Transplante de fígado: quando é indicado e como é a recuperação

Entenda como é feito o transplante de fígado

Transplante de fígado: quando é indicado e como é a recuperação

O transplante de fígado é um procedimento cirúrgico indicado para pessoas que possuem danos graves ao fígado, de forma que a função desse órgão está comprometida, como no caso de cirrose hepática, insuficiência hepática, câncer de fígado e colangite, por exemplo.

Assim, quando há indicação de transplante de fígado, é importante que a pessoa mantenha uma alimentação saudável e equilibrada, para evitar mais danos ao órgão. Além disso, quando o transplante for autorizado, é importante que a pessoa inicie um jejum completo para que o transplante possa ser realizado.

Após o transplante, a pessoa normalmente permanece entre 10 a 14 dias internada para que possa ser acompanhada pela equipe médica e possa ser verificado como organismo reage ao novo órgão, sendo possível também prevenir complicações.

Quando é indicado

O transplante de fígado pode ser indicado quando o órgão encontra-se gravemente comprometido e deixa de funcionar, como pode acontecer em caso de cirrose, hepatite fulminante ou câncer neste órgão, em pessoas de qualquer idade, inclusive crianças.

Há indicação para o transplante quando os medicamentos, radioterapia ou quimioterapia não conseguem restabelecer seu bom funcionamento. Neste caso, o paciente deve continuar realizando o tratamento proposto pelo médico e realizando os exames necessários até que surja um doador de fígado compatível, que esteja dentro do peso ideal e sem nenhum problema de saúde.

O transplante pode ser indicado em caso de doenças agudas ou crônicas, que tem poucas chances de surgir novamente após um transplante, como por exemplo:

  • Cirrose hepática;
  • Doenças metabólicas;
  • Colangite esclerosante;
  • Atresia de vias biliares;
  • Hepatite crônica;
  • Insuficiência hepática.

Algumas doenças que podem não ser indicadas para o transplante são a hepatite B, porque o vírus tende a se instalar no fígado 'novo' e em caso de cirrose causada pelo alcoolismo, porque se a pessoa continuar bebendo de forma exagerada o 'novo' órgão também será danificado. Assim, o médico deverá indicar quando o transplante pode ou não pode ser realizado com base na doença hepática que a pessoa possui e no estado de saúde geral da pessoa.

Como se preparar para o transplante

Para se preparar para este tipo de procedimento deve-se manter uma boa alimentação, evitando alimentos ricos em gordura e açúcar, dando preferência aos legumes, verduras, frutas e carnes magras. Além disso, é importante informar ao médico de qualquer sintoma que esteja presente para que ele possa investigar e iniciar o tratamento adequado.

Quando o médico entra em contato, chamando a pessoa para o transplante, é importante que a pessoa inicie um jejum total e vá para o hospital indicado o mais rápido possível para que seja realizado o procedimento.

A pessoa que receberá o órgão doado deverá ter um acompanhante maior de idade e levar todos os documentos necessários para que seja internada para receber o órgão. Após a cirurgia é normal que a pessoa fique na UTI por pelo menos 10 a 14 dias.

Como é a recuperação

Após o transplante de fígado, a pessoa normalmente permanece no hospital por algumas semanas para que seja monitorada e observada a reação do organismo ao novo órgão, prevenindo complicações que possam acontecer. Após esse período, a pessoa pode ir para casa, no entanto deve seguir algumas recomendações médicas para promover a sua qualidade de vida, como uso de remédios imunossupressores, por exemplo.

Depois do transplante a pessoa pode ter uma vida normal, sendo necessário a pessoa siga as orientações do médico, seja acompanhado regulamente através de consultas médicas e realização de exames e tenha hábitos saudáveis de vida.

1. No hospital

Após a realização do transplante a pessoa deve ficar internada no hospital por cerca de 1 a 2 semanas para que seja feito o monitoramento da pressão, taxa de glicemia, coagulação sanguínea, função renal e outros que são importantes para verificar se a pessoa está bem e possa ser prevenida a ocorrência de infecções.

Inicialmente a pessoa deve permanecer na UTI, no entanto a partir do momento que encontra-se estável, pode ir para o quarto para que continue a ser monitorada. Ainda no hospital, a pessoa pode realizar sessões de fisioterapia para melhorar a capacidade respiratória e diminuir o risco de complicações motoras como rigidez e encurtamento muscular, trombose e outros. 

2. Em casa

A partir do momento em que a pessoa encontra-se estabilizada, não há sinais de rejeição e os exames são considerados normais, o médico pode dar alta desde que a pessoa siga o tratamento em casa.

O tratamento em casa deve ser feito com o uso de remédios imunossupressores indicados pelo médico e que atuam diretamente no sistema imune, diminuindo o risco de rejeição ao órgão transplantado.

No entanto, como consequência há maior risco de desenvolvimento de infecções.

Assim, é importante que a dose do medicamento seja adequada para que o organismo seja capaz de atuar contra agentes infecciosos invasores ao mesmo tempo que não ocorre rejeição ao órgão.

Alguns remédios que podem ser usados são prednisona, ciclosporina, azatioprina, globulinas e anticorpos monoclonais, mas a dose varia de uma pessoa para outra porque depende de uma série de fatores que devem ser avaliados pelo médico como a doença que levou ao transplante, idade, peso e outras doenças presentes como problemas cardíacos e diabetes.

