Tratamento da Disfunção Erétil (impotência)

Tratamento da Disfunção Erétil (impotência)

Tratamento da Disfunção Erétil (impotência)

A impotência sexual, também conhecida como disfunção erétil, é a incapacidade do homem em iniciar e/ou manter uma ereção do pênis suficiente para que haja relações sexuais.

Neste texto vamos explicar o que é a impotência sexual, abordando as suas causas, sintomas e as opções de tratamento.

Disfunção erétil

Os homens apresentam quatro grandes grupos de problemas sexuais:

A saúde sexual é atualmente um importante fator na qualidade de vida das pessoas. A impotência sexual apesar de não ser um problema de saúde que traga riscos à vida, pode trazer consequências indesejáveis à vida pessoal do paciente, influindo em relacionamentos e autoestima, podendo, inclusive, levar o paciente à depressão.

É importante notar que ter dificuldades eventuais na ereção não é considerado impotência. Para que seja considerada disfunção erétil o homem precisa ser incapaz de ter ou manter ereções em pelo menos 75% das tentativas. Não conseguir ter ereção satisfatória por vez ou outra é completamente normal e acontece com todos os homens, mesmo os mais jovens.

É importante diferenciar a impotência sexual da falta de libido. Na disfunção erétil, o homem sente desejo sexual mas é incapaz de manter ou iniciar uma ereção satisfatória. Na falta de libido, a ereção não ocorre por ausência de interesse sexual.

A prevalência da impotência sexual aumenta com a idade e com a presença de outras doenças, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, obesidades, etc. Estima-se que entre 30 a 40% dos homens acima dos 40 anos apresentam algum grau de disfunção erétil.

Como se dá a ereção do pênis?

A função sexual masculina é controlada pela interação dos sistemas neurológico, hormonal, vascular e psicológico. Qualquer distúrbio em um desses sistemas pode causar problemas de ereção. Saber como surge a ereção é importante para entender a impotência sexual e como funcionam os atuais tratamento, como o famoso Viagra.

Grosso modo, podemos resumir a ereção como um evento vascular, desencadeado por sinais neurológicos e facilitado por um adequado meio hormonal e psicológico. Vamos explicar.

A ereção do pênis ocorre quando o corpo cavernoso, duas estruturas esponjosas em forma de cilindros paralelos dentro do pênis, ficam cheios de sangue.

O pênis enche-se de tal modo que comprime as suas veias impedindo que o sangue retorne para o resto do organismo. O corpo cavernoso fica, assim, cheio de sangue, mantendo a ereção até o final do estímulo sexual.

Quando há um orgasmo ou quando o estímulo para a ereção acaba, o corpo cavernoso se esvazia, o pênis volta a ficar flácido.

Para que o corpo cavernoso encha-se de sangue é preciso um sinal do sistema nervoso central, liberando uma substância chamada óxido nítrico.

Este neurotransmissor é quem relaxa os vasos sanguíneos do corpo cavernoso, facilitando a entrada de sangue no mesmo.

Enquanto houver óxido nítrico no corpo cavernoso, o pênis se manterá cheio de sangue, e portanto, ereto; quando os níveis de óxido nítrico caem, a ereção termina.

Fatores psicológicos e hormonais, como alterações nos níveis de testosterona e dos hormônios da tireoide, por exemplo, podem interferir neste sistema neurológico-vascular da ereção.

A ereção noturna do pênis é um fenômeno normal que ocorre durante o sono profundo e não está relacionada a existência de sonhos eróticos. Este tipo de ereção inicia-se na adolescência e persiste por boa parte da vida.

A presença de ereções noturnas normais em homens com disfunção erétil fala a favor de causas psicológicas para a mesma, enquanto homens que não apresentam ereções nem durante o sono, normalmente têm algum problema orgânico por trás. Homens com dificuldades em atingir estágios de sono profundo também podem não apresentar esse tipo de ereção.

Causas e fatores de risco

Apesar da idade ser popularmente conhecida como o principal fator de risco pra a disfunção erétil, na verdade, o envelhecimento em si não é tão culpado quanto as doenças que surgem com ele.

Uma pessoa mais velha e completamente saudável sem medicamentos é plenamente capaz de conseguir ereções satisfatórias na maioria dos casos.

Um homem saudável de 65 anos pode ter mais “potência” que um homem de 40 anos com histórico de diabetes e doenças cardiovasculares.

Entre as doenças e problemas mais relacionados à disfunção erétil estão:

Qualquer doença crônica pode aumentar os riscos da impotência sexual, e, para piorar o quadro, muitos dos medicamentos usados no tratamento destas doenças também colaboram para a disfunção erétil. Estima-se que até 1/4 dos casos de impotência sejam causados por essas drogas. Antidepressivos e medicamentos para hipertensão (todas as classes) são os principais vilões.

Existem ainda outras causas para a disfunção erétil, entre elas, traumas na região pélvica, quimioterapia,  radioterapia na região pélvica, cirurgias para câncer de próstata, cirurgias na região pélvica e andar de bicicleta por demasiado tempo (ciclistas profissionais).

