Traqueostomia: O que é e Como cuidar

Cuidados de enfermagem ao paciente traqueostomizado

Traqueostomia: O que é e Como cuidar

Os cuidados de enfermagem ao paciente traqueostomizado devem ser intensos, com o intuito de evitar infecção pulmonar, complicações crônicas e afetar significativamente o prognóstico ou sua qualidade de vida. Portanto, é essencial que os enfermeiros entendam a complexidade do quadro, monitorem os procedimentos de limpeza ou assepsia e verifiquem constantemente a presença de secreções.

Também é importante solicitar a ajuda de outros profissionais, como fisioterapeutas, para uma análise mais criteriosa da situação. Deve-se apurar inclusive o posicionamento da cânula e a postura do paciente no leito hospitalar.

Quer saber mais sobre os cuidados de enfermagem necessários ao paciente traqueostomizado? Então, não perca as dicas que daremos neste post!

Entenda a indicação da traqueostomia

A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que proporciona a comunicação entre a região da traqueia e o meio externo. Ela é indicada quando se identifica obstrução das vias aéreas por diversas causas, entre elas:

  • disfunção da laringe;
  • traumas;
  • queimaduras;,
  • neoplasias na região etc.

Mediante uma análise médica e do fisioterapeuta, é inserida a cânula de traqueostomia estando o paciente em decúbito dorsal e com hiperextensão cervical. A pessoa também deve estar acomodada por um coxim sobre os ombros, para facilitar a introdução deste material médico.

O procedimento é feito com anestesia local e sedação. A cânula introduzida deve apresentar um tamanho condizente com a anatomia do pescoço do paciente e corresponder a 75% do diâmetro da traqueia para que a inserção tenha êxito.

Após a introdução, o paciente precisa ser observado principalmente se houver desconforto inicial ou sangramento — que pode ser indicativo de deslocamento da cânula, dificultando a respiração do indivíduo.

Avalie a funcionalidade dos componentes da cânula

O médico e o fisioterapeuta que conduzirão o procedimento devem escolher o tamanho da cânula de traqueostomia previamente. Sabe-se que alguns componentes do item são essenciais para seu funcionamento.

Além da parte visível, existe uma cânula interna que tem como função ajudar a remover o muco. Isso é útil principalmente para indivíduos que acumulam muita secreção devido ao seu processo patológico inerente.

Algumas cânulas internas têm fenestrações que permitem a chegada do ar até as cordas vocais. Tal característica facilita a comunicação do paciente, desde que sejam tomados alguns cuidados para não ferir essa região.

Outro componente importante é o balonete insuflável, que otimiza a pressão positiva. Recomenda-se o valor de 25 mmHg — se ultrapassar esse limite, pode ocorrer uma estenose ou isquemia quando o paciente estiver em ventilação mecânica.

Reduza o risco de infecção no paciente

Mesmo que a traqueostomia seja bem executada, existe sempre o risco de infecção, pois há apenas um orifício que separa o meio externo. Considerando ainda que muitos pacientes nessa situação também estão em unidades de terapia intensiva, a probabilidade de infecção é grande.

Nesse contexto, os enfermeiros devem atualizar seus conhecimentos quanto aos cuidados com pacientes em terapia intensiva, tendo em vista o elevado número de medicamentos utilizados, os diversos procedimentos executados e a complexidade da condição clínica.

Por isso, um dos cuidados de enfermagem ao paciente traqueostomizado é a verificação diária da posição da cânula. O profissional da área deve observar sinais que possam configurar uma possível contaminação do material.

Nesse caso, é fortemente aconselhável identificar a presença de secreções purulentas, o aumento da temperatura local ou corporal do paciente e expressões de dor. Indica-se observar também fatores (idosos, politraumatizados etc.) que possam recomendar uma amostra para identificação microbiológica próxima à cânula.

Outros cuidados necessários para diminuir a probabilidade de infecção são: higienizar e fazer a antissepsia das mãos da equipe de enfermagem antes, durante e após o manuseio do paciente. Também é preciso usar luvas estéreis constantemente.

