Terapia de reposição hormonal: o que é, como fazer e opções naturais

Dante Senra – Reposição hormonal na menopausa: risco ou necessidade?

Terapia de reposição hormonal: o que é, como fazer e opções naturais

Segundo Victor Hugo, “40 anos é velhice para a juventude, e 50 anos é juventude para a velhice”.

Mas apesar da juventude dos 50 anos, essa idade vem acompanhada da privação de hormônios das mulheres trazendo consigo um grande dilema para medicina que é a reposição hormonal.

Isto porque não há uma resposta absoluta que seja igual para todas, visto que essa reposição reduz a mortalidade cardiovascular nas mulheres pós-menopausa, mas aumenta consideravelmente a possibilidade de doenças como o câncer de mama por exemplo.

Por outro lado, não se trata de uma “escolha de Sofia”, em que as duas opções se tornam muito ruins, se estudadas as possibilidades e individualizada a escolha com seus médicos (cardiologista e ginecologista).

As mulheres têm na sua vida dois momentos muito marcantes para seu corpo (e também para seu emocional), com transformações acentuadas.

O primeiro é em torno dos 12 ou 13 anos de idade, quando começam a ação dos hormônios (estrogênio e progesterona, produzidos pelos ovários), chega a primeira menstruação (chamada menarca) com modificações físicas como aumento da deposição de gordura nos quadris e o desenvolvimento do tecido mamário.

Durante o desenvolvimento, o estrogênio tem influência nos ossos e na textura da pele. Ele é responsável pelos traços femininos, como olhos e lábios grandes e narizes e maxilares menores. A partir daí, esses hormônios são responsáveis pela regularidade dos ciclos menstruais.

Variações fisiológicas dos níveis hormonais fazem as mulheres passar por fases claramente distintas, todos os meses, podendo deixá-las mais sensíveis ou estressadas durante os períodos pré e pós-menstrual.

No homem, os hormônios são liberados de forma constante, ou seja, de forma diária e regular durante toda a vida fértil, e, portanto, não justificando eventuais alterações de humor.

O segundo momento na vida das mulheres é por volta dos 50 anos, quando estes hormônios param de agir (ou pela quantidade diminuem acentuadamente sua ação). A chamada menopausa, marcada pela irregularidade seguida por parada da menstruação.

Pela diminuição da produção do estrogênio, inúmeros sintomas podem surgir nesta fase, tais como importante redução da libido, cansaço, suores noturnos que interrompem o sono, insônia, ondas insuportáveis e constrangedoras de calor, diminuição da lubrificação vaginal, dor durante o ato sexual, diminuição da atenção e memória e alterações de ordem afetiva-emocional como irritabilidade, ansiedade e depressão.

Por último, o estrogênio é responsável pela fixação do cálcio nos ossos. Após a menopausa, grande parte das mulheres passará a perder o cálcio dos ossos, podendo levar a osteoporose, o que piora a qualidade de vida das mulheres, visto que podem sofrer fraturas limitantes.

Risco cardiovascular da menopausa

Os sintomas, por mais incômodos que sejam, não representam risco à continuidade da vida (talvez as fraturas), mas é sabido de longa data que a privação hormonal é responsável por importante aumento do número de infartos neste período.

Isto ocorre porque as artérias coronárias (artérias do coração) das mulheres são mais finas que as dos homens (diâmetro das artérias coronárias é 15% mais estreito em mulheres do que em homens).

Uma recente publicação do periódico Arterioscler Thromb Vasc Biol demonstrou um aumento da rigidez dessas artérias de 0,9% no último ano que precede a menopausa; já no primeiro ano subsequente, esse aumento é da ordem de 7,5%. Obviamente isso ocorre pela privação desse potente aliado feminino que deixa de existir (ou reduz substancialmente) neste período.

Sem contar ainda que, na ausência do estrogênio, desequilibram-se as gorduras no sangue, o LDL colesterol (colesterol ruim) aumenta e o HDL colesterol (bom colesterol) diminui, o que aumenta a chance de ataques cardíacos ou doenças cardiovasculares.

