Sintomas de Pneumonia (crianças, adultos, idosos)

Pneumonia tem como sintomas febre, tosse e dificuldade para respirar

Sintomas de Pneumonia (crianças, adultos, idosos)

Pneumonia é o termo que se refere a toda inflamação aguda nos pulmões. Na maioria das vezes essa doença é causada por infecções provocadas por vírus ou bactérias.

Mas fungos, outros organismos e substâncias também podem ser os responsáveis por essa condição, que pode levar à morte se não tratada a tempo, especialmente pacientes mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos.

As principais estruturas envolvidas na pneumonia são os alvéolos, pequenos sacos de ar onde acontecem as trocas gasosas —eles se inflamam e podem ficar cheios de pus, causando febre, tosse e dificuldade para respirar. Os brônquios (que ligam os alvéolos à traqueia) também podem ser afetados.

Incidência

A pneumonia é a doença que mais mata crianças com até cinco anos no mundo. Está entre as doenças que mais causam hospitalizações no Brasil e no mundo. No país, afeta cerca de 900 mil pessoas por ano, e constitui a doença infecciosa que mais mata —são quase 100 mil casos fatais por ano, se considerarmos todos os tipos de pneumonia.

Fatores de risco

– Idade: crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis.

– Imunodepressão: condições que diminuem a imunidade, como prematuridade, insuficiência cardíaca, uso crônico de corticosteroides, alcoolismo, câncer ou Aids não controlada aumentam o risco de pneumonia.

– Tabagismo: as substâncias tóxicas do cigarro tornam as vias aéreas mais vulneráveis a infecções que podem atingir os pulmões.

– Doença pulmonar crônica: indivíduos com DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), fibrose cística ou asma também são mais propensos ao quadro.

– Condições que resultam em dificuldades de deglutição: demências, sequelas de AVC ou doenças neurológicas, em geral, podem levar à pneumonia por aspiração, bem como o refluxo gastroesofágico.

– Pacientes internados em hospitais, clínicas ou casas de repouso também são mais vulneráveis.

– Fatores socioeconômicos, como pobreza, desnutrição, desmame precoce, cobertura vacinal inadequada e baixas condições sanitárias e de higiene são outros fatores de risco.

Sintomas

  • Febre
  • Tosse (seca ou produtiva)
  • Mal-estar geral
  • Dor torácica que surge ou piora com a tosse ou ao respirar
  • Falta de ar ou dificuldade para respirar (dispneia)

Também podem surgir:

  • Respiração rápida (taquipneia, mais comum em crianças pequenas)
  • Dor de cabeça
  • Suor
  • Calafrio
  • Perda de apetite
  • Fadiga
  • Confusão mental (mais comum em idosos)

Causas e tipos de pneumonia

A maioria das pessoas associa a pneumonia à infecção causada por bactérias conhecidas como pneumococos. Mas há outros micro-organismos capazes de causar a doença, e em certos casos eles fazem parte da flora normal das vias respiratórias, porém se multiplicam por alguma condição que comprometa a imunidade do indivíduo. Veja alguns exemplos de pneumonia de acordo com o agente envolvido:

VIRAL

Só o influenza, causador da gripe, é responsável por um terço de todas as pneumonias.

Ocorre que, após um quadro viral, as células que revestem as vias aéreas, inclusive os pulmões, ficam mais sensíveis e deixam o ambiente favorável para que uma pneumonia bacteriana secundária se instale.

Mas outros vírus, como o sincicial respiratório (VSR), o parainfluenza, os causadores do resfriado e até do sarampo também podem infectar os pulmões.

BACTERIANA

A principal delas é a Streptococcus pneumoniae (pneumococo), responsável pelos sintomas típicos da pneumonia, como febre alta e catarro amarelado. Outras bactérias também podem infectar os pulmões, causando sintomas mais leves ou até mais graves.

ATÍPICA

A pneumonia é considerada atípica quando provocada por organismos como Haemophilus influenzae, Legionella pneumophila, Mycoplasma pneumoniae e a Chlamydia pneumoniae ou a Chlamydia pisttaci (mais rara, proveniente de aves infectadas). Esses casos são considerados atípicos, e os sintomas podem ser mais leves.

FÚNGICA

Diversos fungos podem causar pneumonia, como o Histoplasma capsulatum (causador da histoplasmose), o Paracoccidioides brasiliensis entre outros. O Pneumocystis jiroveci é o causador da pneumonia pneumocística, ou PPC, uma das principais infecções oportunistas em pacientes imunodeprimidos, como quem tem Aids.

POR PARASITAS

Micobactérias (tipos de bacilos aeróbios) e parasitas como o Toxocara canis ou T. catis (causadores da toxocaríase) e o Paragonimus westermani também podem causar infecção pulmonar.

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES

O ambiente em que a pessoa contraiu a doença também determina sua classificação. Por isso, é comum ouvir os médicos falarem em pneumonia adquirida na comunidade (PAC), quando se referem a infecções adquiridas fora do ambiente hospitalar ou de instituições de saúde.

Já entre pacientes internados (pneumonia adquirida em hospitais), pode ocorrer não somente porque o local concentra maior número de pessoas doentes, mas principalmente pelo uso de aparelhos para auxiliar a respiração (ventiladores) —esse tipo tende a ser grave porque afeta pacientes que já estão debilitados e há maior risco de se contaminar com micro-organismos resistentes a medicamentos.

