Sintomas do infarto agudo do miocárdio

Infarto agudo do miocárdio pode levar à morte – HCor

Sintomas do infarto agudo do miocárdio

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Popularmente conhecido como ataque do coração, o infarto agudo do miocárdio pode chegar de repente e levar o paciente à morte.

Ele acontece quando há a obstrução de uma das artérias coronárias que irriga o coração. “O mecanismo dessa obstrução é a formação de uma placa chamada de ateroma que é formado de gordura.

Essa obstrução quando chega a um nível crítico, ou, quando se rompe espontaneamente alterando a coagulação local, formando um coágulo que fecha a artéria e reduz a circulação de sangue”, explica o Dr.

Leopoldo Piegas, cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor.

Por conta desses bloqueios nas artérias coronárias, o fluxo de sangue acaba sendo bloqueado por um período de tempo prolongado, que faz com que o músculo cardíaco – um dos mais importantes músculos do corpo humano (veja infográfico) – fique sem oxigênio e as células cardíacas comecem a morrer. Dependendo do tempo de duração do infarto agudo do miocárdio e da importância da artéria comprometida, a não oxigenação do órgão pode comprometer totalmente o seu funcionamento ou até mesmo fazer com que ele pare de funcionar.

Para saber mais, assista à playlist HCor Explica sobre Infarto do miocárdio abaixo:

Em caso de sintomas de infarto, procure ajuda

De acordo com o especialista, uma forte dor no peito, de aparecimento súbito, constritiva, que se assemelha a um aperto, pode ser um sinal de infarto.

Dores que se irradiam para o braço esquerdo ou até mesmo para o queixo, acompanhadas de mal-estar, sudorese ou tontura também são sintomas do infarto agudo do miocárdio e precisam ser avaliados por um médico.

No entanto, o infarto pode acontecer até sem a presença de uma dor forte, ou com uma dor que pode se localizar fora do tórax.

“Existem pessoas com diminuição de sensibilidade dolorosa que podem não sentir nada. É o chamado infarto silencioso, às vezes de diagnóstico mais difícil.

O exemplo mais conhecido de paciente que sofre com esse tipo de infarto é o diabético, que pode apresentar quadros de infarto que não seguem o padrão comum e a dor não existe.

Felizmente, esses quadros não são tão frequentes”, completa o cardiologista.

No entanto, embora o mais comum seja a manifestação de uma forte dor no peito, difícil de esquecer, quem já tem problema cardíaco e coronário e já vive com certa deficiência no coração, pode ter uma dor mais leve ou confundir com outras doenças, como uma dor ocasionada na coluna, no espaço entre as costelas, dor muscular, algo abdominal, ou algum problema do esôfago.

“Por isso, toda vez que houver algum desconforto diferente, e uma suspeita de infarto, deve-se levar a pessoa para um serviço de atendimento de emergência. Os exames são essenciais para diagnósticos corretos e atendimento precoce, que aumentam a possibilidade de revertermos o quadro de um infarto” esclarece o cardiologista do HCor.

O Dr. Leopoldo Piegas conta que há fatores de riscos que não podemos influenciar. Entre esses, a idade e o sexo são os principais. “Quanto mais idosa a pessoa, maior a possibilidade de ter um infarto. Além disso, as mulheres que entram na menopausa também estão mais sujeitas”.

Outros fatores de risco, como pressão alta, diabetes mellitus, obesidade, elevações do colesterol, sedentarismo e tabagismo colocam essas pessoas no grupo de risco.

“A pessoa que tem um ou mais desses fatores de risco tem mais chance de ter infarto, aliás, a presença desses fatores até nos facilita no momento do diagnóstico, orientando os médicos para o caminho correto”, diz o cardiologista que completa: “muitos desses riscos podem ser evitados se a pessoa não fumar, o que talvez seja o risco mais latente e o mais fácil de controlar, manter alimentação saudável, realizar alguma atividade física, hábitos de vida que ajudam a proteger o coração, tratar corretamente a hipertensão arterial, diabetes mellitus e o colesterol elevado se estiverem presentes. Não tem segredo, a pessoa precisa ter hábitos saudáveis para evitar o infarto agudo do miocárdio”.

Tratamento do infarto agudo do miocárdio no HCor

Com a palavra coração no nome, o HCor está totalmente preparado para fazer os tratamentos mais modernos e recentes na área cardíaca, com uma equipe capacitada e experiente.

Para quem sofreu um infarto, o tratamento mais comum é o restabelecimento da circulação na artéria coronária atingida. Se a pessoa tem obstrução coronária e é atendida nos primeiros 90 minutos, e tratada por uma técnica de recanalização da artéria com implante de um stent, a qual o HCor é especialista e pioneiro no Brasil, e as chances de recuperação são muito grandes.

