TIPOS DE CORRIMENTO VAGINAL

TIPOS DE CORRIMENTO VAGINAL

TIPOS DE CORRIMENTO VAGINAL

Corrimento vaginal é o nome que damos à secreção de fluidos pela vagina, que, dependendo das suas características, pode ser algo completamente normal ou um sinal de doença ginecológica.

As secreções vaginais naturais são produzidas por glândulas no canal vaginal e têm um importante papel na saúde feminina, pois ajudam na eliminação de células mortas e bactérias do sistema reprodutor. Isso mantém a vagina limpa e ajuda a prevenir infecções.

Em geral, corrimentos claros, que não estão associados a outros sintomas, são benignos e não precisam de tratamento. Por outro lado, se o corrimento tiver coloração esverdeada ou amarelada, mau cheiro e estiver associado à dor ou coceira, ele provavelmente é um sinal de uma infecção ginecológica.

Neste artigo vamos abordar as principais causas de corrimento vaginal, detalhando os sinais e sintomas que podem indicar uma vaginite ou colpite (inflamação da vagina).

Se você procura informações específicas sobre corrimento vaginal na gravidez, leia: Corrimento na gravidez.

Informações em vídeo

Antes de iniciarmos as explicações, assista a esse curto vídeo produzido pela nossa equipe.

Corrimento vaginal normal

Antes de falarmos sobre o corrimento vaginal fisiológico, isto é, o corrimento vaginal normal, não relacionado a doenças, temos que fazer uma rápida revisão da anatomia ginecológica feminina.

É muito comum a confusão entre vagina e vulva. Quando olhamos para a genitália externa feminina o que vemos é a vulva; da vagina só conseguimos ver o seu orifício externo, pois a vagina propriamente dita é um canal que fica no interior do corpo e termina no colo do útero, como pode ser visto na ilustração abaixo.

O corrimento normalmente se origina na vagina e só se torna perceptível quando sai pelo orifício externo da mesma. Em alguns casos, o corrimento pode ter origem no colo do útero.

Todas as mulheres em idade reprodutiva podem ter um corrimento vaginal normal, chamado corrimento vaginal fisiológico. Este corrimento é formado pela combinação de células mortas da vagina, bactérias naturais da flora vaginal e secreção de muco; costuma ter entre 1 e 4 ml de volume diário e sua função é umedecer, lubrificar e manter a vagina limpa, dificultando o surgimento de infecções.

O corrimento vaginal fisiológico é estimulado pelo estrogênio e, portanto, pode ter seu volume aumentado em períodos nos quais há maior estimulação hormonal, como na gravidez, uso de anticoncepcionais à base de estrogênios, no meio do ciclo menstrual, perto da ovulação ou dias antes da menstruação.

O corrimento vaginal normal geralmente tem as seguintes características: pode ser espesso, aquoso ou elástico; sua cor é branca, leitosa ou transparente; e tem odor muito suave ou nenhum odor.

Uma das dicas mais importantes para identificar um corrimento fisiológico é a ausência de sinais ou sintomas de irritação, como dor, ardência, vermelhidão ou comichão na vagina e/ou vulva. Todavia, é importante salientar que uma discreta irritação na vulva pode ocorrer em algumas mulheres com corrimento fisiológico.

Corrimento vaginal anormal

Leucorreia ou corrimento vaginal patológico é aquele que está relacionado a alguma doença ginecológica. Esse tipo de corrimento pode ter várias causas.

As mais comuns são as vaginites, também chamadas de colpites, que é a infecção da vagina, provocada normalmente por bactérias ou fungos.

O corrimento também pode surgir por atrofia da mucosa da vagina após a menopausa, alergia a algumas substâncias – como espermicidas – ou pela presença de um corpo estranho na vagina.

Vamos falar resumidamente sobre as principais causas de vaginite e corrimento vaginal. Mais detalhes podem ser lidos nos textos específicos para cada uma das doenças descritas abaixo.

Candidíase

A Candida é um fungo que faz parte da flora natural de germes da vagina, pele e intestinos. A Candida vive normalmente na nossa pele e não costuma causar sintomas.

Entretanto, sempre que há algum desarranjo nas condições habituais do nosso organismo, como uso excessivo de antibióticos, estresse, doenças como diabetes, imunossupressão, traumas, etc.

, a Candida pode começar a multiplicar-se excessivamente, passando a causar sintomas.

A candidíase vaginal normalmente se manifesta com prurido (coceira) e/ou ardência na vulva, dor para urinar, dor durante o ato sexual e um corrimento espesso, sem odor forte e esbranquiçado, muitas vezes comparado com queijo cottage.

Para mais sobre o corrimento provocado pela candidíase, leia: Candidíase – Sintomas e tratamento e Tratamento da Candidíase Vaginal.

Gonorreia e Clamídia

A gonorreia e a Clamídia são duas doenças sexualmente transmissíveis (DST) causadas respectivamente pelas bactérias Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.

Ambas doenças causam uma cervicite (infecção do colo do útero) e podem cursar com corrimento vaginal, geralmente de aspecto mucopurulento (amarelo turvo).

