Tipos de insulina: para que servem e como aplicar

Contents
  1. O que é insulina e para que serve?
  2. O que é insulina?
  3. Conhecendo o pâncreas
  4. Como a insulina funciona? Qual o papel dela no fornecimento de energia para o nosso corpo?
  5. A Descoberta da insulina
  6. Tipos de insulina:
  7. Por quanto tempo posso usar a insulina depois de aberta?
  8. Dica Extra
  9. Insulinas
  10. MARCAS COMERCIAIS
  11. O QUE É
  12. PARA QUE SERVE
  13. COMO AGE
  14. Uso Injetável
  15. Risco na Gravidez
  16. Amamentação
  17. Não Usar o Produto
  18. Avaliar Riscos X Benefícios
  19. Reações que Podem Ocorrer
  20. Atenção com Outros Produtos
  21. OUTRAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
  22. Intravenosa Subcutânea
  23. Insulina Isófana (N) (Insulina NPH)
  24. Isófana (N) Humana (100 unidades por mL)
  25. Isófana (N) + Regular (R)
  26. Insulina Asparte (análogo da insulina humana de ação rápida; derivada de DNA recombinante)
  27. Insulina Asparte Solúvel 30% + Protamina 70% (análogo da insulina humana de ação rápida; derivada de DNA recombinante)
  28. Asparte Solúvel 30% + Asparte Protamina 70% (100 unidades por mL)
  29. Insulina Glargina (análogo de longa duração da insulina humana; derivada de DNA recombinante)
  30. Insulina Glargina (100 unidades por mL)
  31. Insulina Lispro (análogo de ação rápida da insulina humana; derivada de DNA recombinante)
  32. Insulina Detemir (análogo de longa duração da insulina humana; derivada de DNA recombinante)
  33. Insulina Glulisina (análogo de ação rápida da insulina humana; derivada de DNA recombinante)
  34. Insulina Glulisina (100 unidades por mL)
  35. Insulina: uma nova geração para controlar ainda melhor o diabetes
  36. Mais benefícios das insulinas modernas
  37. Como funcionam as novas insulinas que já trazem na mesma caneta de aplicação o GLP-1
  38. O acesso ao tratamento
  39. Brasil com diabetes
  40. Outras tecnologias que começam a melhorar a vida dos diabéticos

O que é insulina e para que serve?

Tipos de insulina: para que servem e como aplicar

As pessoas têm necessidade da insulina no seu corpo todos os dias. Na maioria delas, a insulina é produzida naturalmente pelo pâncreas para então ser liberada no momento em que o açúcar (glicose) dos alimentos caia na corrente sanguínea.

Em pessoas com diabetes, o pâncreas não produz a quantidade de insulina suficiente ou o corpo produz insulina, mas não a utiliza de forma correta. É por isso que os níveis de açúcar no sangue ficam elevados.

A insulina auxilia na transformação do açúcar em energia.

Neste artigo você vai conseguir descobrir como a insulina funciona, como ela é produzida e secretada em nosso corpo e quais as consequências de quando as quantidades secretadas estão fora do equilíbrio.

O que é insulina?

Insulina é um hormônio produzido e secretado pelas células beta de nosso pâncreas. Sua função principal é transportar a glicose, obtida através dos alimentos, para dentro das células e assim fornecer energia para o nosso corpo funcionar.

O pâncreas das pessoas que tem diabetes, pode parar de produzir insulina, no caso do diabetes tipo 1, ou produzir uma quantidade insuficiente de insulina ou uma insulina que não desempenha o seu papel adequadamente, no caso do diabetes tipo 2.

Conhecendo o pâncreas

O pâncreas é um órgão muito importante para o funcionamento do nosso organismo ele atua tanto no sistema endócrino como no sistema exócrino.

O sistema endócrino inclui todos os órgãos que produzem hormônios e substâncias químicas, na sua maioria formadas por cadeias de aminoácidos, por este motivo consideradas proteínas, que são liberadas no sangue para ajudar a regular o nosso humor, crescimento, metabolismo e reprodução.

Dois dos hormônios produzidos pelo pâncreas são insulina e glucagon .

O sistema exócrino é constituído por um número de glândulas que liberam substâncias, tais como o suor (na pele), a saliva (na boca) ou, no caso do pâncreas, enzimas digestivas.

Como a insulina funciona? Qual o papel dela no fornecimento de energia para o nosso corpo?

Se você prestar atenção na imagem abaixo, vai perceber que sem o auxílio da insulina, que se liga a um receptor específico na membrana da célula, não seria possível a abertura do canal de glicose, permitindo que a glicose que se encontra no sangue, passe para o interior da célula.