Grande parte dessas doenças causam distúrbios em um dos dois principais sistemas da ereção:

  • Impedem uma boa vascularização do pênis.
  • Atrapalham na produção e liberação do óxido nítrico.

Impotência de origem psicológica

Nem toda disfunção erétil está relacionada a alguma doença orgânica; fatores psicológicos também podem ser os responsáveis. Estresses do dia a dia podem causar perda de concentração e queda na libido, interferindo na performance masculina. Problemas profissionais, financeiros ou matrimoniais são as causas mais comuns.

Além dos estresses cotidianos, a ansiedade pelo ato sexual também é uma causa comum de impotência. A obrigação que a sociedade impõe ao homem de sempre ter que estar pronto para satisfazer a mulher, transformando uma falha em algo vergonhoso, acaba sendo muita pressão para algumas pessoas.

A ansiedade em relação a performance acaba crescendo se o homem já experimentou dificuldades de ereção anteriormente.

Em alguns casos a preocupação em ter e manter a ereção acaba se tornando o principal foco, fazendo com que o ato sexual em si torne-se secundário.

Esse nervosismo se transforma em uma bola de neve, causando novos episódios de impotência, que por sua vez, levam a mais ansiedade.

A depressão é outra causa de disfunção erétil. Assim como na ansiedade, esse processo pode se auto-alimentar. Muitos homens não aceitam que sua performance sexual irá diminuir com o passar dos anos, e, em alguns casos, episódios de incapacidade para manter a ereção podem levar a quadros depressivos.

Antes de seguir em frente, veja esse vídeo com dicas para o tratamento da disfunção erétil de origem psicológica.

Tratamento com remédios

Durante muitos anos tratamos a impotência sexual como uma consequência natural do envelhecimento, como se pessoas mais velhas não tivessem direito a uma vida sexual ativa. Até há alguns anos pessoas idosas não procuravam ajuda médica por causa de impotência, aceitando a disfunção erétil como algo incontornável.

Como já explicado, na maior parte dos casos de disfunção erétil, há uma causa orgânica por trás. Quando não há uma doença crônica conhecida, a dosagem sanguínea dos hormônios da tireoide, da testosterona e da prolactina são necessários para se determinar se há uma ambiente hormonal adequado para a ereção.

Um melhor controle das doenças crônicas, do ambiente hormonal e a suspensão, quando possível, de drogas que possam estar atrapalhando, são importantes no tratamento da disfunção erétil.

Inibidores da Fosfodiesterase Tipo 5

No final da década de 1990 houve uma revolução no tratamento da impotência sexual com o advento das drogas inibidoras da Fosfodiesterase Tipo 5 (inibidores da PDE5). As principais drogas desta classe são:

  • Sildenafil (Viagra®).
  • Vardenafil (Levitra®).
  • Tadalafil (Cialis®).
  • Avanafil (Spedra®).

A fosfodiesterase Tipo 5 (PDE5) é uma substância que age eliminando o óxido nítrico da circulação sanguínea, fazendo com que diminua a quantidade de sangue no corpo cavernoso. Portanto, drogas que inibam a ação da PDE5, aumentam o tempo de permanência do óxido nítrico, consequentemente, facilitando a ereção.

Essas drogas não devem ser usadas sem avaliação médica, não só pelo riscos de efeitos adversos, mas também porque, sem uma completa avaliação, elas podem ser ineficazes.

Se o paciente apresenta, por exemplo, deficiência de testosterona, somente o Viagra não irá resolver seu problema. Nos diabéticos, apenas 50% apresentam resposta aos comprimidos.

Se o problema for de ordem vascular, nem sempre aumentar o óxido nítrico irá resultar.

1. Sildenafil (Viagra®) – Foi a primeira droga desta classe a ser lançada. Deve ser tomada 1 hora antes das relações e sua ação inicia-se após 30 minutos e dura em média 4 horas.

2. Vardenafil (Levitra®) – É uma droga semelhante ao sildenafil, com mais ou menos a mesma eficácia, tempo de ação e efeitos colaterais.

3- Tadalafil (Cialis®) – Apresenta como principal diferencial o fato da ação da droga iniciar-se com apenas 15 minutos, podendo durar por até 36 horas. Isto não significa que o paciente terá uma ereção que dure 36 horas, mas sim que dentro de um intervalo de 36h este terá mais facilidade em ter ereções quando houver estímulo sexual.

4. Avanafil (Spedra®) – Ainda não disponível no Brasil, mas sim na Europa e EUA, é o mais novo fármaco da classe e apresenta rápido efeito, podendo ser tomado 15 minutos antes da relação.

No final das contas, as quatro opções apresentam eficácia semelhantes, ficando a critério do paciente escolher aquela que ele mais se adapta, levando em conta o preço e a posologia.

Os inibidores da PDE5 podem causar queda da pressão arterial e nunca devem ser tomados por pacientes que fazem uso de nitratos. Pacientes com doenças cardíacas ou medicados com drogas para hiperplasia da próstata também devem ter cuidado com este medicamento.

