TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

Contents
  1. TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA
  2. Informações em vídeo
  3. O que são os transtornos de ansiedade?
  4. O que é o transtorno de ansiedade generalizada (TAG)?
  5. Causas
  6. Sintomas
  7. Sintomas psicológicos do transtorno de ansiedade generalizada:
  8. Sintomas físicos do transtorno de ansiedade generalizada:
  9. Tratamento
  10. Terapia cognitivo-comportamental (TCC)
  11. Terapia farmacológica
  12. Referências
  13. O que é ansiedade generalizada?
  14. Qual a diferença de ansiedade e ansiedade generalizada?
  15. Quais os principais sintomas da ansiedade generalizada?
  16. O diagnóstico e o tratamento da ansiedade generalizada
  17. Atitudes que ajudam no controle da ansiedade generalizada
  18. Como você está se sentindo nos últimos 6 meses?
  19. Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): quais os sintomas e tratamentos
  20. Causas
  21. Fatores de risco
  22. Sintomas de Transtorno de ansiedade generalizada
  23. Buscando ajuda médica
  24. Na consulta médica
  25. Diagnóstico de Transtorno de ansiedade generalizada
  26. Tratamento de Transtorno de ansiedade generalizada
  27. Medicamentos para Transtorno de ansiedade generalizada
  28. Complicações possíveis
  29. Transtorno de ansiedade generalizada tem cura?
  30. Referências
  31. Ansiedade não é tudo igual: conheça 10 subtipos que precisam de tratamento
  32. 1. Transtorno de ansiedade generalizada
  33. 3. Transtorno de ansiedade de separação
  34. 4. Transtorno de pânico
  35. 5. Fobias específicas
  36. 6. Fobia social 
  37. 7. Agorafobia 
  38. 8. Transtorno de ansiedade induzido pelo uso de substâncias 
  39. 9. Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica 
  40. 10. Especificado e não especificado

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

A ansiedade é um sentimento natural, que costuma surgir quando vivenciamos situações que provocam estresse, medo ou apreensão.

Ficar ansioso em resposta a um evento específico é tão normal quanto sentir medo, tristeza, felicidade ou irritação. Na verdade, a ansiedade pode até ser benéfica em algumas situações, pois ela nos deixa mais alerta e preparado para enfrentar situações de perigo.

Já a ansiedade como distúrbio psiquiátrico é algo completamente diferente. Dizemos que o paciente tem um transtorno de ansiedade quando o seu quadro de preocupação é prolongado, intenso e incontrolável, a ponto de atrapalhar as suas atividades pessoais e profissionais. Frequentemente, essas crises de ansiedade surgem sem uma causa aparente ou justificável.

Neste artigo, nós vamos explicar o que é o transtorno de ansiedade generalizada (TAG), uma das doenças que fazem parte do grupo de distúrbios psiquiátricos classificados como transtornos de ansiedade.

Se você quiser saber sobre a síndrome do pânico, leia: SÍNDROME DO PÂNICO – Causas, Sintomas e Tratamento.

Informações em vídeo

Antes de seguirmos em frente, veja essa curta animação sobre o Transtorno de ansiedade generalizada, que resume alguns dos pontos abordados neste artigo

O que são os transtornos de ansiedade?

De acordo com o Manual de Classificação de Doenças Mentais (DSM-5), os transtornos de ansiedade são um grupo de distúrbios psiquiátricos que compartilham características de medo e ansiedade excessiva. São doenças distintas, mas que apresentam sinais e sintomas semelhantes.

Os principais distúrbios mentais que integram o grupo dos transtornos de ansiedade são:

  • Transtorno de ansiedade generalizada.
  • Síndrome do pânico.
  • Fobia social.
  • Agorafobia.
  • Transtorno de ansiedade de separação.
  • Fobias específicas.

Obs: até a versão anterior do Manual de Classificação de Doenças Mentais (DSM-4), o transtorno obsessivo-compulsivo e o estresse pós-traumático também eram considerados transtornos de ansiedade.

