TRATAMENTO DA FARINGITE (dor de garganta)

Faringite: o que é, sintomas e tratamento

TRATAMENTO DA FARINGITE (dor de garganta)

Faringite (CID 10 – J02) é uma infecção respiratória caracterizada pela inflamação da faringe – a parte superior da garganta, que conecta o nariz e a boca à laringe e ao esôfago. Os principais sintomas da doença são dor, irritação, coceira e desconforto na região.

A faringite é um dos vários distúrbios que podem acometer a região da garganta, assim como a laringite e a amigdalite. Os sintomas são mais comuns no inverno, época em que o ar seco e aglomeração maior de pessoas em ambientes fechados facilitam a entrada de vírus e bactérias pelas vias aéreas.

Getty Images

Tipos

A faringite viral é o tipo mais comum de faringite, sendo causada pela infecção de vírus na faringe. Para essa manifestação da doença, o tratamento pode ser feito em casa à base de medicamentos e cuidados simples, e ela pode ser contagiosa.

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A faringite estreptocócica é a manifestação mais comum entre as faringites bacterianas. É causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, mais conhecida como estreptococo do grupo A. As faringites bacterianas exigem um tratamento mais específico, com antibiótico.

Causas

A faringite viral costuma surgir em casos de infecções causadas por vírus, como o resfriado comum, a gripe e a mononucleose.

A faringite também pode surgir em pessoas com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), a exemplo da gonorreia.

Outros fatores como alergias, clima seco, poluição, distensão nos músculos da garganta e até problemas mais graves, como tumores e infecção por HIV, também podem levar a um quadro de faringite.

Sintomas de Faringite

A dor de garganta é o principal sintoma da faringite, mas outros também podem entrar para a lista:

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  • Dificuldades para engolir ou falar
  • Garganta seca
  • Voz rouca e abafada.

Os sintomas da faringite são de fácil identificação, mas são igualmente fáceis de serem confundidos com sintomas de outras inflamações que acometem a garganta, como a laringite e a amigdalite.

Além disso, os sinais são semelhantes tanto na faringite viral quanto na bacteriana. Em ambos os casos, a membrana mucosa que reveste a faringe pode estar ligeira ou intensamente inflamada e coberta por machas brancas ou pus.

A febre, a inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço e uma contagem elevada de glóbulos brancos no sangue são típicos tanto da faringite viral como da bacteriana, embora estes sintomas possam ser mais evidentes na forma bacteriana.

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Foto: Reprodução/Shutterstock

A Academia Norte-Americana de Otorrinolaringologia sugere que um médico seja procurado quando os seguintes sintomas começarem a surgir:

  • Dores de garganta fortes e persistentes, por mais de uma semana
  • Dificuldades para respirar, engolir e para abrir a boca
  • Dores na face
  • Dor de ouvido
  • Febre alta
  • Dor de garganta reincidente
  • Nódulos no pescoço
  • Voz rouca por mais de duas semanas

Fatores de risco

Qualquer um pode desenvolver faringite, mas alguns fatores externos e comportamentos de risco podem contribuir para o aparecimento do distúrbio. Veja:

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Menoridade

Crianças e adolescentes são mais suscetíveis a desenvolver um quadro de faringite. A faringite estreptocócica, por exemplo, é responsável por 20% a 30% das faringites em crianças e por 5% a 15% dos casos em adultos.

Exposição à fumaça do cigarro

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Tabagismo ou ser exposto à fumaça do cigarro também são fatores que contribuem para o surgimento dos sintomas. O fumo pode provocar ainda complicações mais graves na garganta, como o câncer.

Alergias

Ser alérgico a pó, mofo e pelos de animais de estimação pode contribuir também para desenvolver faringite.

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Exposição a componentes químicos

Viver em grandes metrópoles, onde o índice de poluição é mais elevado, também é um fator considerado de risco. O ar poluído é uma mistura de partículas que leva à inflamação das vias aéreas, reduzindo a defesa.

Infecções respiratórias crônicas

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O muco do nariz causado por infecções respiratórias consideradas crônicas, como asma e enfisema pulmonar, pode irritar a garganta e provocar a doença.

Frequentar ambientes fechados

Morar, trabalhar ou estudar em ambientes fechados, por exemplo, em que há grandes aglomerações de pessoas, pode facilitar a entrada de vírus e bactérias causadores da faringite pelas vias aéreas.

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Imunidade baixa

Ter resistência imunológica baixa torna uma pessoa suscetível a diversas doenças, de modo geral. Causas comuns da baixa imunidade são infecção por HIV, diabetes, estresse, fadiga e má alimentação.

Diagnóstico de Faringite

Dores de garganta, dificuldade para engolir e febre não são sintomas exclusivos da faringite, por isso o médico deverá realizar procedimentos específicos para fazer o diagnóstico.