No Brasil, 200 mulheres morrem por doença cardiovascular por dia. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo, o equivalente a cerca de 8,5 milhões de óbitos por ano, mais de 23 mil por dia.

Consideremos ainda, que segundo o IBGE, nesta década 1/3 das mulheres estarão com 45 anos ou mais. Ou seja, já na menopausa, privadas desses hormônios.

Então parece simples. É só dar esse hormônio.

Infelizmente não é assim tão fácil. Esta reposição pode vir associada a inúmeros efeitos adversos como alterações na coagulação e possibilidade de formação de coágulos, sangramentos irregulares, dor nas mamas, retenção de sódio, aumento da incidência de cálculos na vesícula dentre outros.

Ainda pior, pode aumentar a incidência de tumores de endométrio (efeito minimizado quando se repõe também outro hormônio chamado progesterona) e o mais temível efeito indesejado que é aumentar a possibilidade de tumor nas mamas.

É sabido que uma em cada 10 mulheres possivelmente terão esse tipo de tumor (quando existe forte histórico familiar essa incidência pode chegar a 20%).

A reposição de estrogênio aumenta essa possibilidade em 25%, ou seja, passa a 12,5 % (ou 25% em decorrência do histórico familiar).

Sabe-se que se a reposição ocorre por mais de 5 anos, a incidência aumenta ainda mais (14,5% ou 29% se histórico forte familiar).

Então não damos hormônio?

Considerando um estudo publicado em 2018 na revista International Journal of Cardiovascular Sciences que revelou que entre mulheres portadoras de doença coronária (artérias do coração) dentre os fatores de risco para esta doença, os mais prevalentes foram a menopausa (84,62%), a hipertensão arterial sistêmica (HAS) (69,23%) e o sedentarismo (69,23), concluímos que, infelizmente não há uma resposta padrão que valha para todas mulheres.

É fundamental que o seu cardiologista e o seu ginecologista conversem entre si e avaliem os riscos e benefícios da reposição.

De uma maneira geral, a reposição parece favorável sobretudo se a paciente está muito sintomática, mas os riscos devem ser ponderados.

O que se pode fazer efetivamente?

Com todas essas informações e sabendo que não se pode mudar nossa história familiar de alta incidência de tumores ou nossa tendência genética a tromboses, é preciso chegar neste momento da vida com os fatores de risco para doenças cardiovasculares ditos mutáveis sob controle.

Infelizmente, 40% das mulheres chegam aos 50 anos atualmente com aumento da circunferência abdominal (a obesidade é um dos fatores de risco mais preocupantes, já que o número de mulheres obesas no Brasil cresceu 64% em 10 anos); 23% já estão hipertensas nesta fase da vida; 20% das mulheres ainda fuma (mulheres fumantes tem seis vezes mais chances de sofrer um infarto do que as não fumantes) aos 50 anos (18% largaram esse vício há menos de 3 anos) e 21% delas têm colesterol elevado sem tratamento ao chegar na menopausa.

O que podemos concluir?

Assim como não há consenso entre os médicos, também entre as pacientes isto é extremamente conflitante. Algumas mulheres querem a reposição a qualquer custo e outras a rejeitam com todas as suas forças.

Ao chegar sem pedir licença, embora tenha data mais ou menos definida para a menopausa, não se planeja previamente reposição ou não, porque não há como saber a intensidade dos sintomas. Mas é fundamental que se chegue bem a este momento, com seus fatores de risco (que podem ser mudados) para doenças do coração sob controle. Isto pode e deve ser feito.

O objetivo dessa coluna é muni-las de argumentos para que possam discutir com seus médicos e não apenas deixá-los decidir por elas.

Há de se considerar que a expectativa de vida das mulheres hoje, segundo o IBGE, é de 78 anos e que a menopausa ocorre aos 50 anos ou menos.

Assim, ainda lhe resta mais de 1/3 da vida para realizar seus sonhos ou alcançar seus objetivos de vida. Que as mulheres entendam que a menopausa está longe de ser sinônimo de velhice.

Como ficou claro, a intensidade dos sintomas e seu histórico familiar devem pesar nesta decisão, mas não são determinantes. Fitoesteróis, que são hormônios naturais derivados de plantas (soja, por exemplo), podem ser uma opção para os sintomas, embora seu efeito seja modesto na maioria das vezes.