Quando este mecanismo é falho, devido ao mal desempenho da insulina produzida pelo pâncreas, no caso do diabetes tipo 2, ou a quantidade de insulina produzida, pelas células beta pancreáticas não é suficiente para realizar o transporte da glicose presente no sangue, em todas a pessoas com diabetes tipo 1 e cerca de 30% das que têm diabetes tipo 2.

A Descoberta da insulina

Em 1921, cientistas canadenses descobriram que a insulina, uma pequena proteína produzida pelo pâncreas, era responsável pelo controle dos níveis de glicose no sangue. Eles isolaram essa pequena proteína do pâncreas de animais, primeiramente cães e posteriormente bovinos.

Frederick Bating – Médico canadense, descobridor da insulina.

Em janeiro de 1922, os primeiros pacientes receberam o tratamento através das injeções de insulina, pois até então, não havia tratamento para esta enfermidade.

De lá pra cá, as insulinas foram sendo purificadas para evitar reações alérgicas nas pessoas que usavam.

Com a introdução da engenharia genética, deixou-se de usar as insulinas extraídas do pâncreas animal e passou-se a usar as insulinas fabricadas por DNA-Recombinante.

As insulinas usadas nos dias atuais são medicamentos biológicos, produzidos por seres vivos, que utilizam a parte do DNA humano, responsável pela sequência de aminoácidos e pequenas moléculas usadas na síntese das proteínas, responsável pela formação da insulina humana, produzida pelo pâncreas.

Com pequenas modificações nesta sequência de aminoácidos, se consegue alterar padrões da insulina, tais como:

  • Tempo de início da ação
  • Tempo para atingir o pico da ação
  • Tempo da ação

Tipos de insulina:

No quadro abaixo, você vai verificar os diversos tipos de insulina e como elas agem:

InsulinaInício de AçãoPicoDuraçãoHorário de uso
ULTRARRÁPIDA
Apidra(Glulisina)Humalog(Lispro)Novorapid(Asparte)10 – 15minutos1 – 2 horas3 – 5horasUso antes das refeições(cobre o pico de glicemia pós-refeição)
RÁPIDA
Humulin RNovolin R(Insulina Humana Regular)30 minutos2 – 3 horas6 horas e 30 minutosAplicar 30 minutos antes das refeições(cobre o pico de glicemia pós-refeição)
BASAL AÇÃO INTERMEDIÁRIA
Humulin NNovolin N(Insulina Humana Intermediária NPH)1 – 3 horas5 – 8 horasAté 18 horasA aplicação começa uma vez ao dia, antes de dormir. Pode ser indicada uma ou duas vezes ao dia. Não é específica para refeições.
BASAL LONGA DURAÇÃO
Lantus® (Glargina 100)1 – 2horasNão apresenta24 horasUma aplicação diária sempre no mesmo horário
Levemir® (Detemir)16 horasNormalmente 2 aplicações ao dia
BASAL ULTRA LONGA DURAÇÃO
Tresiba®(Degludeca)1 – 2horasNão apresentaAté 36 horasUma aplicação diária, com flexibilidade de +/- 3 horas do horário habitual
Toujeo®(Glargina 300)Até 42 horasUma aplicação diária independente do horário
PRÉ-MISTURA
Humalog Mix 25®Humalog Mix 50®Novomix 30®O número indica o percentual de ultrarrápida na mistura, o restante tem perfil de ação compatível com insulina intermediáriaInsulina ultrarrápida e insulina NPH ( de acordo com a proporção do produto: 25, 30 ou 50% da dose de ultrarrápida)Humalog Mix (Humulin N + Lispro)Novomix (Novolin N + Asparte)Aplicada junto a uma ou mais refeições ao dia. Deve ser injetada até15 minutos antes do início das refeições.

Por quanto tempo posso usar a insulina depois de aberta?

Muitas pessoas me perguntam por quanto tempo podem usar sua insulina após iniciarem o uso do frasco, caneta ou refil. Com a insulina lacrada e armazenada na geladeira, entre 2 a 8oC, devemos observar a data impressa na embalagem.

Para entender melhor como armazenar e transportar sua insulina, clique aqui. Nunca se esqueça, insulina gelada provoca ardor na aplicação.

As insulinas, depois de abertas, podem ficar fora da geladeira, desde que a temperatura do ambiente não ultrapasse 30oC, mas a validade dela deixa de ser a impressa no frasco, por este motivo, fique atento ao quadro abaixo, onde mostro a validade da insulina após aberta. 