No entanto, se esse procedimento não acontecer nesse período, o tratamento pode já não ser mais 100%. “Por isso, reforço, havendo qualquer mínima suspeita de que o paciente está tendo um infarto, deve-se transportá-lo imediatamente, como dizemos tempo é músculo”, encerra o cardiologista.

Vale saber: o HCor – Hospital do Coração foi recertificado nos programas de Cuidados Clínicos de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Insuficiência Cardíaca (IC) pela mais importante organização acreditadora do mundo, a Joint Commission International (JCI). O HCor foi o primeiro hospital do país em 2012 a receber a certificação da JCI para esses programas, sendo que o de IAM foi o quinto a nível mundial na época.

Источник: https://www.hcor.com.br/hcor-explica/cardiologia/infarto-do-miocardio-adote-habitos-que-protegem-o-seu-coracao-para-poder-evita-lo/

Infarto fulminante: o que causa, sintomas e como evitar

Sintomas do infarto agudo do miocárdio

O infarto ocorre quando o fluxo de sangue deixa de chegar ao miocárdio (músculo cardíaco), fazendo com que o músculo cardíaco seja danificado ou morra. Os médicos chamam isso de infarto agudo do miocárdio.

Também chamado de infarto fulminante ou ataque cardíaco, a condição pode ser fatal. Com tratamento adequado, é possível evitar danos significativos no músculo cardíaco e isso é primordial para que o paciente possa viver muitos anos sentindo-se bem.

Por isso, é crucial chamar a emergência ou correr para o hospital nos primeiros sinais do problema.

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As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% das mortes no Brasil. Dentre estas, o infarto é uma das principais causas.

Causas

O infarto ocorre quando uma ou mais artérias que levam oxigênio ao coração (chamadas artérias coronárias) são obstruídas abruptamente por um coágulo de sangue formado em cima de uma placa de gordura (ateroma) existente na parede interna da artéria.

A presença de placas de gordura no sangue é chamada de aterosclerose (placa de colesterol). O paciente que possui placas de aterosclerose com algum grau de obstrução na luz de uma artéria tem a chamada DAC – doença arterial coronariana.

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Conforme a placa de gordura (ateroma) cresce, ela leva à obstrução cada vez maior da coronária e pode levar ao sintoma de dor no peito aos esforços (angina). Em geral, uma pessoa tem sintoma de dor no peito aos esforços quando a obstrução é maior que 70%.

Antigamente acreditava-se que o infarto agudo do miocárdio ocorria quando estas placas cresciam progressivamente até fechar completamente o vaso. Hoje sabemos que não é isso que ocorre.

O fechamento do vaso ocorre devido a uma ruptura na parede da placa de gordura, levando à formação de um coágulo que obstrui abruptamente a artéria e ocasiona o infarto agudo do miocárdio.

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Outra descoberta importante foi que esta ruptura, formação de coágulo e fechamento do vaso pode ocorrer em placas de aterosclerose pequenas que causavam 20% a 30% de obstrução e, por isso, eram assintomáticas.

Então, é possível que alguém que não sinta nada em caminhadas ou até em corridas possa sofrer um infarto agudo do miocárdio? A resposta é sim! Cerca de 50% a 60% dos infartos ocorrem em pessoas previamente assintomáticas. Por conta disso, o check-up é tão importante.

Outra causa incomum de infarto são espasmos de uma artéria coronária, que podem ser capazes de interromper o fluxo de sangue a uma parte do músculo cardíaco.

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Drogas, como a cocaína, podem causar tal espasmo. Um ataque cardíaco também pode ocorrer devido a uma ruptura na artéria do coração, ou coágulos que viajaram de outras partes do corpo pelo sangue.

Infarto também pode ocorrer se o fluxo sanguíneo para o coração é severamente diminuído, em situações como a pressão arterial muito baixa (choque).

Infarto: saiba como acontece um ataque cardíaco

Fatores de risco

Fatores de risco de infarto incluem:

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Sintomas de Infarto

A dor do infarto pode ser típica ou atípica. A dor típica tem como características ser no meio do peito, em aperto, espalhando para o braço esquerdo, acompanhada de sudorese, náusea e palidez cutânea.

Casos de dor atípica podem ser mais difíceis de caracterizar. Em geral se diz que a dor do infarto pode se alojar em qualquer local entre o lábio inferior e a cicatriz umbilical.

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Sentir dor no peito por mais de 20 minutos, em conjunto com outras sensações como falta de ar e fadiga, pode indicar você está prestes a infartar. Veja os sintomas mais comuns:

  • Vômitos
  • Suor frio
  • Fraqueza Intensa
  • Palpitações
  • Falta de ar
  • Sensação de ansiedade
  • Fadiga
  • Sonolência
  • Desmaio
  • tontura
  • vertigem

Nem todas as pessoas que tem um infarto sofrem os mesmo sintomas ou os mesmos danos ao coração. Muitos infartos não são graves nem dramáticos, podendo ser até assintomáticos. Alguns pacientes relatam sinais pouco específicos ao infartar, como dor no queixo.