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No primeiro deles, aplicado tanto em crianças quanto em adultos, o médico utiliza um instrumento para analisar a garganta e, eventualmente, os ouvidos e as vias aéreas também. Trata-se de um exame físico, em que o especialista também poderá querer avaliar os batimentos cardíacos do paciente.

Outro exame que o médico poderá fazer é também bem simples. Com o auxílio de um instrumento fino, semelhante a um cotonete, ele retirará amostras de secreção de dentro da garganta do paciente doente para enviá-las a um laboratório especializado em doenças causadas por bactérias do estreptococo, causadora da faringite bacteriana.

Os resultados saem em apenas alguns minutos. Se o resultado for positivo, então o paciente é diagnosticado com faringite bacteriana. Se for negativo, a faringite é viral.

O diagnóstico pode ser feito, ainda, por outros dois procedimentos: hemograma e testes alergênicos. O primeiro produz uma contagem completa dos diferentes tipos de células presentes no sangue do paciente doente. Dependendo do resultado, é possível saber se a faringite foi causada por vírus ou por bactéria.

Se o médico suspeitar que a causa foi uma alergia, ele poderá lhe encaminhar para um alergologista, que solicitará exames específicos.

Tratamento de Faringite

Faringite causada por vírus geralmente não demanda muitos cuidados nem um tratamento específico. Além disso, a inflamação desaparece de cinco a sete dias, em média.

No entanto, para a faringite bacteriana, é necessário consultar um médico para saber também qual o melhor tratamento disponível para cada caso. Geralmente, ele é feito à base de antibióticos e analgésicos.

Medicamentos para Faringite

Os remédios mais usados para o tratamento de faringite são:

  • Androfloxin
  • Arflex
  • Astro
  • Azitromicina
  • Benalet
  • Bi Profenid
  • Broncho-Vaxom
  • Ceclor
  • Cefaclor
  • Cefadroxila
  • Cefalexina
  • Cetoprofeno
  • Ceftriaxona Dissódica
  • Ceftriaxona Sódica
  • Cefanaxil
  • Claritromicina
  • Clindamin-C
  • Clindamicina
  • Diclofenaco Colestiramina
  • Diclofenaco Resinato
  • Doxiciclina
  • Eritromicina
  • Hexomedine
  • Ibuprofeno
  • Nimesulida
  • Paracetamol.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Independentemente da causa da faringite, cuidados simples que podem ser tomados em casa ajudam a aliviar os sintomas e a acelerar a recuperação. Veja o que você pode fazer para conviver bem com essa inflamação:

  • Descanse. Durma bastante e poupe sua voz
  • Beba muito líquido. Você precisa manter sua garganta molhada para evitar desidratação e atenuar o desconforto causado pela faringite.
  • Prefira os quentinhos. Alimentos e bebidas mornos podem trazer alívio à dor de garganta.
  • Água com sal. Faça gargarejos com uma solução líquida de água e sal. Cinco gramas de sal para um copo d’água bastam. Essa medida ajuda a amenizar o desconforto também.
  • Evite o ar seco. Utilize umidificadores de ar para tornar a respiração mais fácil. Ar seco pode causar ainda mais irritação à garganta danificada.
  • Livre-se do cigarro. Se você fuma, é bom dar uma parada com o cigarro. Fumo pode prejudicar ainda mais a inflamação. Se você não fuma, mas convive com fumantes, procure evitar a fumaça.

Referências

Revisado por: Samanta Dall'Agnese, médica otorrinolaringologista – CRM: 137576

American Academy of Otolaryngology

Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia

Ministério da Saúde

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/faringite

TRATAMENTO DA FARINGITE (dor de garganta)

TRATAMENTO DA FARINGITE (dor de garganta)

A dor de garganta é um sintoma extremamente comum. Sua origem é, habitualmente, uma inflamação da faringe (faringite) ou uma inflamação das amígdalas (amigdalite).

Em mais da metade dos casos, a dor de garganta tem origem viral ou alérgica, não havendo, portanto, um tratamento específico para melhorar a inflamação, uma vez que os antibióticos só estão indicados nos casos de faringite ou amigdalite de origem bacteriana.

A dor de garganta de origem viral costuma ser autolimitada e melhora espontaneamente após alguns dias. Isso significa que o seu tratamento deve ser apenas sintomático, ou seja, voltado para o alívio dos sintomas, e não contra o vírus, pois deste, o sistema imunológico do paciente toma conta.

A distinção entre faringites (ou amigdalites) virais, alérgicas e bacterianas é importante, já que os remédios indicados para tratar cada um desses tipos de dor de garganta serão diferentes de acordo com a sua causa.