INSULINAVALIDADE (Após aberta, conservarna geladeira ou fora)
Apidra4 semanas (28 dias)
Humalog
Humalog Mix 25
Humalog Mix 50
Humulin N
Humulin R
Lantus
Novolin N
Novomix 30
Novorapid
Novolin R6 semanas (42 dias)
Toujeo
Tresiba8 semanas (56 dias)

Dica Extra

Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a insulina, vou te fazer uma pergunta: Você conhece as especificidades dos Medicamentos Injetáveis para Diabetes? Vamos fazer um teste! Você tem segurança para:

  • Indicar os medicamentos injetáveis insulínicos e não insulínicos adequados para cada paciente?
  • Escolher seringas e agulhas?
  • Entender perfeitamente sobre a aplicação, incluindo o rodízio de locais, a temperatura e a quantidade certa?
  • Orientar e fazer com que a pessoa se sinta acolhida e confiante com as suas orientações?

Se você respondeu “não” para qualquer uma dessas perguntas, eu tenho uma super novidade para você!

Pensando nesse obstáculo vivenciado por muitos profissionais e familiares, eu elaborei um Treinamento super especial para quem cuida de alguém com Diabetes, o Medicamentos Injetáveis para Diabetes.

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Источник: https://www.diabetesevoce.com.br/blog/o-que-e-insulina-para-que-serve/

Insulinas

Tipos de insulina: para que servem e como aplicar

Insulinas (nome genérico) (substância ativa). Informações sobre posologia, indicações, contra-indicações, efeitos colaterais/adversos, interações medicamentosas e formas de administração.

MARCAS COMERCIAIS

HUMULIN (Eli Lilly); HUMALOG (Eli Lilly); INSUMAN (Sanofi-Aventis); INSUMAN N OPTISET (Sanofi-Aventis); LANTUS (Sanofi-Aventis); LANTUS OPTISET (Sanofi-Aventis); LANTUS SOLOSTAR (Sanofi-Aventis); LEVEMIR (Novo Nordisk); NOVOLIN N (Novo Nordisk); NOVOLIN N PENFILL (Novo Nordisk); NOVOLIN R (Novo Nordisk); NOVOLIN R PENFILL (Novo Nordisk); NOVOMIX (Novo Nordisk); NOVORAPID (Novo Nordisk); NOVORAPID PENFILL (Novo Nordisk); NOVORAPID FLEXPEN (Novo Nordisk)

O QUE É

A insulina é um antidiabético [insulina exógena].

PARA QUE SERVE

Insulinas (de um modo geral): diabetes mellitus tipo I (dependente de insulina); diabetes mellitus tipo II (não dependente de insulina mas que não consegue o controle através de dieta, exercícios e redução de peso).

A insulina regular (R) está também indicada em: cetoacidose diabética; coma diabético.

COMO AGE

A insulina é um hormônio que controla o armazenamento e metabolismo de carboidratos, proteínas e gordura; diminui a glicose sanguínea.

Uso Injetável

•      via intramuscular, subcutânea ou intravenosa.

•      as doses de insulina e as vias de aplicação são individualizadas. O paciente deve seguir as instruções do médico.

•      seguir as instruções dos fabricantes para preparação e aplicação da dose.

•      nas emergências, para uso intravenoso, utiliza-se a insulina regular (R).

•      não usar nunca as formas N, L, glargina e glulisina para uso intravenoso.

•      a insulina detemir não pode ser utilizada via intramuscular ou via intravenosa.

Risco na Gravidez

Classe B: Não há estudos adequados em mulheres (em experimentos animais não foram demonstrados riscos). (as necessidades de insulina geralmente diminuem no primeiro trimestre de gestação e aumentam nos segundo e terceiro trimestres)

Amamentação

A insulinanão é excretada no leite; problemas não documentados. As necessidades de insulina diminuem na mulher que amamenta.

Não Usar o Produto

Insulinas de ação intermediária ou de ação lenta, para estados de coma ou outros estados emergenciais que requeiram uma ação rápida do produto.

Avaliar Riscos X Benefícios

Situações que não contra-indicam a insulina, mas que podem exigir mudanças no esquema de aplicação:

•      cirurgia ou trauma (pode haver hipoglicemia ou hiperglicemia).

•      condições que causam hiperglicemia (como: mudanças hormonais na mulher, hiperadrenalismo não controlado, infecção grave, stress psicológico, hipertireoidismo não controlado).

•      condições que causam hipoglicemia (como: insuficiência da supra-renal não controlada, insuficiência hipofisária não controlada);

•      diarreia, obstrução intestinal, paralisia do estômago, vômitos ou condições de má absorção ou absorção demorada de alimentos (acertar doses em função dos picos de glicemia).