Além do uso de remédios, é recomendado que a pessoa tenha hábitos de vida saudáveis, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos, e praticando atividade física leve que deve ser recomendada pelo profissional de educação física.

Possíveis efeitos colaterais dos medicamentos

Com o uso de imunossupressores podem surgir sintomas como inchaço corporal, aumento do peso, aumento da quantidade de pelos no corpo, especialmente no rosto das mulheres, osteoporose, má digestão, queda de cabelo e aftas. Assim, deve-se observar os sintomas que aparecem e conversar com o médico para que ele indique o que se pode fazer para controlar estes sintomas desagradáveis, sem prejudicar o esquema de imunossupressão.

Источник: https://www.tuasaude.com/transplante-de-figado/

Como é a recuperação de um transplantado de fígado?

Transplante de fígado: quando é indicado e como é a recuperação

O transplante de fígado é uma cirurgia que ajuda a salvar a vida de pacientes que sofreram comprometimento das funções desse órgão. Hoje esse procedimento é feito com grande sucesso, mas é preciso adotar diversos cuidados e medidas para garantir a boa recuperação do paciente.

Isso se inicia assim que ele deixa a sala de cirurgia e prossegue durante toda a sua vida. Embora seja possível ter uma rotina normal seguindo com trabalho os estudos e outras atividades a pessoa precisa ser acompanhada por um especialista para garantir que o órgão transplantado não será rejeitado e outras complicações.

Neste artigo explicaremos um pouco sobre como é o processo de recuperação de quem fez o transplante de fígado. Continue lendo e entenda de que forma podemos garantir qualidade de vida para esses pacientes.

A recuperação após o transplante de fígado

A cirurgia de transplante de fígado tem sido realizada com altas taxas de sucesso. Mas o que garante uma boa recuperação para o transplantado são as suas condições clínicas gerais antes do procedimento e também a qualidade do órgão doado. Quando tudo está favorável ela acontece mais rápido.

De toda forma, o procedimento adotado segue um padrão e é adequado segundo as necessidades de cada paciente. Assim que a cirurgia termina inicia-se a fase de recuperação imediata, sendo que o paciente pode precisar ficar um ou dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nesses primeiros dias ele é monitorado 24 horas, tendo suas funções vitais constantemente controladas e ainda são realizados exames laboratoriais para acompanhamento do seu quadro clínico.

Em poucos casos é necessário que os pacientes permaneçam com aparelhos para manutenção da sua respiração, mas de um modo geral os transplantados nos primeiros dias na UTI já estarão respirando espontaneamente. Todos recebem medicações para evitar infecções, dores e a rejeição do órgão.

Outras técnicas também podem ser necessárias ou fazem parte do procedimento padrão, como a drenagem abdominal, sonda nasogástrica e a sonda vesical. Quanto à alimentação, é necessário aguardar um período de 24 a 48 horas mantendo o jejum do paciente para então observar suas condições clínicas e analisar se ele já pode se alimentar por meio de dietas orais e leves.

Ao receber a alta da UTI o paciente é encaminhado para a enfermaria ou apartamento. Ali ele continua sendo monitorado por médicos e enfermeiros no período que varia de uma semana ou duas. Quando já está pronto para ir para casa recebe alta hospitalar, mas os cuidados não terminam, porque é necessário manter o acompanhamento ambulatorial.

Os imunossupressores

Uma das características do transplante de fígado que ainda não foi possível eliminar é o fato de que o organismo entende o órgão transplantado como um corpo estranho. Sendo assim, existe a possibilidade de ele ser “atacado” pelo sistema imunológico e acontecer a rejeição.

Isso pode ocorrer em qualquer momento da vida do transplantado, mesmo que ele já tenha permanecido muitos anos com o novo órgão. Em razão disso, é necessário fazer uso de imunossupressores durante toda a vida.

 Existe uma parcela da população transplantada, reportada em estudos na literatura, cerca de 8 a 10% dos casos a longo prazo que poderiam ficar sem imunossupressores.

Porém isso depende da avaliação critériosa e cuidados do médico assistente e do grupo segundo protocolos.

Essas medicações atuam impedindo que o organismo ataque o fígado, para que ele possa desempenhar as suas funções normalmente e não sofra lesões em função das defesas do corpo. As substâncias mais comuns utilizadas para alcançar esse resultado são os inibidores de calcineurina e os corticosteroides.

Após a cirurgia é preciso que o paciente receba uma dose maior desses medicamentos. Com o passar do tempo e de acordo com a resposta orgânica, o especialista pode reduzir a dosagem até que o paciente permaneça com o mínimo possível para evitar a rejeição.

Dessa forma conseguimos minimizar os efeitos colaterais dos imunossupressores, garantindo mais qualidade de vida para o transplantado. Ele pode seguir com uma rotina normal como qualquer outra pessoa, mas recebendo o acompanhamento periódico e utilizando os medicamentos indicados.

Em função da grande capacidade que o fígado tem de se regenerar são alcançadas boas taxas de sucesso com o transplante de fígado. Mas é preciso que o paciente receba os cuidados adequados e faça uso das medicações, além do acompanhamento médico. Dessa forma podemos observar o seu quadro clínico e adotar medidas e procedimentos corretivos quando necessário.

Источник: https://profluizcarneiro.com.br/como-e-recuperacao-de-um-transplantado-de-figado/

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