Outros sintomas associados incluem dor para urinar, dor durante o ato sexual, normalmente com sangramento pós-coito e irritação na vulva.

Para mais informações sobre o corrimento provocado pela gonorreia ou clamídia, leia: Gonorreia – Sintomas e tratamento e Clamídia – Sintomas e tratamento.

Tricomoníase

A tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. A vaginite causada pelo tricomoníase normalmente se apresenta com um corrimento fino, amarelo-esverdeado, de odor desagradável, associado aos outros sinais clássicos de vulvovaginite, como dor ao urinar, irritação da vulva e sangramento/dor durante o coito.

O Trichomonas vaginalis pode permanecer assintomático por muito tempo, tornando difícil saber exatamente quando houve a contaminação.

Para mais informações sobre o corrimento provocado pelo Trichomonas, leia: Tricomoníase – Sintomas e tratamento.

Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana é a principal causa de corrimento vaginal anormal.

É uma infecção causada por alterações na flora natural da vagina, que resultam em uma redução no número de lactobacillus (bactérias “boas”) e um excessivo crescimento de bactérias aeróbicas (bactérias “ruins”) como Gardnerella vaginalis, Mycoplasma hominis, Prevotella, Porphyromonas, Bacteroides, Peptostreptococcus, Fusobacterium e Atopobium vaginae.

É muito comum se associar a vaginose bacteriana à bactéria Gardnerella vaginalis, porém, esta doença é causada pelo crescimento de múltiplas bactérias, e não só da Gardnerella. O termo vaginose é usado em vez de vaginite neste caso porque há pouca ou nenhuma inflamação da vagina, apenas proliferação bacteriana.

O sintoma típico da vaginose é o corrimento vaginal fino e acinzentado, com odor muito forte, tipo peixe podre. Os outros sintomas de inflamação vulvovaginal, como dor ao urinar, coceira da vulva e dor ao coito são bem menos frequentes, estando na maioria dos casos ausentes.

A proliferação de bactérias e a queda no número de lactobacillus faz com que haja um aumento significativo do pH da vagina, sendo esta uma das dicas para o diagnóstico.

Para mais informações sobre o corrimento provocado pela vaginose, leia: Vaginose bacteriana – Gardnerella vaginalis.

Atrofia vaginal

A atrofia da vagina ocorre geralmente após a menopausa. O estrogênio estimula o corrimento fisiológico, e a sua falta provoca ressecamento e afinamento da mucosa vaginal. Esta atrofia vaginal pode levar à inflamação com corrimento, dor para urinar e incômodo durante o ato sexual.

Alergias

Alergia ao lubrificante da camisinha, a espermicidas, a perfumes, sabonetes ou produtos de higiene íntima, etc., podem causar uma reação alérgica na vagina/vulva, levando ao aparecimento de corrimento.

Causas menos comuns

As causas citadas acima são as mais comuns, mas não são as únicas. Se a mulher tem um corrimento vaginal persistente, que não parece ser fisiológico, e nenhuma das causas comuns for identificada, o ginecologista precisa pensar também nas seguintes hipóteses:

Marrom

Qualquer situação que provoque algum grau de sangramento vaginal ou uterino pode causar um corrimento acastanhado. As principais causas são:

  • Restos da menstruação misturados ao corrimento fisiológico.
  • Traumas na região vaginal ou uterina.
  • Infecções.
  • Corpo estranho na vagina.
  • Tumores ginecológicos.
  • Sangramento uterino provocado pela implantação do embrião no útero nos primeiros dias de gravidez.
  • Atrofia vaginal.
  • Gravidez ectópica.

Amarelado

O corrimento vaginal amarelado é geralmente sinal de infecção ginecológica, principalmente se acompanhado de mau cheiro, ardência ou coceira vaginal. As principais causas são:

  • Tricomoníase.
  • Gonorreia.
  • Clamídia.

O corrimento fisiológico costuma ser branco e claro, mas ao ser exposto ao ar após contato com a calcinha, ele pode ficar meio amarelado. Portanto, se a mulher não tiver sintoma algum e o corrimento não tiver cheiro, o fato dele ser meio amarelado não necessariamente indica alguma infecção em curso. Na dúvida, o melhor é procurar a sua ginecologista para ela poder  avaliar o corrimento.

Branco ou acinzentando

O corrimento brancacento costuma ser normal, principalmente se for fino, em pequena quantidade e se ocorrer próximo do período ovulatório. Porém, se o corrimento for espesso, pastoso, leitoso, com grumos ou acinzentado, principalmente se estiver associado a sintomas irritativos, como coceira, dor vaginal ou mau cheiro, infecções devem ser investigadas. As principais causas são:

  • Candidíase.
  • Vaginose bacteriana.

Com mau cheiro

Corrimento com mau cheiro é típico de infecção ginecológica. As principais causas são:

  • Vaginose bacteriana (cheiro muito forte).
  • Tricomoníase.

Diagnóstico

Para se distinguir corretamente os tipos de corrimento vaginal, faz-se necessário uma consulta com o médico ginecologista. Através do exame ginecológico é possível notar se há vaginite, cervicite ou apenas corrimento sem sinais de inflamação. Também é possível colher amostras do corrimento para avaliação do pH vaginal, investigação microscópica e cultura.