Para saber mais detalhes sobre o Viagra, Cialis e Levitra, leia: REMÉDIOS PARA IMPOTÊNCIA | Viagra, Cialis e Levitra

Os inibidores da PDE5 são atualmente a primeira escolha no tratamento da disfunção erétil e apresentam taxa de eficácia acima de 70%.

Quando não há resposta ou quando o paciente não pode tomar essas drogas, existem outras opções para o tratamento da impotência; entre elas podemos citar a administração de drogas com injeção intra peniana ou intra uretral.

Existem também alguns aparelhos que agem criando vácuo, favorecendo a circulação de sangue para o pênis.

A implantação de uma prótese peniana é atualmente um tratamento de 3ª linha, sendo indicado apenas quando os tratamentos descritos anteriormente não apresentam sucesso.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/urologia/impotencia-sexual/

Disfunção erétil

Tratamento da Disfunção Erétil (impotência)

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o significado de disfunção erétil ou impotência sexual masculina corresponde à “incapacidade persistente ou recorrente para alcançar e/ou manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória”.

A disfunção erétil considera-se primária caso se apresente logo desde as primeiras relações sexuais. A disfunção erétil considera-se secundária caso surja em indivíduos que tenham tido previamente uma boa função erétil.

Por sua vez, a incapacidade de manter uma erecção pode surgir em todas as relações sexuais (disfunção erétil permanente) ou apenas manifestar-se em determinadas condições (por exemplo em fases de stress psicológico ou cansaço) ou com determinadas parceiras sexuais (disfunção erétil situacional).

Estima-se que entre 5 a 20% dos homens possam ter disfunção erétil (aproximadamente 13% em Portugal), percentagem que aumenta progressivamente com a idade, podendo atingir os 50 a 75% a partir dos 70 anos.

Disfunção erétil – causas

Existem múltiplas causas para a origem da disfunção erétil. Na maioria dos homens, a causa é sobretudo multifactorial, ou seja, estão presentes vários fatores causais em simultâneo.

O mecanismo fisiológico para a erecção pressupõem o correto funcionamento de diferentes sistemas orgânicos, nomeadamente, o psicológico, o hormonal, o vascular e o neurológico. Assim os fatores responsáveis pela disfunção erétil podem ser divididos em:

Factores vasculogenicos

Este é um dos mecanismos mais comuns da disfunção erétil. Os fatores de risco mais frequentes para uma causa vascular são: o tabagismo, o alcoolismo, a hipertensão arterial, a diabetes mellitus, a dislipidemia (colesterol elevado), a obesidade, entre outras.

A existência de disfunção erétil de causa vasculogenica deve ser considerada um sinal precoce de doença cardiovascular/aterosclerótica, principal causa dos enfartes cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Algumas lesões ou doenças do pénis também podem condicionar disfunção erétil por alteração da componente venosa do pénis: a curvatura adquirida (Doença de Peyronie), traumas do pénis ou alguns tipos de cirurgias do pénis (ver também o parágrafo de fatores neurogénicos) são os exemplos mais comuns.

O aumento do tamanho da próstata (hiperplasia benigna da próstata – HBP) pode estar relacionado com alterações da função erétil, sendo que alguns autores atribuem esta relação apenas às alterações progressivas do envelhecimento.

A presença de inflamação crónica da próstata (prostatite crónica) pode relacionar-se a algumas alterações da função sexual, nomeadamente com a ejaculação prematura.

Saiba, aqui, o que é prostatite crónica.

Factores neurogénicos

Estima-se que 10 a 19% dos casos de disfunção erétil tenham origem neurogénica, sendo que qualquer doença que afete o cérebro, a medula espinhal ou os nervos do pénis pode provocar falência do mecanismo da ereção.

Dentro destas doenças e causas, as mais frequentes são: AVC, Alzheimer, demência, diabetes mellitus, traumatismos medulares (coluna vertebral) ou cirurgias pélvicas como a cirurgia da próstata (ex. prostatectomia radical – quando a próstata é retirada totalmente) ou a cirurgia do intestino (colo-rectal).

A vasectomia (laqueação do ducto deferente bilateralmente) não se relaciona, normalmente, com alterações da função erétil.

Factores hormonais

O défice de androgénios (testosterona) pode traduzir-se em disfunção erétil e diminuição da libido (desejo sexual). Algumas doenças relativamente comuns podem causar défice andrógenico como a diabetes mellitus, a obesidade e o síndrome metabólico. Menos comuns são a lesão testicular por trauma, radioterapia ou tumor.

As alterações nos níveis de outras hormonas também podem provocar disfunção erétil como a elevação da prolactina (hiperprolactinémia) ou das hormonas da tiróide (híper e hipotiroidismo).

Factores psicogénicos

As causas psicogénicas (também conhecida por impotência psicogénica/psicológica) representam 10 a 20% dos casos. Estas incluem a depressão, o nervosismo, a ansiedade, o stress e o cansaço, ou problemas da relação com a parceira.

