e obtenção de informações adicionais, orientações sobre uso correto, precauções e composição química”, explica o dr. Zambrone.

Caso sintam necessidade, profissionais de saúde também podem utilizar o serviço em casos de ocorrência grave. Como trata-se de ajuda especializada, são capazes de orientar sobre os primeiros-socorros do paciente intoxicado e na implementação do tratamento terapêutico mais adequado para cada tipo de substância.

Ao ligar, o usuário é atendido pela unidade mais próxima entre as 36 unidades dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATS), como o CCI-SP mencionado no início. Todas recebem chamadas 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano. Os estados do Acre, Amapá, Maranhão e Tocantins ainda não prestam o serviço na Rede Nacional.

Veja também: Acidentes com crianças

Como suspeitar se houve intoxicação ou envenenamento?

Saber identificar rapidamente alterações no organismo perante uma intoxicação pode auxiliar no atendimento telefônico e facilitar a indicação de medicação para os casos em que haja necessidade.

Os pacientes que tenham mastigado, engolido, aspirado ou entrado em contato com substâncias tóxicas apresentam sinais evidentes na boca ou na pele, como salivação excessiva, dilatação ou contração das pupilas, suor excessivo, respiração alterada e inconsciência. Confira outros sintomas:

  • Hálito com odor;
  • Modificação na coloração dos lábios e do interior da boca, dependendo do agente causador;
  • Dor, sensação de queimação na boca, garganta ou estômago;
  • Sonolência, confusão mental ou outras alterações de consciência;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia;
  • Lesões cutâneas, queimaduras intensas com limites bem definidos ou bolhas;
  • Convulsões;
  • Queda de temperatura, que se mantém abaixo do normal.

O que informar ao ligar para um Centro de Intoxicações?

Há duas opções: entrar em contato com os Centros de Intoxicações Públicos (CIATS) ou os centros privados (atendimento de emergência) pelos telefones informados nos rótulos. Ambos os serviços são gratuitos.

Em casos de envenenamento com produtos químicos, como detergentes, desinfetantes e alvejantes, você como socorrista ou paciente deve ligar imediatamente para o telefone de urgência indicado no rótulo do produto pelo qual foi afetado. Ao ligar, um profissional especializado em toxicologia deverá orientá-lo sobre como agir no momento.

Dependo do caso, o atendente pode solicitar que o paciente acione o SAMU (não há comunicação direta entre os dois serviços). Nessa situação, o SAMU fará o atendimento e encaminhará a vítima para o hospital de referência do local onde ela estiver.

Seja ligando para o Centro de Intoxicações, seja para o SAMU, é importante que o paciente ou acompanhante informe o maior número possível de dados para auxiliar no diagnóstico. Comunique:

  • Com qual substância o paciente teve contato. Ter o rótulo ou bula do produto em mãos facilita o atendimento e evita informações erradas;
  • Por qual via se deu a exposição (boca, pele etc.), a quantidade estimada que provocou o acidente, a frequência de uso e o nível de consciência da vítima;
  • Há quanto tempo ocorreu a exposição;
  • Os sinais e sintomas que você ou a pessoa está apresentando.

Veja também: Intoxicação alimentar

Tipos de intoxicação e os métodos de prevenção

A intoxicação é uma ocorrência médica grave causada quando uma pessoa se expõe a determinadas substâncias. O organismo pode absorvê-las por diferentes vias, como: inalatória, oral (ingestão) ou cutânea (pele).

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2015 foram registrados 88 mil casos de intoxicação humana em todo Brasil.

As causas mais frequentes são os medicamentos (33%), seguidos pelos casos de acidentes com animais peçonhentos (26%) e com produtos de limpeza doméstica (10%). Com relação às ocorrências com medicamentos entre adultos, a maior parte foi enquadrada entre as tentativas de suicídio por ingestão.