Mamografia, papanicolau, ultrassom transvaginal e densitometria óssea são exames comumente solicitados após a menopausa. Isso porque podem detectar diferentes tipos de câncer e a osteoporose, por exemplo.
Culpa do universo ou não (a vida não é justa mesmo, lembra?), você terá que lidar com isso. Agora tem argumentos para tal.

Assim, de novo —converse com seus médicos para o melhor posicionamento neste momento delicado da vida—, pois quem disse que a menopausa não é assim tão incômoda, certamente era muito jovem ou do sexo masculino!

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/danta-senrra/2020/02/22/reposicao-hormonal-na-menopausa-risco-ou-necessidade.htm

10 opções naturais de remédio para menopausa

Terapia de reposição hormonal: o que é, como fazer e opções naturais
 
Imagem: Ava Sol on Unsplash

Usar produtos naturais como remédio para menopausa pode parecer utopia, mas existem opções e eles funcionam.

A menopausa é uma mudança natural no ciclo reprodutivo da mulher, marcada pelo fim da menstruação e da fertilidade. Ela costuma aparecer quando a mulher chega aos seus 40 ou 50 anos, mas em alguns casos pode apresentar seus primeiros sintomas logo aos 30 anos. O principal sintoma da menopausa é a ausência de menstruação durante um ano inteiro.

Apesar de ser um processo biológico, e não uma doença ou desordem que precise necessariamente de tratamento, os sintomas da menopausa podem ser bastante desconfortáveis.

Muitas mulheres experimentam ondas de calor, mudanças no humor, distúrbios do sono, secura vaginal, diminuição da libido e suores noturnos logo antes do início da menopausa (perimenopausa) até a menopausa propriamente dita, e, em alguns casos, até mesmo durante a pós-menopausa. Em média, pode levar de um a três anos para concluir as três etapas.

A terapia de substituição hormonal (TRH) é um tratamento popular para evitar esses sintomas incômodos e tem sido utilizada para compensar a perda de hormônios que acontece na menopausa.

Embora seja eficaz para essa função, um estudo da Women's Health Initiative de 2002 mostrou que esse tipo de tratamento também aumenta o risco de câncer de mama, doença cardíaca, acidente vascular cerebral e câncer de ovário.

Entretanto, há remédios naturais para menopausa que funcionam ajudando a passar pelo processo com saúde e bem-estar.

Remédios naturais para menopausa

Antes de seguir a lista de remédios naturais para menopausa, lembre-se: nem tudo que funciona para outras pessoas vai funcionar para você, pois cada organismo é dotado de suas particularidades. Então o ideal é verificar, a partir de orientação médica, qual opção é a mais adequada no seu caso.

1. Soja

Imagem disponível em Wikimedia sob licença CC BY 2.0

Na lista dos remédios naturais para menopausa que funcionam está a soja. Ela possui substâncias chamadas isoflavonas, capazes de aumentar o nível de hormônios (estrogênio) que decaem durante a menopausa, aliviando os sintomas indesejados, que podem persistir por até 11 anos.

Um estudo mostrou que as isoflavonas da soja podem ajudar a diminuir a frequência e a intensidade das ondas de calor da menopausa. De acordo com o mesmo estudo, consumir cerca de 54 mg de soja por dia pode reduzir significativamente a duração e intensidade de ondas de calor.

Mas antes de consumir soja, lembre-se: é preferível que seja orgânica, pois a transgênica é modificada geneticamente para ser capaz de receber mais agrotóxicos, os mesmos que estão relacionados à problemas de saúde femininos, como câncer de mama, fibromialgia, fadiga crônica, síndrome de hipersensibilidade química múltipla, entre outras.

Os alimentos derivados de soja como tofu, tempeh, missô e leite de soja colaboram com a proteção contra câncer de mama e uterino, ajudam a aumentar a massa óssea para prevenir a osteoporose, reduzem o risco de acidente vascular cerebral e o declínio cognitivo, entre outras doenças cardiovasculares. Não se esqueça de priorizar as opções orgânicas!