O aparecimento de um problema psicológico num doente com uma causa física minor pode despoletar o desenvolvimento de uma disfunção erétil grave, que até então não se tinha manifestado.

Factores medicamentosos / drogas

A deficiência na função da erecção pode ser atribuída a efeitos secundários de medicação ou outras substâncias.

Dentro dos mais comuns incluem-se:
Psicotropicos: antidepressivos, anti-psicoticos, ansiolíticos ou anti-convulsivantes; anti-hipertensores: diuréticos tiazidicos, beta bloqueantes (nomeadamente propanolol), antagonistas da aldosterona (espironolactona, etc); Outros: anti-androgénicos (nomeadamente medicação utilizada no cancro da próstata), o tabaco (fumar cigarro etc) ou canabinoides, opioides (terapêuticos ou recreativos), álcool, etc..

Disfunção erétil e a idade

A disfunção erétil em jovens normalmente é devida apenas a um factor. Esta pode surgir mais frequentemente em contexto de problemas psicológicos, malformações anatómicas/vasculares ou problemas hormonais.

No jovem previamente saudável, sem antecedentes traumáticos da região genital, as causas mais comummente identificadas são o stress, o medo do desempenho sexual, a ansiedade ou a coexistência de outras disfunções sexuais como a ejaculação prematura (ou precoce).

Por outro lado, em idosos é mais comum a presença de vários factores a contribuir para a presença da disfunção erétil, nomeadamente as causas vasculares, neurogénicas e medicamentosas.

A idade constitui assim um fator de risco para o aparecimento da disfunção erétil, dada a intima dependência desta patologia com outras doenças mais frequentes em idades avançadas como sejam a hipertensão (pressão arterial alta), a diabetes, a dislipidemia, a demência, etc..

Disfunção erétil – sintomas

Os sinais e os sintomas mais comuns são:

  • Incapacidade em obter uma ereção com rigidez suficiente para a penetração;
  • Ereção fugaz, ou seja, ereção de duração insuficiente para uma relação sexual satisfatória;
  • Diminuição do número de erecções espontâneas (noturnas, matinais).

Estes sintomas podem surgir em todas ou quase todas as relações sexuais ou apenas esporadicamente.

Alguns sintomas e sinais podem estar relacionados com as doenças subjacentes à disfunção erétil como a presença de curva ou placas duras no pénis, hipertensão arterial, cansaço fácil, angina de peito (angor), claudicação (dor nas pernas pouco depois de começar a andar), diminuição da vontade sexual (libido), etc..

A presença de erecções noturnas (durante a noite) espontâneas ou com a auto-estimulação geralmente indicia um bom funcionante da componente orgânica do mecanismo erétil e uma provável falha de origem psicogénica (medo de não atingir a erecção, stress, cansaço, etc…).

Diagnóstico da disfunção erétil

O diagnóstico e estudo da disfunção erétil é feito, normalmente, pelo médico urologista (especialista em urologia).

O primeiro passo e o mais importante no diagnóstico de disfunção erétil é a correta colheita de uma história clinica explorando o início dos sintomas, a frequência e ocasiões em que surgem, a presença de ereções noturnas ou matinais espontâneas, o sucesso da auto-estimulação, etc..

O exame físico deve ser realizado em todos os doentes, enfatizando os sistemas genitourinário, vascular e neurológico. Deve ser avaliada a pressão sanguínea, pulsos periféricos, avaliação da próstata, do tamanho e textura dos testículos e anomalias do pênis (por exemplo, hipospadias – alteração da posição do meato uretral; placas duras no corpo do pénis – Peyronie).

Existem alguns testes laboratoriais que podem ser realizados no estudo das diferentes causas da disfunção erétil como: avaliação do estado hormonal (testosterona, globulina de ligação de hormonas sexuais, hormona luteinizante [LH], prolactina, hormonas da tiroide), avaliação do colesterol e diabetes (hemoglobina A 1c, perfil lipídico), análise de urina ou testes funcionais específicos (prova vasoativa com prostaglandina, ecodoppler peniano, teste noturno de tumescência peniana, teste neurológicos, angiografias, etc..

O doente não deve ter qualquer tipo de receio ou vergonha em procurar o médico urologista, tendo em vista o diagnóstico e instituição de um plano de tratamento.

Complicações da disfunção erétil

A disfunção erétil vai inevitavelmente causar alguma ansiedade ou mesmo estados de depressão, sendo vital para os doentes manterem o seu relacionamento com o parceiro ou cônjuge o mais regular possível até que seja encontrada uma solução. As mais recentes e variadas técnicas terapêuticas podem ajudar mais de 90% dos problemas de ereção.

A maioria das complicações mais graves registadas em doentes com disfunção erétil estão dependentes da doença de base que levou ao défice da função erétil: a hipertensão arterial, a obesidade, a diabetes melitus ou a dislipidemia são doenças com predisposição ao aparecimento de patologia cardiovascular como o enfarte agudo do miocárdio ou o acidente vascular cerebral.