•      doença do fígado (pode exigir aumento ou diminuição das doses).

•      doença renal (pode exigir aumento ou diminuição das doses).

Reações que Podem Ocorrer

Hipoglicemia (leve a moderada): ansiedade; cansaço incomum; batimentos cardíacos acelerados; confusão mental; dificuldade de concentração; dor de cabeça; fala enrolada; fome excessiva; fraqueza; instabilidade; mudanças do comportamento (o paciente parece embebedado); náusea; nervosismo; pele pálida e fria; pesadelos; sono agitado; sonolência; suores frios; visão borrada.

Hipoglicemia (grave): convulsões; coma; ganho de peso.

Atenção com Outros Produtos

As Insulinas:

•      podem diminuir o efeito hipoglicemiante da insulina: corticosteroide; diurético tiazídico; diurético de alça; tabaco.

•      podem exigir doses maiores de insulina ou mudanças de horários de aplicação: os agentes hiperglicemiantes (bloqueadores do canal de cálcio; clonidina; danazol; dextrotiroxina; diazóxido parenteral; epinefrina; estrogênios; anticoncepcionais orais; glucagon; hormônio do crescimento; heparina; antagonistas dos receptores H2 da histamina; maconha; morfina; nicotina; fenitoína; sulfimpirazona; hormônios tireoideanos).

•      podem exigir doses menores de insulina ou mudanças de horários de aplicação: os agentes hipoglicemiantes (inibidores da ECA-enzima conversora da angiotensina; bromocriptina; clofibrato; cetoconazol; lítio; mebendazol; piridoxina; sulfonamidas; teofilina).

•      podem aumentar o efeito hipoglicemiante da insulina:álcool; androgênios; esteroides anabolizantes; antidiabéticos orais (sulfonilureia); inibidores da anidrase carbônica (particularmente acetazolamida); anti-inflamatórios não esteroides ou salicilatos, em grandes doses; cloroquina; quinidina; quinina.

•      podem causar hiperglicemia ou hipoglicemia: betabloqueador; guanetidina; IMAO (inibidores da monoamina-oxidase); octreotida; pentamidina.

•      pode alterar a resposta da insulina: tetraciclina.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

•      paciente deve reconhecer os sinais de hipoglicemia (vide em Reações) e também os sinais de hiperglicemia e cetoacidose que pode ocorrer em diabéticos, que são: visão borrada; sonolência; boca seca; aumento da urina (da frequência e do volume); cetonas na urina (exame de laboratório); perda do apetite; sonolência; dor de estômago; náusea; vômito; cansaço; respiração profunda e rápida; inconsciência; sede excessiva.

•      a administração subcutânea permite uma absorção mais lenta do produto e causa menos dor do que as injeções intramusculares.

•      seguir rigorosamente o regime terapêutico, fazendo também uma dieta alimentar, controle de peso, exercícios e uma boa higiene pessoal para evitar infecções.

•      não fumar nos 30 minutos seguintes à aplicação da insulina, para que a absorção do produto não seja diminuída.

•      não ingerir bebida alcoólica durante o tratamento.

•      a insulina humana pode ser vantajosa para: pacientes que são alérgicos às Insulinas animais; pacientes não-dependentes de insulina, que requeiram tratamento intermitente ou curto (como na gravidez, nas cirurgias, nas infecções ou na nutrição parenteral total); pacientes com resistência à insulina ou aqueles que desenvolveram lipoatrofia.

•      determinar o nível de glicose no sangue constantemente, para poder adequar as doses da medicação.

•      não alterar o tipo de insulina recomendado pelo médico.

•      pressionar levemente o local, após injetar o produto.

•      retirar o produto da geladeira algum tempo antes de injetá-lo. Não aplicar o produto gelado.

•      se o médico prescrever 2 tipos de insulina, recomendando que eles sejam misturados na mesma seringa, colocar sempre em primeiro lugar a insulina regular (R).

•      para a insulina inalável, avaliar antes de iniciar o uso e periodicamente a função pulmonar.

Intravenosa Subcutânea

•      início da ação: 10 a 30 minutos.

•      início da ação: dentro de 30 minutos

•      pico da ação: 15 a 30 minutos.

•      pico da ação: 1 a 3 horas.

•      duração da ação: 30 a 60 minutos.

•      duração da ação: aproximadamente 8 horas

•      administrada 30 minutos antes de uma refeição.

•      compatibilidade de mistura: com todas as Insulinas.

•      administração: via subcutânea (excepcionalmente via intravenosa ou via intramuscular).