Tratamento

O tratamento do corrimento depende da causa, variando desde antifúngicos ou antibióticos para as infecções, até cremes de estrogênio para a vaginite atrófica. Não há um tratamento único que sirva para todos os tipos de corrimento.

Se você tem corrimento vaginal, procure seu ginecologista para que a causa seja esclarecida e o tratamento adequado possa ser instituído.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/infeccao-ginecologica/corrimento-vaginal/

Corrimento vaginal: mudanças de cor, odor e consistência indicam problema

TIPOS DE CORRIMENTO VAGINAL

Para quem é mulher, notar uma gota de sangue na roupa íntima todo o mês é fato que não causa preocupação, a não ser que ela apareça fora do tempo esperado. Mas há outro tipo de situação que é comum, bastante desagradável e muitas vezes incomoda: perceber a presença de conteúdo vaginal na calcinha, especialmente se ele tiver algum tom e cheiro estranhos.

Ter corrimento é a segunda queixa mais comum nos consultórios dos ginecologistas —perdendo apenas para problemas com o ciclo menstrual. Estima-se que no período de 12 meses, uma em cada dez mulheres apresentará o sintoma.

Parte delas se automedicará ou tentará uma solução caseira, o que não só atrapalha o correto diagnóstico como pode agravar o quadro.

Os dados foram publicados no periódico médico Indian Journal of Sexually Transmitted Diseases and Aids.

O fluxo vaginal é uma característica feminina normal que se manifesta a partir da adolescência e dura por toda a idade reprodutiva.

Nesse período, chamado de menacme, a mulher observará em si um corrimento esbranquiçado ou amarelo claro, que também é fino e inodoro.

Essa umidade decorre da interação de vários fatores, que independem de uma glândula excretora. Daí ser inadequado referir-se a ela como secreção.

Entenda a flora vaginal

O aparelho genital feminino possui um microbioma, também chamado de flora vaginal, que é composto, majoritariamente, por células descamativas da mucosa local, fluídos do útero, do endométrio, do transudato (passagem de líquidos) das paredes vaginais, além de bactérias e outros micro-organismos e seus metabólicos, conforme explicou Rose Luce Gomes do Amaral, professora da Divisão de Ginecologia do Departamento de Tocoginecologia da Unicamp, e responsável pelo Ambulatório de Infecções Genitais do Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher).

A função desse microbioma é manter o equilíbrio desse ambiente, preservando a saúde local, protegendo-o da contaminação e proliferação de micro-organismos. Além disso, a depender dos níveis hormonais, o fluxo tem um papel na locomoção dos espermatozoides, facilitando a fecundação.

Como identificar alterações no fluxo vaginal

Apesar dessa natural proteção local, a anatomia feminina é propicia às infecções, já que a vagina é um orifício aberto situado próximo do ânus e da uretra. A atividade sexual também colabora para que algum germe oportunista se instale, causando algum problema.

Como o fluxo vaginal se altera ao longo do mês, pode ser difícil reconhecer alguma anormalidade. Porém, é bom saber que mudanças no aspecto do conteúdo vaginal geralmente são acompanhadas por ardor, coceira, dor durante as relações sexuais, dor ao urinar ou na parte inferior do abdome. Nesse caso, o corrimento poderá ter as seguintes características:

  • É mais abundante do que o normal;
  • É mais grosso que o habitual;
  • Tem aspecto de pus;
  • Tem aparência de nata de leite;
  • Tem cor de lavado de carne (vermelho desbotado/marrom), é esverdeado, amarelo ou contém sangue;
  • O cheiro característico desapareceu e agora é fétido (odor de peixe).

Por que isso acontece?

De acordo com Luiz Felipe Dziedricki, ginecologista e obstetra, professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR, muitos fatores podem estar envolvidos no aparecimento de corrimentos anormais.

“Pode ser um corpo estranho, o uso de hormônios, o próprio período fértil e até gestação, entre outras situações”, fala o especialista. “Até mesmo o passar do tempo pode se relacionar ao problema, já que alterações hormonais, como as da menopausa, igualmente levam à redução do conteúdo vaginal”, completa.

Veja a seguir outras possíveis causas relacionadas ao corrimento anormal:

  • Uso de substâncias alcalinas;
  • Roupa íntima muito apertada ou de material que não permite a “respiração” da região genital (tecidos sintéticos, como nylon);
  • Uso de duchas vaginais;
  • Uso recorrente de sabonetes e perfumes íntimos;
  • Higiene inadequada (excessiva ou insuficiente);
  • Fatores psicossexuais;
  • Dermatoses;
  • Reações alérgicas.

A maioria dos especialistas afirma que o uso diário do protetor de calcinhas também pode ter o mesmo efeito, por impedir a respiração da região genital. Contudo, um estudo da Unicamp publicado no International Journal of Gynecology & Obstetrics mostrou que essa prática não leva à alteração significante da flora vaginal.