Em geral, não é necessário submeter todos os pacientes com garganta inflamada a exames laboratoriais para saber se a causa é viral ou bacteriana. Apenas os pacientes com as seguintes características devem ser rastreados:

  • Febre alta.
  • Pus nas amígdalas.
  • Linfonodos palpáveis e dolorosos no pescoço.
  • Ausência de outros sintomas de virose, como tosse, coriza ou espirros.

Se o paciente não tiver pelo dois dos critérios acima, ele pode ser tratado apenas com medicação sintomática. Não são necessários exames laboratoriais nem tratamento com antibióticos.

Neste artigo vamos abordar apenas o tratamento sintomático da dor de garganta, ou seja, excluiremos os antibióticos, que é a forma de tratamento diretamente voltada contra infecções bacterianas.

Se você procura informações sobre as faringites bacterianas e o tratamento com antibióticos, acesse os seguintes artigos:

Remédios para garganta inflamada

Independentemente da origem da dor de garganta, o médico deve estar sempre aberto a tratá-la, pois mesmo nas formas benignas e autolimitadas, os sintomas costumam ser muito incômodos.

O fato da faringite ter origem viral ou alérgica e, portanto, não necessitar de antibióticos, não significa que outros medicamentos voltados para alívio dos sintomas não possam ser usados.

Se o paciente tem dor e dificuldade para engolir, e expressa desejo de tratar esses sintomas, há uma gama de opções para se alcançar esse objetivo.

Garganta inflamada de provável origem viral.

Também nas amigdalites bacterianas, a prescrição de medicamentos sintomáticos é importante e indicada, pois os antibióticos demoram de 24 a 48 horas para fazer efeito. O paciente não precisa ficar sofrendo esse tempo todo com a garganta irritada à espera da ação antimicrobiana.

O que vem a seguir é uma revisão sobre os medicamentos sintomáticos mais utilizados para dor de garganta.

Pastilhas para dor de garganta

Existem atualmente no mercado dezenas de tipos diferentes de pastilhas para dor de garganta, que podem ser adquiridas facilmente em qualquer farmácia sem prescrição médica. As principais substâncias presentes nestas pastilhas são o mentol, ambroxol, benzidamina, lidocaína, benzocaína e alguns anti-inflamatórios.

As pastilhas têm efeito melhor que os sprays, mas não devem ser utilizadas em crianças com menos de 4 a 5 anos pelo risco de engasgo.

Selecionamos algumas das substâncias mais estudas para fazermos uma rápida revisão da sua eficácia e efeitos colaterais. Todas as pastilhas descritas abaixo são indicadas apenas para tratamento sintomático, não possuindo nenhum efeito antibacteriano relevante.

Mentol

O mentol é uma substância frequentemente presente nas pastilhas para dor de garganta, seja ela sozinha ou em combinação com outras substâncias ativas.

O mentol comprovadamente possui propriedades anestésicas, embora ele não tenha sido estudado especificamente para o tratamento sintomático da inflamação da garganta. É uma opção válida e com baixíssima taxa de efeitos colaterais para quem procura alívio da ardência na garganta em casos leves a moderados.

Ambroxol

O ambroxol é um anestésico local, já relativamente bem estudado para o tratamento das dores de garganta, principalmente as de origem viral e alérgica.

As pastilhas contendo ambroxol são comprovadamente efetivas no alivio da dor de garganta moderada a grave. O efeito costuma ter o seu pico após 30 minutos e chega a durar até 3 horas.

Este tratamento costuma ser bem tolerado, apesar de alguns pacientes queixarem-se de dormência da língua ou na cavidade bucal e alterações temporárias na percepção do paladar.

Lidocaína

A lidocaína é um anestésico local mais forte e com ação mais longa que o ambroxol. Seu uso em pastilhas para faringite é muito comum e a sua eficácia no controle da dor é cientificamente comprovada.

Porém, assim com as pastilhas de ambroxol, a maioria dos estudos foi feita somente com pacientes que apresentavam faringite viral ou alérgica. Nas faringites bacterianas, as pastilhas de lidocaína foram poucos estudadas, mas admite-se que a sua eficácia sintomática seja semelhante.

A lidocaína está associada a uma rara, mas potencialmente fatal, complicação que se chama meta-hemoglobinemia.

Benzocaína

A benzocaína é um anestésico local com ação semelhante à lidocaína. A benzocaína também está raramente associada à ocorrência de meta-hemoglobinemia.

Benzidamina

A benzidamina é uma substância anti-inflamatória e anestésica muito utilizada em pastilhas contra dor de garganta. Estudos clínicos comprovam sua eficácia no controle da dor. O efeito colateral mais comum é uma dormência temporária na boca.