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As características do infarto em mulheres são muito menos típicas, com queixas de queimação, agulhadas no peito ou falta de ar sem dor. Confira alguns dos sinais com maior incidência:

  • Dores no peito que se assemelham a uma queimação ou pontadas
  • Fraqueza
  • Náuseas
  • Dores nas costas, braço, pescoço ou mandíbula
  • Sentimento de pavor

SAIBA MAIS: Sintomas de infarto em mulheres: entenda as diferenças

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O infarto pode ocorrer a qualquer momento – no trabalho, praticando exercícios ou mesmo descansando. Ele pode ser súbito ou silencioso, levando horas para a pessoa perceber que está com algum problema.

Em alguns casos, pode levar dias até que o paciente note uma dor mais forte. Mas o que geralmente acontece, é algum sintoma leve sendo ignorado até o momento em que se agrava, forçando o paciente a procurar ajuda médica.

É muito comum confundir o infarto com uma parada cardíaca – ou seja, dizer que o infarto só acontece quando o coração subitamente para de bater.

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Parada cardíaca súbita ocorre quando um distúrbio elétrico no coração interrompe sua ação de bombeamento e faz o sangue parar de fluir para o resto do seu corpo. Um infarto pode levar a uma parada cardíaca, mas não são sinônimos.

Buscando ajuda médica

Na presença dessas sensações, é de extrema importância procurar ajuda no pronto socorro mais próximo imediatamente. Conforme o tempo passa a dor pode até diminuir, mas o dano torna-se mais extenso e irreversível. Caso você desconfie de um infarto:

Se você suspeita que está sofrendo um infarto, não hesite em ligar para o SAMU ou outro número de emergência.

Se você não tiver como fazer essa ligação, peça para alguém leva-lo até o hospital mais próximo – vá dirigindo apenas em último caso.

Caso você tenha comprimidos de ácido acetilsalicílico infantil em lugar de fácil acesso, é importante tomar o medicamento. Ele ajuda a dissolver o coágulo de sangue que, junto com placas de gordura, estão obstruindo a artéria.

Devem ser administrados três comprimidos de 100mg o mais rápido possível, mastigando antes de engolir, para acelerar a absorção da medicação.

No entanto, faça isso depois de ligar para a emergência, de forma a não atrasar sua chegada ao hospital.

  • Chame a emergência
  • Deixe a pessoa confortável
  • Dê ácido acetilsalicílico
  • Cheque o nível de consciência da pessoa constantemente
  • Verifique se alguém próximo tem treinamento de atendimento básico de emergência e sabe usar um DEA (desfibrilador automático externo) e verifique se há um disponível. Este aparelho é capaz de salvar vidas durante um episódio de parada cardíaca.

Caso a pessoa esteja desacordada e irresponsiva e não tenha ninguém habilitado que saiba usar um desfibrilador automático externo, inicie os procedimentos de reanimação cardíaca enquanto a emergência não chega.

Muitas pessoas deixam de atender pessoas em parada cardíaca pois não querem realizar respiração boca a boca, no entanto, desde 2010 a American Heart Association afirma que socorristas leigos não precisam realizar tal procedimento.

Dessa forma, a reanimação cardíaca envolve apenas compressões no peito. Siga o passo a passo:

  • Com as mãos espalmadas e cruzadas, pressione o tórax exatamente no centro do peito, entre os dois mamilos
  • É preciso comprimir forte (5 centímetros de profundidade aproximadamente), rápido e deixar o tórax relaxar entre as compressões.

Diagnóstico de Infarto

Se você está tendo um ataque cardíaco, ele normalmente será diagnosticado em um cenário de emergência e não em uma consulta médica.

Caso você esteja acordado, será solicitado a descrever seus sintomas e vai ter a sua pressão arterial, pulso e temperatura marcada. Você vai ser ligado a um monitor cardíaco e vai começar quase que imediatamente fazer testes para confirmar o infarto.

A equipe médica vai ouvir o seu coração e pulmão usando um estetoscópio. Você será questionado sobre seu histórico de saúde e histórico familiar de doença cardíaca.

Os testes vão ajudar a verificar se os seus sinais e sintomas, como dor no peito, são sinal de um ataque cardíaco ou outra condição. Estes exames incluem:

  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Exames de sangue.

Você também pode passar por esses exames adicionais:

  • Radiografia do tórax
  • Ecocardiograma
  • Cateterização coronariana (angiografia)
  • Teste ergométrico, após o quadro estar estabilizado
  • Cintilografia do miocardio
  • Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética.