Insulina Isófana (N) (Insulina NPH)

•      início da ação: 1 a 2 horas.

•      pico da ação: 4 a 12 horas

•      duração da ação: aproximadamente 24 horas.

•      administração: exclusiva por via subcutânea (contra-indicada por via intravenosa)

Isófana (N) Humana (100 unidades por mL)

HUMULIN-N (10 mL)

HUMULIN-N (3 mL)

NOVOLIN-N (10 mL)

NOVOLIN-N (3 mL)

Isófana (N) + Regular (R)

•      início da ação: 30 minutos.

•      pico da ação: 4 a 8 horas.

•      duração da ação: 24 horas.

•      administração: exclusiva por via subcutânea (contra-indicada por via intravenosa)

Insulina Asparte (análogo da insulina humana de ação rápida; derivada de DNA recombinante)

•      início da ação: 10 a 20 minutos.

•      pico da ação: 1a 3 horas.

•      duração da ação: 3 a 5 horas.

•      administração: via subcutânea. ATENÇÃO: pode ser administrada por via intravenosa apenas em ambientes apropriados sob supervisão médica.

•      administrada em combinação com Insulinas de ação intermediária ou prolongada.

Insulina Asparte Solúvel 30% + Protamina 70% (análogo da insulina humana de ação rápida; derivada de DNA recombinante)

•      início da ação: 10 a 20 minutos.

•      pico da ação: 1a 4 horas.

•      duração da ação: aproximadamente 24 horas.

•      administrada 10 minutos antes ou logo após uma refeição.

•      administração: via subcutânea. ATENÇÃO: pode ser administrada por via intravenosa apenas em ambientes apropriados sob supervisão médica.

•      administrada em combinação com Insulinas de ação intermediária ou prolongada.

Asparte Solúvel 30% + Asparte Protamina 70% (100 unidades por mL)

NOVOMIX 30 PENFILL (3 mL)

NOVOMIX 30 FLEXPEN (3 mL)

Insulina Glargina (análogo de longa duração da insulina humana; derivada de DNA recombinante)

•      mecanismo de ação: regula o metabolismo da glicose; estimula a captação da glicose principalmente pelos músculos e gordura; inibe a produção de glicose pelo fígado; também inibe a lipólise nos adipócitos, inibe a proteólise e aumenta a síntese de proteínas.

•      absorção: a insulina glargina tem um pH 4 e tem uma baixa solubilidade aquosa em pH neutro; no pH neutro da região subcutânea formam-se então microprecipitados de insulina glargina, que são lentamente liberados; assim as concentrações da insulina glargina mantêm-se constantes durante 24 horas, não havendo picos pronunciados.

•      início da ação: varia individualmente.

•      pico da ação: não existe; as concentrações permanecem relativamente constantes.

•      potência: equivalente à insulina humana.

•      duração da ação: 24 horas.

•      administração: exclusiva por via subcutânea. Contra-indicada por via intravenosa.

•      administrada a qualquer hora do dia, mas sempre no mesmo horário todos os dias.

•      incompatibilidade: não misturar com outras Insulinas, ou com outras soluções.

Insulina Glargina (100 unidades por mL)

LANTUS (10 mL)

LANTUS (3 mL)

LANTUS OPTISET (3 mL)

LANTUS SOLOSTAR (3 mL)

Insulina Lispro (análogo de ação rápida da insulina humana; derivada de DNA recombinante)

• início da ação: 15 minutos.

• pico da ação: 30 a 90 minutos.

• duração da ação: 5 a 8 horas.

administração: exclusiva por via subcutânea (contra-indicada por via intravenosa). 

• administrada 15 minutos antes de uma refeição.

• compatibilidade de mistura: insulina NPH (N).

Insulina Detemir (análogo de longa duração da insulina humana; derivada de DNA recombinante)

•      início da ação: 60 a 120 minutos.

•      pico da ação: 3 a 9 horas

•      duração da ação: até 24 horas.

•      administração: exclusiva por via subcutânea (contra-indicada por via intramuscular ou intravenosa). Não misturar com outras Insulinas, ou com outras soluções.

Insulina Glulisina (análogo de ação rápida da insulina humana; derivada de DNA recombinante)

•      início da ação: em até 30 minutos.

•      pico da ação: 40 a 50 minutos.

•      duração da ação: 4 a 5 horas.

•      administração: via subcutânea. ATENÇÃO: pode ser administrada por via intravenosa apenas em ambientes apropriados sob supervisão médica.

•      pode ser misturado com insulina isófana (insulina NPH). Não pode ser misturada com outras Insulinas.