Difenidramina

A difenidramina é um anti-histamínico, ou seja, um fármaco antialérgico. Sua principal indicação é nas faringites de origem alérgica, sendo um pouco menos efetiva que as pastilhas citadas acima para as dores de garganta de origem infecciosa.

Sprays para dor de garganta

A maioria dos medicamentos existentes em pastilhas também podem ser encontrados em spray. Em geral, a eficácia da pastilha é superior, sendo o spray a melhor opção quando há risco do paciente se engasgar com as pastilhas, como no caso de crianças pequenas.

Analgésicos e anti-inflamatórios

Há uma grande variedade de analgésicos e anti-inflamatórios em comprimidos que podem ser usados para alivio das dores em casos de garganta inflamada. 

Analgésicos e anti-inflamatórios também têm ação antipirética, servindo não só para controlar a dor, mas também a febre, caso ela esteja presente.

É sempre importante relembrar que anti-inflamatórios não são antibióticos e, portanto, não agem diretamente sobre as bactérias em caso de amigdalite ou faringite bacteriana (leia: DIFERENÇAS ENTRE ANTIBIÓTICOS E ANTI-INFLAMATÓRIOS).

Entre os analgésicos mais usados, destacam-se o Paracetamol e a Dipirona. Entre os anti-inflamatórios, as opções são muito numerosas, incluindo Ibuprofeno, Diclofenaco, Nimesulida, Piroxicam, Celecoxibe e outros. Dentre todos os anti-inflamatórios, o mais estudado para a dor de garganta é o Ibuprofeno.

Em geral, os anti-inflamatórios são mais efetivos que os analgésicos, mas têm taxas de efeitos colaterais um pouco mais elevadas (leia: ANTI-INFLAMATÓRIOS | Ação e efeitos colaterais).

A aspirina (ácido acetilsalicílico) também é uma boa opção, mas o seu uso não está indicado para crianças ou adolescente pelo risco de uma rara complicação chamada síndrome de Reye, que provoca edema cerebral e insuficiência hepática.

Remédios caseiros

Algumas medidas simples, que podem ser instituídas em casa, ajudam a melhorar os sintomas da dor de garganta. A mais popular é o gargarejo com água morna e sal.

Não há estudos que tenham comprovado a sua real eficácia, mas por se tratar de uma medida barata e sem riscos de efeitos adversos, ela é muito indicada. Diluia meia colher de sal em 300 ml de água morna e faça vários gargarejos ao longo do dia. Tenha cuidado apenas para não engolir essa água para que você não fique ingerindo quantidades desnecessárias de sal.

Se você tem dor e sensação de garganta seca, hidrate-se bem. Beba bastante água durante o dia. O mesmo vale caso você tenha febre.

Ao contrário da crença popular, a maioria das pessoas pode consumir água fria durante uma crise de dor de garganta. Algumas delas até preferem, pois o frio alivia os sintomas. Chupar gelo ou tomar sorvete também podem ajudar. É preciso lembrar, porém, que algumas pessoas referem ter dor de garganta ao tomarem líquidos gelados. Somente nessas, a ingestão de alimentos frios deve ser evitada.

Bebidas mornas são permitidas, mas se elas estiverem muito quentes, podem ser prejudicais, pois aumentam a inflamação da garganta.

Chupar balas ou mascar chicletes ajudam a aumentar a salivação, mantendo a cavidade bucal mais bem hidratada, o que em muitos casos alivia a dor de garganta. É por isso que muitos remédios para faringite vêm sob a forma de pastilhas. Escolha uma que contenha mentol ou eucalipto, pois elas têm um efeito “refrescante” que ajuda no controle da dor.

Sopas mornas ajudam, pois, além do fato do consumo de líquidos ser mais bem tolerado que o de sólidos, a sopa tem água e sal, o que pode trazer alívio dos sintomas.

O descanso é essencial no tratamento de qualquer infecção. Se a sua garganta está inflamada, evite fazer esforços e procure dormir bastante. Também é importante evitar ambientes com fumaça ou locais muito frios e secos para não perpetuar a irritação da garganta. Fumar durante a crise costuma agravar a inflamação.

Tratamentos com pouca ou nenhuma eficácia

Existem muitas substância com grande apelo popular para o tratamento da dor de garganta que, aparentemente, apresentam pouca ou nenhum eficácia. As mais conhecida é o mel.

Não há nenhum grande trabalho científico que tenha conseguido demonstrar um real benefício do mel como tratamento de faringites ou amigdalites. Alguns pequenos estudos mostram que o efeito é um pouco superior ao placebo, mas esses resultados positivos ainda não foram reproduzidos por nenhum grande estudo controlado.