O que normalmente ocorre é que as mulheres que já têm corrimento usam os protetores para camuflar o problema —por isso há essa associação entre uma maior incidência de alterações no fluxo vaginal em mulheres que usam o protetor diário.

Como não existe um consenso, o melhor é conversar com seu ginecologista para saber a frequência que você pode usar o protetor diário.

As causas e o que significa cada cor do corrimento

O desequilíbrio da flora vaginal e IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) se destacam nos consultórios como os causadores mais comuns de alterações no fluxo vaginal. Entenda melhor o que significa cada coloração, suas características e principal possível causa.

CORRIMENTO BRANCO AMARELADO

  • Característica Volume pequeno e inodoro.
  • Possível causa Esse é o fluxo fisiológico, ou seja, normal.

CORRIMENTO BRANCO ACINZENTADO OU AMARELADO

  • Característica Fluxo fino, odor desagradável (de peixe podre) que aumenta após as relações sexuais e no período menstrual. Há prurido e irritação.
  • Possível causa Vaginose bacteriana, que segundo os especialistas ouvidos pelo VivaBem é uma das principais causas de alteração no fluxo vaginal. O problema decorre do desequilíbrio do microbioma da região, que propícia a proliferação exacerbada de bactérias que, por consequência, alteração o pH da vagina.

CORRIMENTO BRANCO (COM ASPECTO DE NATA)

  • Característica Branco abundante, com aspecto de nata. Tende a vir associado à coceira moderada a intensa, ardor e vermelhidão local.
  • Possível causa Candidíase, doença provocada por um fungo –o Candida Albicans –, que geralmente é muito incômoda.

CORRIMENTO AMARELO ESVERDEADO

  • Característica A secreção é abundante, acompanhada de odor fétido (nem sempre), coceira, irritação e bolhas na região vaginal.
  • Possível causa Triconomíase, uma IST gerada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. O corrimento é amarelo esverdeado, mas no exame físico pode ser observada uma aparência espumosa. A doença pode alterar ou não o odor local.

CORRIMENTO MARROM OU COM SANGUE

  • Característica Presença de sangue, com fluxo fino ou espesso.
  • Possível causa O tom marrom escuro ocorre no começo ou no final da menstruação e é normal. Já o corrimento com cor semelhante ao da água que escorre de uma carne lavada, que também parece um vermelho desbotado, pode ser provocado por alterações hormonais ou neoplasia (tumor), que precisa ser investigada.

Quando é hora de procurar ajuda?

Toda vez que você se sentir desconfortável com a umidade vaginal, o que compreende seu volume, cor, cheiro ou qualquer outro motivo.

Além disso, é preciso saber que há um número considerável de doenças vaginais que não apresentam sintomas, como a clamídia, a ureaplasma e a micoplasma. Os especialistas sugerem que se faça uma visita ginecológica duas vezes ao ano. Nelas, você deve questionar o médico sobre a necessidade de ser feita uma pesquisa para essas doenças assintomáticas.

Como é feito o diagnóstico?

No consultório, após ouvir a queixa da paciente, o médico deve fazer o exame ginecológico para avaliar o conteúdo vaginal. A depender de como o consultório é equipado, alguns médicos podem até colher o material na mesma hora para analisá-lo no microscópio. Contudo, em grande parte das vezes, são solicitados exames específicos.

Como é o tratamento

Cada causa tem um esquema de tratamento, mas geralmente ele é medicamentoso, por via oral (comprimido) ou local (cremes vaginais). Os fármacos comumente usados são antifúngicos ou antimicrobianos específicos. Orientações sobre hábitos de vida também podem compor a estratégia terapêutica.

“Evite se automedicar ou fazer consultas por telefone, apenas descrevendo seus sintomas ao médico ou farmacêutico”, adverte Patrícia Pereira dos Santos Melli, médica assistente-doutora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do HCFMRP/USP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo). “O uso de uma medicação inadequada pode destruir a flora local, o que traria mais prejuízos à paciente”, diz.

Dá para prevenir?

A própria anatomia feminina torna as mulheres muito vulneráveis aos corrimentos anormais. Portanto, mesmo que sejam adotados cuidados preventivos, eles podem aparecer. Para reduzir as chances de uma infecção, o Guia de Higiene Feminina da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) indica principalmente as seguintes medidas:

  • Use camisinha;
  • Fique atenta à higiene após a evacuação e relações sexuais;
  • Escolha sabonete neutro e, de preferência, líquido para lavar a região íntima;
  • Evite o uso de sabonetes perfumados;
  • Prefira papel higiênico sem perfume;
  • Use com moderação lenços umedecidos;
  • Evite duchas vaginais;
  • Reduza o uso de protetores de calcinha ao mínimo possível;
  • Diminua os banhos de espuma;
  • Escolha sabões e amaciantes suaves para lavagem da roupa íntima;
  • Certifique-se de que a roupa íntima está totalmente seca antes de usar e que ela secou em local arejado e seco;
  • Evite usar talcos;
  • Atente-se à escolha do vestuário – eles devem ser confortáveis e permitirem ventilação da área genital. Roupas de algodão cumprem bem esse papel;
  • Converse com seu médico para saber com que frequência pode usar absorventes diários;
  • Nunca consuma antibióticos sem orientação médica;
  • Colabore com o equilíbrio do sistema de defesa do seu corpo, mantendo uma dieta equilibrada, dormindo bem, reduzindo o consumo de álcool e tabaco;
  • Adote medidas de controle do estresse.