O paciente com transtorno de ansiedade costuma ter mais de uma das doenças do grupo. Por exemplo, nos pacientes com transtorno de ansiedade generalizada, que é o foco deste artigo, as seguintes doenças também costumam estar presentes:

  • Fobia social (em 20 a 35% dos casos).
  • Fobia específica (em 25 a 35% dos casos).
  • Síndrome do pânico (em 20 a 25% dos casos).

O que é o transtorno de ansiedade generalizada (TAG)?

O transtorno de ansiedade generalizada é, junto com a síndrome do pânico, a principal doença do grupo dos transtornos de ansiedade, acometendo cerca de 3 a 5% da população.

O transtorno de ansiedade generalizada caracteriza-se por uma persistente e excessiva ansiedade ou preocupação, que interfere nas atividades diárias do paciente e pode vir acompanhada de sintomas físicos, tais como: cansaço, inquietação, dificuldade de concentração, tensão muscular e insônia (falaremos dos sintomas mais à frente)

Habitualmente, a ansiedade excessiva está ligada a situações cotidianas, como o trabalho, saúde familiar, questões financeiras ou até mesmo problemas pequenos, como conserto do carro ou encontros com outras pessoas.

Em geral, o grau de preocupação é desproporcional ao motivo, a ponto da imensa maioria dos paciente com TAG responder sim à seguinte pergunta: “Você se preocupa excessivamente com questões menores?”.

Os pacientes com TAG sentem-se ansiosos na maioria dos dias e frequentemente precisam se esforçar para conseguirem lembrar da última vez que se sentiram relaxados, pois as crises de ansiedade se sobrepõem. Quando um motivo para estar ansioso é resolvido, logo em seguida surge outro.

O transtorno de ansiedade generalizada é duas vezes mais comum nas mulheres que nos homens e costuma surgir ao redor dos 30 anos de idade, apesar de poder estar presente tanto em crianças quanto em idosos.

Além da associação com outros distúrbios de ansiedade, o transtorno de ansiedade generalizada também está frequentemente associado a um quadro de depressão.

Causas

Tal como ocorre com muitas doenças psiquiátricas, as causas exatas do transtorno de ansiedade generalizada não são totalmente compreendidas. Sabemos que há um relevante componente genético, pois a história familiar é um dado importante.

Fatores ambientais também são significativos.

Traumas na infância, abusos, abandono de um dos pais, bullying, morte de um ente querido, interrupção do uso de uma substância química viciante, divórcio ou desemprego são alguns dos eventos que podem ajudar desencadear um quadro de TAG. Pessoas com doenças físicas crônicas, principalmente aquelas que causam dor persistente, também apresentam maior risco.

Alguns tipos de personalidade também estão mais associados a um risco maior de desenvolver TAG, incluindo pessoas muito tímidas ou que apresentam um temperamento negativo, com irritação, falta de paciência e tristeza frequentes.

Estudos do metabolismo e da atividade cerebral mostram que os pacientes com transtorno de ansiedade generalizada apresentam desequilíbrios na quantidade de alguns neurotransmissores cerebrais, como a serotonina e a noradrenalina. Há evidências também de que algumas áreas cerebrais envolvidas no controle das emoções e do comportamento encontram-se hiperativas.

Sintomas

A preocupação excessiva e persistente é considerada a principal característica do transtorno de ansiedade generalizada, mas não é o único sintoma que o paciente apresenta.

Os sintomas comuns do TAG podem ser divididos em psicológicos e físicos.

Sintomas psicológicos do transtorno de ansiedade generalizada:

  • Incapacidade de relaxar a mente.
  • Inquietação.
  • Irritação fácil.
  • Medo frequente.
  • Sensação de estar no seu limite.
  • Dificuldade de concentração.
  • Sensação que a mente frequentemente “dá um branco”.
  • Medo de tomar decisões por receio de errar.
  • Ficar estressado quando está indeciso.
  • Ficar preocupado por estar preocupado demais.
  • Sempre imaginar desfechos negativos para qualquer situação.