O própolis é outra substância muito famosa e frequentemente associada ao mel. O própolis até apresenta algum efeito anti-inflamatório, mas ele é muito pequeno. Funciona muito menos que qualquer anti-inflamatório comum ou pastilhas para dor de garganta.

A papaína, além de não melhorar a inflamação na garganta, em grandes quantidades pode agravar a dor.

A planta do marshmallow tem sido usada há séculos como tratamento para o alívio da dor de garganta. Acredita-se que o marshmallow moderno, produzido industrialmente sob a forma de doces, possa manter algumas dessas propriedades. Esse fato, porém, nunca foi devidamente estudado.

O consumo de vitamina C, ou qualquer outra vitamina, não acelera a cura das infecções de garganta, sejam elas de origem viral ou bacteriana. Frutas são sempre uma opção saudável de alimentos, mas para tratar inflamações de garganta elas não têm nenhum efeito.

Não há trabalhos que provem a eficácia da homeopatia ou da fitoterapia no tratamento das amigdalites ou faringites. Estudos mostram que o tempo de doença e a incidência de complicações com esses tratamentos são iguais aos do placebo.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/otorrinolaringologia/remedios-dor-de-garganta/

Laringite

TRATAMENTO DA FARINGITE (dor de garganta)

A laringite consiste na inflamação da laringe, causada por infeções, alergias, entre outras (veja adiante causas). Sintomas como “dor de garganta”, rouquidão ou mesmo afonia (impossibilidade de falar), dispneia (dificuldade em respirar ou “falta de ar”) são frequentes na laringite (veja detalhes em sinais e sintomas da laringite).

A laringite pode afetar tanto adultos como crianças (laringite infantil), sendo de destacar as diferenças na abordagem em cada um dos casos. Veja, adiante, laringite na criança e laringite no adulto.

As laringites podem classificar-se em função do período temporal de instalação do processo inflamatório, podendo identificar dois tipos de laringite:

  • Laringite aguda – na laringite aguda que tem, por regra, uma duração inferior a três semanas, predomina o edema (“inchaço”), a inflamação e a exsudação da mucosa, e é determinante a diferença entre adultos e crianças atendendo, neste último caso, às dimensões das vias respiratórias. É a mais frequente e de aparecimento súbito.
  • Laringite crónica – na laringite crónica (por regra, com uma duração superior a 3 semanas) predomina a hipertrofia ou metaplasia da mucosa, bem como a fibrose das suas camadas mais profundas, devendo também ser levada em consideração a possibilidade de etiologia não infecciosa ou mesmo uma manifestação de doença sistémica. Nos casos crónicos ou na presença de laringite de repetição ou recorrente deve haver nestas situações sempre uma avaliação em consulta por médico otorrinolaringologista.

Anatomia, função da laringe

A laringe é uma estrutura anatómica das vias respiratórias, localizada abaixo da faringe e acima da traqueia, onde se encontram as cordas vocais (veja imagens). A laringe tem como principais funções:

  • Função respiratória – a abertura das cordas vocais permite canalizar o ar inspirado na direção da traqueia e pulmões;
  • Proteção da via aérea – durante a deglutição a respiração é inibida, funcionando a laringe como uma estrutura de esfíncter que impede a entrada de alimentos para a traqueia e brônquios;
  • Função fonatória – a vibração das cordas vocais, quando fechadas, durante a expiração, permite a emissão de sons, que na faringe, verdadeira cavidade de ressonância, serão modificados e articulados por forma a criar os sons da linguagem.

Causas da laringite

As causas da laringite podem ser infeciosas, distinguindo-se neste caso a laringite vírica ou viral (provocada por vírus), a laringite bacteriana (provocada por bactérias), a laringite fúngica (caso da candidíase provocado pela Cândida Albicans), menos frequente, e a laringite provocado por parasitas.

Para além das causas infeciosas, podem existir causas alérgicas, tóxicas (ex: fumo do cigarro, poluição industrial e urbana), traumáticas (ex: excesso de utilização vocal,…), refluxo gastroesofágico, doenças auto-imunes, infeções específicas (como a tuberculose), cancro da laringe, entre outras.

A laringite crónica devida ao refluxo gastroesofágico é relativamente frequente nos adultos com mais de 40 anos e nas mulheres durante a gravidez. Trata-se de uma doença que ocorre quando o conteúdo gástrico, anormalmente, passa para o esófago, causando sintomas e danos, nos quais se inclui a laringite.

Ver de forma mais pormenorizada, à frente, na abordagem à laringite do adulto.

Saiba, aqui, o que é o refluxo gastroesofágico.