Assegure a ventilação e a oxigenação adequada

A traqueostomia tem o propósito de desobstruir as vias aéreas independentemente da causa. Por isso, é fundamental se certificar de que a ventilação e a oxigenação estejam de acordo com as necessidades do paciente.

Nesse sentido, é recomendável analisar alguns sintomas que possam indicar anóxia ou inefetividade no ventilador mecânico. Tais circunstâncias devem ser monitoradas constantemente, pois chegam a ser fatais.

Isso porque algumas das complicações precoces são o pneumotórax, a aerofagia, o pneumomediastino e o deslocamento da cânula. Elas causam desconforto e dor, além de contribuírem para um prognóstico limitado do paciente.

Atente para a higienização da boca

A higienização da boca deixou de ter caráter secundário e se tornou uma estratégia para evitar infecções principalmente em pacientes traqueostomizados que permanecem com a cavidade oral aberta por muito tempo.

Assim sendo, já é preconizado o uso de escovas de dente com cerdas macias. Tais itens devem ser utilizados exclusivamente no ambiente hospitalar para a remoção da sujicidade aparente, pois a falta de higiene gera um ambiente propício a infecções.

Nesse sentido, um dos cuidados de enfermagem ao paciente traqueostomizado envolve a limpeza da cavidade oral, passando pela arcada dentária e língua. Em alguns casos, é indicado passar delicadamente uma compressa embebida em solução antisséptica quando a escovação não for possível. Tal cuidado evita que a microbiota oral contamine outros órgãos do paciente.

Realize o monitoramento continuamente

O monitoramento do paciente traqueostomizado deve ser constante. Qualquer anormalidade que possa impactar no prognóstico e necessitar de outras intervenções clínicas em emergências precisa ser anotada no prontuário.

O documento deve incluir ainda:

  • o quantitativo de secreções retiradas em determinado intervalo de tempo;
  • sinais prodômicos de dor e infecção;
  • alterações do estado clínico após a administração de medicamentos, entre outras informações.

Outra situação relevante é a atuação de uma equipe multidisciplinar no atendimento ao paciente traqueostomizado. Cada profissional contribuirá em suas responsabilidades para melhorar o estado clínico e ajudar na adaptação da cânula fixa após a alta hospitalar, por exemplo.

Os cuidados de enfermagem ao paciente traqueostomizado incluem a avaliação dos sinais de infecção, o monitoramento dos sintomas físicos e a possibilidade de retirada do material conforme a evolução clínica do quadro. Tudo isso deve ser feito com embasamento científico e técnicas corretas, principalmente prezando por um acolhimento humanizado e acatando as demandas do paciente.

Gostou do nosso conteúdo? Então, não deixe de ler também sobre a importância da humanização na enfermagem.

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Traqueostomia | O que é? Como tratar um estoma traqueal?

Traqueostomia: O que é e Como cuidar

A traqueostomia (ou estoma traqueal) é um procedimento cirúrgico realizado para possibilitar a entrada de oxigênio em situações em que a passagem de ar está obstruída. Para isso, é feita uma abertura (estoma) na parede da traqueia, que é mantida afastada por meio de um tubo de metal ou de plástico, chamado de cânula.

Internamente, é fixado um tubo composto por um filtro, que ajuda a substituir as funções da boca e do nariz, filtrando e umidificando o ar. Na sequência, é feita a conexão do aparelho de respiração artificial com a ponta da cânula.

O estoma traqueal exige uma rotina de cuidados rigorosa.

Quando optar pela traqueostomia?

A traqueostomia é indicada em situações onde ocorre a obstrução das vias respiratórias, como:

– Tumores na laringe

– Insuficiência respiratória grave

– Parada respiratória ou cardíaca

– Cirurgias extensas na boca e garganta

– Traumas graves na face

Cuidados com o paciente traqueostomizado?

Manter uma rotina rigorosa de cuidados é essencial para evitar complicações graves, como infecções pulmonares e asfixia. Esses cuidados mantêm a saúde do paciente estável e melhoram o conforto e a qualidade de vida. Manter a cânula limpa e trocar frequentemente a gaze ou material almofadado (que fica entre o cadarço de fixação e a pele) são alguns deles.