Ainda existe a pneumonia por aspiração, causada por partículas provenientes do estômago ou vômito que, sem querer, vão parar nas vias aéreas, causando inflamação ou infecção.

O problema é mais frequente em pacientes com dificuldades para engolir ou que usam sonda para alimentação.

Por último, a inalação de substâncias tóxicas, como certos gases, subprodutos do petróleo e armas biológicas, também pode levar à doença.

Quando procurar o médico?

Sempre que uma pessoa tiver febre alta e/ou dor no peito ou dificuldade para respirar, é preciso consultar o médico ou serviço de urgência, principalmente se for criança, idoso, paciente imunodeprimido ou com doenças crônicas.

Como diferenciar da gripe ou da bronquite?

Estados gripais causam febre, dores no corpo, na cabeça, garganta e, muitas vezes, coriza e tosse. Se depois de apresentar esses sintomas a pessoa passar a ter alguma dificuldade respiratória ou dor no peito, a gripe pode ter virado uma pneumonia. Já a bronquite é um processo alérgico, que não acompanha febre, nem catarro amarelado.

E da tuberculose?

A tuberculose é uma doença contagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis (uma micobactéria), e também causa tosse. Seus sintomas surgem de forma gradual, e com frequência os doentes levam tempo para procurar o médico. Já a pneumonia é uma doença aguda, que pode aparecer depois de um quadro gripal.

Diagnóstico

Muitos médicos podem chegar ao diagnóstico apenas com exame clínico, análise dos sintomas e história do paciente. A radiografia de tórax, ou, em alguns casos, a tomografia de tórax, que tem mais acurácia, ajudam a determinar se o paciente tem pneumonia.

Testes para avaliação do estado geral do paciente, como a oximetria (para avaliar o nível de oxigenação no sangue) e hemograma, ou para identificar o causador da doença, como cultura de sangue, testes de escarro, swab nasal e de urina também podem ser solicitados.

Em casos graves, os testes moleculares, como o PCR (reação em cadeia da polimerase), podem ser de grande ajuda para identificar a causa da pneumonia com rapidez.

Quadros de pneumonia muitas vezes demandam hospitalização. A idade do paciente e a presença de outras doenças, bem como os níveis de oxigenação do sangue, pressão e confusão mental, entre outros critérios, são levados em conta. Indivíduos que requerem ventilação mecânica precisam ser internados em unidades de terapia intensiva (UTI).

Tratamento

O paciente deve repousar e receber cuidados de suporte, como hidratação adequada, uso de antipiréticos e analgésicos. A escolha da terapia para inibir a proliferação depende do tipo de micro-organismo com maior probabilidade de estar por trás da infecção, o que nem sempre é possível determinar na hora.

Na suspeita de bactérias, costuma-se indicar antibióticos como a amoxicilina ou amoxicilina associada ao clavulanato, levofloxacina, azitromicina ou claritromicina. Já na pneumonia adquirida no ambiente hospitalar há antibióticos específicos.

Para pneumonias virais, o uso do osetalmivir (Tamiflu) pode ser considerado em caso de confirmação do influenza. Para doenças causadas por fungos, antifúngicos como o itraconazol são indicados, e assim por diante.

A maioria dos medicamentos é bem tolerada e têm poucos efeitos colaterais, mas alguns pacientes podem apresentar alergia e demandar substituições.

Duração do tratamento

A duração do tratamento depende da gravidade, mas a maioria dos pacientes se restabelece em cerca de duas semanas. Nos casos graves, os pacientes podem apresentar sintomas como fadiga por mais tempo.

Resistência

O uso indiscriminado de antibióticos, inclusive na pecuária, tem aumentado a incidência de infecções por organismos resistentes aos medicamentos.

É o caso do Staphylococcus aureus, resistente à meticilina (MRSA), que em casos raros pode causar pneumonia grave, com tratamento complicado.

Por isso, é importante que as pessoas sempre tomem o remédio de acordo com a prescrição médica, e não interrompa o tratamento depois que os sintomas desaparecem.

Complicações possíveis

Na maioria das vezes, a doença cede com os cuidados adequados.

Mas nos pacientes com sistema imunológico comprometido ou nos casos de organismos mais resistentes, há risco de complicações, como a formação de líquido ou abcesso (formação de cavidade com pus que requer drenagem) no pulmão, algumas bem graves e com risco de sequelas, como a baixa oxigenação, e a sepse, quadro que se instala quando a bactéria cai na circulação sanguínea e se dissemina, causando falência múltipla de órgãos e podendo levar à morte.

Como ajudar um familiar doente

A conduta mais importante, em caso de suspeita de pneumonia, é não adiar a ida ao pronto-socorro. Para os pacientes tratados em casa, é importante permitir o repouso, manter a hidratação constante e oferecer alimentos aos poucos, para manter a nutrição apesar do cansaço e da falta de apetite.

Prevenção

Veja, a seguir, algumas medidas para reduzir o risco de pneumonia.

– Mantenha a vacinação em dia, principalmente se você apresenta algum fator de risco ou convive com alguém nessa condição. As vacinas pneumocócicas são indicadas para crianças, idosos com mais de 65 anos e adultos com determinadas doenças crônicas.