É comum que o paciente fique excessivamente preocupado com questões que são pouco racionais, como ficar constantemente com medo de haver um terremoto, incêndio em casa ou que algum familiar vá desenvolver uma doença grave a qualquer momento.

Sintomas físicos do transtorno de ansiedade generalizada:

O transtorno de ansiedade generalizada é geralmente uma doença crônica, cuja gravidade flutua ao longo do tempo.

A doença costuma iniciar-se de forma gradual, podendo levar meses, ou até anos, para que o quadro clínico completo se estabeleça.

Os pacientes que apresentam outros distúrbios psiquiátricos associados, tais como síndrome do pânico, fobia social ou depressão, costumam apresentar um prognóstico pior, com mais dificuldade de retornar a uma vida produtiva.

Pacientes com TAG têm um maior risco de desenvolverem depressão, doenças cardíacas, problemas digestivos e abuso de substâncias químicas, como o álcool, por exemplo.

Tratamento

O tratamento do TAG costuma ser feito com a combinação de medicamentos e psicoterapia, habitualmente com terapia cognitivo-comportamental.

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

A TCC ajuda o paciente a entender a forma como os problemas, pensamentos, sentimentos e comportamentos o afetam. A terapia também pode ajuda a questionar os pensamentos negativos e a ansiedade.

A terapia cognitivo-comportamental costuma envolver uma consulta semanal com terapeuta especializado, com duração média de 1 hora.

Terapia farmacológica

A segunda perna do tratamento do transtorno de ansiedade generalizada é feito com medicamentos, geralmente da classe dos antidepressivos.

O tratamento costuma ser feito por, no mínimo, um ano. Se o paciente, porém, tiver recaídas sempre que houver suspensão do fármaco, o tratamento com medicamentos pode permanecer por tempo indefinido.

Os fármacos de primeira linha são os antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), tais como: escitalopram, citalopram, sertralina, paroxetina ou fluoxetina (leia: ANTIDEPRESSIVOS (ISRS) – Escitalopram, Fluoxetina, Sertralina…).

Outro opção aceitável são os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina, como a venlafaxina e a duloxetina.

Também podem ser usados: buspirona e pregabalina.

Os benzodiazepínicos são um tipo de sedativos que podem ser utilizados como tratamento de curta duração durante um período de crise aguda de ansiedade intensa, pois eles ajudam a aliviar os sintomas de forma rápida, dentro de 30 a 90 minutos após a sua ingestão.

Clonazepam, Diazepam e Lorazepam são os fármacos mais utilizados dessa classe.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/psiquiatria/transtorno-de-ansiedade-generalizada/

O que é ansiedade generalizada?

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

A ansiedade generalizada, corretamente chamada de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), é um estado constante de preocupação ou expectativa excessiva sem que hajam motivos reais para tal. Com isso, a vida do indivíduo em todos os seus setores tende a ser prejudicada.

Esse transtorno, no entanto, não surge do dia para a noite e pode agravar-se ao longo do tempo, de acordo com o ambiente e a capacidade emocional da pessoa de lidar com situações cotidianas.

Para explorar mais a fundo este tema, precisamos entender a diferença de ansiedade e TAG, como ela se manifesta e o que deve ser feito para combatê-la. 

Qual a diferença de ansiedade e ansiedade generalizada?

A ansiedade é uma reação do corpo humano e que serve para nos proteger, deixando-nos em estado de alerta para que tomemos ações rápidas para literalmente salvar a nossa vida. Na vida moderna, essa reação surge quando estamos vulneráveis, seja em situações no trabalho, relações sociais ou compromissos. 

Também é importante salientar que a ansiedade tem o poder de nos mover além quando sob controle, pois ela ajuda a impulsionar nossas ações em prol de um objetivo de forma otimizada.

Em pessoas sem o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), é normal que haja um pouco de apreensão e que apareçam as reações naturais do corpo, como coração acelerado, respiração em ritmo mais intenso e sensação de alerta constante (hipervigilância).