Fontes: Rose Luce Gomes do Amaral, professora da Divisão de Ginecologia do Departamento de Tocoginecologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), responsável pelo Ambulatório de Infecções Genitais do CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) da Unicamp; Patrícia Pereira dos Santos Melli, médica assistente-doutora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do HCFMRP/USP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo); Luiz Felipe Dziedricki, ginecologista e obstetra, professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). Revisão técnica: Rose Luce Gomes do Amaral.

Referências: Guia Prático de Condutas – Higiene Genital Feminina/Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia); Swetha Venugopal, Kannan Gopalan, Asha Devi, e A. Kavitha.

Epidemiology and clinico-investigative study of organisms causing vaginal discharge. Indian J Sex Transm Dis AIDS.

2017; Giraldo, PC; Gomes do Amaral, RL; Juliato, C; Eleutério, J JR; Brolazo, E; Gonçalves, AK – The effect of “breathable” panty liners on the female lower genital tract. International Journal of Gynecology and Obstetrics, 2011.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/12/03/mudancas-na-cor-odor-e-consistencia-do-corrimento-vaginal-indicam-problema.htm

Tipos de corrimento vaginal e como diferenciá-los durante o seu ciclo

TIPOS DE CORRIMENTO VAGINAL

Este artigo está disponível também em: English, español

*Tradução: Juliana Secchi

O que é exatamente corrimento vaginal? Resumindo, corrimento vaginal é um termo que engloba qualquer fluido que sai da sua vagina fora a menstruação, tais como lubrificação vaginal, fluido de excitação, esperma do dia anterior e fluido cervical.

Fluido cervical (também chamado muco cervical) é um dos principais componentes dos corrimentos vaginais.

Produzido pelas células do seu colo do útero, o muco cervical muda ao longo do ciclo de seco para úmido, cremoso para aspecto de clara de ovo, elástico para pegajoso.

O monitoramento do muco cervical no Clue te proporcionará uma melhor indicação de quais mudanças e eventos hormonais estão acontecendo em seu corpo a cada momento.

Compreender seus padrões pessoais pode te ajudar a saber quando seu estrogênio está aumentando, quando a ovulação aconteceu e quando você pode pular o lubrificante.

Conhecer o seu corrimento vaginal e o ciclo do muco cervical também podem te ajudar a reconhecer quando algo possa estar errado—desde uma infecção a um problema hormonal.

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Por que produzimos muco cervical

Para que uma gravidez aconteça, você precisa de óvulo, esperma e muco cervical fértil. O muco cervical permite que o espermatozoide entre no útero e chegue até o óvulo durante a ovulação.

O colo do útero é a passagem entre o seu trato reprodutivo inferior e superior. Possui glândulas dentro e em torno dele que produzem muco. A consistência, opacidade e volume desse muco mudam junto com seus hormônios reprodutivos.

Em diferentes momentos do seu ciclo, o muco cervical muda para dificultar ou facilitar a passagem dos espermatozoides pelo colo do útero até o útero (1).

O muco cervical também protege o esperma do ambiente ácido da sua vagina e contém anticorpos que ajudam a impedir a entrada de bactérias e vírus prejudiciais (2, 3).

Como encontrar e sentir o seu muco cervical

Se você quiser conhecer seu muco cervical, tente procurar e sentir mudanças na consistência (pastosa, escorregadia), quantidade e cor do fluido, juntamente com a sensação na sua abertura vaginal (úmida ou seca).

Você pode usar os dedos para sentir se há fluido na entrada da vagina ou diretamente no colo do útero. Repare na cor e consistência. Procure sentir aspectos como espessura, umidade, escorregamento (como sabão) e elasticidade do muco.

Outra maneira é procurar muco em seu papel higiênico. O muco cervical deve estar visível no papel e parecer diferente do que é apenas sua umidade vaginal. Algumas pessoas acham isso menos complicado do que coletar muco com os dedos, porque tocar diretamente a vulva/vagina pode complicar a diferenciação do que é muco cervical de lubrificação geral.

Se você quiser investigar melhor, também pode tentar mergulhar os dedos cobertos de muco em um copo com água. O muco cervical ficará preso aos dedos ou afundará no fundo do copo em um pequeno pedaço. A umidade vaginal, por outro lado, se dissolverá na água.

Serão necessárias algumas tentativas e erros para encontrar um método que funcione melhor para você. Lembre-se de que é possível confundir o fluido ejaculatório ou o fluido de excitação com o muco cervical, mesmo no dia seguinte ao sexo.

Mudanças no corrimento vaginal: a trajetória do muco cervical ao longo do seu ciclo

1. Início do seu ciclo: menstruação

No primeiro dia do ciclo, que é o primeiro dia da sua menstruação, os níveis de estrogênio e progesterona estão baixos. Como os níveis de estrogênio determinam a produção de muco cervical, o colo do útero não está produzindo muito muco nesse momento (4). Você não seria capaz de perceber de qualquer forma, já que está passando pela menstruação.