É fundamental nos doentes com disfunção erétil uma estratificação correta do risco cardiovascular e a promoção de medidas gerais para diminuir esse mesmo risco.

Disfunção erétil tem cura?

O tratamento da disfunção erétil depende do problema subjacente. Ou seja, apenas após diagnóstico por parte do médico se poderá instituir o plano de tratamento e que será estabelecido de acordo com as causas subjacentes.

Algumas causas respondem melhor ao tratamento farmacológico, por sua vez, outras são sede de psicoterapia sexual. Assim, a probabilidade de cura definitiva varia com a gravidade da disfunção assim como com a patologia (doença) subjacente a esta.

Novas e variadas técnicas terapêuticas têm vindo a ser desenvolvidas, permitindo resolver mais de 90% dos problemas relacionados com a impotência sexual masculina.

Saiba, de seguida, como tratar a disfunção erétil.

Disfunção erétil – tratamento

Todos os doentes devem ser incentivados à prática de hábitos saudáveis como o exercício físico regular, a perda de peso, fazer uma alimentação cuidada, rica em vitaminas e anti-oxidantes e pobre em gorduras, a evicção tabágica e alcoólica. O correto controlo da tensão arterial, do colesterol e das glicemias é fundamental nos doentes que sofrem destas patologias.

Muitos pacientes com impotência sexual também apresentam doenças cardiovasculares; assim, o tratamento da disfunção erétil deve levar em consideração os riscos cardiovasculares.

Os tratamentos mais comuns para a disfunção erétil incluem:

  • Aconselhamento sexual, se há causas não orgânicas para a disfunção;
  • Medicamentos (ou remédios) orais:
    • Inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) – Sildenafil, Vardenafil, Tadalafil, Avanafil;
    • Terapêutica de substituição hormonal: em casos de défice hormonal (testosterona em preparações orais – raramente usadas -, injetáveis, gel e transdérmicas;
  • Medicamentos aplicados localmente (prostaglandinas tópicas uretrais);
  • Medicamentos para Injeção peniana: recomendados em pacientes refratários (sem eficácia) ou com contra-indicação à medicação tópica ou oral. São exemplos as prostaglandinas intracavernosas;
  • Dispositivos externos de vácuo e constrição;
  • Cirurgia (ou operação), como por exemplo as próteses do pénis.

O recurso a ervas, chã ou outros produtos naturais pode ser perigoso caso não seja recomendado pelo seu médico.

Muitos dos produtos vendidos no “mercado negro” ou em sites da Internet são de origem muito duvidosa e podem comprometer gravemente a sua saúde podendo inclusive originar graves doenças ou mesmo a morte.

O melhor tratamento ou remédio caseiro é mesmo modificar o estilo de vida para melhorar a função vascular de cada um (por exemplo, não fumar, ter cuidados com a alimentação, manter o peso corporal ideal e fazer exercício físico de uma forma regular).

O doente não deve em caso algum automedicar-se sob pena de poder agravar o problema e inclusive colocar a sua própria vida em risco. Deve tomar a medicação atrás descrita ou outra eventualmente prescrita pelo médico, sempre de acordo com a prescrição médica e acabar a terapêutica apenas quando for indicado.

Nunca é de mais referir que as diferentes técnicas terapêuticas podem ajudar a resolver mais de 90% dos casos de disfunção erétil. Neste sentido, é muito importante que o doente não tenha qualquer tipo de vergonha em procurar o médico, de modo a diagnosticar o problema e instituir um plano de tratamento para o seu caso.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/disfuncao-eretil/

Disfunção erétil – O que é, sintomas, Tratamentos e Causas

Tratamento da Disfunção Erétil (impotência)

Disfunção erétil ou impotência sexual é a incapacidade permanente de obter ou de manter uma ereção rígida o suficiente para uma relação sexual satisfatória.

Disfunção erétil: entenda o problema

Causas

Como para a obtenção de uma ereção vários órgãos e tecidos precisam funcionar em harmonia, existem muitas situações que afetam um ou mais desses participantes e podem cursar com disfunção erétil.

Nem sempre os médicos conseguem definir exatamente qual o percentual de participação de cada estrutura envolvida.

A impotência sexual está relacionada a diversas doenças e tratar a disfunção envolve obrigatoriamente a descoberta de sua causa.

  • Distúrbios psicológicos
  • Doenças hormonais (diabetes, queda de testosterona, problemas endócrinos)
  • Doenças neurológicas (lesões na medula, mal de Alzheimer e Parkinson)
  • Doenças vasculares, que causam entupimento das artérias e veias, prejudicando a chegada do sangue ao pênis (hipertensão arterial, aterosclerose)
  • Consumo excessivo de medicamentos
  • Cirurgias pélvicas
  • Doença de Peyronie ou fibrose dos corpos cavernosos
  • Alcoolismo e tabagismo.