No entanto, em pessoas com o Transtorno de Ansiedade Generalizada, o medo e a preocupação estão constantemente presentes no dia a dia do indivíduo, corroborados por um estado de alerta. Logo, o que serviria para impulsionar na realização de tarefas com maior rapidez e intensidade, acaba paralisando o indivíduo, deixando-o com uma sensação de impotência.

Logo, a ansiedade generalizada é muito conhecida como um estado mental de tensão extrema que paralisa o indivíduo. É comum ouvir de pessoas com TAG que estão cheias de coisas para fazer, mas sentem-se paralisadas e não conseguem dar prosseguimento em suas atividades.

Quais os principais sintomas da ansiedade generalizada?

Além do estado de alerta constante, preocupação excessiva e sentimento de tragédia iminente que podem assombrar uma pessoa com TAG, também é comum que hajam os seguintes sintomas, que reunimos e explicamos de forma lúdica:

  • Dificuldade para parar de se preocupar: o foco da atenção não consegue sair do problema que é irreal ou muito menor do que o visualizado. 
  • Reações exageradas: as reações costumam ser sempre à flor da pele, com isso, o indivíduo fica irritadiço, reagindo muitas vezes de forma desproporcional. 
  • Cansaço físico e mental extremo: como a mente nunca descansa e está sempre preocupada, não há espaço para relaxamento, influindo diretamente nesse aspecto. 
  • Problemas de sono: dificuldades para dormir, falta de sono profundo ou sensação de acordar cansado são constantes.

Saiba mais em: Ansiedade: tudo sobre o novo mal do século

Esses sintomas podem vir acompanhados de reações físicas como tensão muscular, dor de cabeça, sudorese, problemas de concentração e memória, inquietação e até mesmo assustar-se facilmente. 

Qualquer indivíduo pode passar por períodos em que apresente esses sintomas, mas para ser considerada ansiedade generalizada, eles devem persistir por, pelo menos, 4 ou 6 meses.

O diagnóstico e o tratamento da ansiedade generalizada

O diagnóstico da ansiedade generalizada é clínico, feito pelo psiquiatra, que observará pontos pertinentes de acordo com o seu histórico. No caso de diagnóstico afirmativo, ele conduzirá o melhor tratamento de acordo com o grau do transtorno.

Geralmente, o Transtorno de Ansiedade Generalizada é tratado com a combinação de medicamentos e psicoterapia. Os medicamentos ajudarão o paciente a sair do estado de inércia para ir retomando as suas atividades normais. 

Em concomitância, a psicoterapia, na maioria dos casos a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), auxiliará na observação e mudança de pensamentos e comportamentos, a fim de que os gatilhos de ansiedade sejam substituídos e o indivíduo tenha controle sobre eles.

O objetivo do tratamento é fazer com o que o indivíduo consiga restabelecer o seu próprio controle, não ficando dependente de medicamentos por muito tempo, apenas para o tempo necessário para conseguir enfrentar as situações de modo autônomo.

Atitudes que ajudam no controle da ansiedade generalizada

Além do tratamento orientado por um psiquiatra e um psicoteraêuta, existem algumas atitudes que podem ser bastante eficazes na ajuda ao controle da ansiedade, veja:

  • Atividades físicas, por exemplo, são altamente eficazes no controle da ansiedade, pois ajudam na dissipação de energia física. 
  • Exercícios de mindfulness (atenção plena) também podem ser bem úteis, trazendo o indivíduo para o agora. 
  • Fazer listas dos afazeres do dia podem dar a você um real panorama das suas atividades, reduzindo o estresse.
  • Fazer uma coisa de cada vez, evitando ficar sobrecarregado em modo multitarefas.
  • Investir na higiene do sono para ter melhores noites de descanso e conseguir relaxar a mente.
  • Procurar ajuda sempre que achar que não vai dar conta de algo ou de si mesmo.

Como você está se sentindo nos últimos 6 meses?

Faça essa leitura retrospectiva e veja se a ansiedade vem tomando a maior parte do seu tempo. O Transtorno de Ansiedade Generalizada é coisa séria, mas tem tratamento. Quando perceber que esses sintomas estão prejudicando o seu dia a dia e o colocando em uma situação de estresse e preocupação constante, é hora de procurar ajuda, não deixe para depois.

