Testosterona: para que serve e efeitos colaterais

Contents
  1. Testosterona: uso indevido para ganhar músculo pode causar atrofia testicular
  2. 2. Estrias
  3. 3. Alterações nas articulações
  4. 4. Atrofia dos testículos e diminuição dos espermatozoides
  5. 5. Alterações no desejo sexual e impotência
  6. 6. Aumento das mamas em homens
  7. 7. Masculinização da mulher
  8. 8. Risco de doença cardiovascular
  9. 9. Problemas no fígado
  10. 10. Queda de cabelo
  11. Quem não deve usar
  12. Como usar
  13. Testosterona, sua queda pode impactar sua saúde mental
  14. Testosterona vs. Saúde Mental
  15. O que é a testosterona? 
  16. Para que serve? 
  17. Diferença entre a testosterona no homem e na mulher
  18. O hormônio sexual masculino em mulheres
  19. Como saber se a minha testosterona está baixa?
  20. Entre os sintomas de deficiência do hormônio em homens adultos, destacam-se:
  21. O impacto da testosterona na vida sexual
  22. Existe tratamento de reposição do hormônio sexual masculino?
  23. Como funciona o tratamento com testosterona injetável?
  24. Nas mulheres, os sintomas ainda incluem:
  25. Injeção de testosterona: entenda porque causa vício, problemas mentais e morte
  26. Há homens que associam o uso de testosterona a mais virilidade e potência sexual. Como o senhor avalia isso?
  27. Em quais situações o uso de testosterona é adequado?
  28. O uso excessivo de testosterona pode levar à morte? Como?
  29. E quais as consequências do vício?
  30. Foi bom o senhor ter falado sobre a juventude. Adolescentes com atraso hormonal podem injetar testosterona? Quais as diferenças do uso para cada sexo nessa faixa etária?
  31. Em quais situações o senhor aconselha o uso de testosterona para quem faz academia?
  32. Então é criminoso indicar testosterona para fins estéticos, certo?
  33. É possível aumentar a produção de testosterona pela alimentação e atividades físicas?
  34. Os efeitos da aplicação da testosterona em idosos são diferente?
  35. Testosterona: os reais problemas em injetar o hormônio em seu corpo
  36. Os efeitos irreversíveis
  37. Performance prejudicada? Sim!

Testosterona: uso indevido para ganhar músculo pode causar atrofia testicular

Testosterona: para que serve e efeitos colaterais

A injeção de testosterona é um medicamento indicado para pessoas com hipogonadismo masculino, que se caracteriza por uma doença em que os testículos produzem pouca ou nenhuma testosterona. Apesar do hipogonadismo masculino não ter cura, os sintomas podem ser atenuados com reposição hormonal.

Embora este medicamento seja indicado para o tratamento do hipogonadismo masculino, tem sido cada vez mais frequente o abuso de injeções de testosterona ou derivados, também conhecidas por esteroides anabolizantes, como é o caso do enantato de testosterona ou propionato de testosterona, por exemplo, em atletas de alta competição e amadores, que usam estes remédios para obter maior desempenho muscular e melhor aspeto físico, sem terem conhecimento dos seus reais benefícios e potenciais efeitos colaterais.

As reações adversas mais frequentes que podem ocorrer durante a utilização de injeções de testosterona são dor, inchaço e coceira no local de injeção, tosse e falta de ar.

No entanto, para pessoas que usam estes medicamentos indevidamente e com frequência, podem ocorrer efeitos adversos mais graves, como:

HomensMulheresAmbos os sexos
Diminuição do tamanho dos testículosAlteração da vozAumento dos níveis de LDL e redução do HDL
Ginecomastia (aumento das mamas)Pelos faciaisAumento do risco de tumores e danos no fígado
Diminuição da produção de espermatozoidesIrregularidades menstruaisAgressividade, hiperatividade e irritabilidade
Impotência e infertilidadeAumento do tamanho do clítorisQueda de cabelo
EstriasDiminuição das mamasAcne
MasculinizaçãoProblemas cardiovasculares

Além disso, em adolescentes, a administração de testosterona pode causar o fechamento prematuro das epífises, levando à interrupção no crescimento.