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Fatores de risco

Todos os conhecidos fatores de risco para doenças cardiovasculares como infarto e derrame também são considerados fatores de risco para disfunção erétil. São eles:

Isso ocorre por conta da necessidade de um enorme aumento do fluxo de sangue para que o pênis fique ereto. Quando a circulação para o órgão está comprometida por um desses fatores, a disfunção erétil pode surgir.

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Outros fatores considerados de risco são situações que afetam a autoconfiança do homem como desemprego, aposentadoria, crises financeiras, luto na família, entre outros.

É importante ressaltar que apenas o envelhecimento não constitui uma causa de disfunção erétil.

Buscando ajuda médica

Falhas eventuais de ereção podem acontecer a qualquer homem. Mas quando a ereção não é adequada e isso se repete com freqüência, vale a pena procurar ajuda médica. Lembre-se que os fatores de risco são semelhantes e que o problema circulatório para o pênis pode alertar para outros sistemas do corpo que não andam bem.

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Diagnóstico de Disfunção erétil

A impotência sexual tem cura e o primeiro passo é o diagnóstico correto.

Em seguida ele busca identificar possíveis fatores de risco como os citados acima. Por exemplo: se existe hipertensão arterial, ela precisa ser tratada. Quando o problema é o controle da glicose, o médico irá orientar sobre o tratamento.

O próximo passo é tratar o problema em si e hoje existem vários medicamentos para melhorar a ereção.

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O diagnóstico da disfunção erétil é eminentemente clínico, ou seja, o médico chega a esta conclusão conversando com o paciente.

Quando os medicamentos orais não resolvem, os médicos costumam encaminhar o paciente para o especialista, que é o urologista.

Ele vai aprofundar a investigação e pode lançar mão de outro recurso usado para o diagnóstico da disfunção erétil: o ecodoppler peniano. Nesse exame é feito um medicamento injetável no pênis e uma ereção é produzida.

O método é utilizado para medir o fluxo arterial, observar o comportamento da túnica que reveste os corpos cavernosos e avaliar a resposta erétil obtida.

O exame é feito no consultório médico ou clínicas de radiologia e o medicamento faz efeito em 5 a 10 minutos. O exame com injeção intracavernosa e Doppler serve para avaliar a gravidade da disfunção erétil e ao mesmo tempo possibilita ao urologista pensar em alternativas terapêuticas como a auto-injeção ou implantes penianos (as famosas próteses).

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Tratamento de Disfunção erétil

O tratamento da disfunção erétil começa com a identificação e controle dos fatores de risco. Além disso, o médico hoje costuma prescrever os medicamentos orais chamados inibidores da fosfodiesterase tipo 5. Sildenafila, vardenafila e tadalafila são os mais conhecidos e utilizados.

Quando a medicação oral usada na dose e da maneira adequada não resolve, existem outras modalidades terapêuticas consideradas de “segunda linha” como bomba de vácuo, injeções de vasodilatadores e na chamada “terceira linha”, as próteses penianas, que são o último recurso.

Um ponto muito importante e nem sempre valorizado consiste em cuidar do relacionamento. Avaliar a parceira e como o casal está conduzindo seus problemas e questões. Em alguns casos, vale o apoio de psicólogos ou outros profissionais para melhorar a relação do casal.

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Medicamentos para Disfunção erétil

Os medicamentos mais usados para o tratamento de disfunção erétil são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Evite fazer testes em que ocorra a comparação do desempenho com ou sem medicamento (do tipo: “hoje não tomarei o remédio para ver se estou curado…”).

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Convivendo/ Prognóstico

Como existem várias causas para a disfunção erétil, o prognóstico varia bastante.

Sabemos hoje que os casos mais difíceis para tratamento incluem os diabéticos e os pacientes submetidos a prostatectomia radical (cirurgia para tratar o câncer da próstata).

Esses são os que não respondem a terapia oral com mais freqüência. Mas eles também podem ser tratados com outros métodos e voltarem a vida sexual ativa.

Disfunção erétil tem cura?

Hoje existe tratamento para qualquer tipo de disfunção erétil. Procure um urologista e adote hábitos de vida saudáveis. Estabeleça um bom relacionamento com o médico e explique detalhadamente seu problema. Não tenha vergonha e confie na orientação médica.

Quando existe empenho do paciente e ele consegue controlar os fatores de risco identificados, como no caso de um homem tabagista, obeso e sedentário que resolve depois do diagnóstico de impotência sexual se exercitar regularmente (tendo visitado antes seu cardiologista que o liberou para prática de exercícios físicos), emagrece e para de fumar, o quadro de disfunção tende não somente a estabilizar mas pode ser revertido.

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Prevenção

Prevenir a disfunção erétil significa preservar a boa circulação do sangue e na verdade as orientações são muito semelhantes àquelas fornecidas nos consultórios dos cardiologistas:

  • Adote hábitos de vida saudáveis
  • Controle seu peso
  • Faça exercícios regularmente.

Visite seu médico regularmente e trate com dedicação os chamados fatores de risco:

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  • Se você fuma, pare imediatamente
  • Se for hipertenso, siga o tratamento à risca e tome o medicamento sempre
  • Se for diabético, controle as taxas de glicose, seguindo a dieta e usando os medicamentos adequadamente.