Источник: https://psiquiatriapaulista.com.br/o-que-e-ansiedade-generalizada/

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): quais os sintomas e tratamentos

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

O Transtorno da ansiedade generalizada (TAG) é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, de acordo com a quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV). O seu CID é F41.1.

Distúrbios de ansiedade

A ansiedade é uma reação normal do ser humano diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. No entanto, quando esse sentimento persiste por longos períodos de tempo e passa a interferir nas atividades do dia a dia, a ansiedade deixa de ser natural e passa a ser motivo de preocupação.

Causas

O transtorno da ansiedade generalizada é uma doença comum. Tal como acontece com muitas condições de saúde mental, não se sabe ao certo o que causa esse distúrbio.

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Acredita-se, porém, que o transtorno da ansiedade generalizada esteja diretamente relacionado a alguns neurotransmissores que ocorrem naturalmente em nosso cérebro, a exemplo da serotonina, dopamina e norepinefrina.

Outra crença é a de que um conjunto de fatores possam estar envolvidos nas razões pelas quais um indivíduo possa vir a apresentar a doença, entre eles genética e fatores externos, como o estresse do dia a dia e a qualidade de vida da pessoa.

Algumas condições físicas também podem ser associadas à ansiedade. Os exemplos incluem:

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Fatores de risco

Fatores que podem aumentar o risco do transtorno de ansiedade generalizada incluem:

Mais do que o dobro do número de casos de transtorno de ansiedade generalizada ocorre em mulheres. Acredita-se que uma combinação de fatores, como mudanças hormonais e maior exposição ao estresse, possam agravar esse quadro.

As crianças que sofreram abuso ou algum tipo de trauma, ou que até mesmo testemunharam eventos traumáticos, estão em maior risco de desenvolver transtorno de ansiedade generalizada em algum momento da vida.

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Ter uma condição crônica de saúde ou doença grave, como o câncer, pode levar à constante preocupação com o futuro, ao tratamento e questões financeiras. Estresse do dia a dia pode desencadear no transtorno também.

As pessoas com alguns tipos de personalidade são mais propensas a transtornos de ansiedade do que outras. Além disso, alguns transtornos de personalidade, como o Borderline, também podem estar ligados ao TAG.

O transtorno de ansiedade generalizada também pode estar no sangue. Mais de uma pessoa da mesma família pode apresentar esse distúrbio.

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Uso excessivo de drogas ou álcool pode piorar e até levar ao transtorno de ansiedade generalizada. A cafeína e a nicotina, presente no cigarro, também podem aumentar a ansiedade e conduzir o indivíduo à doença.

Sintomas de Transtorno de ansiedade generalizada

O principal sintoma do transtorno de ansiedade generalizada é a presença quase permanente de preocupação ou tensão, mesmo quando há poucos motivos ou quando não existe um motivo algum para isso. As preocupações parecem passar de um problema para outro, como questões familiares, amorosas, relacionadas ao trabalho, à saúde ou de várias outras origens.

Mesmo quando as pessoas com esse transtorno têm consciência de que suas preocupações ou medos são mais fortes do que o necessário, elas ainda têm dificuldade para controlar essas reações.

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Outros sintomas de ansiedade incluem:

  • Dificuldade de concentração
  • Fadiga
  • Irritabilidade
  • Problemas para adormecer ou para permanecer dormindo e um sono que raramente é revigorante e satisfatório
  • Inquietação, geralmente ficando assustado com muita facilidade.

Além das preocupações e ansiedades, diversos sintomas físicos também podem se manifestar, incluindo tensão muscular (tremedeira, dores de cabeça) e problemas de estômago, como náusea ou diarreia.

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Buscando ajuda médica

Sentir ansiedade é normal, mas quando ela passa a ser persistente e fora de seu controle, é bom marcar uma consulta médica. Principalmente quando:

  • Há preocupação excessiva, a ponto de interferir no trabalho, relacionamentos em outras partes de sua vida
  • Há sintomas de depressão, de alcoolismo ou dependência química a drogas
  • Há pensamentos ou comportamentos suicidas.