A provável causa da acne como efeito adverso, está relacionada com a estimulação das glândulas sebáceas, pela testosterona, em produzir mais óleo. Os locais geralmente afetados são o rosto e as costas.

2. Estrias

O aparecimento de estrias nos braços e nas pernas está associado ao rápido crescimento muscular, induzido pelos esteroides. 

3. Alterações nas articulações

O uso abusivo e indiscriminado de esteroides anabolizantes pode aumentar o risco de lesões nos tendões, pois a estrutura osteoarticular não consegue acompanhar o crescimento dos músculos, inibindo a síntese de colágeno em ligamentos e tendões.

4. Atrofia dos testículos e diminuição dos espermatozoides

Quando os níveis de testosterona estão muito altos, o organismo passa a inibir a produção deste hormônio. Este fenômeno, denominado por retroalimentação negativa ou feedback negativo, consiste na inibição da secreção de gonadotrofinas pela testosterona que está em excesso.

As gonadotrofinas são hormônios secretados no cérebro, que estimulam a produção de espermatozoides nos testículos. Logo, se são inibidas pela testosterona, vão deixar de estimular os testículos a produzir espermatozoides, podendo causar atrofia testicular e infertilidade.

 Entenda, com mais detalhe, como funciona o controle hormonal masculino.

5. Alterações no desejo sexual e impotência

Geralmente, quando se começa a utilizar esteroides anabolizantes, ocorre aumento do desejo sexual, porque os níveis de testosterona aumentam.

Porém, quando os níveis deste hormônio atingem uma determinada concentração no sangue, o nosso organismo passa a inibir a produção do mesmo, fenômeno designado por retroalimentação negativa ou feedback negativo, o que também pode conduzir a impotência sexual.

6. Aumento das mamas em homens

O aumento das mamas em homens, também conhecido por ginecomastia, ocorre porque a testosterona e derivados em excesso são convertidos em estrogênios, que são hormônios femininos responsáveis pelo aumento das glândulas mamárias.

7. Masculinização da mulher

Nas mulheres, o uso de esteroides anabolizantes pode causar hipertrofia do clitóris, aumento de pelos faciais e corporais e mudança no timbre de voz, que são características sexuais masculinas, induzidas pela testosterona.

8. Risco de doença cardiovascular

Os esteroides anabolizantes levam à diminuição do colesterol bom (HDL) e ao aumento do mau colesterol (LDL), da pressão arterial e do ventrículo esquerdo, que são fatores de risco para desenvolver doença cardiovascular. Além disso, o aumento do ventrículo esquerdo do coração tem sido associado à arritmia ventricular e morte súbita.

9. Problemas no fígado

O uso indevido de injeções de testosterona, além de ser tóxico para o fígado e de muitas das substancias usadas serem resistentes à metabolização, também contribui para o aumento dos níveis de algumas enzimas que estão relacionadas à toxicidade do fígado, o que pode causar danos, ou mesmo tumores.

10. Queda de cabelo

A queda de cabelo hormonal, também conhecida por alopecia androgenética ou calvície, ocorre por ação da dihidrotestosterona, que é um derivado de testosterona, nos folículos pilosos.

Em pessoas com predisposição genética, esse hormônio liga-se aos receptores presentes no couro cabeludo, levando ao afinamento e queda dos fios.

Assim, o uso de testosterona e derivados pode agravar e acelerar esse processo, por aumentar a quantidade de dihidrotestosterona que se liga aos folículos.

Quem não deve usar

As injeções de testosterona e derivados não devem ser usadas em pessoas com:

  • Alergia à substância ativa ou a qualquer outro componente do medicamento;
  • Carcinoma dependente de androgênios ou suspeita de carcinoma prostático, porque os hormônios masculinos podem aumentar o crescimento do carcinoma da próstata; 
  • Tumor do fígado ou histórico de tumor no fígado, pois foram observados casos de tumores no fígado benignos e malignos após o uso de enantato de testosterona;
  • Níveis de cálcio elevados no sangue associados a tumores malignos.

Além disso, este remédio também não deve ser usado em crianças, mulheres, grávidas e lactantes.

Como usar

A administração deste medicamento deve ser realizada por um profissional de saúde, e as doses devem ser adaptadas a cada pessoa, de acordo com a necessidade hormonal individual.