Limpeza do estoma traqueal:

A higienização da traqueostomia pode ser feita pelo cuidador ou até mesmo pelo próprio paciente (quando capaz de realizar esses cuidados sozinho). Para fazer a limpeza do estoma traqueal, siga os passos abaixo:

1 – Lave bem as mãos e calce luvas descartáveis;

2 – Retire a cânula interna (endocânula), sempre segurando a base da traqueostomia com uma das mãos;

3 – Mergulhe a endocânula em um recipiente com água morna e deixe por, aproximadamente, 2 minutos;

4 – Na sequência, enrole uma gaze e passe por dentro da endocânula para que saia do outro lado. Se necessário, utilize um cotonete para empurrar a gaze. Pegue uma nova gaze e repita esse procedimento até que a gaze saia limpa e a endocânula esteja sem secreções;

5 – Recoloque a endocânula e trave conforme orientação do fabricante;

6 – Retire as gazes ao redor da traqueostomia e limpe a pele do pescoço com gaze umedecida com soro fisiológico, fazendo movimentos de cima para baixo ao redor do orifício;

7 – Seque a pele ao redor do orifício com uma nova gaze;

8 – Depois, junte duas gazes (uma sobre a outra), dobre ao meio e recoloque ao lado do orifício, entre a pele e o cadarço de fixação;

9 – O cadarço de fixação também deve ser trocado diariamente. Lembre-se sempre de segurar a base a traqueostomia com uma das mãos ou pedir ajuda de outra pessoa. Ao prender a fita, mantenha um dedo de folga para que não fique muito apertada.

Como aspirar a traqueostomia?

Em alguns casos, o profissional de saúde pode indicar a aspiração da traqueostomia, realizada por meio de um aspirador de secreções. A aspiração é importante para evitar a obstrução da cânula, o que pode dificultar a chegada do ar aos pulmões.

Na falta do aspirador de secreções, fazer inalação ou injetar 2mL de soro fisiológico no interior da cânula externa (sempre com prescrição do médico ou enfermeiro) ajuda a extrair as secreções por meio da tosse.

Como fazer a aspiração da traqueostomia?

– Posicione o paciente a 30º, caso não haja contraindicação;

– Utilize equipamentos de proteção individual (máscara, óculos e luvas estéreis);

– Calcule a extensão da sonda de aspiração a ser introduzida de 8 a 10 cm;

– Aspire sempre por primeiro a traqueostomia e, na sequência, as vias aéreas superiores (narinas);

– A quantidade e qualidade das secreções é que determinam a frequência das aspirações;

– Pode ser necessário repetir a aspiração mais de uma vez;

– Não aplique a sucção por mais de 10 segundos. A sucção reduz o ar nos pulmões, dificultando a respiração;

– O uso de vaporização e umidificação do ambiente ajuda a diminuir a formação de secreção.

Atenção!

  • Esses procedimentos devem ser indicados e orientados pelo médico ou profissional de enfermagem;
  • A cânula fixa da traqueostomia apenas deve ser trocada por um profissional de saúde;
  • É importante observar o aspecto da pele ao redor da traqueostomia. Vermelhidão ou inchaço podem ser sinais de infecção. Nesse caso, procure um médico imediatamente;
  • Para evitar irritações e lesões de pele, as gazes (ou superfície almofadada) devem ser trocadas sempre que estiverem sujas ou úmidas;
  • Procure um médico em casos de entupimento da cânula, saída acidental da cânula ou expectoração com sangue.

Cuidados com a pele do estoma traqueal

A utilização do Spray de Barreira na área da pele que fica em contato direto com o cadarço de fixação promove mais conforto ao paciente. A fricção da fita e a própria umidade do corpo podem causar irritações e machucar a pele do pescoço.

Aplicar o Spray de Barreira nessa região evita o surgimento de dermatites e possíveis lesões, sendo que cada aplicação protege a pele por até 72 horas.

Por quanto tempo a traqueostomia é necessária?

O estoma traqueal pode ser definitivo ou temporário, variando de acordo com o caso e as condições do paciente e da pele ao redor da incisão.