Insulina Glulisina (100 unidades por mL)

APIDRA (3 mL)

APIDRA (10 mL)

Источник: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/medicamentos-injetaveis/3485/insulinas.htm

Insulina: uma nova geração para controlar ainda melhor o diabetes

Tipos de insulina: para que servem e como aplicar

Para um número considerável de diabéticos — uma nação de 12,5 milhões de brasileiros —, a injeção de insulina vira uma companheira inseparável no dia a dia. Isso acontece quando o organismo já não consegue suprir mais o hormônio, o que coloca a saúde em risco.

Enquanto esse fenômeno costuma ser súbito no tipo 1, comum em gente jovem e marcado por um processo autoimune, com o passar do tempo ele também pode ocorrer no tipo 2, a versão mais prevalente e associada à idade e ao ganho de peso.

É o pâncreas decretando a bancarrota na produção de insulina, molécula que permite à glicose entrar nas células e gerar combustível para o corpo.

O uso da insulina sintética é visto como um divisor de águas na vida dos pacientes. Muda a rotina — são picadas no dedo pra checar a glicemia, picadas na barriga para repor o hormônio… — e abundam mitos, medos e preconceitos. Não é de estranhar, portanto, que qualquer novidade que facilite o cotidiano seja amplamente saudada pelos médicos e pelas pessoas com diabetes.

Eis o cenário em que desponta uma nova geração de insulinas associadas, na mesma caneta de aplicação, a outros medicamentos, e destinadas a diabéticos do tipo 2. Basta uma injeção por dia para domar o açúcar no sangue. Cai o número de picadas, caem os efeitos colaterais ligados a elas.

São dois novos produtos que inauguram a classe no Brasil, um do laboratório Novo Nordisk, outro da Sanofi. O chamariz vem justamente das promessas, confirmadas em estudos, de uma rotina mais prática e segura ao paciente.

Até porque, com o avanço dos anos, tende a aumentar o número de doses de insulina por dia.

“Chega uma hora em que o diabético já não consegue fazer o controle direito”, nota o endocrinologista André Vianna, da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Além de exigir ajustes no dia a dia, que demandam uma boa orientação em consultório, a utilização de várias injeções de insulina, crucial para prevenir complicações do diabetes, pode ter efeitos adversos complicados.

O principal é o risco de hipoglicemia, quando a glicose no sangue baixa demais — é só imaginar um diabético errando a dose ou comendo menos que o esperado, por exemplo.

Se não sanado, o quadro é capaz de provocar desmaios e convulsões.

Foi com a ideia de tornar esse contexto mais tranquilo para o paciente que cientistas pensaram em agregar um parceiro à insulina na mesma formulação. Por que não combiná-la a uma molécula que, também naturalmente produzida pelo corpo, tem a função de ajudar no equilíbrio glicêmico?

Pois a tal molécula é um hormônio, o GLP-1, fabricado no intestino com o objetivo de estimular a secreção de insulina, e já presente, em sua versão sintética, em remédios para diabéticos do tipo 2 (são os análogos de GLP-1).

“No tratamento usual com insulina, o paciente injeta o tipo basal pela manhã e aplica os tipos de ação rápida ou ultrarrápida antes das refeições, já que o corpo não consegue fazer a regulação sozinho”, contextualiza o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

A solução da indústria foi juntar, em um só líquido, a insulina de longa duração, que fica ativa por cerca de 24 horas, com o GLP-1, que faz uma regularização inteligente do açúcar no sangue. “A grande sacada é que o combo trabalha de maneira glicose-dependente e ainda faz o pâncreas produzir um pouquinho de insulina, a mais ou a menos, conforme a necessidade”, explica Couri.

Os resultados são animadores: mais de 70% dos pacientes que usam o produto conseguem manter a glicemia em níveis adequados, de acordo com os estudos da Sanofi.

Depois que a injeção é aplicada, a insulina faz a captação da glicose nos tecidos do corpo.

Enquanto isso, o GLP-1 modula, lá no pâncreas, a produção do restinho de insulina e a secreção de glucagon, substância que inibe a ação da insulina. Tudo isso sem precisar aplicar uma dose de insulina antes da refeição.

Mais benefícios das insulinas modernas

Segundo Gabriel Fagundes, gerente médico da Novo Nordisk, o análogo de GLP-1 agregado à insulina traz uma vantagem particularmente bem-vinda ao diabetes tipo 2: ajuda a compensar a resistência ao hormônio típica do quadro. Nessa situação, por mais que o pâncreas ainda produza um pouco de insulina, as células dos músculos, do fígado e de outros órgãos não conseguem tirar proveito dela.