Источник: https://www.tuasaude.com/enantato-de-testosterona/

Testosterona, sua queda pode impactar sua saúde mental

Testosterona: para que serve e efeitos colaterais

26 de julho de 2019

  |  Tempo de leitura: 10 minutos

Testosterona é o principal hormônio sexual masculino. É responsável por regular a fertilidade, a massa muscular, a distribuição de gordura e a produção de glóbulos vermelhos. Os ovários das mulheres também produzem testosterona, embora em quantidades muito menores.

A produção de testosterona começa a aumentar significativamente durante a puberdade e diminui após os 30 anos de idade.

O hormônio é mais frequentemente associado ao desejo sexual e desempenha um papel vital na produção de espermatozoides. Os níveis de testosterona de um homem também podem afetar seu humor.

Testosterona vs. Saúde Mental

Qual é a primeira coisa que vem à sua mente quando falam de testosterona? Macho man?

Na verdade, esse hormônio não influencia no mau comportamento de ninguém. Pelo contrário, sua produção está diretamente ligada à saúde mental. Isso é o que comprova o estudo publicado na edição de janeiro de 2008 do Harvard Men’s Health Watch.

A verdade é que muitos mitos giram em torno do hormônio sexual masculino. Além de homens malcomportados, costumam espalhar a ideia de que as mulheres não precisam desse hormônio para ter uma boa saúde.

Entretanto, há muito mais sobre a testosterona do que você pode imaginar.

O que é a testosterona? 

Também conhecida como o hormônio sexual masculino, a testosterona é um hormônio produzido pelo organismo masculino e também pelo feminino, só que em uma quantidade menor.

Apesar de ser sintetizado a partir do colesterol, aumentar esse tipo de gordura não vai fazer com que os níveis do hormônio também fiquem mais altos. Isso acontece porque o cérebro é responsável pela sua regulagem. 

Para que serve? 

Muitos estudos têm sido feitos sobre a relação entre a testosterona e a nossa saúde mental. 

Em primeiro lugar, o hormônio ajuda a melhorar o humor e a disposição. Além disso, também dá mais sensação de prazer. 

Em segundo lugar, o hormônio sexual masculino também influencia na capacidade cognitiva. Ou seja, capacidade de concentrar-se, aprender e memorizar coisas novas. 

O estudo feito pela Harvard Men’s Health Watch mostra que há uma grande chance de a falta de memória em homens mais velhos ter relação com a queda do hormônio, que acontece naturalmente conforme a idade.

Por outro lado, homens na meia-idade, que possuem uma taxa mais elevada deste hormônio, têm os tecidos cerebrais mais protegidos. Já os homens mais velhos, que foram submetidos a testes cognitivos, tiveram um resultado melhor quando os níveis do hormônio estavam bons.

Muitos estudos ainda estão sendo feitos em relação às funções do hormônio para a saúde. Ou seja, pode ser que muitas outras descobertas ainda serão feitas. 

Diferença entre a testosterona no homem e na mulher

A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, sendo produzida nos testículos. O pico da produção é durante a adolescência, onde os músculos se desenvolvem, a voz muda, e começam a crescer pelos no corpo e no rosto. 

Além disso, o hormônio também é responsável pelo desenvolvimento do pênis e dos testículos e também pela produção de esperma. 

E não é só isso: ela ainda desempenha um papel importante no crescimento e força óssea e também influencia na libido, ou desejo sexual.

Por outro lado, o excesso do hormônio também está ligado ao câncer de próstata e à calvície. 

O hormônio sexual masculino em mulheres

Se você acha que a testosterona é importante apenas para homens, saiba que está muito enganado.

 O hormônio é produzido nos ovários e na glândula adrenal. Na verdade, todas as mulheres possuem andrógenos, ou seja, hormônios sexuais masculinos. Eles possuem um papel muito importante para o bom funcionamento de várias funções do organismo feminino, tais como:

  • Função ovariana;
  • Crescimento e força óssea;
  • Apesar de não haver uma conclusão entre os estudiosos, o hormônio sexual masculino na mulher também é responsável pelo seu comportamento sexual, como o aumento da libido.