Tratamento de Infarto

O tratamento de infarto em um hospital varia de acordo com a situação. Você pode ser tratado com medicamentos, ser submetido a um procedimento invasivo ou ambos – dependendo da gravidade do seu estado e da quantidade de danos ao seu coração.

Medicamentos indicados para tratar um ataque cardíaco incluem:

  • Ácido acetilsalicílico
  • Trombolíticos
  • Medicamentos semelhantes ao ácido acetilsalicílico para ajudar a prevenir a formação de coágulos novos, incluem clopidogrel e outros, chamados inibidores da agregação plaquetária
  • Outros medicamentos para afinar o sangue
  • Analgésicos
  • Nitroglicerina
  • Betabloqueadores
  • Inibidores de ECA
  • Medicamentos para baixar o colesterol.

Além de medicamentos, você pode passar por um dos seguintes procedimentos para o tratamento de seu ataque cardíaco:

  • Angioplastia coronária com implante de stent
  • Cirurgia de revascularização miocárdica.

Medicamentos para Infarto

Os medicamentos mais usados para o tratamento e prevenção de infarto são:

  • Aradois
  • Aspirina Prevent
  • Atorvastatina Cálcica
  • Brilinta
  • Captopril
  • Clexane
  • Clopidogrel
  • Cozaar
  • Dolantina
  • Effient
  • Genfibrozila
  • Lisinopril
  • Marevan

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Seus hábitos de vida influenciam na saúde do seu coração. Seguir as orientações corretamente pode evitar que você tenha um novo infarto e ajuda na recuperação do episódio anterior.

Ter sofrido um infarto aumenta em 5x as chances de um novo infarto. Portanto você deve seguir as seguintes recomendações:

  • Não fume
  • Controle a pressão arterial e o colesterol
  • Evite o fumo passivo
  • Faça check-ups médicos regulares
  • Faça exercícios regularmente
  • Mantenha o peso ideal
  • Tenha uma dieta saudável
  • Controle o diabetes
  • Controle o estresse
  • Não ingira álcool em excesso.

Complicações possíveis

  • Arritmia cardíaca
  • Insuficiência cardíaca
  • Ruptura do músculo cardíaco, que pode ser fatal
  • Problema nas válvulas cardíacas

Referências

Bruno Valdigem, cardiologista especialista do Portal Minha Vida – CRM 118535

Revisado por: Rafael Munerato, cardiologista e diretor médico do Lavoisier Medicina Diagnóstica – CRM 101547

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/infarto

Infarto do miocárdio (ataque cardíaco)

Sintomas do infarto agudo do miocárdio

Infarto do miocárdio é a necrose de uma parte do músculo cardíaco causada pela falta de irrigação sanguínea ao coração. Aprenda a reconhecer rapidamente e o que fazer para socorrer.

Infarto do miocárdio é a necrose (morte) de uma parte do músculo cardíaco causada pela ausência da irrigação sanguínea que leva nutrientes e oxigênio ao coração.

É o resultado de uma série complexa de eventos acumulados ao longo dos anos, mas geralmente está ligado aos ateromas, placas de gordura e outras substâncias que se formam nas paredes das artérias.

Essas placas podem crescer até entupir a artéria, ou se romper e liberar fragmentos que irão obstruir vasos que levam ao coração, causando o infarto.

Você pode entender esse processo com esta animação.

Veja também: Quanto tempo temos para chegar ao hospital em casos de infarto?

Sintomas do infarto

  • Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a muito forte, ou sensação de compressão no peito que geralmente dura cerca de 30 minutos;
  • Ardor no peito, muitas vezes confundido com azia, que pode ocorrer associado ou não à ingestão de alimentos;
  • Dor no peito que se irradia pela mandíbula e/ou pelos ombros ou braços (mais frequentemente do lado esquerdo do corpo);
  • Ocorrência de suor, falta de ar, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento;
  • Ansiedade, agitação e sensação de morte iminente.

Atenção: Cerca de ⅓ das pessoas não sente a dor típica do infarto. Esse grupo é formado principalmente por mulheres, idosos, negros e pessoas com diabetes ou insuficiência cardíaca. Essas pessoas precisam ficar atentar aos sinais mais sutis e não hesitar para para investigar qualquer suspeita.

Fatores de risco e prevenção do infarto

Não há dúvida de que a melhor maneira de evitar o infarto é reduzir a exposição aos fatores de risco: fumo, obesidade, diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol, estresse, vida sedentária e/ou histórico pessoal ou familiar de doenças cardíacas.