2. Erva-de-são-cristóvão (black cohosh)

Imagem de Pitsch por Pixabay

A erva-de-são-cristóvão é mais uma das opções de remédios naturais para menopausa. Ela é uma planta nativa da América do Norte, utilizada pelos nativos americanos para tratar dor, inflamação, depressão, distúrbios do sono, cólicas menstruais, dor pós-parto e sintomas da menopausa.

Estudos mostraram que a erva-de-são-cristóvão é eficaz no alívio de sintomas da menopausa como ondas de calor, distúrbios do sono, depressão, irritabilidade e secura vaginal.

Diferente da terapia hormonal, as mulheres que tomaram cerca de 40 mg de raiz de erva-de-são-cristóvão por dia não apresentaram espessamento do revestimento do útero, uma complicação que ocorre normalmente em quem faz uso de hormônios sintéticos e que aumenta o risco de câncer de endométrio.

Ao contrário das isoflavonas da soja, a erva-de-são-cristóvão não é um fitoestrógeno; portanto, não aumenta os níveis de estrogênio no corpo, sendo um tratamento seguro para quem possui câncer de mama.

3. Sementes de linhaça

As sementes de linhaça estão na lista de remédios naturais para menopausa por serem fonte de fibra, proteínas, gorduras ômega 3, manganês, fósforo, cobre, selênio e vitamina B1. Semelhante à soja, a semente de linhaça contém propriedades estrogênicas que podem ajudar a aliviar os sintomas da menopausa.

Um estudo que comparou os efeitos da linhaça com a terapia de reposição hormonal mostrou que mulheres menopáusicas que tomaram cinco gramas de linhaça diariamente durante 3 meses tiveram uma redução nos sintomas da menopausa semelhante às que fizeram terapia de reposição hormonal.

4. Raiz de alcaçuz

Imagem de gate74 por Pixabay

O alcaçuz é um adoçante natural que é de 30 a 50 vezes mais doce que o açúcar. Mas os usos da raiz de alcaçuz vão além das propriedades adoçantes.

Um estudo mostrou que mulheres menopáusicas que tomaram 330 mg de raiz de alcaçuz por dia durante oito semanas tiveram redução significativa na frequência e intensidade das ondas de calor da menopausa.

Outro benefício da raiz de alcaçuz é o seu potencial para ajudar a equilibrar o humor. Um estudo com animais mostrou que a raiz de alcaçuz possui efeitos antidepressivos que funcionam tão bem quanto os remédios Prozac e Tofranil. A raiz de alcaçuz aumenta os neurotransmissores dopamina e norepinefrina, substâncias químicas sensíveis ao cérebro.

5. Ginseng vermelho coreano

Imagem disponível em Wikimedia, em Domínio Público

O panax ginsen — também conhecido como ginseng asiático, chinês ou coreano — é uma planta perene cujo nome homenageia as cadeias de montanhas asiáticas de onde provém. O ginseng é conhecido na medicina tradicional chinesa por tratar diabetes, melhorar o sistema imunológico, reduzir o estresse, aumentar a disposição, melhorar a saúde do coração e tratar a disfunção erétil.

Um estudo mostrou que mulheres que tomaram seis gramas de ginseng vermelho por dia durante 30 dias tiveram uma melhoria nos níveis de ansiedade, cansaço, insonia e depressão.

Outro estudo constatou melhora no desejo sexual, excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação sexual de mulheres que tomaram três gramas de ginseng vermelho por dia.

6. Erva-de-são-joão

Imagem de Manfred Antranias Zimmer por Pixabay

A erva-de-são-joão é conhecida por tratar a depressão e a inflamação, mas também pode ser usada como um dos remédios naturais para menopausa.

Um estudo mostrou que mulheres menopáusicas que receberam 900 mg de extrato de erva-de-são-joão três vezes ao dia durante 12 semanas melhoraram os sintomas de irritabilidade, fadiga, ansiedade, depressão, falta de concentração, distúrbios do sono, baixa libido e outras queixas psicossomáticas. Quase 80% dos sintomas melhoraram ou desapareceram após o uso da erva-de-são-joão.