Sinais e sintomas na laringite

Independentemente da causa, a sintomatologia é sempre a mesma, diferindo apenas na intensidade, na rapidez da instalação e nos sintomas concomitantes de outros órgãos:

  • Disfonia – que se traduz na maioria dos casos por rouquidão. A voz pode ficar estridente, abafada ou mesmo ausente (afonia). É importante anotar que a rouquidão crónica (por mais de três semanas) pode existir mesmo sem inflamação, como é o caso dos nódulos, pólipos, quistos e tumores das cordas vocais, que podem equacionar uma abordagem cirúrgica. A persistência da disfonia obriga a que o doente seja sempre avaliado por um médico otorrinolaringologista, como já foi referido anteriormente, que irá efetuar uma laringoscopia para determinar o diagnóstico;
  • Dispneia (“falta de ar”) – que pode estar associada a sinais de dificuldade respiratória e eventualmente a estridor. Este sintoma é particularmente preocupante nas crianças, atendendo às dimensões da laringe nesta faixa etária, porque a redução do lúmen laríngeo provocado pelo processo inflamatório pode provocar um compromisso importante das vias respiratórias;
  • Disfagia – dificuldade na deglutição (dificuldade ao engolir os alimentos);
  • Odinofagia (dor na garganta ao engolir).

Estes dois últimos sintomas são comuns a outras infeções da garganta, como a faringite aguda e a amigdalite aguda, que frequentemente estão associadas à laringite aguda, atendendo à sua proximidade anatómica, contudo sem a associação desta última não há rouquidão.

Atendendo ao papel tão importante das dimensões das vias respiratórias na repercussão sintomatológica dos processos inflamatórios da laringe, é fulcral abordar em separado a laringite da criança e a do adulto. Assim:

Laringite aguda na criança

Neste grupo etário, atendendo às dimensões da via aérea, a principal preocupação do tratamento é a de aliviar a via aérea e prevenir complicações.

Formas de apresentação mais comuns:

  • Laringite aguda não obstrutiva – pode ser de etiologia vírica (ex: rhinovirus, vírus parainfluenza) ou bacteriana (Ex: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus Influenz). A disfonia, a tosse irritativa, a odinofagia e, por vezes, a febre são os sintomas mais comuns. O diagnóstico fundamenta-se na história clínica e na evolução do quadro clínico. O tratamento consiste numa boa hidratação, na administração de medicamentos (ou remédios) antipiréticos (ex. paracetamol) e anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno). Ponderar a administração de antibiótico sempre que ocorrer expectoração mucopurulenta (com pús) e persistência de febre alta.
  • Epiglotite aguda – quadro clínico potencialmente grave, causado pelo Haemophilus Influenza de tipo B, que provoca uma infeção da supraglote (parte superior da laringe). Pode ter evolução rápida e carateriza-se por uma obstrução da via respiratória alta com dispneia e estridor inspiratório acentuado. A ausência de tosse irritativa, a febre alta, a sialorreia (salivação abundante), a disfagia e a odinofagia (com recusa alimentar) completam o quadro clínico. A observação da criança nesta situação deve ser cautelosa no sentido de evitar um possível espasmo laríngeo. O tratamento prioritário é o de assegurar a via respiratória quer por traqueotomia (orifício criado cirurgicamente na traqueia cervical a nível da porção anterior e medial do pescoço) ou intubação orotraqueal, que devem ser realizadas num local com condições de reanimação apropriada. Depois de assegurada a via aérea inicia-se o tratamento com corticoides e antibióticos apropriados por via endovenosa em Unidade Hospitalar adequada.
  • Laringite subglótica (falso crup) ou laringite estridulosa – está habitualmente associada a uma infeção viral e ocorre frequentemente na primeira infância. Trata-se de uma inflamação com edema acentuado infraglótico (imediatamente abaixo das cordas vocais). O quadro clínico habitual inicia-se numa criança com infeção respiratória prévia, que acorda subitamente durante a noite muito agitada, com tosse irritativa e estridor. O tratamento consiste na humidificação do meio ambiente, na tranquilização da criança e dos pais, na administração de corticoides e na vigilância da dificuldade respiratória. 
  • Laringotraqueobronquite aguda – que se segue habitualmente a uma infeção respiratória alta e que evolui progressivamente para dificuldade respiratória com tosse irritativa, disfonia e febre elevada. O posterior aumento das secreções brônquicas vem ainda aumentar mais a obstrução das vias respiratórias. O tratamento consiste em antibióticos, antipiréticos, mucoliticos, humidificaçao do ambiente. 
  • Laringite diftérica (crup) – grave mas felizmente cada vez mais rara, devido à vacinação, é causada pelo Corynebacterium diphthriae, e caracteriza-se pelo aparecimento de uma membrana necrótica a nível da faringe e que pode comprometer a laringe. A existência de um estridor inspiratório, febre alta, dispneia, disfonia e a presença de uma membrana necrótica na faringe e laringe deve exigir, de imediato, a necessidade de assegurar a via aérea, eventualmente com traqueotomia.