O equilíbrio adequado entre o estrogênio – hormônio sexual feminino – e a testosterona e outros andrógenos é importante para que os ovários funcionarem normalmente. 

Como saber se a minha testosterona está baixa?

Os níveis do hormônio no organismo podem ser medidos por meio de um exame de sangue ou a partir da saliva. Entretanto, interpretar o resultado pode ser complicado, já que há uma variação nos níveis ao longo do dia e também de um dia para o outro. 

Geralmente, a taxa é mais elevada de manhã e também no final do dia. Por isso, não é preciso se preocupar se o resultado estiver baixo em algum momento e, no outro, mostrar um resultado totalmente diferente. 

Apesar de o senso comum divulgar que a testosterona é responsável pelo comportamento impulsivo, raivoso, machista e violento dos homens, a queda nas taxas desse hormônio pode ser a causa mais provável.  

Há muitos estudos sendo desenvolvidos, sobretudo entre as indústrias farmacêuticas, que procuram criar uma projeção dos efeitos da queda do hormônio sexual masculino, tanto em homens quanto mulheres. 

Entre os sintomas de deficiência do hormônio em homens adultos, destacam-se:

  • Redução dos pelos corporais e faciais;
  • Perda de massa muscular;
  • Problemas sexuais como a queda de libido, impotência sexual, testículos menores, redução do número de espermatozoides e infertilidade;
  • Aumento do tamanho da mama;
  • Ondas de calor;
  • Aumento de peso;
  • Energia baixa;
  • Intolerância à glicose;
  • Aumento do risco de doenças cardiovasculares;
  • Mudanças bruscas de humor, irritabilidade, falta de concentração e depressão;
  • Ossos mais frágeis e um risco maior de fraturas. 

O impacto da testosterona na vida sexual

Em outras palavras, os baixos níveis no hormônio sexual masculino influenciam tanto na vida sexual quanto na vida escolar do indivíduo.  

Acredite se quiser, mas não é apenas o homem que sofre quando o nível de hormônio sexual masculino está baixo. 

As mulheres também podem ter problemas na saúde mental como depressão, baixa libido, problemas na concentração, etc.

Além disso, uma mulher com baixos níveis deste hormônio também pode ter ossos mais fracos, consequentemente, o risco de fraturas acaba aumentando. 

O problema é que um dos sintomas da menopausa é, justamente, a osteoporose, em que os ossos ficam fracos e porosos. 

No entanto, ainda não há uma conclusão definitiva e muitos estudos ainda devem ser feitos para comprovar a relação entre a deficiência nas taxas de androgênios e a menopausa. 

Existe tratamento de reposição do hormônio sexual masculino?

Apesar de haver certa ressalva no uso do termo “andropausa”, pelo menos 10% dos homens com idade entre 40 a 60 anos sofrem com os sintomas causados pela redução nos níveis de testosterona.

Na verdade, a andropausa possui sintomas muito parecidos com os que as mulheres sentem quando chegam na menopausa. 

Muitos homens sentem que os sintomas diminuem quando fazem uso de algum tratamento de reposição hormonal com injeções ou adesivo. 

Porém, não só homens acima de 40 anos se beneficiam com a reposição hormonal, pois adolescentes que sofrem de puberdade masculina atrasada também podem fazer o tratamento e normalizar a sua situação. 

A reposição hormonal também pode ser utilizada por mulheres cujos baixos níveis do hormônio estão ligados aos sintomas.

Entretanto, é preciso que esse tratamento seja feito apenas com o acompanhamento de um médico, pois pode haver efeitos colaterais que não fazem valer a pena o risco. 

Como funciona o tratamento com testosterona injetável?

A solução injetável precisa de diversos cuidados tanto na escolha de seringas e agulhas, já que possui textura ligeiramente oleosa. 

Por ser um tratamento intramuscular, é importante que a reposição hormonal seja administrada por um médico profissional. 

Entretanto, a terapia de testosterona vem sido utilizada por cada vez mais pessoas nos últimos anos, o que preocupa os médicos, porque é preciso fazer um teste que possa comprovar a deficiência hormonal. 