7. Óleo de coco

Imagem de DanaTentis por Pixabay

Um dos sintomas desagradáveis da menopausa é a secura vaginal. Para remediar de forma natural esse sintoma é interessante utilizar óleo de coco orgânico (livre de agrotóxicos).

O óleo de coco é natural e não tem contraindicação se utilizado na parte externa da vulva. Além disso, ele tem uma textura muito agradável e, com o calor do corpo, acaba derretendo, podendo ser um ótimo lubrificante vaginal.

Para saber mais sobre o óleo de coco dê uma olhada na matéria: “Óleo de coco: benefícios, para que serve e como usar”.

8. Nozes

 Foto de Tom Hermans no Unsplash

A menopausa pode fazer com que haja queda nos níveis de serotonina, por isso, algumas mulheres sentem alterações no humor, sono de má qualidade e pouca energia. Assim, uma boa opção é inserir as nozes na alimentação, pois são ricas em triptofano, um aminoácido importante para a produção de serotonina.

9. Chá verde

 Foto de Matcha & CO no Unsplash

Um estudo revelou que o chá verde pode ser eficaz para fortalecer o metabolismo ósseo e diminuir o risco de fraturas, especialmente em mulheres que estão na menopausa.

10. Folhas verde-escuras

Foto de Leigh Skomal no Unsplash

As folhas verdes possuem muitos nutrientes, como vitamina K, ferro e cálcio. Com isso, elas podem melhorar a saúde digestiva e reduzir o risco de osteoporose. O magnésio, também presente nas folhas, pode ajudar a equilibrar os níveis hormonais do corpo. Algumas opções são: couve, espinafre, agrião, rúcula e mostarda.

Fontes: Just Naturally Healthy e Natural Living Ideas.

Veja também:

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Источник: https://www.ecycle.com.br/6308-remedio-para-menopausa.html

Entenda como a reposição hormonal feminina influencia a qualidade de vida – PartMed – A maior rede de Clínicas Médicas do Brasil

Terapia de reposição hormonal: o que é, como fazer e opções naturais

Diversas mudanças acometem o corpo feminino com o passar do tempo. As mulheres começam a perceber que alguns sintomas interferem na vida cotidiana, por isso, convém saber o que é areposição hormonal feminina e quais os seus benefícios. 

A presença de certos desconfortos faz com que elas optem por esse tratamento, mas é interessante estar ciente de como ele funciona. Primeiramente, é importante conhecer a diversidade de terapias hormonais, pois isso é o princípio para tomar a iniciativa de consultar um médico especialista no assunto e ter uma excelente qualidade de vida.

Quer saber com profundidade sobre a terapia que muitas mulheres buscam para ter uma vida saudável no período da menopausa? Então, continue lendo este artigo!

Compreenda o que é a reposição hormonal feminina

Trata-se da terapia responsável por repor hormônios que antes eram produzidos naturalmente pelo organismo, como o estrogênio e a progesterona. A partir dos 45 anos, aproximadamente, o corpo feminino inicia um processo de transição hormonal, conhecido como climatério, e se estende até a menopausa, que vai até, mais ou menos, os 65 anos.

É nesse período que iniciam os transtornos que causam muitos desconfortos à maioria das mulheres, uma vez que, após o climatério vem a menopausa, que é a perda espontânea dos hormônios, essas substâncias são características femininas e proporcionam equilíbrio no ciclo menstrual e em várias funções do corpo.

Descubra o que a terapia hormonal feminina faz no corpo

Os hormônios sintetizados em laboratórios têm a mesma composição química que o produzido naturalmente, por isso, a reposição hormonal age da mesma forma ao ser administrada no corpo. Eles têm efeito curativo e preventivo, minimizando os sintomas da menopausa e prevenindo o corpo de possíveis males, que podem ocorrer por motivo da ausência hormonal.

Veja os principais motivos para a escolha desse tratamento

A falta dos hormônios provocada pela menopausa traz alterações no corpo feminino, o que mexe na autoestima, como o processo de envelhecimento, pois a pele vai perdendo o colágeno e a elastina, que são substâncias que dão sustento a ela, e a musculatura fica fragilizada. 