Laringite no adulto

Todas as entidades clínicas descritas acima de laringite aguda na criança podem existir no adulto, contudo nestes a repercussão da obstrução da via aérea é pouco relevante. Os sintomas mais relevantes são os sistémicos, que acompanham estas patologias, e a rouquidão.

No adulto são as laringites crónicas as mais preocupantes e que necessitam de uma avaliação especializada por Otorrinolaringologia.

A disfonia, variável ao longo do dia, agravada com o uso vocal, bem como um tossicar ligeiro são os sintomas mais frequentes na laringite crónica.

As laringites crónicas podem ser provocadas por infeções específicas (ex: tuberculose, sífilis, micoses,…), por manifestações inflamatórias de doenças sistémicas (ex: granulomatose de Wegener, sarcoidose,…) ou mais comumente por processos inflamatórios inespecificos, que estão frequentemente associados a fatores como:

  • Consumo do tabaco;
  • Alcoolismo;
  • Poluição atmosférica, particularmente nos meios urbanos e industriais;
  • Clima;
  • Condições da habitação (limpeza, humidade, ventilação,…);
  • Alergias (ácaros, gramíneas, fungos, epitélio de animais,….);
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Infeções crónicas das vias respiratórias (sinusite crónica, bronquite crônica, …)

Neste caso a adoção de medidas que melhorem o envolvimento ambiental são determinantes. Veja mais informação em prevenção das laringites.

Diagnóstico da laringite

O diagnóstico da laringite é feito pelo médico otorrinolaringologista (especialista em otorrinolaringologia), devendo o doente recorrer a esta especialidade sempre que os sintomas se agravam na fase aguda ou quando se prolongam por mais de de 2 a 3 semanas.

O médico Otorrinolaringologista irá proceder a exames a fim de efetuar o diagnóstico, sendo os mais comuns:

  • Laringoscopia indireta;
  • Laringoscopia com óptica rígida ou com fibrocópio flexível;
  • Videoestroboscopia laríngea;
  • Biópsia;
  • ….

A laringite é contagiosa?

A laringite é uma doença que apenas tem perigo de contágio ou de transmissão nas suas formas infeciosas, particularmente as víricas e as determinadas por infeciosas específicas como a tuberculose.

Na maioria das situações a doença não se transmite ou não se “pega”, devendo, contudo, haver alguma precaução, particularmente, com o “beijo”.

Complicações da laringite

Nos casos mais graves, a laringite pode causar uma grave obstrução da via respiratória alta com dispneia (falta de ar), que se não for tratada de forma eficaz e atempada poderá ser fatal (risco de morte).

Laringite tem cura?

A laringite, na maioria dos casos, desde que seja tratada de forma correta e atempada evolui favoravelmente e sem complicações.

Saiba, de seguida, como tratar a laringite.

Tratamento da laringite

Na laringite, o tratamento depende da causa subjacente e da sua forma de apresentação. O tratamento pode incluir analgésicos (ex.

paracetamol) para aliviar a dor, anti-inflamatórios, antibiótico (indicado na laringite bacteriana), entre outros.

Veja atrás as principais formas de apresentação e como tratar a laringite no adulto e na criança em “laringite na criança” e “laringite no adulto”.

O tratamento medicamentoso deve ser efetuado de acordo com a prescrição do médico e tomado pelo doente sempre até acabar, principalmente os antibióticos.

O doente nunca se deve automedicar ou tentar qualquer tipo de tratamento caseiro ou natural, sob pena de poder agravar o quadro clínico e até colocar a sua vida em risco.

Em caso de agravamento dos sintomas, como febre persistente, dor que não cede com a medicação ou dificuldades respiratórias deve procurar o médico com urgência.

Como prevenir a laringite?

Mais importante do que o tratamento, a preocupação dos doentes deve assentar na prevenção. Existem várias medidas que podem ser adotadas pelos doentes, nomeadamente:

  • não fumar e evitar o fumo passivo, incluindo o fumo industrial;
  • melhorar as condições da habitação, com relevância para o controle da humidade e a limpeza em geral;
  • limitar o consumo de álcool;
  • evitar o pigarrear (“limpeza da garganta”)que ao provocar uma vibração traumática anormal das cordas vocais, vai levar a um edema e produção de muco, que por sua vez leva o doente a pigarrear de novo, criando um círculo vicioso;
  • evitar o excesso e a má utilização vocal, recorrendo, quando necessário, a terapia da fala;
  • combater o refluxo gastroesofagico, perdendo peso, reduzindo o consumo de álcool e café, parando de fumar, evitando as bebidas com gás e a ingestão de alimentos antes de deitar;
  • nos casos recorrentes, frequentemente associados com sinusite crónica, faringite crónica, bronquite crónica, efetuar tratamentos, nomeadamente tratamento termal. Este tratamento visa no imediato diminuir o processo inflamatório e congestivo destes órgãos, e no longo prazo interferir nos processos imunológicos que irão melhorar as defesas locais.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/otorrino/laringite/

Faringite

TRATAMENTO DA FARINGITE (dor de garganta)

Faringite pode ser causada por vírus e bactérias ou ser sintoma de outras doenças, como alergias.