Existem algumas versões diferentes, mas todas elas ajudam a proteger contra a pneumonia bacteriana e outras complicações causadas pelo pneumococo, como meningite e septicemia. A vacina contra a Haemophilus influenzae B e a do sarampo, indicada para bebês, e a vacina contra o influenza, que deve ser tomada todo ano, são outras que evitam boa parte das pneumonias.

A imunização está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para os pacientes com maior vulnerabilidade.

– Pare de fumar. Existem programas gratuitos para ajudar a vencer o tabagismo, e a medida também ajuda quem convive com você.

– Siga as orientações médicas corretamente sempre que tiver alguma infecção aguda ou condição crônica, como diabetes, doenças do coração, asma, DPOC, ou HIV, entre outras.

– Se você acabou de virar mãe, procure amamentar. O aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida também é uma forma de proteger seu filho de doenças.

– Cultive medidas de higiene como lavar as mãos com frequência e cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Isso evita a transmissão e o contágio pelo vírus da gripe, entre outros patógenos.

– Fique em casa (ou deixe seu filho em casa) quando estiver com febre e mantenha os ambientes sempre arejados (inclusive no inverno). Isso é mais importante para evitar gripes e pneumonias do que fugir da chuva e do vento.

– Mantenha uma vida saudável, o que significa ter uma dieta variada e equilibrada, dormir bem, praticar atividade física e evitar o álcool. Isso também é uma forma de se proteger de infecções.

Fontes:Alexandre Naime,infectologista e consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia; Nelson Ejzenbaum, pediatra e neonatalogista, membro da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria); American Lung Association; Ministério da Saúde; SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia); Sociedade Brasileira de Pediatria; CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças, nos EUA).

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/01/29/pneumonia-tem-como-sintomas-febre-tosse-e-dificuldade-para-respirar.htm

A pneumonia em idosos: por que devemos manter a atenção?

Sintomas de Pneumonia (crianças, adultos, idosos)

A pneumonia em idosos pode ser fatal e por isto demanda atenção de cuidadores e idosos. É caracterizada por um processo infeccioso nos pulmões, causado em geral por bactérias e vírus. Saiba mais.

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Para que você saiba mais sobre como prevenir, identificar e tratar a pneumonia em idosos, fique de olho nas dicas que reunimos para a publicação de hoje.

O que leva uma pessoa a ter pneumonia?

O avanço da idade reduz as defesas naturais do organismo, processo chamado de imunossenescência. Outros fatores também são predisponentes para pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em idosos.

Fatores de risco para pneumonia em idosos

  • Tabagismo
  • Disfagia orofaríngea
  • Alimentação inadequada ou desnutrição
  • Sarcopenia
  • Baixo peso ou perda recente de peso
  • Uso prévio de antibióticos
  • Imunossupressão
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
  • Insuficiência cardíaca congestiva
  • Insuficiência renal
  • Doença hepática crônica
  • Hipertensão arterial
  • Asma
  • Problemas cardíacos
  • Diabetes
  • Câncer
  • Doenças neurológicas e psiquiátricas (acidente vascular encefálico, demência, doença de Parkinson, depressão)
  • Uso de medicamentos com efeitos sedativos
  • Antipsicóticos
  • Anticolinérgicos e opióides
  • Alcoolismo
  • Tubos nasogástricos (sondas)
  • Cirurgia recente
  • Declínio funcional
  • Fragilidade
  • Infecção pelo vírus influenza e outros vírus respiratórios
  • Contato direto e frequente com outros idosos que têm a doença (como em casas de repouso e outras instituições de moradia para a terceira idade)
  • Necessidade frequente de hospitalização
  • Internação por PAC nos últimos 2 anos

A Dra. Anne Freitas Cardoso (@geriatraemcasadf), geriatra da clínica Neuroprime, traz mais detalhes sobre a pneumonia em idosos. Leia na íntegra abaixo e acompanhe ao final a entrevista do pneumologista Ricardo Martins à TV Senado.

Acompanhe mais dicas de médicos e especialistas em nossa seção Pergunte ao Especialista.

Como identificar a pneumonia em idosos

Acvida: Qual a importância do diagnóstico precoce no tratamento de um quadro de pneumonia em idosos?

Dra. Anne: O diagnóstico precoce é importante para que o tratamento seja mais efetivo, haja vista que, quanto mais tardio é feito esse diagnóstico, maior tende a ser a gravidade do quadro.

Quais os sintomas de pneumonia no idoso?

Os sintomas clássicos de pneumonia (tosse, febre, falta de ar) podem não estar presentes nos idosos.

Portanto devemos sempre aventar essa hipótese diagnóstica mesmo na presença apenas de sintomas inespecíficos como confusão mental, distúrbio do humor, incontinência, inapetência (perda de apetite), perda de peso, declínio da capacidade funcional, piora de alguma doença crônica prévia, síncope e quedas.

Acvida: Quais as principais diferenças observadas ao longo da vida, com relação ao risco de se contrair pneumonia, num adulto saudável, num idoso com mais de 60 anos e naqueles com mais de 80 anos? Há grupos considerados de risco?

Dra. Anne: A incidência de pneumonia aumenta com a idade. Existe um grande número de fatores que predispõem o idoso a ter pneumonia.