Com a produção escasseando e o organismo desperdiçando o hormônio, é corriqueiro o médico prescrever doses e mais doses de insulina para tentar domar a glicose. Só que aí dispara o risco de hipoglicemias.

“Por isso a combinação fixa é muito melhor”, defende Fagundes. É tomar a dose de manhã e se cuidar que o corpo sai ganhando.

Tem outro benefício nessa história: o GLP-1 reduz a velocidade da digestão, amplia a sensação de saciedade e auxilia, assim, no controle do peso.

É um ponto a comemorar se pensarmos que muitos diabéticos que fazem uso da insulina acabam engordando.

Ganho de peso e hipoglicemia, aliás, estão entre as principais causas de abandono do tratamento, situação que ameaça o bem-estar de qualquer um.

Para entender melhor o impacto da nova terapia, a Novo Nordisk acompanhou por 26 semanas dois grupos de diabéticos do tipo 2 que já faziam uso de metformina, o comprimido para controle glicêmico mais consumido no país. Um deles passou a aplicar o combo de insulina e análogo de GLP-1. O outro injetou insulina basal mais a ultrarrápida, administrada até quatro vezes ao dia, perto das refeições.

Ao final do experimento, o contraste foi gritante. Embora os dois tratamentos tenham apresentado efeito similar no exame de hemoglobina glicada (método que dá uma média da concentração de açúcar no sangue dos últimos 90 dias), o lançamento se revelou muito mais seguro. No comparativo, houve uma redução de até 89% nos episódios de hipoglicemia.

Mais: enquanto os voluntários que recorreram ao tratamento tradicional ganharam, em média, 2,64 quilos, os que usaram a nova medicação perderam peso, quase 1 quilo em média.

A façanha fica por conta do GLP-1. Além de uma versão própria para diabéticos, já existe no mercado uma formulação de análogo de GLP-1 voltada a pessoas obesas e sem diabetes.

Ora, a substância encoraja o corpo a perder peso.

Para Couri, o combo entre insulina e GLP-1 tem chance inclusive de, um dia, destronar o uso isolado da insulina. “É difícil encontrar um paciente para o qual não valha a pena recomendar o GLP-1”, acredita o endocrinologista. Afinal, o produto permite economizar nas picadas e a aplicação não precisa ficar condicionada às refeições.

“Tenho pacientes que usavam a insulina basal e três picadas de ultrarrápida. Agora, de manhã aplicam uma vez o combo e seguem o dia inteiro sem precisar de novas injeções”, relata Couri. “Além de menos injeções de insulina, a gente vê uma economia de até seis picadas no dedo para medir a glicose no dia”, completa.

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Sem contar que tudo depende de uma mesma caneta aplicadora.

No método tradicional, não é raro que pacientes confundam as injeções e troquem a insulina basal pela ultrarrápida, e vice-versa.

Aí já viu… O fato de ser uma única picadinha no início do dia também pesa demais na conveniência, evitando esquecimentos em momentos de mudança de rotina, como viagens ou algum lanche fora de hora.

Pelas pesquisas até o momento, qualquer diabético do tipo 2 com dificuldade no controle glicêmico — como aqueles em que os comprimidos e ajustes no estilo de vida já não resolvem mais a parada — é candidato aos novos combos.

Claro que é o endócrino que, avaliando direito caso a caso, poderá dizer se eles são a melhor opção ou não.

As restrições de uso são semelhantes à da insulinização clássica: envolvem crianças, gestantes e indivíduos alérgicos a componentes da fórmula.

Como funcionam as novas insulinas que já trazem na mesma caneta de aplicação o GLP-1

1. Aplicada na pele (no abdômen, por exemplo), a caneta libera insulina, que permite às células captar a glicose no sangue, sobretudo em locais como o fígado.

2. Ao mesmo tempo, a caneta injeta o análogo de GLP-1. No pâncreas, ele instiga a produção de insulina e inibe a de glucagon, substância com função oposta à da insulina.

3. GLP-1 também desacelera a passagem do bolo alimentar no estômago, o que prolonga a sensação de saciedade e evita picos de glicose no sangue.

O acesso ao tratamento

Como qualquer novidade fruto de biotecnologia, os combos de insulina e análogos de GLP-1 devem sair mais caros em um primeiro momento, o que poderá impactar no acesso à população. Uma boa insulina basal costuma ser vendida hoje por algo em torno de 40 reais a caneta. O preço das novas combinações pode sair até três ou quatro vezes mais alto.

Com a difusão do método, porém, a expectativa é que os valores fiquem mais baratos. Mas especialistas refletem que não dá pra fazer conta de padaria, quer dizer, de drogaria.