O que fazer se suspeitar que está tendo um infarto

  • Ao surgirem os primeiros sintomas, procure socorro imediatamente pelo 192 (Samu). Não dirija automóvel e evite andar ou carregar peso mesmo que a dor seja mínima;
  • Se conseguir engolir sem dificuldade e não for alérgico ao medicamento, tome 2 comprimidos de ácido acetilsalicílico (aspirina) imediatamente. A forma mais indicada é mastigar os comprimidos. Eles ajudam a dissolver coágulos que podem ser causadores da obstrução. Não coma nem beba mais nada.

Primeiros socorros se estiver com alguém que pode estar sofrendo infarto

Vídeo: Dr. Drauzio explica o que fazer em caso de infarto

Diagnóstico de infarto

O principal exame para diagnóstico do infarto é o eletrocardiograma (ECG). Ele possibilita não somente detectar o ataque cardíaco, mas ajuda também a identificar o tipo específico de infarto, o que é primordial para o tratamento imediato.

Outros exames, que incluem marcadores sanguíneos, podem ajudar a analisar cada caso com mais precisão, mas geralmente eles são realizados enquanto a pessoa já está sob os cuidados de emergência indicados pelo ECG.

Tratamento do infarto

O ideal é que o paciente seja atendido em até 90 minutos. Geralmente, ao constatar o infarto pelo eletrocardiograma, é dada uma aspirina ao paciente caso ele ainda não tenha tomado. Se a pessoa for alérgica ao medicamento, é administrada uma alternativa que obtém o mesmo efeito.

São administrados outros medicamentos com funções diversas, como amenizar a ansiedade, diminuir a dor e ajudar o coração a trabalhar com menos esforço.

Prossegue-se então para a desobstrução da artéria comprometida, o que pode ser feito de diversas formas dependendo das informações obtidas com os exames iniciais e do quadro geral do paciente.

Uma das formas mais comuns é utilizar um cateter para desobstruir a artéria e implantar no local um stent, uma espécie de tubo de metal que mantém o vaso aberto e permite a passagem do sangue.

Você pode ver como esse procedimento é realizado neste vídeo.

Dependendo do tipo de infarto e das condições do paciente, podem ser necessários outros procedimentos, como a ponte de safena (cirurgia de revascularização do miocárdio).

Geralmente, após a desobstrução o paciente deve ficar internado por cerca de 5 dias, recebendo medicação específica e evitando o esforço e o estresse.

Recomendações para quem já sofreu infarto

  • Após os primeiros dias de cama, pacientes são incentivados a se exercitarem bem aos poucos. Inicialmente, podem ficar sentados, depois caminhar lentamente até o banheiro, sempre com orientação médica;
  • Pacientes que já sofreram infarto devem carregar consigo sempre que possível uma cópia do último ECG que realizaram. O exame irá ajudar a equipe médica se a pessoa precise ser atendida caso sofra outro problema cardiovascular;
  • Após um infarto, muitas pessoas precisam tomar medicamentos e adotar mudanças no estilo de vida. Não descuide das orientações médicas, pois o risco de ter um segundo infarto nos 10 anos a partir do primeiro é de cerca de 30%;
  • É fundamental manter uma dieta com pouca gordura e praticar exercícios regularmente (desde que com autorização e orientação médica);
  • Fumantes devem largar o cigarro imediatamente;
  • Assumir uma atitude mental confiante e positiva é um passo decisivo para a recuperação. A maioria das pessoas que sobrevive a um infarto e adota um estilo de vida saudável consegue retornar à vida normal e reassumir suas atividades profissionais.

Perguntas frequentes sobre infarto

Jovens também podem ter infarto?

Sim. Embora atinja mais pessoas a partir dos 40 anos (e mulheres particularmente após a menopausa), pode acontecer também entre os 20 e os 39 anos.

Pessoas que sofreram infarto podem fazer sexo?

Na maior parte dos casos, os pacientes estão liberados para atividade sexual em cerca de 6 meses após o infarto. Contudo, dependendo da extensão da lesão, do comprometimento da função do músculo cardíaco e de outras condições de saúde, o médico pode colocar restrições ao sexo, bem como a atividades físicas. Saiba mais sobre o tema nesta matéria.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/

Sintomas do infarto agudo do miocárdio

Sintomas do infarto agudo do miocárdio

O infarto agudo do miocárdio é um quadro potencialmente grave que surge quando o fluxo de sangue que irriga o coração através das artérias coronárias é insuficiente, levando à necrose de parte do músculo cardíaco.

O principal e mais clássico sintoma do infarto é uma dor tipo aperto no lado esquerdo do peito, com irradiação para o braço.

Porém, o infarto pode ser um evento traiçoeiro, com sintomas atípicos, como dor na boca do estômago, náuseas e vômitos ou dor no pescoço. Além disso, dezenas de outras doenças podem provocar dor na região do tórax, mimetizando um quadro de infarto.