Outra razão foi o uso inadequado de medicamentos (por exemplo, por erros de administração e automedicação). A utilização de drogas de abuso (álcool, crack, cocaína etc.) também figura entre as principais causas de intoxicações.

Embora não estejam entre os mais frequentes, os casos envolvendo agrotóxicos foram os mais letais. Na comparação, a taxa de letalidade por medicamentos foi de 0,21%, enquanto a por agrotóxicos chega a 2,59%.

As crianças menores de 5 anos estão entre as mais afetadas pelas intoxicações, com 25% dos casos. Os agentes mais frequentes são: medicamentos (8.905 casos), produtos de limpeza doméstica (4.896 casos), produtos químicos industriais, como tinta e verniz (1.503 casos) e cosméticos (1.374 casos).

A instituição também aponta que as intoxicações ocorrem geralmente nos horários que antecedem as refeições – das 10 às 12 horas e das 17 às 20 horas – ou quando há mudanças na rotina da casa (como em períodos de férias ou quando há festas e visitas em casa). Confira algumas dicas que podem evitar intoxicações com você ou com outras pessoas, por meio dos principais agentes:

Medicamentos – O uso inadequado ou acidental de medicamentos é a principal causa de intoxicação. Só em 2016, o Sinitox registrou 15,8 mil casos.

Nunca deixe de ler o rótulo ou a bula antes de usar um medicamento e não se medique sem orientação médica. Medicamentos devem ser guardados em locais de acordo com a bula e longe do alcance das crianças.

Por mais que sempre reforcemos, as intoxicações infantis mais frequentes são causadas por medicamentos, que geralmente são ingeridos por crianças que os encontram após serem deixados por adultos.

Por isso, não tome o medicamento nem o guarde na frente delas.

Tenha muito cuidado com remédios de uso infantil e adulto que tenham embalagens muito parecidas. Erros de identificação podem causar intoxicações graves e até levar à morte.

Sempre que indicado, tome o medicamento com pelo menos 200 ml de água, nunca com refrigerantes, chá, bebida alcoólica ou café.

Outra dica importante é não dar ou usar medicamentos no escuro, para evitar a troca indevida por outro. Sempre mantenha cada produto em sua embalagem original com a bula. Na hora de descartar, nunca coloque a embalagem com o seu conteúdo na lixeira.

Produtos domésticos – Detergentes, inseticidas, desinfetantes e afins devem ser mantidos em local seguro e trancado, fora do alcance das crianças, para não despertar curiosidade. Mantenha-os nas suas embalagens originais, nunca os coloque em embalagens de refrigerantes ou sucos. Nunca misture produtos, pois isso pode aumentar a toxicidade.

Plantas tóxicas – Algumas espécies de plantas, como “comigo-ninguém-pode”, mamona, pinhão-paraguaio, copo-de-leite, loureiro-rosa, paina-de-sapo, aquelas cuja seiva queima ou as espinhosas como coroa-de-cristo devem estar longe do alcance de crianças. Ensine a elas que não se deve colocar plantas na boca.

Conheça as plantas de casa e arredores pelo nome e características e jamais coma plantas desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Processos como cozinhar as plantas não garantem a eliminação de substâncias tóxicas.

Em caso de acidente com plantas tóxicas, retire eventuais resíduos ou restos do vegetal que possam ainda estar na boca e enxague cuidadosamente a região com água corrente. Guarde a planta para identificação e ligue para o Centro de Controle de Intoxicação.

Outras precauções – No ambiente de trabalho, tenha cuidado principalmente com atividades que envolvam o uso de substâncias químicas.

O uso de EPI – Equipamento de Proteção Individual – é essencial e muito importante para prevenir intoxicações ocupacionais, mesmo que os equipamentos aparentemente não tenham relação com acidentes químicos.

O uso de botas, por exemplo, evita acidentes com escorpiões e serpentes.

Disque-Intoxicação: 0800-722-6001

SAMU: 192

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/saiba-o-que-fazer-em-casos-de-intoxicacao/

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