Isso acontece porque muitos marombas utilizam o hormônio para continuar a crescer mesmo quando o músculo já chegou no limite. O problema é que esse tratamento é feito sem prescrição médica, o que pode causar diversos efeitos colaterais, tais como:

  • Hepatite medicamentosa, onde o fígado é sobrecarregado;
  • Mutação celular, o que pode ocasionar em câncer do fígado;
  • Risco de câncer de mama e do endométrio;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Risco de doenças cardíacas; 
  • Acne no rosto e no corpo (principalmente nas costas);
  • Calvície;
  • Desempenho prejudicado, pois o excesso do hormônio causa tendinite e aumenta o risco de ruptura dos tendões. 

Nas mulheres, os sintomas ainda incluem:

  • Masculinização dos ovários;
  • Aumento do clitóris;
  • Engrossamento da voz nas mulheres; 

Quando o tratamento é feito de maneira correta, vários sintomas da deficiência são revertidos: o humor melhora, o desejo sexual aumenta, a capacidade cognitiva também fica otimizada e há uma grande diferença no condicionamento físico. 

Alguns estudos comprovaram que a perda de peso também é um efeito benéfico da reposição do hormônio sexual masculino. 

Em resumo, qualquer tratamento que seja, especialmente quando envolvem hormônios, devem ser realizados sob prescrição médica e apenas se houver uma necessidade comprovada por exames.  

Lembrando que alguns efeitos do excesso do hormônio podem ser irreversíveis, mesmo que você pare de tomar as injeções. 

Tanto os homens como as mulheres necessitam dos níveis adequados do hormônio para que o seu organismo se desenvolva e funcione normalmente. 

Não tem fundamento pensar que o mal comportamento dos homens tem a ver com a testosterona e que, com o tratamento, o humor vai mudar para pior. Pelo contrário, como este texto deixou bem claro, a irritabilidade está mais ligada com a falta do hormônio do que o excesso.  

Ainda há diversas dúvidas em volta deste hormônio. É provável que muitos estudos ainda sejam feitos para definir diversas coisas, como o nível adequado. Porém, é importante saber que ela não só atua sobre o “muque” como sobre a saúde mental em pessoas de todas as idades.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

Источник: https://www.vittude.com/blog/testosterona/

Injeção de testosterona: entenda porque causa vício, problemas mentais e morte

Testosterona: para que serve e efeitos colaterais

Aplicação de testosterona no corpo exige critérios rígidos e não existem motivos plausíveis para o uso no mundo fitness. Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay

Músculos saltados, voz grossa e potência sexual elevada são sinônimos de virilidade no mundo masculino. Essas características levam muitos homens a buscarem o ‘corpo perfeito’ e apelarem para resultados rápidos e fáceis gerados por anabolizantes – repudiados pela comunidade médica.

Nesse universo, aparece a testosterona, hormônio importante para a maturação dos ossos, crescimento muscular e desenvolvimento das funções sexuais.

Geralmente, os homens que escolhem esse caminho curto e prejudicial à saúde optam por fazer a aplicação com injeção de testosterona.

Apesar de parecer vantajoso para quem deseja ter o físico dos sonhos e aumentar a libido, essa substância só pode ser injetada no corpo quando há alguma deficiência, como no caso de alguns cânceres, defeitos genéticos, traumas testiculares e retardo na hipófise (glândula que controla a atividade de outras glândulas). É o que explica Clayton Macedo, doutor em endocrinologia clínica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O médico coordena o projeto Bomba? Tô Fora, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), focado em combater o uso de anabolizantes, e é especialista em tratar complicações causadas por essas substâncias. De acordo com ele, a testosterona causa efeitos colaterais imprevisíveis e pode ser “potencialmente fatal”.

Um dos distúrbios que mais pode intensificar os danos é a dependência química que o hormônio propicia, já que a substância externa bloqueia a glândula de produção interna, causando cansaço e resultados contrários ao esperado, como a queda da libido e a impotência. Assim, o usuário passa a aplicar mais e mais na tentativa de resolver o problema.

Macedo alerta ainda que alimentação saudável e exercícios físicos trazem saúde hormonal, e não existe comprovação de que alimentos e ervas elevam o nível de testosterona, desmentindo a ideia de ‘fonte de juventude’ vendida pela indústria fitness. “Esse comércio é caça-níquel. Vende uma eterna fonte da juventude ou um produto milagroso sem comprovação científica”, critica.