À medida que o indivíduo envelhece, as modificações fisiológicas que o envelhecimento ocasiona nos sistemas respiratórios e imune deixam o geronte (idoso) mais suscetível à infecção bacteriana em decorrência da redução da função dos neutrófilos e expressão do neutrófilo CD16 e da fagocitose.

Apesar da diminuição da capacidade vital, da atividade mucociliar e da resposta imune, o envelhecimento não é fator de risco isolado para pneumonia.

Pacientes considerados do grupo de risco incluem aqueles com: deficiências imunológicas, esplenectomia ou disfunção esplênica, transplante renal, anemia falciforme, lúpus eritematoso disseminado, síndrome nefrótica, além dos fatores de risco já citados.

Acvida: Há diversos relatos de idosos que necessitam permanecer internados em hospitais, por outros motivos, mas que durante a internação desenvolvem um quadro de pneumonia. Porque, infelizmente, estes não são casos isolados? Como diminuir os riscos de que isto aconteça?

Dra. Anne: As pneumonias nosocomiais (hospitalares) são cerca de 8 a 10 vezes mais frequentes nos indivíduos maiores de 70 anos e representam aproximadamente 20% das infecções hospitalares entre os idosos.

Intubação endotraqueal com ventilação mecânica implica no maior risco para pneumonia adquirida no hospital.

Em pacientes que não estão intubados, fatores de risco envolvem tratamento antibiótico anterior, pH gástrico elevado (decorrentes de terapia com bloqueadores H2 ou inibidores da bomba de prótons) e coexistência de insuficiências cardíaca, pulmonar, hepática e renal, o que se torna muito mais comum com o avançar da idade.

Além disso, têm maior risco pacientes com dentes em mau estado de conservação e aqueles com doenças neurológicas (demência, doença de Parkinson, acidente vascular encefálico) ou rebaixamento do nível de consciência, que podem evoluir com pneumonia aspirativa no decorrer da internação hospitalar.

As principais medidas preventivas contra a pneumonia em idosos são:

Manter decúbito elevado (30 a 45 graus), adequar diariamente o nível de sedação e teste de respiração espontânea, aspirar a secreção subglótica rotineiramente (para pacientes intubados), fazer a higiene oral com antissépticos (clorexidina 0.12%), fazer uso criterioso de bloqueadores neuromusculares, dar preferência por utilizar ventilação mecânica não-invasiva.

Acvida: Há dificuldades adicionais para evitar a pneumonia em idosos com Alzheimer ou outros tipos de demência?

Dra. Anne: Sim. O risco de pneumonia aumenta em pacientes com qualquer tipo de demência em fases avançadas, pois geralmente eles evoluem com disfagia e engasgos, podendo apresentar pneumonias aspirativas com maior frequência.

Além disso, a disfagia comumente leva a uma menor ingesta de alimentos e nutrientes, podendo ocasionar perda ponderal, sarcopenia e fragilidade, fatores de risco adicionais para a ocorrência de pneumonias.

Acvida: A broncoaspiração (aspiração involuntária de alimentos pelas vias respiratórias) pode levar a quadros graves, como uma pneumonia por aspiração. Como reconhecer e evitar tais situações, que podem se iniciar de forma assintomática?

Dra. Anne: A aspiração de secreção para o parênquima pulmonar resulta em pneumonia bacteriana e geralmente apresenta evolução aguda, com sintomas após horas ou alguns dias depois do evento sentinela.

A terapia com supressores da acidez gástrica é relacionada ao risco aumentado de pneumonia adquirida na comunidade ou hospitalar, provavelmente devido ao favorecimento do crescimento de bactérias gram-negativas. O cuidado intensivo da cavidade oral e a reabilitação para disfagia reduzem sua incidência.

Vários estudos compilados, em revisão sistemática da Biblioteca Cochraine, demonstraram que nos pacientes com disfagia secundária às demências em fase avançada, a alimentação por sonda nasogástrica, nasoenteral e até mesmo por gastrostomia não previne as aspirações;

Pelo contrário, alguns estudos demonstraram aumento significativo do risco de aspiração em pacientes com alimentação por sonda.

O diagnóstico de pneumonia aspirativa depende da história clínica característica, como macroaspiração testemunhada, presença de fatores de risco e achados compatíveis na imagem do tórax, infiltrados em segmentos pulmonares dependentes de gravidade:

Segmento superior do lobo inferior ou segmento posterior do lobo superior, se o paciente estiver em posição supina durante o evento de macroaspiração; ou segmentos basais do lobo inferior, caso o paciente esteja com a cabeceira mais elevada ou de pé.

Vale ressaltar, que em estágios iniciais da pneumonia aspirativa, a radiografia de tórax pode não apresentar alterações, sendo que estas só serão identificadas pela tomografia de tórax.

Acvida: Quais condutas devem ser adotadas nas atividades de vida diária (AVDs) dos idosos para diminuir os riscos de se desenvolver pneumonia? Poderia citar exemplos?

Dra. Anne: Além das dicas gerais já apresentadas, cito outras abaixo.