2. Logo após a menstruação: ausente, seco

Nos dias seguintes à menstruação, o estrogênio está aumentando (o estrogênio é produzido pelo folículo que cresce no ovário enquanto se prepara para liberar um óvulo na ovulação). A maioria não percebe nenhum muco cervical por dois dias, até o estrogênio estar mais alto.

3. Rumo à ovulação: pegajoso, branco, cremoso, aspecto de loção

À medida em que os níveis de estrogênio aumentam, o colo do útero produz mais muco. No início, pode ser espesso e pegajoso ou viscoso e ficar mais úmido e cremoso, como uma loção. Pode parecer esbranquiçado e turvo, ou até amarelado (especialmente se tiver secado na sua roupa íntima) (4). Em um ciclo menstrual de 28 dias, você pode começar a notar esse muco por volta dos dias 9 ou 10 (1,4).

4. Em torno da ovulação: aspecto de clara de ovo, úmido, escorregadio, claro, elástico

À medida em que a ovulação se aproxima, muito mais muco cervical é produzido. É provável que a sua vagina comece a ficar muito mais úmida e o fluido se torne mais escorregadio à medida que a concentração de água aumenta. Em torno de dois dias, o muco se torna mais elástico e mais claro.

À medida que o estrogênio atinge o pico, 1–2 dias antes da ovulação, o muco cervical geralmente se assemelha a uma clara de ovo crua que você pode esticar por alguns centímetros entre o polegar e o dedo indicador (4,5).

A quantidade de corrimento vaginal nesse momento é diferente para todos, mas pode ser de 10–20 vezes maior do que em outros momentos do ciclo (6). O muco cervical no “pico” tem cerca de 95% de seu peso em água e 5% de sólidos (eletrólitos, compostos orgânicos e proteínas solúveis) (7).

De acordo com o Google, as pessoas tendem a chamar esse tipo de muco cervical de “corrimento da ovulação”.

*Observe que a presença de líquido cervical fértil não serve para confirmar a ovulação com segurança. Os testes de ovulação e o monitoramento da temperatura corporal basal são mais confiáveis ​​para confirmar a ovulação.

5. Fase lútea: pegajoso, seco

Assim que a ovulação termina, o corrimento vaginal muda mais uma vez. Mesmo antes de você notar alguma alteração visual, o muco cervical já terá se tornado mais fibroso e difícil para a passagem do esperma (1).

No mesmo dia ou dois dias após a ovulação (o início da fase lútea), a quantidade de muco diminui rapidamente. A progesterona, o hormônio dominante nessa fase, atua para inibir a secreção de muco das células epiteliais do colo do útero (1).

O muco pode ficar pegajoso ou viscoso novamente, ou apenas seco e ausente (1,4).

Isso nos leva de volta à menstruação e o ciclo recomeça.

Todo corpo é único—essas mudanças podem aparecer de maneira diferente para você ou você pode senti-las ou interpretá-las de uma maneira diferente.

Nadar ou ficar—por que o muco cervical muda

Mas então por que o seu muco cervical muda tanto? Cada mudança tem sua própria função. O muco cervical cria uma janela de fertilidade que dura até seis dias— muito mais do que apenas as 12-24 horas em que um óvulo pode ser fertilizado após a ovulação.

O esperma que entra na vagina antes da ovulação pode ficar suspenso nesse muco, permitindo-lhe sobreviver por mais tempo no ambiente ácido da vagina (1). O espermatozoide pode começar a nadar através do corrimento cremoso a partir do dia 9 em um ciclo de 28 dias (1).

Quando a ovulação ocorre, o muco elástico com aspecto de clara do ovo se torna o tipo de fluido mais fácil para o espermatozoide atravessar (6). Mas nadar nunca é tão fácil—esse fluido também atua para filtrar o “melhor” espermatozoide.

Nadadores mais lentos são deixados para trás, assim como espermatozoides com outra motilidade ou anormalidades estruturais (2,8).

Após a ovulação, quando a janela de uma possível gravidez se fecha, o muco cervical se torna uma barreira, impedindo a entrada de espermatozoides no trato reprodutivo superior.

A progesterona produzida pelo seu ovário na sua fase lútea age de maneira semelhante à progestina em um contraceptivo exclusivo de progesterona.

Ela torna o muco cervical escasso e denso com sólidos, com pouca água, tornando difícil ao espermatozoide ultrapassar o colo do útero (9).

Sinais de corrimento vaginal anormal

Alterações no seu padrão de muco cervical podem sinalizar um problema hormonal. Isso geralmente será acompanhado por alterações na duração do seu ciclo e menstruação. O corrimento também pode se tornar anormal se você tiver uma infecção. Os sinais de corrimento anormal incluem alterações em:

Consistência: excepcionalmente fino ou espesso e com mais textura/ encorpado

Cor: cinza, verde, amarelo ou marrom

Volume: volume maior e inesperado

Odor: que lembra peixe, metálico ou apenas diferente

Se você suspeita que tem corrimento anormal, saiba o que fazer e por que isso acontece .