Causas de dor no peito

Dor no peito é o sintoma que mais assusta e que mais leva pacientes a procurar um serviço de emergência. O medo de ter um infarto é tão grande que até jovens sem nenhum fator de risco para doença coronariana costumam procurar um hospital por causa de desconforto no peito.

O fato é que existem dezenas de doenças que podem causar dor no peito, algumas delas simples, como dor muscular, e outras graves, como o próprio infarto ou um aneurisma da aorta.

Mas como saber apenas pelos sintomas se uma dor no peito é infarto ou não?

Na verdade, não existe uma resposta definitiva para a pergunta acima. O que os médicos fazem é avaliar diversas variáveis clínicas, como características da dor, idade do paciente, fatores de risco, etc., para decidir se a dor é de alto ou baixo risco. O diagnóstico mesmo só pode ser confirmado com exames de sangue e um eletrocardiograma.

Como já referido, várias doenças que não são de origem cardíaca podem se apresentar como dor no tórax. Entre as elas podemos citar:

Entre as doenças cardíacas que podem causar dor no peito, ainda temos:

Se você quiser mais sobre dor no peito e suas causas, temos um texto específico sobre o assunto: Principais Causas de Dor no Peito.

Diferenças entre angina e infarto

Antes de seguirmos com os sinais e sintomas do infarto, é importante explicar o que é a angina.

A angina e o infarto provocam uma dor no peito com características muito parecidas, pois ambas se originam de um inadequado fluxo de sangue nas artérias coronárias.

A diferença é que na angina o fluxo está reduzido, mas não o suficiente para causar necrose do músculo cardíaco.

A angina é uma sinal de que o coração está no seu limite, trabalhando com um fluxo de sangue que é suficiente apenas para suprir suas demandas básicas.

Imagine um paciente que tenha uma obstrução parcial em uma ou mais das artérias coronárias. Quando este paciente está em repouso ele nada sente porque a demanda cardíaca por sangue está baixa neste momento.

Porém, quando este paciente faz um esforço físico, os batimentos cardíacos aceleram e há uma necessidade de aumentar o aporte de sangue para o coração. Como existe uma obstrução ao fluxo, este sangue extra não chega na quantidade necessária, provocando uma isquemia do músculo cardíaco, chamada angina.

Se este paciente repousar, após alguns minutos a frequência cardíaca e a demanda por sangue do coração irão voltar ao basal, fazendo com que a isquemia e a dor da angina desapareçam.

Todavia, enquanto o infarto é uma grave falta de sangue para o coração, que provoca a morte de tecido cardíaco, a angina é um estágio anterior, onde há redução do fluxo de sangue nas artérias coronarianas, mas ainda há perfusão suficiente para o músculo cardíaco não sofrer necrose.

Tipos de dor isquêmica do coração

A isquemia cardíaca pode ser dividida em três estágios: angina estável, angina instável e infarto do miocárdio. Vamos resumi-los:

Angina estável é a isquemia cardíaca causada pelo esforço físico, estresse ou qualquer outra situação que aumente temporariamente a demanda de sangue do músculo cardíaco.

Há uma ou mais obstruções nas artérias coronarianas, mas elas não são grandes o suficiente para causar dor em repouso.

Quando paciente faz um esforço ele sente dor, mas ela é de curta duração e desaparece alguns minutos após o repouso.

Angina instável é a isquemia cardíaca que ocorre em repouso ou com apenas mínimos esforços, como pentear o cabelo ou tomar banho.

A obstrução é grande o suficiente para que o fluxo de sangue seja inferior ao necessário em situações basais. A angina instável pode ser considerada um pré-infarto, sendo classificada como uma síndrome coronária aguda.

Apenas pelos sintomas não é possível distinguir uma angina instável de um infarto.

Infartoagudo do miocárdio é uma isquemia cardíaca grave que leva à necrose de parte do tecido muscular do coração.

Um Infarto fulminante é aquele que ocorre devido à necrose uma extensa área cardíaca, que torna o coração incapaz de continuar seu trabalho de bombeamento de sangue, provocando um colapso circulatório que é chamado de choque cardiogênico.

Como é a dor do infarto?

Tipicamente os sintomas do infarto são uma dor no meio ou à esquerda do peito, tipo aperto, pressão ou peso, muitas vezes com irradiação para o braço esquerdo, mandíbula e/ou costas. A dor pode ser desencadeada por esforço físico, estresse emocional ou após uma refeição exagerada, mas também pode surgir subitamente em repouso.

A dor do infarto apresenta piora gradual e é normalmente acompanhada de suores, falta de ar, palidez, inquietação e, muitas vezes, náuseas e vômitos. Ao contrário da angina estável, no infarto a dor dura vários minutos e não há alívio com repouso.