A faringite é uma inflamação que acomete a faringe, parte superior da garganta que liga o nariz e a boca ao esôfago e à laringe. Ela pode ser causada por bactérias ou vírus (a maioria dos casos).

Os vírus mais frequentes são: adenovírus, rinovírus, vírus da parainfluenza, Coxsackie (o mesmo da doença mão-pé-boca), Herpes simplex (HSV, que provoca herpes simples e herpes genital), Epstein-Barr (VEB, que causa a mononucleose), citomegalovírus e HIV (causador da aids).

Veja também: Faringite por estreptococo

A principal causa bacteriana são os estreptococos do grupo A, responsáveis por cerca de 10% dos casos em adultos. Essa bactéria requer atenção especial em razão do risco de sequelas pós-estreptocócicas, como febre reumática.

Em muitos casos, é comum a inflamação atingir também as amídalas (estruturas arredondadas que ficam nas laterais da garganta) culminando em uma faringoamidalite.

Sintomas da faringite viral

  • Dor de garganta;
  • Dificuldade para engolir alimentos sólidos;
  • Coriza;
  • Tosse;
  • Febre baixa, de até 38,5℃.

Sintomas da faringite bacteriana

  • Dor de garganta;
  • Dificuldade para engolir alimentos sólidos;
  • Aumento dos linfonodos, gânglios localizados no pescoço e atrás das orelhas;
  • Dores no corpo;
  • Pode haver formação de secreção purulenta nas amídalas;
  • Febre alta que começa subitamente e pode chegar a 39℃.

Diagnóstico de faringite

O diagnóstico é basicamente clínico. O médico irá observar a região da garganta e perceber se está irritada, com edema (inchaço) ou secreção.

O pescoço é examinado para verificar se há linfonodos aumentados (quando eles estão muito inchados, acima de 2 centímetros, o médico pode suspeitar de infecção bacteriana).

O abdômen é palpado para descartar esplenomegalia (aumento do baço), que pode indicar outras enfermidades.

Se o médico ficar em dúvida se a faringite é viral ou bacteriana, ele também pode pedir um exame rápido para confirmação. Com o auxílio de um instrumento fino, semelhante a um cotonete, ele irá retirar amostras da secreção da garganta para enviá-las a um laboratório especializado. Os resultados saem em alguns minutos e indicam se há a presença de estreptococos.

Tratamento da faringite

O tratamento à base de medicamentos deve ser indicado pelo médico após avaliar o paciente, pois tudo depende da causa da doença. Em caso de refluxo gastroesofágico (causa bastante comum de dor de garganta não infecciosa), por exemplo, o paciente deve tratar também o estômago e adotar medidas para tratar a origem do problema.

Se o médico constatar que se trata de faringite viral, o tratamento é baseado no uso de analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar os sintomas. Hidratação também é fundamental. E lembre-se: não é necessário o uso de antibióticos, pois vírus não respondem a esse tipo de medicamento.

Nas faringites bacterianas, o tratamento é feito com antibióticos como penicilina, eritromicina e amoxicilina. Os medicamentos são administrados por via oral ou injeção. Os sintomas geralmente melhoram 48 horas depois do início do tratamento ou antes quando o medicamento é injetável.

O incômodo na garganta pode ser aliviado com pastilhas e própolis.

Recomendações para quem está com faringite

  • Beba bastante água. Hidratação é fundamental (no mínimo 2 litros por dia);
  • Evite ficar em ambientes fechados por muito tempo;
  • Chupar pastilhas para garganta a cada 2 horas pode ajudar a aliviar os sintomas.

Perguntas frequentes sobre faringite

Beber gelado pode causar faringite?

Dependendo do quão grande é a variação de temperatura, o choque térmico pode irritar a faringe, mas esse não é um fator de risco relevante para faringite.

Faringite é o mesmo que amidalite?

Não. Amidalite é a inflamação das amídalas, enquanto a faringite é a inflamação da faringe. Porém, ambas provocam dor de garganta.

Existe faringite alérgica?

Sim. Um dos tipos de faringite não infecciosa é causado pela reação a fatores como ar condicionado e poluição.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/faringite/

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