Источник: https://helloclue.com/pt/artigos/fluidos-vaginais-e-cervicais/tipos-de-corrimento-vaginal-e-como-diferencia-los-durante-o-seu-ciclo

Corrimento vaginal é normal? Veja o que cada tipo significa

TIPOS DE CORRIMENTO VAGINAL

Corrimento vaginal é natural a toda mulher quando consiste em uma secreção produzida e expelida naturalmente pelo canal vaginal. Ela uma mistura de fluidos e células mortas da vagina e normalmente varia de esbranquiçada e pegajosa a transparente e aguada, com odor característico. A quantidade irá variar de acordo com o ciclo menstrual.

Muitas mulheres acreditam que a presença de corrimento vaginal indica doenças, mas isso não é regra. Como já dito, a secreção é normal. Contudo, há casos em que a mulher deve ficar alerta: alterações do volume, da cor e do odor, além de alguns possíveis sintomas – como dor pélvica.

Toda mulher secreta um conteúdo pela vagina. A diferença entre o conteúdo normal e o corrimento está na alteração do volume, da cor e do odor, principalmente.

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O conteúdo vaginal normal tem odor característico e varia de mulher para mulher, de acordo com as fases do ciclo menstrual e as fases da vida (como menopausa).

Na segunda metade do ciclo menstrual, o volume é maior, podendo às vezes sujar as vestes íntimas (calcinhas).

Antes da primeira menstruação e após a menopausa, o conteúdo é quase nulo por conta dos baixos níveis dos hormônios femininos no organismo. Já na gravidez, no geral, a quantidade do corrimento normal aumenta.

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Tipos

A cor do conteúdo vaginal pode mudar durante o ciclo menstrual sem que isso caracterize uma doença. Na maior parte do tempo ela é branca, mas no meio do ciclo menstrual, costuma ter aspecto de clara de ovo.

Também é possível que ela apareça ligeiramente amarelada na calcinha por conta de reações químicas que a secreção sofre quando entra em contato com o ambiente externo.

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Já o corrimento vaginal suspeito provoca uma espécie de mancha branco-acinzentada ou amarelo-esverdeada na calcinha e, além do cheiro forte, do ardor e da coceira, pode estar associado a uma dor na região pélvica.

Confira detalhes das diferentes cores de corrimento vaginal e o que elas podem indicar:

Corrimento vaginal marrom ou escuro pode indicar ciclos menstruais irregulares, ou com menos frequência, câncer cervical ou do endométrio. Pode vir acompanhado de dores abdominais e sangramentos.

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Corrimento vaginal amarelo é comum em casos de gonorreia, parece pus e pode acompanhado de sangramento entre os períodos; e dor e sangramento ao urinar, com curta duração podendo por isto passar despercebido.

Se seu corrimento vaginal é amarelo-esverdeado ou acinzentado, bolhoso, fluido e com mau cheiro, isso significa que você pode estar com tricomoníase, principalmente se houver dor e desconforto em baixo ventre durante a relação sexual e coceira vaginal intensa.

Normalmente, o corrimento vaginal rosa é devido à eliminação do revestimento interno do útero após o parto, também chamado de lóquios.

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Corrimento vaginal semelhante a leite talhado (branco esverdeado e espesso) indica infecção vaginal por fungo (cândida), que pode vir acompanhado de inchaço, sensibilidade vulvovaginal intensa, irritação e ardor ao redor da vulva, coceira intensa e relações sexuais dolorosas e dor ao urinar. Costuma melhorar durante as menstruações.

Se após as relações sexuais e ou menstruações você tiver um corrimento vaginal amarelo-acinzentado fluido, com forte odor de peixe, indica vaginose bacteriana. A doença costuma vir acompanhada de coceira ou ardência, vermelhidão e inchaço da vagina e vulva.

Causas

Na maioria das vezes o corrimento é provocado por alterações do equilíbrio da flora vaginal. Algumas bactérias são próprias da vagina e fazem a defesa contra infecções.

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  • Falta de higiene adequada
  • Relações sexuais sem uso de preservativo
  • Alérgenos (perfumes, geleias contraceptivas, tecidos, sabão , duchas vaginais, banho de espuma, etc)
  • Agentes infecciosos, como vaginose bacteriana, candidíase, tricomoníase, clamídia, gonorreia e HPV
  • Problemas dermatológicos, como dermatite atópica e psoríase
  • Alteração do pH vaginal: o pH ácido da vagina normal fica entre 3,5 e 4,5. Esses níveis constituem uma barreira de defesa contra germes
  • Condições que alteram o PH e ou a flora bacteriana, como diabetes, queda imunológica por estresse ou doença, uso de antibioticoterapia, duchas vaginais, gestação, ciclo menstrual etc
  • Causas inespecíficas, como ausência de bacilos de Doderlein, bactéria que faz uma barreira de defesa do aparelho genital
  • Atrofia vaginal, que é o afinamento e ressecamento das paredes vaginais durante menopausa
  • Infecção pélvica após cirurgia