Como prevenir a pneumonia em idosos

  • Manter sempre a cabeceira da cama elevada (como já citado), principalmente para os muito idosos, com funcionalidade reduzida, para aqueles com demência em fase grave ou doença neurológica que aumentem o risco de aspiração
  • Realizar a higiene oral adequadamente
  • Adequar a consistência dos alimentos oferecidos para pacientes com disfagia, por exemplo, para os pacientes com disfagia para líquidos, adicionar espessantes para líquidos
  • Manter o idoso sentado durante as refeições
  • Manter nutrição adequada, evitando alimentos ultra processados e dando preferências para alimentos naturais e vegetais ricos em nutrientes
  • Realizar exercícios físicos regularmente, quando possível, para reduzir o risco de sarcopenia e fragilidade, fatores de risco para pneumonia e outras infecções
  • Evitar o uso de medicamentos sedativos, anticolinérgicos ou inibidores da acidez gástrica, principalmente sem prescrição médica
  • (Sugestão Acvida Cuidadores) Livrar-se do alcoolismo e do tabagismo
  • (Sugestão Acvida Cuidadores) Realizar as vacinações antigripais e antipneumônicas recomendadas – conheças as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) para 2020/2021. Clique aqui para baixar
  • (Sugestão Acvida Cuidadores) Atenção para aumentar a imunidade do idoso, em especial no caso de indivíduos com doenças crônicas ou comorbidades
  • (Sugestão Acvida Cuidadores) Tratar corretamente e com muita disciplina outras doenças respiratórias, tais como gripes, resfriados, rinites, sinusites, bronquites e afins

Como tratar a pneumonia em idosos

Acvida: Quais as condutas mais utilizadas para o tratamento da pneumonia em idosos?

Dra. Anne: As medidas de suporte são imprescindíveis para o tratamento adequado da pneumonia em idosos.

O que é bom para curar pneumonia?

É importante garantir a hidratação, a nutrição e a oxigenação, como também preservar as funções cardiovascular e renal dos pacientes.

Um dos principais objetivos da terapia é a erradicação do organismo infectante, com resultante resolução da doença clínica. Por isso, o uso dos agentes antimicrobianos constitui o pilar do tratamento. Inúmeros estudos demonstraram que, quanto mais precocemente for iniciada a antibioticoterapia, menor a mortalidade.

O paciente com PAC deve ser avaliado quanto à gravidade da doença para ajudar na decisão do local (domicílio, enfermaria ou UTI) e tipo de tratamento. De acordo com a gravidade, oxigenioterapia também pode ser necessária.

Acvida: Gostaria de dar alguma dica ou orientação para os cuidadores de idosos dependentes e suas famílias?

Dra. Anne: Mantenham os idosos ativos, forneçam nutrição de qualidade com consistência adequada em caso de disfagia. Hidratem os idosos, pois desidratação é uma das principais causas de descompensações clínicas nos pacientes de idade avançada.

Lembrem-se de manter a cabeceira da cama elevada; higienizem bem a cavidade oral após as refeições; tomem cuidado com medicamentos sedativos; evitem automedicação; mantenham acompanhamento regular com médico geriatra de sua confiança.

Quanto tempo demora para curar pneumonia em idosos?

(Respondido pela equipe da Acvida Cuidadores) Os sintomas podem melhorar alguns dias após o início do tratamento, mas não quer dizer que a infecção tenha sido curada. A aderência ao tratamento é essencial para seu sucesso, por isso, reforçamos a importância de manter estreito contato com seu médico.

Atenção: pneumonia em idosos pode matar

Finalizamos com a entrevista do pneumologista Ricardo Martins à TV Senado, vale a pena assistir.

Источник: https://acvida.com.br/familias/pneumonia-em-idosos/

PNEUMONIA – Sintomas, causas e tratamento

Sintomas de Pneumonia (crianças, adultos, idosos)

Pneumonia é o nome que damos à infecção de um ou ambos os pulmões. Para sermos mais precisos, pneumonia é a infecção dos tecidos pulmonares e seus alvéolos.

A pneumonia é uma infecção não contagiosa causada habitualmente por bactérias, mas que também pode ser provocada por vírus ou fungos.

O que são os alvéolos?

Para entender o que é a pneumonia é preciso antes conhecer um pouco a anatomia do pulmão.

Leia o texto e acompanhe a figura abaixo para entender melhor as explicações.

O ar que respiramos entra pelo nariz e/ou boca e vai para a traqueia. A traqueia, ao chegar ao nível dos pulmões, bifurca-se, formando os brônquios principais, um para o lado esquerdo, outro para o direito; estes brônquios também se bifurcam, formando os bronquíolos, que por fim, acabam nos alvéolos. Cada vez que ocorre uma bifurcação, as estruturas vão se tornando progressivamente menores.

Os alvéolos, que ficam no ponto final da árvore respiratória, são bolsas microscópicas que estão em contato com a corrente sanguínea. Através deles são feitas as trocas dos gases respirados (oxigênio e gás carbônico).

O alvéolo entrega o oxigênio respirado para as hemácias (glóbulos vermelhos) no sangue e recebe delas o gás carbônico produzido pelas células do corpo.

Portanto, como todos sabemos, inspiramos oxigênio e expiramos gás carbônico.

Cada um dos pulmões contém milhões de alvéolos. Se pegarmos cada um dos alvéolos e esticarmos lado a lado, a superfície coberta seria de cerca de 75 metros quadrados.

Na pneumonia, os alvéolos ficam cheios de secreções purulentas, impedindo a entrada e saída dos gases. Nesses alvéolos acometidos pela infecção não há troca de oxigênio por gás carbônico.