Preocupações derivadas do transtorno de ansiedade generalizada não desaparecem por conta própria – pelo contrário, elas só tendem a piorar. Por isso, tratamento e suporte médicos são imprescindíveis. Procurar ajuda médica antes da ansiedade se tornar um problema ainda maior também é crucial para evitar complicações.

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Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar o transtorno da ansiedade generalizada estão:

  • Clínica médica
  • Psiquiatria
  • Neurologia

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Como é sua rotina? Qual a carga de estresse que você costuma enfrentar no seu dia a dia?
  • Você sente-se constantemente cansado, irritado e com dificuldade para se concentrar em tarefas do dia a dia?
  • Você tem tido pensamentos ou comportamentos associados ao suicídio?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? E funcionou?
  • Com que frequência você se sente ansioso?
  • Você sente que a ansiedade está afetando sua qualidade de vida?

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Diagnóstico de Transtorno de ansiedade generalizada

Um médico especialista em saúde mental, preferencialmente um psiquiatra, vai tomar uma série de medidas para ajudar a analisar se seu caso é mesmo de transtorno de ansiedade generalizada ou se sua ansiedade tem outra origem.

Ele pode começar o processo de diagnóstico fazendo perguntas detalhadas sobre seus sintomas e histórico médico, bem como sobre o histórico familiar para doenças mentais também.

Em alguns casos, eles usam questionários psicológicos padronizados que ajudam a identificar o que está acontecendo com o paciente.

O médico também pode fazer um exame físico para procurar sinais de que sua ansiedade pode estar ligada a uma condição médica subjacente, especialmente se ela for física, como rigidez muscular, entre outras possíveis razões.

Ansiedade: sintoma ou doença?

Para ser diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada, você deve atender a alguns critérios enunciados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM).

Este manual é publicado pela Associação Psiquiátrica Americana e é usado por profissionais de saúde mental para diagnosticar as condições mentais e por companhias de seguros para reembolsar para o tratamento.

Os seguintes critérios devem ser atendidos para o diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada:

  • Ansiedade e preocupação excessivas sobre diversos eventos ou atividades na maioria dos dias da semana, por pelo menos seis meses
  • Dificuldade em controlar os seus sentimentos de preocupação
  • Ansiedade ou preocupação que possa causar sofrimento significativo ou interfere com na rotina
  • Ansiedade que não está relacionada a uma outra condição de saúde mental, tais como ataques de pânico, abuso de substância ou transtorno de estresse pós-traumático (PTSD)
  • Pelo menos três dos seguintes sintomas em adultos e uma das seguintes opções em crianças: inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular ou problemas de sono.

O transtorno de ansiedade generalizada geralmente ocorre junto com outros problemas de saúde mental também, que podem precisar de um diagnóstico e tratamento mais específicos.

Alguns distúrbios que geralmente ocorrem com transtorno de ansiedade generalizada incluem:

Se o médico ou médica suspeitar que a ansiedade possa ser causada por outro motivo que não seja por TAG, ele ou ela poderá pedir exames de sangue, exames de urina ou outros testes para procurar sinais de um problema físico.

Tratamento de Transtorno de ansiedade generalizada

O objetivo do tratamento é ajudar o paciente a agir normalmente na vida cotidiana, limitando suas preocupações. Uma combinação de medicamentos e terapia cognitivo-comportamental (TCC) funciona melhor que uma técnica ou outra isoladamente.

Os medicamentos são uma parte fundamental do tratamento. Depois de começar a tomá-los, não interrompa o tratamento sem conversar com seu médico. Medicamentos que podem ser usados são inibidores de recaptação de serotonina e norepinefrina, alguns antidepressivos e antiepilépticos, entre outras opções.