Além disso, os contornos do corpo também sofrem alterações, ou seja, a medida abdominal e o ganho de peso. Ainda, a queda de cabelo, o enfraquecimento das unhas e a pele ressecada são fatores que importunam.

Observe como a terapia funciona

A perda hormonal na época da menopausa causa diversos danos no estilo de vida de algumas mulheres. É nesse período que surgem os sintomas, porém, nem todas apresentam essa carência. A reposição é indicada para mulheres que sofrem com as consequências, de moderadas a intensas, da ausência dessas substâncias.

A indicação é proporcional à necessidade de cada mulher. O médico ginecologista faz a prescrição do estrogênio e da progesterona ou outros hormônios, caso haja realmente insuficiência. O consumo pode ser feito de forma injetável, gel, adesivos que são colocados na pele e comprimidos.

Analise os tipos de reposição hormonal

A ausência dos hormônios estrogênio e progesterona é o que mais interfere quando a menopausa chega. Para resolver esse incômodo, existem vários tipos de reposição hormonal:

  • com estrogênio e progesterona: esse tratamento é utilizado, sobretudo, nas mulheres que ainda têm o útero. As medicações vêm com progesterona natural ou podem ser administradas uma combinação de progesterona sintética e estrogênio;
  • apenas com estrogênio: o hormônio, nesse caso, é indicado para mulheres que tenham retirado o útero. Essa medicação tem apenas estrogênio, como mestranol, estrona e estradiol. Atualmente, comenta-se muito sobre a reposição do estradiol, que é o próprio estrogênio, idêntico ao que o ovário produz durante todo o tempo de reprodução;
  • natural: as adversidades hormonais podem ser resolvidas ao se consumir alimentos que tenham fitoestrogênio, por exemplo, soja, linhaça, amora, produtos homeopáticos, além de exercícios físicos regulares etc.

Contemple os benefícios da reposição hormonal

A reposição hormonal feminina é grande aliada das mulheres que sofrem no período da menopausa. Veja as vantagens em realizá-la:

  • diminui o fogacho, que são as ondas de calor que perturbam durante o dia;
  • alivia os picos de suores noturnos;
  • proporciona a qualidade do sono, resolvendo a insônia;
  • age de forma preventiva, evitando a perda óssea que leva à osteoporose;
  • ameniza a irritabilidade;
  • previne a depressão;
  • retarda o envelhecimento;
  • melhora o desempenho sexual, uma vez que a lubrificação da vagina diminui as dores durante as relações;
  • diminui as chances de infecção urinária.

Aprenda qual a importância de consultar um médico especialista

A terapia hormonal deve ser acompanhada por um especialista na área, ou seja, o médico ginecologista. Para que o tratamento aconteça, é necessário que o profissional esteja ciente de como estão as taxas hormonais, pois não existe uma receita pronta para esta situação.

É por meio do resultado dos exames laboratoriais que se estabelece a dosagem, a maneira de administrar e o tempo de uso dessa terapia. A avaliação deve ser realizada, pelo menos, uma vez ao ano para verificar se há necessidade de modificar a medicação para manter a qualidade de vida.

Entenda a influência da reposição hormonal na qualidade de vida

O tratamento feito com a terapia hormonal causa um impacto muito promissor na vida da mulher que toma essa decisão. Ao ser medicada, ela passa a ter um novo estilo de vida:

  • eleva a autoestima;
  • sorri mais por sentir bem-estar;
  • tem mais disposição para fazer atividades do seu cotidiano e exercícios físicos;
  • potencializa o desejo sexual;
  • melhora o sistema nervoso central, ativando a memória, por exemplo;
  • intensifica outras perspectivas de vida.

Reconhecer a necessidade de fazer a reposição hormonal feminina no momento propício é determinante para ter uma vida com menos desconfortos causados pelas perdas dos hormônios fabricados pelo corpo. Essa terapia pode devolver à mulher um modo de vida salutar e ajudá-la a sentir satisfação com o próprio corpo, garantindo uma vida dinâmica, vigorosa e cheia de qualidade em seu meio social.

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Источник: https://blog.partmedsaude.com.br/reposicao-hormonal-feminina/

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