Dependência química é resultado de um bloqueio na produção interna de testosterona. Foto: Pixabay

Veja abaixo oito perguntas e respostas sobre o uso de testosterona.

Na entrevista, o especialista fala sobre mudanças comportamentais – como a tendência suicida – e problemas no fígado causados pela aplicação dela no corpo.

Macedo explica também o impacto negativo que o uso de altas doses gera, uma vez que hipertrofia não só os músculos visíveis, mas também o do coração – ao ponto de levar à morte súbita.

Há homens que associam o uso de testosterona a mais virilidade e potência sexual. Como o senhor avalia isso?

A falta de testosterona diminui a libido e a potência sexual em quem tem um quadro clínico de deficiência desse hormônio. Mas esse não é o caso do homem que usa sem ter esse problema.

Ele pode estar deprimido, sobrecarregado de trabalho, usando remédios que alteram a potência ou sofrer com obesidade, que atrapalha o desempenho sexual.

Esse último ocorre porque existe uma enzima [a Aromatase] que metaboliza a testosterona na gordura.

Portanto, tudo isso afeta o sexo. Se o indivíduo está injetando testosterona sem ter problemas comprovados por um médico, a chance de ele melhorar o que quer com a injeção do hormônio é bem baixa, porque a causa é outra.

Em quais situações o uso de testosterona é adequado?

O indivíduo precisa ter uma doença cientificamente comprovada e consultar um especialista.

Existe uma série de causas, como a orquite [inflamação do testículo por caxumba], um câncer que causou queda do hormônio, defeitos genéticos e varicocele [varizes na bolsa escrotal, que faz com que o órgão trabalhe menos].

Há ainda a hipófise, que controla as outras glândulas do corpo como a do testículo. Quando essa parte cerebral está doente, seja por tumor, cirurgia ou radioterapia, ela funciona menos e, consequentemente, estimula menos o testículo a produzir testosterona.

Existe também situações raras em que se poderia tentar usar testosterona em pacientes oncológicos, com HIV e aids em fase avançada.

O uso excessivo de testosterona pode levar à morte? Como?

Esse é o grande problema de quem usa testosterona sem ter uma deficiência. As pessoas acabam usando doses excessivas para terem o efeito anabolizante da hipertrofia muscular. Muitas vezes, as proporções são até cem vezes maiores do que as usadas por pacientes que realmente precisam repor o hormônio.

Assim, as chances de haver efeitos colaterais aumentam de forma imprevisível e potencialmente fatal. Um dos riscos mais preocupantes é o vício. Cerca de 57% das pessoas podem ter dependência, porque a testosterona injetada interrompe a produção interna [da substância].

Com isso, a glândula fica bloqueada quando o indivíduo para de usar a medicação e ele sofre com a deficiência hormonal, levando-o a usar mais.

E quais as consequências do vício?

A pessoa se sente mais cansada, perde a libido, sente fraqueza e isso a faz voltar a injetar testosterona.

Um dos problemas nisso é que o cérebro humano tem muito receptor para esse hormônio e, como ele é um estimulante potente, o sujeito pode ter mudanças comportamentais, como agressividade, convulsões, irritabilidade, depressão, alucinações e tendência suicida.

Além disso, nosso sistema cardiovascular e os outros músculos são extremamente sensíveis a esteroides. Então a testosterona não vai agir só na musculatura periférica, mas também no coração, podendo causar hipertrofia desse órgão, insuficiência cardíaca e morte súbita.

Vale ressaltar que os esteroides elevam o nível de colesterol ruim e triglicerídeos, aumentando as chances de haver doenças coronarianas e hipertensão. Ou seja, o ataque a essa musculatura pode induzir a morte.

Há também danos no fígado, [já que esses produtos] influencia no metabolismo do órgão, causando hepatite medicamentosa [que pode ser fulminante] ou falência hepática aguda, que pode levar à morte ou gerar a necessidade de um transplante.

Fora isso, jovens podem ter bloqueios na cartilagem de crescimento.

Por trás do 'físico dos sonhos' existe não só um apelo por padrões de beleza, mas também problemas de saúde que podem levar à morte. Foto: Pixabay

Foi bom o senhor ter falado sobre a juventude. Adolescentes com atraso hormonal podem injetar testosterona? Quais as diferenças do uso para cada sexo nessa faixa etária?