A terapia cognitivo-comportamental ajuda a compreender os comportamentos e como conseguir controlá-los. Durante a terapia, e também em casa, o paciente aprenderá a:

  • Compreender e aprender a controlar as visões distorcidas das supostas fontes de estresse da vida, como o comportamento de outras pessoas ou eventos importantes
  • Reconhecer e substituir os pensamentos que causam pânico, diminuindo o sentimento de impotência
  • Gerenciar o estresse e relaxar quando os sintomas ocorrerem
  • Evitar pensar que as pequenas preocupações se transformarão em problemas muito graves
  • Evitar cafeína, drogas ilícitas e até mesmo alguns remédios para gripe também pode ajudar a minimizar os sintomas
  • Um estilo de vida saudável que inclua exercícios, descanso suficiente e boa alimentação pode ajudar a diminuir o impacto da ansiedade.

Medicamentos para Transtorno de ansiedade generalizada

Os medicamentos mais usados para o tratamento de transtorno de ansiedade generalizada são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Complicações possíveis

Transtorno de ansiedade generalizada não faz apenas com que o indivíduo sinta-se persistentemente ansioso e preocupado. A doença também pode levar a outras condições de saúde física e mental, incluindo:

  • Depressão
  • Abuso de substâncias, como drogas ilícitas e álcool
  • Problemas para dormir (insônia)
  • Problemas digestivos ou intestinais
  • Dores de cabeça
  • Ranger os dentes (bruxismo)
  • Transtornos por uso de substância

Transtorno de ansiedade generalizada tem cura?

A recuperação do indivíduo depende da gravidade da doença. O TAG pode persistir e ser difícil de tratar, entretanto, a maioria dos pacientes melhora com uma combinação de medicamentos e terapia comportamental.

Referências

DSM-V, American Psychiatric Association – Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais 5ªed. Edit. Artes Médicas

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-de-ansiedade-generalizada

Ansiedade não é tudo igual: conheça 10 subtipos que precisam de tratamento

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

De forma geral, a ansiedade, considerada um fenômeno biológico, é necessária para a sobrevivência dos seres humanos e alguns animais. Ela nos ajuda a reagir em situações de perigo, ficar vigilante e atingir metas

Quando ficamos com frio na barriga antes de uma apresentação no trabalho, por exemplo, e a situação é isolada, a ansiedade é considerada normal.

Mas se o sentimento toma conta da mente de forma exagerada e começa a atrapalhar nas atividades diárias, devemos nos preocupar.

São sinais que o quadro se tornou patológico, chamado de transtorno de ansiedade, e um aconselhamento profissional é necessário.

Mas se engana quem pensa que todos que sofrem de ansiedade têm o mesmo transtorno. De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, feito pela Associação Americana de Psiquiatria, existem 9 subtipos da doença, cada um deles com diferentes sintomas. Confira abaixo:

1. Transtorno de ansiedade generalizada

Esse é o tipo o mais comum e frequente.

É caracterizado por ansiedade e preocupação excessivas frequentes causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes por pelo menos seis meses.

Para que ocorra o diagnóstico, o quadro precisa estar associado com três ou mais dos seguintes seis sintomas: inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele, cansaço, falta de concentração, irritabilidade, tensão muscular e dificuldade para adormecer. 

Ao se encontrarem com outros indivíduos em interações sociais, as pessoas com mutismo seletivo não iniciam a conversa ou respondem reciprocamente quando os outros falam com elas. O quadro é mais comum em crianças, mas pode persistir na vida adulta.

As situações de relacionamento interpessoal são marcadas por forte sensação de ansiedade e os indivíduos costumam ser prejudicados em suas relações pessoais e desempenho acadêmico ou no trabalho.

 A dificuldade na fala também pode interferir na comunicação social, embora as crianças com esse transtorno ocasionalmente usem meios não verbais, como usar as mãos para se comunicar.

3. Transtorno de ansiedade de separação

Assim como o mutismo seletivo, este transtorno é mais comum em crianças, mas existem adultos com o problema também. Ele é caracterizado pelo medo ou ansiedade excessivo em relação à separação por apego, podendo ser com uma pessoa, animais com objetos e até lugares, como a mudança de casa

Quando separadas das figuras importantes de apego, as crianças diagnosticadas podem apresentar dificuldade em socializar, apatia, tristeza ou dificuldade de concentração.