Sociedade Brasileira de Urologia

Referências

Revisado por: Urologista Valter Javaroni, membro do Departamento de Sexologia Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) (gestão 2012-2013) e membro do Departamento de Educação Continuada da SBU seccional Rio de Janeiro (gestão 2014-2015)

Ministério da Saúde

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/disfuncao-eretil

Disfunção erétil – O que é – Doenças Urológicas

Tratamento da Disfunção Erétil (impotência)

A disfunção erétil (DE), também chamada de impotência sexual, é a dificuldade de manter a ereção peniana, em pelo menos 50% das tentativas, por tempo suficiente para permitir a penetração vaginal e a satisfação sexual. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 50% dos homens brasileiros acima de 40 anos têm alguma queixa em relação às ereções.

Um dos estudos mais respeitados sobre o tema, o Massachusetts Male Aging Study, realizado com 1.290 homens entre 40 e 70 anos idade nos Estados Unidos, demonstrou que 52% deles apresentavam certo grau de disfunção e que 10% tinham total ausência de ereção.

A DE ocorre devido a um desequilíbrio entre a contração e o relaxamento da musculatura lisa do corpo cavernoso. A ereção é o resultado de um trabalho conjunto do sistema nervoso vascular e hormonal. As células das artérias penianas recebem a mensagem para relaxar o tecido muscular, propiciando aumento no fluxo sanguíneo e, assim, inchando o órgão.

As causas da DE variam e podem ser relacionadas a motivos psicológicos, orgânicos ou ambos os casos.

Sintomas

Muitos acreditam que a disfunção sexual só acontece em homens que estão na terceira idade (acima de 60 anos). Mas alguns jovens também podem desenvolver o problema. Fique atento aos sinais e procure um médico se detectar algum deles:

  • Redução do tamanho e da rigidez peniana
  • Incapacidade de obter e manter a ereção
  • Redução dos pelos corporais
  • Atrofia ou ausência testicular
  • Pênis deformado
  • Doença vascular periférica (causa o estreitamento e endurecimento das artérias que transportam o sangue para os membros inferiores do corpo)
  • Neuropatia (distúrbio das funções do sistema nervoso)

Fatores de risco

A disfunção erétil (DE) pode aparecer em qualquer idade, mas alguns fatores contribuem para o seu surgimento. Veja quais são eles e busque ajuda profissional para voltar a ter uma vida sexual ativa e saudável:

  • Álcool: quantidades exageradas de álcool ou consumo a longo prazo estão ligadas a problemas de ereção. A desidratação causada no organismo prejudica a circulação na região íntima.
  • Distúrbios psicológicos: o problema pode começar num dia qualquer em que, por causa da ansiedade, o homem não conseguiu ter a ereção. Se não controlar o medo de sofrer impotência nas próximas oportunidades, a cobrança se torna cada vez maior, o que atrapalha ainda mais o desempenho sexual.
  • Doenças hormonais: o diabetes pode estar associado à DE porque altera o fluxo de sangue e não há fluxo suficiente para o tecido erétil. Além disso, a queda de testosterona pode impedir uma relação sexual satisfatória.
  • Doenças neurológicas: lesões na medula, Alzheimer e Parkinson podem impedir que homem tenha ereções.
  • Doenças vasculares: causam entupimento nas artérias e veias, o que pode prejudicar a chegada de sangue ao pênis.
  • Medicamentos: o uso de remédios para controlar a pressão alta (hipertensão) pode afetar a ereção como efeito colateral.
  • Tabagismo: fumar afeta o sistema vascular do corpo e os músculos das paredes das veias e das artérias, alterando a qualidade da circulação sanguínea do corpo. O uso do tabaco aumenta a formação de placas nas artérias, o que dificulta a ereção.

Prevenção

A prevenção da disfunção erétil pode ser de duas formas:

  • Causa psíquica: a educação dos meninos pela família e escola deve garantir a autoconfiança e autoestima, combatendo mitos, tabus, preconceitos ou ideias errôneas a respeito da sexualidade.
  • Causa física: bons hábitos devem ser mantidos, como praticar atividade física com regularidade, dormir bem, ter uma alimentação balanceada, evitar bebidas alcoólicas e cigarro e controlar diabetes. Além disso, é importante evitar traumas na região para não comprometer as ereções.

Tratamento

O tratamento da disfunção erétil varia de acordo com a causa e o estilo de vida do paciente. Após o diagnóstico e a análise clínica, há vários recursos terapêuticos que podem ser utilizados, como:

Injeções intra-cavernosas: agem cerca de 15 minutos após a aplicação e não é necessário qualquer estímulo para que o homem tenha a ereção.  A substância injetada estimula a circulação e promove a dilatação das artérias no local, o que aumenta o fluxo sanguíneo no pênis levando à ereção. A duração varia conforme a quantidade injetada.