Essa é a população mais vulnerável para o uso de testosterona. A literatura médica mostra que os adolescentes são o público que mais usa anabolizantes… sempre com objetivos fitness. Há o caso da aplicação para reverter o atraso da puberdade, mas é bastante específico.

Existe uma série de critérios para diagnosticar o atraso puberal, porque a testosterona pode trazer malefícios ao mesmo tempo que impulsiona o desenvolvimento: as doses são fisiológicas, ou seja, menos problemáticas, mas a estatura final do jovem pode ficar comprometida.

Hoje, parte da mídia faz um apelo muito grande ao corpo perfeito, principalmente blogueiros, artistas, atletas e cantores. Isso faz com que os adolescentes idealizem um perfil corporal que, muitas vezes, eles não estão fisiologicamente preparados para obter.

Em quais situações o senhor aconselha o uso de testosterona para quem faz academia?

Nunca. Só para quem tem deficiências. Esse apelo estético do uso de testosterona para definição muscular é o que está causando essa avalanche de complicações, e o brasileiro não está alertado.

Os médicos que prescrevem testosterona normalmente não são endocrinologistas, porque quem é especialista não indica hormônio para ir à academia.

Geralmente, são profissionais que fazem um cursinho de fim de semana, sem especialidade nenhuma, ou segue áreas não reconhecidas cientificamente, como as terapias antienvelhecimento e as ortomoleculares. Nelas, o nível de evidência é nulo e os efeitos colaterais são muito fortes.

Então é criminoso indicar testosterona para fins estéticos, certo?

A própria bula do medicamento não preconiza o uso de medicação para academia. Às vezes, sites da internet e o próprio educador físico comercializam. A receita [para injeção de testosterona] é controlada e precisa do CPF do médico e do Código Internacional da Doença (CID).

Assim, o indivíduo precisa ter uma deficiência para justificar o uso do hormônio. Se ele não tem, é impossível o profissional colocar um código na receita. Então, para driblar isso, o doutor faz um acordo com [algumas] farmácias ou inventa um diagnóstico que não existe para a pessoa conseguir indicação clínica.

Há um mercado negro que movimenta valores astronômicos [com esse crime].

Falsificar receitas médicas é um crime previsto no artigo 298 do Código Penal pelo Decreto Lei n° 2.848, com pena de multa e prisão por um a cinco anos. Foto: Pixabay

É possível aumentar a produção de testosterona pela alimentação e atividades físicas?

Não diretamente. Mas uma alimentação saudável e exercícios melhoram a saúde hormonal.

Chamo a atenção para o caso dos obesos: eles têm menores níveis de testosterona, pois existe uma enzima [a Aromatase] que metaboliza esse hormônio no tecido adiposo.

Então o simples fato de ter uma atividade física já melhora a composição corporal, reduz o porcentual de gordura, diminui a atividade dessa enzima e o indivíduo melhora naturalmente o nível de testosterona.

Alimentos e ervas que empresas vendem dizendo que aumentam o nível de testosterona não possuem comprovação científica são da indústria fitness. Esse comércio é caça-níquel: vende uma eterna fonte da juventude, ou um produto milagroso sem comprovação científica.

Os efeitos da aplicação da testosterona em idosos são diferente?

É uma população extremamente vulnerável, porque as chances de contrair doenças se tornam elevadas pela idade. Então quanto mais doenças o idoso tem, maior a chance de ele ter uma complicação mais séria ao usar a testosterona.

Esse público tem mais doenças cardiovasculares e de próstata. Então, a aplicação de testosterona no corpo pode amplificar esses problemas de saúde. Injetar o hormônio requer critérios rígidos, pois testosterona não é uma fonte de juventude.

Fora isso, todos os problemas já falados se intensificam por conta da idade.

*Estagiário sob a supervisão de Charlise Morais

Источник: https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,injecao-testosterona-entenda-porque-causa-vicio-problemas-mentais-morte,70002923055

Testosterona: os reais problemas em injetar o hormônio em seu corpo

Testosterona: para que serve e efeitos colaterais

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Pilulas e seringa (Foto: Marcel Valvassori/Arquivo)

Seja por motivos estéticos ou para melhorar a performance esportiva, jamais pense em injetar testosterona sem antes saber de todos os riscos que você corre.