Dependendo da idade, elas também podem criar medos excessivos de animais monstros, escuro, ladrões, acidentes e outras situações que lhes dão a percepção de perigo.

Os indivíduos com o quadro limitam suas atividades independentes longe de casa ou das figuras de apego –muitas vezes não querem realizar tarefas básicas como ir à escola ou supermercado sozinhos.

4. Transtorno de pânico

É caracterizado por episódios de ataques de pânico recorrentes, cuja característica principal é um surto abrupto de medo ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e costuma durar até meia hora.

Os sintomas incluem taquicardia, sudoreses, tremores, falta de ar, sensação de asfixia, dores no peito, náusea, tontura, calafrios, parestesias (anestesia ou sensações de formigamento), desrealização (sensações de irrealidade) Medo de perder o controle ou “enlouquecer” e medo de morrer. 

Apesar de serem pontuais, os ataques podem se repetir sem gatilhos específicos, o que costuma gerar ansiedade e preocupação para sair de casa em pacientes que sofrem do quadro. Confira dicas para lidar com um ataque de pânico.

5. Fobias específicas

É o medo excessivo em situações específicas, como entrar em um elevador, encontrar um rato, estar próximo de janelas altas… A resposta de medo, ansiedade e estresse é automática nesses casos, que se repetem toda vez que o paciente não consegue evitar a situação.

Mas o que diferencia esse quadro do medo comum é a intensidade exagerada dos sintomas. Por exemplo, se a pessoa tem fobia de injeções, ela não conseguirá nem deixar que outra pessoa aplique uma vacina ou medicamento nela dessa forma, e já apresentará sintomas de pânico.

Uma pessoa que tem um medo não patológico de agulhas consegue lidar com isso de forma um pouco melhor.

6. Fobia social 

É o nome dado ao medo ou ansiedade exagerados de ser exposto a possível avaliação por outras pessoas em situações sociais.

O desconforto vai além da fala em público: pessoas com o diagnósticos se sentem constrangidas e humilhadas simplesmente ao serem observadas em atividades comuns, como comer, beber e escrever. O grau e o tipo de ansiedade podem variar em diferentes ocasiões. 

7. Agorafobia 

É quando o indivíduo tem medo ou ansiedade de espaços que, em geral, não consideram seguros. Nesses casos, a insegurança é desproporcional ao perigo do que realmente pode acontecer. Pacientes com esse quadro sentem medo de serem atacados, não conseguirem sair do local em que estão ou não serem socorridos, e passam a evitar lugares ou pedirem companhia.

8. Transtorno de ansiedade induzido pelo uso de substâncias 

Acontece pelo uso excessivo de substâncias como drogas (maconha, ecstasy, cocaína…), excesso de cafeína, álcool, medicamentos como opioide e anfetamina. Os pacientes diagnosticados com este subtipo de ansiedade têm suas atividades diárias prejudicadas por preocupações excessivas e até ataques de pânico que acontecem junto ou separadamente do uso das substâncias. 

9. Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica 

O transtorno é desenvolvido por causa da descoberta (comprovada clinicamente) de uma condição de médica, incluindo diferentes doenças e alterações físicas. Os sinais podem incluir sintomas proeminentes de ansiedade ou ataques de pânico, que compromete o funcionamento social do indivíduo

10. Especificado e não especificado

Esta categoria é destinada aos casos que, apesar do sofrimento persistente e avassalador, não entram nos critérios das especificações dos subtipos acima, ou não tem o acontecem a tempo suficiente para que ocorra o diagnóstico. 

Fontes: Higor  Caldato, psiquiatra pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e  Luiz Vicente Figueira de Mello, médico supervisor do Programa Ansiedade do Instituto de Psiquiatria FMUSP e médico assistente pela Fundação Faculdade de Medicina.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/12/13/ansiedade-nao-e-tudo-igual-conheca-9-subtipos-que-precisam-de-tratamento.htm

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