Uma curiosidade é o fato do paciente frequentemente relatar sua dor no peito como um aperto, fechando o punho e encostando a mão ao peito para tentar descrever essa dor opressiva.

As localizações mais típicas da dor do infarto estão ilustradas abaixo.

Localização mais comum da dor do infarto

Quando o infarto se apresenta com os seus sintomas clássicos que acabamos de descrever, o próprio paciente consegue suspeitar que sua dor tenha origem em uma isquemia do coração. Nestes casos, o paciente costuma procurar atendimento médico rapidamente.

O problema reside nos infartos que apresentam sintomas atípicos, como é relativamente comum nos pacientes idosos, mulheres ou diabéticos.

Muitas vezes não há dor no peito e os sintomas se restringem a cansaço intenso, náuseas e/ou um desconforto inespecífico no peito ou abdômen. Há muitos casos de pacientes que infartam e não ficam sabendo.

Se a área necrosada for pequena e os sintomas atípicos, o paciente só costuma descobrir que já infartou quando vai fazer um eletrocardiograma ou um ecocardiograma de rotina.

O que valorizar em uma queixa de dor peito?

Além das características da dor, um outro fator muito importante na avaliação de um possível infarto é conhecer os fatores de risco do paciente.

Quanto mais fatores de risco para doença coronariana um paciente tiver, mais importância deve-se dar as suas queixas, mesmo que elas inicialmente não pareçam indicar um quadro de infarto.

Pacientes diabéticos, obesos, homens com mais de 45 anos, hipertensos, pessoas com colesterol alto, com insuficiência renal ou tabagistas apresentam maior risco de infarto. Nestes indivíduos qualquer dor ou desconforto na região do tórax deve levantar suspeitas.

Um paciente jovem e sem fatores de risco para doença coronariana, que chegue ao hospital reclamando de dor no peito preocupa menos que um indivíduo de 55 anos, obeso, tabagista e diabético que se queixa de náuseas e apenas um leve desconforto na região do tórax.

Sinais que indicam outra causa para a dor no peito

Toda dor no peito deve ser encarada como potencialmente grave, porém, algumas características nos fazem pensar em outras causas além do infarto do miocárdio. Chamamos de dor atípica toda aquela que não apresenta as características clássicas do infarto, como dor opressiva no centro e/ou lado esquerdo do peito, com ou sem irradiação para o braço esquerdo.

As dores torácicas atípicas geralmente indicam outras doenças que não o infarto. Vamos exemplificar alguns casos de dor atípica que não sugerem infarto:

1. Uma dor no peito que piora ao toque ou à compressão local, à rotação do tronco ou à mobilização dos braços costuma sugerir patologias musculoesqueléticas. A dor da angina ou do infarto não costuma piorar quando se aperta em algum lugar do peito ou quando movimentamos o tórax.

2. Dor no peito que não apresente relação íntima com esforço físico, ou seja, que não piora ao correr, subir escada ou carregar algum peso também não costuma ser de origem isquêmica.

3. Dor em queimação, associada a azia e eructações, normalmente presente há várias semanas e de intensidade leve/moderada, costuma indicar problemas de origem gastroesofágica.

4. A presença de febre, tosse com expectoração, chiado no peito ou piora da dor ao respirar fundo, sugere patologia do pulmão.

5. Pessoas jovens e sem fatores de risco, principalmente mulheres, podem apresentar quadros de ansiedade que se apresentam como dor no peito. Normalmente são pessoas com problemas pessoais recentes ou crônicos, antecedentes de depressão, que choram com facilidade, apresentam nervosismo, tremores nas mãos e muitas outras queixas além dor no peito.

Tipicamente, o paciente que está infartando se queixa de dor no peito. Ele pode até ter outros sintomas, mas dá muito mais importância à dor no peito.

Por outro lado, os pacientes com crise de ansiedade que pensam estar infartando geralmente se queixam de dor no coração, mas referem também uma gama de outros sintomas inespecíficos, como tontura, visão embaçada, formigamento na boca, fraqueza nas pernas, dor nos braços, dor de barriga, etc.

Obviamente, nada impede que pessoas ansiosas possam infartar. O ideal é sempre deixar o médico decidir se a dor no peito é angina/infarto ou não. Isso vale principalmente nas pessoas que possuam fatores de risco.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/cardiologia/infarto-miocardio-sintomas/

Tudo sobre o Infarto Agudo do Miocárdio

Sintomas do infarto agudo do miocárdio

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), também conhecido como infarto ou ataque cardíaco, corresponde à interrupção da passagem de sangue para o coração, o que provoca a morte das células cardíacas e causa sintomas como dor no peito que pode irradiar para o braço.