Medicamentos orais: geralmente, são a primeira opção terapêutica, desde que o paciente não apresente lesões nas artérias do pênis. Essas substâncias melhoram o fluxo sanguíneo para o órgão, o que favorece a ereção. Elas devem ser ingeridas com estômago não muito cheio, por volta de uma a duas horas antes da relação sexual, e variam quanto ao tempo de ação e potência máxima.

Prótese peniana: é um tratamento mais complexo, pois se trata de uma cirurgia. O médico introduz uma haste metálica envolvida em silicone no pênis do paciente, o que faz com que ele fique ereto o suficiente para a penetração. A intervenção dura cerca uma hora e a vida sexual pode voltar ao normal após um mês. 

Terapia: se houver algum bloqueio psicológico, um terapeuta com formação em sexologia poderá ser indicado. Conversar com um especialista pode ser útil para mudar a forma de se relacionar com a parceira e as cobranças.

Diagnóstico

Para ter o tratamento correto da disfunção erétil, o diagnóstico precoce é fundamental. Ao consultar um urologista, ele poderá solicitar um teste de intumescência peniana noturna que deverá ser realizado com ajuda de equipamentos específicos. O aparelho mede a ereção do homem enquanto ele dorme.

O equipamento possui dois anéis conectados a eletrodos, colocados em volta do pênis, que analisam a qualidade das ereções noturnas. Se as ereções espontâneas forem satisfatórias, significa que o sangue chega ao pênis.

 Além disso, o ecodoppler peniano pode ser utilizado para medir o fluxo arterial e identificar eventuais obstruções arteriais penianas. Há também as injeções intracavernosas (dentro do corpo cavernoso do pênis) que aumentam o fluxo sanguíneo das artérias, diminuem o calibre das veias e relaxam a musculatura local, produzindo a ereção.

 A maioria dos exames têm como intuito identificar se o problema é orgânico ou psicológico.

Perguntas frequentes

Não consigo manter minha ereção após a primeira ejaculação. O que pode ser isso?

O tempo necessário para uma nova ereção varia de pessoa para pessoa e não existe valor definido como normal. Ocorrendo a relação sexual completa, com ereção e ejaculação, a probabilidade de comprometimento físico é mínima.

Após algum tempo de manter relações sexuais, chego ao orgasmo muito rápido. Como faço para prolongar a minha ereção?

Naturalmente a ejaculação é um processo rápido. A fim de prolongar a relação sexual, os seres humanos aprenderam a controlar o reflexo ejaculatório. No entanto, a habilidade para controlar esse processo pode ser afetada por inúmeras influências. Só é possível avaliar se há algum problema com exames.

Após cirurgia de retirada de próstata o homem se torna impotente?

A maioria das cirurgias da próstata não causa impotência. No caso de pacientes operados para tratamento de doenças benignas, a probabilidade de impotência é praticamente nula.

No caso de pacientes operados por câncer de próstata, o risco de impotência varia de 30 a 100%, dependendo do caso (estágio da doença, tamanho do tumor, estado da função sexual antes da operação, idade).

Todavia, em qualquer caso que o paciente tenha ereções, a sensação de orgasmo permanece praticamente a mesma. Somente a ejaculação está ausente (nos casos de câncer) ou é retrógrada (nos casos de doença benigna).

Estou ejaculando muito rápido. O que pode ser isso?

 Um homem pode apresentar diferentes tipos de problemas ejaculatórios que repercutem no relacionamento com sua parceira. O que os estudos dizem é que a maioria dos distúrbios tem origem psicológica e deve ser abordada conjuntamente pelo homem, sua parceira e, se for necessário, com o auxílio de médicos e psicólogos.

Qual especialista devo procurar se apresentar DE?

A disfunção erétil pode ser a consequência sintomática de outras doenças, como a diabetes mellitus e problemas cardiovasculares. Se as terapias aplicadas pela primeira linha de atendimento com o médico generalista (clínico-geral) não apresentarem melhora clínica, um urologista deve ser procurado.

Alimentos que se dizem afrodisíacos funcionam mesmo?

Não há provas científicas de que alimentos como amendoim, anis, pimenta, figo e gengibre, entre outros, estimulem a ereção. O que acontece é que alguns alimentos dão a sensação de bem-estar ao homem e isso estimula os desejos sexuais.

Qual o papel da parceira no tratamento de DE?

A parceira pode ajudar criando uma atmosfera descontraída, sem pressão. Também é recomendável que ela participe das sessões de terapia e estar bem informada dos tratamentos clínicos e terapêuticos.

Como ocorre a ereção peniana e como ela se mantém?

A ereção peniana ocorre pela integração dos sistemas nervoso central e periférico, do sistema vascular e da integridade dos tecidos que compõem o órgão, como também modulação hormonal, principalmente da testosterona. O fluxo arterial nutre os tecidos e com a liberação de substância que fazem a contração das fibras musculares. Durante a ereção, o mecanismo veno-oclusivo mantém a circulação e a pressão do sangue constante.

Источник: https://www.ladoaladopelavida.org.br/disfuncao-eretil-o-que-e-doencas-urologicas

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