“Precisamos pensar em termos de farmacoeconomia: por ser um medicamento mais eficiente, é necessária uma dosagem menor, e, no fim do mês, um tratamento que parece mais caro pode acabar saindo mais barato na comparação”, analisa Couri.

A questão do custo/benefício também remete a outro ponto crucial em qualquer tratamento, a adesão do paciente. E isso é ainda mais crítico no território da insulinização. Levantamento da Editora Abril em parceria com a AstraZeneca e o Endodebate com 1 050 pessoas, sendo 387 diabéticas, aponta que 24% delas colocam o medo da insulina como uma de suas maiores preocupações.

“O indivíduo chega muitas vezes com receio de que a insulina vai fazê-lo ganhar peso, ficar cego, até morrer… E o médico acaba entrando em uma inércia, adiando o início da insulinização”, observa Couri.

Não se pode evitar o tratamento quando ele se mostra necessário. O que precisa ser feito é trabalhar também o psicológico do paciente, explicar as alternativas e as mudanças na rotina.

E isso depende de uma consulta mais demorada”, argumenta o expert, que também coordena o Endodebate.

A desinformação que ronda o diabetes e seu controle não gera só medo, mas também dificulta a motivação para seguir à risca as recomendações.

“Às vezes ouvimos casos de pessoas com o tipo 2 que fizeram tratamento por um mês e depois pararam porque não sabem que o diabetes é algo sem cura ou não foram devidamente avisadas pelo médico que as atendeu”, conta Vanessa Pirolo, coordenadora de advocacy da ADJ Diabetes Brasil, entidade que defende os direitos dos pacientes no país. “E há outros casos em que a pessoa simplesmente se cansa do tratamento e o interrompe. Sem um profissional para motivá-la a continuar, fica muito complicado”, lamenta.

O desafio também abrange o acesso às medicações, especialmente nos postos de saúde pública. No Sistema Único de Saúde (SUS), as insulinas disponíveis são a NPH, utilizada como basal e com duração de até 18 horas, e a chamada regular, de efeito mais rápido, que começa a agir entre meia hora e uma hora após a aplicação.

“A insulina ultrarrápida só chegou ao SUS agora, e mesmo assim praticamente ninguém está recebendo”, critica Couri. Já as basais mais eficientes só são acessíveis depois que o paciente recorre à Justiça, e o Estado é obrigado a fornecer.

“O que mais se vê hoje em dia ainda são as insulinas antigas, que podem tratar a doença, mas com riscos maiores de ganho de peso e hipoglicemia”, aponta o endocrinologista. Além da carência de produtos em si, no SUS a aplicação ainda se dá por meio de seringas.

A licitação que prometia começar a oferecer canetas este ano teve atrasos após o Ministério da Saúde encomendá-las sem incluir as agulhas, licitadas mais tarde. A expectativa, segundo Vanessa, é que esse modo de aplicação comece a ser disponibilizado a partir do fim de 2018.

“Temos um paradoxo: de um lado, lançamentos que melhoram muito a qualidade de vida, e, de outro, milhares de pessoas que ainda usam um tratamento de décadas atrás”, resume Couri. “Provavelmente, se oferecêssemos insulinas mais modernas, no futuro haveria menos gastos públicos para tratar as sequelas de um tratamento inadequado”, completa.

Aliar a tecnologia a acesso, orientação e adesão a hábitos saudáveis é a única receita para melhorar o controle do diabetes.

Brasil com diabetes

  • A estimativa é que existam 12,5 milhões de diabéticos no país.
  • 90% têm o tipo 2 da doença, ligado ao avançar da idade e ao excesso de peso.
  • 62% foi quanto aumentou o número de diabéticos desde a última década.
  • Médicos calculam que só 30% dos diabéticos no país estão com a glicemia controlada.

Outras tecnologias que começam a melhorar a vida dos diabéticos

Pâncreas artificial: Criada pela Medtronic, a bomba inteligente de insulina monitora continuamente os níveis de glicemia e fornece insulina sob medida, como um pâncreas faria.

Células-tronco: A terapia, em estudo e com bons resultados, é voltada a pessoas com o tipo 1. Trata-se de uma renovação do sistema imune para não atacar mais o pâncreas.

Insulina inalável: É uma versão ultrarrápida, que seria combinada à injetável de longa duração. Ainda não se popularizou.

GLP-1 semestral: São análogos injetáveis do hormônio com a mesma ação dos de uso diário mas aplicados apenas uma vez por semestre.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/insulina-conheca-as-novas-tecnologias-para-controlar-diabetes/

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