A principal causa do infarto é o acúmulo de gordura no interior dos vasos, sendo muitas vezes decorrentes de hábitos não saudáveis, com dieta rica em gordura e colesterol e pobre em frutas e vegetais, além de sedentarismo e fatores genéticos. 

O diagnóstico é feito pelo cardiologista por meio de exames físicos, clínicos e laboratoriais e o tratamento é feito com o objetivo de desobstruir a artéria e melhorar a circulação sanguínea.

Causas do IAM

A principal causa do infarto agudo do miocárdio é a aterosclerose, que corresponde ao acúmulo de gordura dentro dos vasos sanguíneos, em formas de placas, que podem dificultar a passagem de sangue para o coração e, assim, causar o infarto. Além da aterosclerose, o infarto agudo do miocárdio pode acontecer devido a doenças coronarianas não ateroscleróticas, alterações congênitas e alterações hematológicas, por exemplo. Saiba mais sobre o que pode causar o infarto.

Alguns fatores podem aumentar as chances do infarto, como:

  • Obesidade, tabagismo, sedentarismo, dieta rica em gordura e colesterol e pobre em fibras, frutas e vegetais, sendo esses fatores denominados fatores de risco modificáveis pelo estilo de vida;
  • Idade, raça, gênero masculino e condições genéticas, que são considerados fatores de risco não modificáveis;
  • Dislipidemia e hipertensão, que são fatores modificáveis por drogas, ou seja, que podem ser solucionados por meio do uso de medicamentos.

Para prevenir o infarto, é importante que a pessoa tenha hábitos de vida saudáveis, como praticar exercício físico e alimentar-se corretamente. Veja o que comer para diminuir o colesterol.

Principais sintomas

O sintoma mais característico do infarto agudo do miocárdio é a dor em forma de aperto no coração, no lado esquerdo do peito, que pode ou não estar associada a outros sintomas, como:

  • Tontura;
  • Mal-estar;
  • Enjoo;
  • Suor frio;
  • Palidez;
  • Sensação de peso ou queimor no estômago;
  • Sensação de aperto na garganta;
  • Dor na axila ou no braço esquerdo.

Assim que os primeiros sintomas surgem é importante chamar a o SAMU pois o infarto pode resultar em perda de consciência, já que há diminuição do suprimento sanguíneo para o cérebro. Saiba como identificar o infarto.

Se assistir a algum infarto com perda de consciência, o ideal é que saiba fazer uma massagem cardíaca enquanto espera a chegada do SAMU, pois isso aumenta as chances de sobrevivência da pessoa. Aprenda a fazer uma massagem cardíaca nesse vídeo: 

Diagnóstico do Infarto Agudo do Miocárdio

O diagnostico do IAM é feito por meio de exames físicos, em que o cardiologista analisa todos os sintomas descritos pelo paciente, além do eletrocardiograma, que é um dos principais critérios de diagnóstico do infarto.

O eletrocardiograma, também conhecido como ECG, é um exame que tem como objetivo avaliar a atividade elétrica do coração, sendo possível verificar o ritmo e a frequência de batidas do coração. Entenda o que é e como é feito o ECG.

Para diagnosticar o infarto, o médico também pode solicitar exames laboratoriais com o objetivo de detectar a presença de marcadores bioquímicos que têm sua concentração aumentada em situações de infarto. Os marcadores normalmente solicitados são:

  • CK-MB, que é uma proteína encontrada no músculo cardíaco e cuja concentração no sangue aumenta 4 a 8 horas após o infarto e volta ao normal após 48 a 72 horas;
  • Mioglobina, que também está presente no coração, mas tem sua concentração aumentada 1 hora após o infarto e volta aos níveis normais após 24 horas – Saiba mais sobre o exame da mioglobina;
  • Troponina, que é o marcador de infarto mais específico, aumentando 4 a 8 horas após ao infarto e voltando aos níveis normais após cerca de 10 dias – Entenda para que serve o exame da troponina.

Por meio do resultado dos exames de marcadores cardíacos, o cardiologista consegue identificar quando ocorreu o infarto a partir da concentração dos marcadores no sangue.

Como é feito o tratamento

O tratamento inicial para o infarto agudo do miocárdio é realizado  desobstruindo o vaso através da angioplastia ou através de uma cirurgia designada por ponte de safena, também conhecida por bypass cardíaco ou revascularização do miocárdio.

Além disso, o paciente necessita tomar medicamentos que diminuem a formação da placas ou tornem o sangue mais fino, a fim de facilitar a sua passagem pelo vaso, como o Ácido Acetil Salicílico (AAS), por exemplo. Saiba mais sobre o tratamento do infarto.

Источник: https://www.tuasaude.com/infarto-agudo-do-miocardio/

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