Quantos mais alvéolos acometidos pela pneumonia, mais grave é o quadro.

O paciente com pneumonia extensa pode apresentar insuficiência respiratória, precisando ser intubado e acoplado a um respirador artificial para conseguir manter o sangue adequadamente oxigenado.

Como se pega pneumonia?

A pneumonia pode ser causada, em ordem decrescente de frequência, por: bactérias, vírus, fungos e parasitos.

A maioria das pneumonias são de origem bacteriana. As bactérias que mais habitualmente provocam pneumonia são: Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis e Staphylococcus aureus.

Na verdade, “pegar pneumonia” não é termo mais apropriado, uma vez que tal expressão passa a ideia de transmissão da doença entre indivíduos.

Na grande maioria dos casos, a pneumonia não é uma doença contagiosa como a gripe ou tuberculose (que pode até ser considerada um tipo de pneumonia).

Você pode entrar em contato com um paciente com pneumonia, que, exceto em situações especiais, não haverá risco de contaminação.

Como então surge a pneumonia? Nossos pulmões são órgãos expostos constantemente a micróbios do ar e da nossa própria flora bacteriana da boca. Nós não ficamos doentes o tempo todo porque o pulmão tem seus próprios mecanismos de defesa, que o mantém livre de germes.

Entre estes mecanismos podemos citar o reflexo de tosse, a presença de células do sistema imunológico ao longo de todo trato respiratório e a existência de microscópicos cílios na árvore brônquica que “varrem” os agentes invasores para fora das vias respiratórias.

O desenvolvimento da pneumonia depende da virulência do invasor, da quantidade de micróbios que conseguem chegar aos pulmões e das condições imunológicas do paciente. Em geral, uma pneumonia surge quando um germe agressivo consegue penetrar o trato respiratório e encontra o sistema de defesa comprometido.

Situações triviais podem reduzir as defesas do sistema respiratório. Por exemplo: pacientes que fumam apresentam um irritação constante de toda árvore brônquica e disfunção dos cílios protetores. As células de defesa pulmonar também são afetadas pelo cigarro e não funcionam tão bem. Tudo isso favorece o aparecimento de infecções respiratórias.

Outro exemplo são os pacientes com gripe.

A lesão que o vírus da gripe provoca do sistema respiratório também favorece a invasão de bactérias, que se aproveitam da redução da capacidade do paciente de combater os germes que chegam às partes mais interiores do sistema respiratório.

Pessoas idosas naturalmente têm seu sistema imunológico mais fraco, o que as coloca sob maior risco de desenvolver pneumonias. Do mesmo modo, pessoas já debilitadas por outras doenças, como insuficiência cardíaca, alcoolismo ou diabetes, também apresentam maiores riscos.

Temos um artigo exclusivo sobre a transmissão da pneumonia com mais detalhes acerca deste assunto: PNEUMONIA É CONTAGIOSA?

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para pneumonia são:

  • Idade maior que 65 anos.
  • Infecções respiratórias virais, como gripe.
  • Tabagismo.
  • Doenças imunossupressoras ( HIV, transplante, câncer…).
  • DPOC (bronquite crônica e enfisema pulmonar).
  • Usuários de drogas.
  • Doentes acamados.
  • Pessoas com redução do nível de consciência.
  • Hospitalizações prolongadas.
  • Pacientes em ventilação mecânica (em uso de respirador artificial).
  • Pacientes com outra doença pulmonar prévia (sequelas de tuberculose, bronquiectasias, fibrose cística, etc.)

Pneumonia por aspiração

Um tipo gravíssimo de pneumonia é a pneumonia por aspiração. Ocorre em pessoas que vomitam e logo após aspiram o seu conteúdo.

É uma forma de pneumonia comum em pacientes com nível de consciência reduzido, que perdem a capacidade de tossir ou de engolir a própria saliva, fazendo com que as secreções da cavidade oral caiam nas vias respiratórias.

A via aérea desse tipo de paciente fica exposta a uma quantidade imensa de micróbios, muito maior do que o habitual, favorecendo o desenvolvimento de pneumonia.

Um exemplo comum é alguém que bebeu muito e está em coma ou pré-coma alcoólico.

Sintomas

Os sinais e sintomas da pneumonia incluem tosse com expectoração, febre, calafrios, falta de ar, dor no peito quando se respira fundo, vômitos, perda de apetite, prostração e dores pelo corpo. Pode haver presença de sangue misturado ao escarro (leia: TOSSE E ESCARRO COM SANGUE). A febre da pneumonia é geralmente alta.

É muito comum a pneumonia surgir como complicação de uma gripe. Muitas vezes o paciente acaba atribuindo seus sintomas de pneumonia à gripe, demorando a procurar ajuda médica. É preciso ter atenção a quadros de gripe que não melhoram, ou até pioram progressivamente, principalmente se o paciente for idoso.

Pacientes acima de 60 anos ou com outras doenças, como insuficiência renal, insuficiência cardíaca, cirrose, HIV ou uso de drogas imunossupressoras, podem apresentar um quadro mais discreto, com pouca tosse e nenhuma febre. Às vezes, a pneumonia neste grupo se apresenta apenas com prostração e alterações mentais, como desorientação e confusão mental.

Uma das complicações possíveis da pneumonia é a formação de derrame pleural, que colabora para o surgimento de cansaço e falta de ar.