No caso de tranqueostomias reversíveis, quando o paciente volta a respirar normalmente, a cânula pode ser retirada. Nesse processo é feita a troca da cânula por uma de menor espessura, diversas vezes, até que a pessoa consiga ficar sem tubo e o orifício do corte cicatrize por completo. Essa etapa pode levar de 5 a 30 dias.

Em alguns casos, o paciente apresenta dificuldades para retirada da cânula. Isso pode ser causado por obstrução da via respiratória acima da traqueia, descolamento da parede da traqueia ou edema. Se isso ocorrer, a traqueostomia deve ser mantida até que o problema seja resolvido.

Источник: https://www.vuelopharma.com/pt/oestoma-traqueal-traqueostomia/

Cuidados necessários na Traqueostomia em Câncer de Cabeça e Pescoço

Traqueostomia: O que é e Como cuidar

Traqueostomia é um procedimento cirúrgico, realizado pelo médico na região da traquéia (pescoço), com o objetivo de facilitar a chegada de ar até os pulmões. Neste caminho ocorre a inserção de uma cânula, chamada “cânula de traqueostomia”, que pode ser de plástico ou metal, por onde o ar irá passar sem dificuldades.

O procedimento normalmente é indicado quando existe a presença de um tumor que está impedindo o ar de chegar até os pulmões, na ocorrência de traumas, acidentes, doenças congênitas (a partir do nascimento do bebê), após grandes cirurgias de cabeça e pescoço, ou ainda quando é impossível inserir uma cânula pela boca para levar o ar até os pulmões.

A traqueostomia poderá ser temporária ou definitiva. Na maioria dos casos de câncer de cabeça e pescoço, ela é definitiva e o paciente precisará aprender o autocuidado.

A cânula de traqueostomia metálica precisa ser substituída por cânula plástica diante da necessidade realização de exames como Ressonância Magnética, Tomografias de cabeça e pescoço, radioterapia ou conforme indicação médica.

A cânula de traqueostomia pode conter um balãozinho transparente, também chamado de “cuff”, que contribui para diminuir o risco de broncoaspiração (engasgos). Este balão deve permanecer cheio com ar (insuflado) e somente a equipe responsável pode manipulá-lo (médico, fisioterapeuta, enfermeiro, fonoaudióloga).

Alguns cuidados devem ser tomados na manutenção da cânula de traqueostomia, realizados pelo paciente ou por seu cuidador. A limpeza do intermediário, cânula interna que fica dentro da cânula de traqueostomia, é de extrema importância para que ela não fique obstruída (entupida) com secreções, impedindo a passagem do ar:

  • Lavar muito bem as mãos antes de manipular a cânula de traqueostomia;
  • Retire o intermediário e lave muito bem, removendo as sujidades, secreção acumulada. Utilize escovinha própria para retirar secreções aderidas, este procedimento deve ser realizado 4x ao dia;
  • Limpe bem a região do pescoço no momento do banho, utilizando água e sabonete, e quando necessário;
  • Troque o cadarço ou fixador de cânula diariamente, mantenha ele bem fixo para evitar que a cânula saia em caso de tosse;
  • Recoloque o intermediário dentro da cânula que está no seu pescoço e nunca deixe a sua cânula sem o intermediário;
  • Coloque duas gazes entre a pele do pescoço e a cânula para prevenir lesões e troque sempre que estiverem com sujidades ou úmidas;
  • Realize inalação com SF0,9% pelo menos 3x ao dia para fluidificar a secreção e reduzir o risco de formação de rolhas (tampões de secreção);
  • Não esquecer de beber água, hidratação é fundamental. Como a respiração não está acontecendo pela boca e nariz, a proteção natural do organismo foi interrompida e o ar entra direto para os pulmões, por isso a necessidade de cuidados especiais.
  • Lavar muito bem as mãos após manipular a cânula de traqueostomia.

Cuidados com a traqueostomia em tempos de Covid-19

Neste ano o mês de Julho Verde, de prevenção do câncer de cabeça e pescoço, oferece novos desafios, tendo em vista que pacientes traqueostomizados apresentam alterações fisiológicas no processo de respiração e, por isto, neste momento de pandemia precisam de cuidados e atenção especial.