Sintomas de Corrimento vaginal

  • Aumento do volume da secreção vaginal
  • Vestes íntimas úmidas todos os dias, às vezes passando para as roupas externas
  • Cor se transformou de branco opalescente e cristalino (de acordo com a fase do ciclo) para amarelo tipo pus, amarelo-acinzentado, amarelo-esverdeado, branco-amarelado e etc.
  • Forte odor, principalmente após relação sexual e no final do ciclo menstrual

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  • Alteração do volume, odor e cheiro do corrimento
  • Coceira na vagina e na vulva
  • Ardor
  • Dor pélvica
  • Dor e ardor ao urinar
  • Dor durante a relação sexual

Corrimento vaginal esbranquiçado na calcinha – Foto: Shutterstock

Buscando ajuda médica

Procure ajuda médica se perceber que a sua secreção vaginal está diferente do normal. Qualquer alteração na cor, consistência ou odor que persistir deve ser investigada.

  • Sentir dor abdominal e febre superior a 38 graus, juntamente com um corrimento vaginal
  • Estiver grávida e apresentar corrimento vaginal incomum

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  • Estiver com coceira vaginal incomum
  • Sentir dor durante a relação sexual ou micção
  • Continuar a ter sintomas de corrimento após tratamento

Na consulta médica

Você provavelmente consultará um(a) ginecologista para investigar seu corrimento vaginal anormal. Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo, para que você consiga fazer outras perguntas ao médico. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações anotadas:

  • Quando começou a perceber anormalidades no corrimento vaginal e quais foram essas (odor, volume, cor, espessura) e demais sintomas (dor, ardor, etc.)
  • A data da sua última menstruação
  • Quando foi a sua última relação sexual

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Se essa é a primeira vez que você apresenta corrimento vaginal, o médico irá avaliar o conteúdo da sua vagina. Evite o uso de tampões, duchas ou coletor menstrual antes da consulta, para que o(a) ginecologista consiga avaliar o corrimento vaginal.

O(a) ginecologista provavelmente fará uma série de perguntas: seja sincera, não é preciso vergonha ou omissão. Lembre-se que ele(a) está lá para te ajudar.

Para te preparar para a consulta, abaixo está uma lista de possíveis perguntas que o(a) profissional pode fazer:

  • Você tem alguma coceira, dor ou queimação na vulva ou em torno da vagina?
  • Você faz sexo sem proteção?
  • Você está grávida?
  • Sua menstruação está vindo regularmente?
  • Você faz ducha íntima ou usa sprays de higiene íntima?
  • Você usa coletor menstrual?
  • Que medicamentos ou suplementos vitamínicos você toma regularmente?

Diagnóstico de Corrimento vaginal

O diagnóstico dependerá da análise do corrimento vaginal e informações coletadas na consulta médica. Poderá ser feito, com base em seu histórico, análise visual do conteúdo, aspecto da vulva e vagina.

O(a) ginecologista poderá ainda colher uma amostra do corrimento com uma espátula própria, limpa e esterilizada e enviar ao laboratório para uma análise mais específica de acordo com a suspeita clínica.

Tratamento de Corrimento vaginal

O tratamento dependerá da infecção que for constatada. No geral, as infecções são tratadas com medicamentos de aplicação local em forma de creme, gel ou comprimidos vaginais, podendo ser complementado com administração oral.

Em algumas infecções vaginais, principalmente infeções sexualmente transmissíveis (ISTs), – nova nomenclatura para DSTs – o parceiro ou parceira deverá ser examinado(a) e receber tratamento e se necessário.

Secreção vaginal é anormal quando tem cor, odor e volume alterados – Foto: Shutterstock

Medicamentos para Corrimento vaginal

O corrimento vaginal pode ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico.

Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

  • Albocresil
  • Cetoconazol
  • Colpistatin
  • Clindamin-C
  • Clocef
  • Fluconazol
  • Metronidazol

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Durante o tratamento para corrimento vaginal, devem ser adotadas alguma atitudes:

  • Use absorventes externos, pois os internos podem absorver os cremes
  • Consulte o(a) ginecologista para verificar a possibilidade ou proibição de uso de coletor menstrual
  • Evite o uso de sabonetes perfumados para limpar a região
  • Utilize sabão neutro para limpeza da região íntima
  • Evite relações sexuais caso sejam dolorosas
  • Se as relações sexuais forem pouco dolorosas, use um lubrificante à base de água para reduzir a irritação
  • Se a área genital ficar inchada ou dolorida, faça um banho de assento em água ligeiramente morna (quase fria),pois a água quente piora a irritação ou então coloque um pano frio e úmido sobre a área
  • Não esfregue a região vaginal para tentar aliviar a coceira
  • Não compartilhe toalhas
  • Evite ficar com o mesmo absorvente por longos períodos

Referências

Revisado por: Lindinalva Giovani, médica ginecologista do laboratório Cedic Cedilab, em Cuiabá – CRM SP 36269

Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacionalde DST e AIDS. Manual de Bolso das Doenças Sexualmente Transmissíveis.Brasília. 2006.

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama. Caderno de Atenção Básica; n° 13. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília. 2006.

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/corrimento-vaginal

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