Nas pneumonias extensas, quando grande parte do tecido pulmonar está acometido, o paciente pode entrar em insuficiência respiratória, sendo necessária a entubação orotraqueal, ventilação mecânica e internação em unidade de terapia intensiva (UTI).

Para saber mais detalhes sobre os sintomas da pneumonia, leia: SINTOMAS DA PNEUMONIA – ADULTOS, CRIANÇAS E IDOSOS.

Pneumonias atípicas

Existe um grupo de bactérias, entre elas Mycoplasma, Legionella e Clamídia, que causam as chamadas pneumonias atípicas. São formas que podem ter evolução mais lenta e com quadro não tão óbvio de pneumonia.

Para saber mais sobre a pneumonia atípica por legionella, leia: LEGIONELOSE – Doença do Legionário.

Diferenças entre pneumonia e tuberculose

Muitos pacientes que apresentam um quadro de tosse e expectoração ficam assustados com a possibilidade de terem tuberculose. A diferença está no tempo de evolução da doença.

A pneumonia é um quadro agudo que evolui em horas. O paciente fica mal com pouco tempo de doença, procurando atendimento médico já nas primeiras 72 horas de doença.

A tuberculose se apresenta como um quadro mais arrastado, com os sintomas piorando gradativamente e o paciente muitas vezes só procura atendimento médico várias semanas depois do início dos sintomas.

Para mais informações sobre tuberculose, leia: TUBERCULOSE – Sintomas e tratamento.

Diagnóstico

O diagnóstico da pneumonia é feito normalmente com exame físico e uma radiografia de tórax. Análises de sangue podem ajudar, mas não são imprescindíveis. Um bom médico é capaz de diagnosticar uma pneumonia apenas com a história clínica e o exame físico.

A radiografia, por ser um exame barato e amplamente disponível, é normalmente solicitada para confirmação do diagnóstico. Os alvéolos cheios de secreção aparecem como uma mancha branca à radiografia de tórax, como se pode ver na foto ao lado

O hemograma do paciente com pneumonia apresenta uma grande elevação do número de leucócitos, típico de infecções bacterianas.

Nos pacientes mais graves, que necessitam de hospitalização, normalmente tentamos identificar qual é a bactéria responsável pela pneumonia. Podemos pesquisar a bactéria no sangue (através da hemocultura) ou no próprio escarro do paciente. Em casos selecionados pode ser necessária a coleta de secreções diretamente do pulmão, através da broncoscopia.

Tratamento

As pneumonias são divididas em comunitárias, quando adquiridas no dia-a-dia, e hospitalares, quando surgem em pacientes hospitalizados. A pneumonia hospitalar é mais grave e mais difícil de tratar, pois é normalmente causada por bactérias mais resistentes e acomete pacientes mais fragilizados.

O tratamento das pneumonias bacterianas é feito com antibióticos por no mínimo oito dias. As pneumonias comunitárias podem ser tratadas com antibióticos orais, porém, aquelas que evoluem mal necessitam de internação hospitalar e antibióticos venosos.

As principais drogas usadas para as pneumonias comunitárias são a amoxacilina com ácido clavulânico, azitromicina, claritromicina, ceftriaxona, levofloxacino e moxifloxacino. Esperam-se sinais de melhora a partir do segundo ou terceiro dia de tratamento.

Pneumonias podem facilmente levar à sepse e costumam ser importante causas de morte em idosos e pacientes imunossuprimidos.

Já existe vacina contra a pneumonia estreptocócica, causada pelo Streptococcus pneumoniae, o tipo mais comum. Ela está indicada em crianças e pessoas acima dos 50 anos, mas não evita pneumonias causadas por outros germes.

Pegar frio causa pneumonia?

A história do frio é muito difundida na população, mas apresenta apenas uma pequena parcela de verdade. Como eu já expliquei, para se ter pneumonia é necessário uma infecção bacteriana; não basta uma corrente de ar frio para nos infectar.

O que acontece é que no frio (no Brasil poucos lugares fazem realmente frio) o sistema de defesa, principalmente os cílios das vias aéreas, funcionam de modo mais lentificado, o que favorece a invasão de germes.

No inverno as pessoas andam menos na rua e tendem a se aglomerar em locais fechados, favorecendo a transmissão de vírus, como o da gripe.

Como já referido, infecções respiratórias virais são fatores de risco, principalmente em idosos, para o aparecimento de pneumonia.

Agora, ninguém pega pneumonia porque abriu a geladeira com o corpo molhado ou porque pegou uma chuva saindo do trabalho ou do colégio. Felizmente, nosso sistema imune é suficientemente forte para lidar com situações triviais como estas.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/pneumologia/pneumonia/

9 principais sintomas de pneumonia

Sintomas de Pneumonia (crianças, adultos, idosos)

Os sintomas de pneumonia podem surgir de forma repentina ou gradual, aparecendo quando o sistema imunológico está mais enfraquecido, como acontece após uma gripe ou resfriado, que não passam ou que pioram ao longo do tempo, e normalmente é consequência de uma infecção por vírus, fungos ou bactérias.