O vírus da COVID-19 tem sua forma de contaminação através do contato com pessoas infectadas, por meio de secreções, como gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro e atinge diretamente o sistema respiratório, tornando os pacientes traqueostomizados particularmente suscetíveis.

Além das alterações na fisiologia da respiração do traqueostomizado (o ar entra direto pela estomia e segue para os pulmões sem nenhuma filtração), existe ainda a condição da imunidade, que muitas vezes apresenta-se comprometida em decorrência dos tratamentos.

A respiração através da traqueostomia pode expelir secreções, desta forma a pessoa traqueostomizada pode transmitir o vírus COVID-19 para outras pessoas, pelo contato com estas secreções.

É de suma importância manter o isolamento social orientado pelos órgãos públicos, e caso seja necessário sair de casa é imprescindível utilizar um filtro para troca de calor e umidade (HME) que ajuda na filtração de micro-organismos, umidificação e aquecimento do ar que vai até os pulmões.

Caso você não tenha acesso a este tipo de filtro deverá utilizar duas proteções: uma para cobrir boca e nariz (máscara), e outra para proteger a traqueostomia (lenço ou máscara). Por fim, a higienização das mãos deve ser realizada com maior frequência, principalmente ao manipular a traqueostomia.

Por fim, a higienização das mãos deve ser realizada com maior frequência, principalmente ao manipular a traqueostomia.

Girler Pereira dos Santos

Enfermeira Estomaterapeuta da Associação Brasileira de Estomaterapia – Sobest

Especializada em Estomaterapia – UNITAU

Especializada em UTI – FMU

Especializada em Oncologia – Einstein

Enfermeira Ambulatorial e Estomaterapeuta do Instituto Câncer de São Paulo

Источник: https://vencerocancer.org.br/noticias-cabeca-pescoco/cuidados-necessarios-na-traqueostomia-em-cancer-de-cabeca-e-pescoco/

Cuidados de una traqueostomía

Traqueostomia: O que é e Como cuidar

Es necesario mantener las cánulas de traqueostomía limpias y sin obstrucciones. Si mantiene adecuadamente su traqueostomía ayudará a evitar infecciones, taponamientos u obstrucciones, y por ende, problemas respiratorios.

Cuando su traqueostomía es nueva y usted aún se está familiarizando con ella, su equipo de atención médica puede darle mantenimiento por usted.

 Si va a regresar a casa con una traqueostomía, su equipo de atención médica se cerciorará de que usted sepa cómo cuidar su traqueostomía, que tiene los suministros que necesita, y que su cuidador también sabe lo que hay que hacer.

Probablemente contará con la ayuda de enfermeras de atención en el hogar que pueden ayudarlo a adaptarse en su casa.

Fijación de la cánula en su lugar

La fijación de la cánula de traqueostomía ayudará a evitar que se salga accidentalmente (por desprendimiento o desplazamiento). La abertura de una traqueostomía se cerrará si la cánula se sale, y esto puede ser peligroso.

Es más probable que esto suceda en la primera o segunda semana, cuando el tejido de la abertura aún está sanando. Si la cánula se sale, usted no podrá respirar bien, y podría no respirar nada si el estoma se cierra completamente.

Su equipo de atención médica se cerciorará de que su traqueostomía quede fija con vendaje y cinta.  Algunas veces, cuando la traqueostomía es muy reciente, se hacen incisiones a algunos pacientes.

Si ha tenido su traqueostomía durante mucho tiempo o si es permanente, es posible que ya no sea necesario usar vendaje y cinta después de que transcurra cierto tiempo y cuando no se esperen ciertas complicaciones.

Succión de la traqueostomía

Con frecuencia se necesita succionar regularmente la traqueostomía para mantener la cánula y la abertura sin demasiada mucosidad o secreciones (supuración) provenientes de los pulmones y del tejido que circunda al estoma.

Algunas veces se pueden despejar las secreciones al toser, pero algunas veces pueden causar el taponamiento de la cánula. Esto tiene más probabilidades de suceder cuando la traqueostomía es nueva o si existen otros problemas que causan muchas secreciones.

Su equipo de atención médica escuchará sus pulmones y el área del pecho, y supervisará su nivel de oxígeno y la cantidad de secreciones.