O esteróide vem sendo indicado e até prescrito como uma solução mágica para ganhar mais músculos, secar a gordura, melhorar a disposição e até a libido. Só que seu indiscriminado pode causa inúmeros danos à saúde.

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Quem alerta é a ginecologista Cidinha Ikegiri: “É algo que deve ser esclarecido e combatido, já que muitas pessoas desconhecem ou até não acreditam nas consequências do uso desse tipo de droga”.

Segundo Cidinha, como qualquer outro hormônio que nosso corpo produz, a testosterona deve ser indicada apenas em casos em que sua produção é ineficaz. Para aderir o seu uso, é necessário o acompanhamento rigoroso de suas taxas sanguíneas.

“Seu uso sem indicação pode trazer consequências muitas vezes graves e irreversíveis”.

Conhecida como o hormônio sexual masculino, a testosterona tem um papel fundamental no desenvolvimento de massa muscular, por isso é tão buscado como atalho para o corpo “perfeito”. Apesar do título de “masculino”, o esteróide também é produzido por nós, mulheres.

O problema quando começamos a injetar testosterona sintética sem necessidade é que sobrecarregamos o nosso fígado e rins e acabamos aumentando os riscos de doenças graves em nosso organismo, como o câncer.

“A hepatite medicamentosa pode ser uma consequência a curto prazo, em alguns casos chegando a ser fulminante.

Essa sobrecarga ao fígado, a longo prazo, leva à mutação de algumas células podendo predispor a tumores deste orgão”, comenta o ortopedista Sérgio Maurício, especialista em medicina do esporte.

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Isso vale a todos, mas principalmente para aquelas pessoas que já têm alguma predisposição. As áreas que mais podem desenvolver tumores são fígado, testículo, mama e endométrio. Sérgio ainda explica que o excesso do esteróide também pode gerar aumento da pressão arterial e causar doenças cardíacas, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). 

“Muitos desses riscos estão também presentes da ‘terapia de reposição hormonal’ que está tanto moda agora. Nela, inúmeras pessoas buscam meramente um ganho estético, e não a melhora da qualidade de vida, que é o objetivo principal do tratamento”, comenta.

Os efeitos irreversíveis

Segundo Cidinha, o sexo feminino é muito mais vulnerável aos efeitos dessas drogas, mesmo usando doses muito menores. “Pelos ovários e as supra-renais, produzimos testosterona em doses muito mais baixas que os homens. Com o uso da testosterona injetável sem apresentar uma deficiência na sua produção podem sofrer os efeitos negativos masculinizantes desse hormônio”, explica.

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Entre eles estão, o crescimento de pelos, acne no rosto e nas costas (devido ao aumento da produção de sebo), diminuição das mamas e perda de cabelo.

Além disso, há consequências definitivas para seu corpo, como o aumento do clitóris e o engrossamento da voz.

“Comprometem para sempre a vida de mulheres que abusam desse tipo de droga porque são alterações irreversíveis mesmo após a suspensão do uso de anabolizantes.

As adeptas do anabolizante podem ter dificuldade de engravidar. “O uso deste hormônio está relacionado a alterações do ciclo menstrual ou ausência de menstruação”, conta a gineco.

Performance prejudicada? Sim!

Como fica a performance esportiva? (Foto: Arquivo Glamour)

Quem ainda busca melhorar seu desempenho esportivo com a ajuda do hormônio pode ver o tiro sair pela culatra. Isso porque o esteróide aumenta o risco de rupturas de tendões e tendinites. “Acontece devido ao enfraquecimento de sua estrutura e à desorganização das fibras de colágeno”, explica Sérgio. Você também pode ganhar peso meses após o término do uso do medicamento.

Por fim, existe ainda uma associação entre o uso de anabolizantes e o aumento da agressividade, irritabilidade, depressão, mania e psicoses.

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Источник: https://revistaglamour.globo.com/Beleza/Saude/noticia/2018/11/testosterona-os-reais-problemas-em-injetar-o-hormonio-em-seu-corpo.html

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