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa de acordo com a idade, estado do sistema imunológico e presença ou não de outras doenças associadas. De forma geral, os principais sintomas de pneumonia são:

  1. Dificuldade para respirar ou falta de ar;
  2. Respiração mais rápida que o normal;
  3. Febre acima de 38ºC;
  4. Tosse seca;
  5. Tosse com catarro esverdeado ou com sangue;
  6. Dor no peito;
  7. Suor noturno;
  8. Cansaço frequente ou dores musculares;
  9. Dor de cabeça constante.

Estes sintomas também podem variar um pouco conforme se trate de um adulto, bebê ou idoso. Sendo assim, além dos sintomas indicados, um bebê ou uma criança, que têm mais dificuldade para explicar o que sentem, também podem ter outros sinais como agitação, tremores, vômitos, diminuição do apetite e, no caso dos bebês, choro excessivo.

Já no idoso, é possível que se desenvolvam outros sintomas como confusão e perdas de memória, associado a febre, dificuldade para respirar e tosse.

Alvéolos com pneumonia

Teste online de sintomas de pneumonia

Caso ache que possa estar com pneumonia, selecione os sintomas que apresenta no teste a seguir para saber o risco de pneumonia:

É importante que os sintomas apresentados sejam avaliados por um pneumologista para que sejam solicitados exames que ajudem a confirmar o diagnóstico e, assim, iniciar o tratamento mais adequado.

Principais causas

A pneumonia pode ser consequência de diversas situações, sendo as principais:

  • Vírus ou bactérias presentes no nariz ou na garganta que chegam ao pulmão;
  • Aspiração de algum objeto ou alimento para dentro dos pulmões, como pode acontecer quando a criança coloca um grão de feijão ou um pequeno brinquedo no nariz e ele vai parar no pulmão;
  • Aspiração de vômito, causando inflamação dos tecidos pulmonares;
  • Uso de algum equipamento para ajudar a respirar, como o CPAP, e este encontra-se sujo, com vírus ou bactérias que vão diretamente para o pulmão;
  • Internamento no hospital, a infecção pode ser adquirida após a internação, e os sintomas se manifestam durante a internação ou mesmo após a alta. 

As pessoas mais afetadas são as crianças com menos de 5 anos de idade e os idosos com mais de 70 anos, que tem uma saúde mais frágil, ficando doentes com mais facilidade.

No entanto, qualquer pessoa pode ficar com pneumonia, especialmente se tiver alguma alteração, como dificuldade para engolir, não conseguir eliminar o catarro ou ter o sistema imune enfraquecido, porque está em tratamento contra o câncer ou HIV, por exemplo.

Como confirmar a pneumonia

O diagnóstico da pneumonia deve ser feito pelo pneumologista ou clínico geral por meio da avaliação dos sintomas e de exame de raio-X, que ajuda a verificar o estado de saúde dos pulmões e, assim, saber se há algum comprometimento respiratório.

Além disso, também podem ser solicitados outros exames, como exames de sangue convencionais, como o hemograma, e exames que permitem identificar o microrganismo responsável pelos sintomas, sendo nesse caso indicada a realização do exame de escarro ou cultura de amostra da garganta.

Outro exame que pode ser solicitado para confirmar o diagnóstico de pneumonia e a gravidade é a gasometria arterial, que tem como objetivo verificar se as trocas gasosas estão acontecendo normalmente. Saiba mais sobre a gasometria arterial e como é feito o exame.

Opções de tratamento

O tratamento para pneumonia pode ser feito com uso de antibióticos, mas manter as vias aéreas desobstruídas e comer alimentos de fácil digestão e que aumentam a imunidade são excelentes formas de se recuperar mais rápido. Assim, o tratamento indicado pelo médico pneumologista pode ser feito com as seguintes opções:

1. Medicamentos para eliminar o vírus ou bactéria

Nos casos leves, em sua maioria, o tratamento da pneumonia pode ser feito em casa, através do uso de medicamentos que combatem os agentes infecciosos responsáveis por causar a doença. Na maior parte dos casos a pneumonia é causada por bactérias e, nesses casos, pode ser indicado o uso de antibióticos de acordo com a bactéria encontrada.

Em crianças com menos de 1 ano de idade e em idosos com mais de 70 anos e que tem outros problemas de saúde associados, como diabetes, o médico pode preferir que a pessoa fique internada para receber o tratamento no hospital. Nos casos mais graves, quando praticamente a pessoa não consegue respirar sozinha, pode ser preciso ficar internado na UTI.

2. Tratamento caseiro 

O tratamento pode durar até 21 dias, sendo recomendados alguns cuidados, que podem ser vistos como tratamento caseiro para pneumonia, como por exemplo: 

  • Beber muita água; 
  • Tapar a boca para tossir e lavar regularmente as mãos para evitar a transmissão da doença;
  • Evitar ir a lugares públicos ou fechados; 
  • Fazer nebulizações com soro fisiológico ou medicações, quando indicado; 
  • Repousar e descansar, evitando fazer esforços;
  • Não tomar remédios para a tosse sem indicação médica;
  • Evitar mudanças bruscas de temperatura. 

Estes cuidados evitam a transmissão e o agravamento da doença, assegurando a correta recuperação. 

3. O que comer para se recuperar mais rápido

A alimentação também é um fator muito importante durante todo o processo de recuperação, sendo recomendado apostar no consumo de sopas de legumes, chá de equinácea, alho, cebola ou extrato de própolis. Assista o vídeo da nossa nutricionista para conhecer outras dicas: 

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-pneumonia/

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