Si es necesario succionar su traqueostomía, se coloca en la cánula un tubo transparente llamado catéter de succión y se conecta a una máquina que succiona el exceso de secreciones. Esto puede ser incómodo, pero es necesario para mantener sin obstrucciones su vía respiratoria.

Si su traqueostomía tiene una cánula interior (un recubrimiento), también es necesario limpiarla. Algunas cánulas son desechables, otras se pueden volver a usar después de limpiarlas. Si la cánula se daña o si no se le puede eliminar un bloqueo, se puede reemplazar con una nueva.

Si las secreciones son muy espesas, o demasiado espesas para succionarlas fácilmente, puede colocar un humidificador en su habitación o junto a su cama.

El humidificador ayudará a calentar, humedecer y filtrar las secreciones para que sea más fácil eliminarlas.

Su equipo de atención médica también podría usar pequeña cantidades de una solución durante la limpieza y la succión para ayudar a aflojar las secreciones.

La frecuencia de la succión depende de muchos factores. Las traqueostomías más recientes se pueden succionar con frecuencia.

El número de veces que una traqueostomía se succiona al  día disminuirá con el tiempo, siempre y cuando sea posible despejar las secreciones tosiendo y no suceda otro problema.

Pero algunas veces la cantidad de secreciones puede cambiar, por lo que las necesidades de succión varían.

Limpieza de la traqueostomía

Si su traqueostomía tiene una cánula interior, esta se retira regularmente para limpiarla. Esto se hace para asegurarse de que no se tape. Además, es recomendable que guarde una cánula interior adicional junto a su cama en caso de que la que esté usando no se pueda limpiar o se salga.

Baño

Cuando se bañe en tina o bajo la regadera, debe evitar la entrada de agua en la traqueostomía. Si entra agua, esta puede irse a los pulmones. Es buena idea cubrir la cánula de manera que se permita la entrada de aire pero no la entrada de agua, como con una gasa. También se puede duchar dando la espalda al chorro de agua.

Qué ropa usar cuando tiene una traqueostomía

No necesita usar ropa especial de manera cotidiana. Pero debe evitar las prendas muy ajustadas o que bloqueen la cánula, para mantener libre su vía respiratoria.

Cuidado de la piel que circunda el estoma

Su equipo de atención médica limpiará regularmente el área que se encuentra alrededor del estoma. Usarán diferentes productos dependiendo del tipo de traqueostomía que tenga y de los problemas que pudiera tener.

Si va a regresar a casa o va a cuidar usted mismo su traqueostomía, es importante que notifique a su equipo de atención médica si nota alguna área enrojecida o inflamada alrededor de la cánula de su traqueostomía. Esto pudiera ser un signo de infección o de otros problemas.

Источник: https://www.cancer.org/es/tratamiento/tratamientos-y-efectos-secundarios/tipos-de-tratamiento/cirugia/ostomias/traqueotomia/cuidados-de-una-traqueotomia.html

Apela – Traqueostomia

Traqueostomia: O que é e Como cuidar

Embora não seja uma opção popular, a Traqueostomia oferece um método eficaz de respirar para as pessoas com ELA.

Uma traqueostomia é uma abertura cirúrgica feita na traqueia (localizada na parte inferior da garganta) em que é colocado uma cânula (tubo) de traqueostomia. Este método de ventilação é considerado invasivo porque envolve uma abertura cirúrgica para assistir a ventilação.

Quando necessário, um pequeno tubo de aspiração pode ser inserido nesta abertura para remover as secreções (aspiração de secreções) ou pode ser ligado um ventilador mecânico.

A alimentação e fala podem continuar, se não existirem problemas de deglutição ou de fala prévios, mas poderá ser necessário um esforço extra. Um dispositivo de traqueostomia para falar, poderá melhorar a capacidade de falar e deglutir.
 

Quais as vantagens da traqueostomia?

  • Fornece uma ligação segura às vias aéreas para aspiração de secreções ou para ventilação mecânica, se necessário.
  • Medicamentos na forma de nebulização e oxigénio podem ser administrados pela cânula.
  • É o método de escolha para ventilação mecânica, quando a disfunção bulbar torna a ventilação não invasiva impossível e quando é desejado um sistema de ventilação de suporte à vida.
  • Deixa a face livre e evita problemas com os tirantes e problemas de pressão na pele.
  • Os médicos, enfermeiros e alguns terapeutas estão familiarizados com os cuidados a ter com a traqueostomia.

Quais as desvantagens da traqueostomia?

  • Algumas pessoas pensam que é demasiado invasiva, aumenta a sua incapacidade e dependência, fá-los parecer menos “normais” e impede-os de usar alguns artigos de vestuário (colares ou gravatas).
  • As secreções necessitam ser aspiradas, tanto durante a noite como de dia.
  • Tossir para limpar as pequenas vias aéreas é dificil.
  • O orifício de traqueostomia pode infectar, sangrar ou desenvolver tecido inflamatório (granuloma) que tem que ser removido.
  • Requer mais habilidade e os cuidados são mais complicados.
  • Algumas pessoas ficam com problemas de fala e deglutição.

VPP-traqueostomia

A Ventilação com pressão positiva associada a traqueostomia é o melhor método para pessoas que necessitam suporte ventilatório quase 24 horas por dia. Algumas pessoas usam VPP-traqueostomia durante 8 a 12 horas por dia.

As indicações para uma traqueostomia permanente associada a VPP incluem: fraco controlo dos sintomas ou níveis persistentemente elevados de CO2, quando se usa a ventilação não invasiva, tosse fraca e incapacidade de eliminar as secreções brônquicas, problemas de aspiração e deterioração devido à doença neuromuscular que leva a que a ventilação espontânea se torne insuficiente.

A VPP-traqueostomia pode ser usada durante a noite ou continuamente, geralmente com um ventilador portátil. O número de ciclos respiratórios (número de vezes que respira por minuto) pode ser estabelecido no ventilador ou desencadeado pela pessoa.

As vantagens da VPP-traqueostomia são: a sua eficácia, equipamento simples, os ventiladores podem-se adaptar a cadeiras de rodas ou outros meios de mobilidade (triciclos por exemplo) e a familiaridade que os profissionais de saúde com treino em cuidados intensivos respiratórios têm com os aparelhos.

As desvantagens estão relacionadas com a traqueostomia.

Traqueostomia e válvulas de fala do ventilador

A traqueostomia pode afectar a sua capacidade de falar.

No entanto, poderá ter um discurso satisfatório, se se criar uma pequena fuga de ar à volta do balão da cânula , ao desinsulflar parcialmente o balão, ou usando uma cânula sem balão ou fenestrada (com aberturas).

Assim o ar que sobe à volta da cânula chega às cordas vocais permitindo a fala. Quando é usada uma cânula sem balão, ou quando o balão é desinsuflado, verifique se a ventilação durante a noite é adequada, por exemplo com oximetria nocturna.

As válvulas de fala do ventilador fazem uso de uma válvula de sentido único ligada ao balão da cânula. Aumenta o fluxo de ar durante a expiração pemitindo a fala e também a eliminação de secreções.

Este tipo de valvula (que tem que ser prescrita pelo médico) é a única que pode ser usada com o ventilador.

Os benefícios são o discurso espontâneo, uma voz mais alta e com maior controlo da estrutura das frases, discurso de mãos livres, melhor higiene do orifício de traqueostomia, melhor eliminação das secreções e melhoria da deglutição.

Um médico com experiência neste tipo de válvula terá que avaliar a segurança do sistema e ajustar os valores do ventilador para compensar alguma fuga de ar. Poderá ser necessário uma avaliação e orientação por um terapeuta da fala com experiência em traqueostomizados.

Existem outros tubos e valvulas de traqueostomia para a fala, mas não podem ser usados com o ventilador. Essas alternativas também devem ser discutidas com o seu especialista em ventilação assistida.

Em alguns casos poderá ser necessário um sistema da comunicação alternativo ou aumentativo. Nesse caso deverá ser avaliado e orientado por um terapeuta da fala com experiência nesse tipo de dispositivos.

Источник: https://www.apela.pt/page/74/traqueostomia

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