Tratamento da insuficiência renal

Insuficiência renal – SBN

Tratamento da insuficiência renal

É a perda súbita da capacidade de seus rins filtrarem resíduos, sais e líquidos do sangue. Quando isso acontece, os resíduos podem chegar a níveis perigosos e afetar a composição química do seu sangue, que pode ficar fora de equilíbrio.

Também chamada de lesão renal aguda, a insuficiência é comum em pacientes que já estão no hospital com alguma outra condição. Pode desenvolver-se rapidamente ao longo de algumas horas ou mais lentamente, durante alguns dias. Pessoas que estão gravemente doentes e necessitam de cuidados intensivos estão em maior risco de desenvolver insuficiência renal aguda.

Insuficiência renal aguda pode ser fatal e requer tratamento intensivo. No entanto, pode ser reversível. Tudo depende do estado de saúde do paciente.

Sintomas de Insuficiência renal aguda

Sinais e sintomas de insuficiência renal aguda podem incluir:

  • Diminuição da produção de urina, embora, ocasionalmente, a urina permaneça normal
  • Retenção de líquidos, causando inchaço nas pernas, tornozelos ou pés
  • Sonolência
  • Falta de fome
  • Falta de ar
  • Fadiga
  • Confusão
  • Náusea e vômitos
  • Convulsões ou coma, em casos graves
  • Dor ou pressão no peito.

Às vezes, insuficiência renal aguda não causa sinais ou sintomas e é detectada através de testes de laboratório realizados por outra razão.

Diagnósticos e Exames

Na consulta médica

A maioria das pessoas já está hospitalizada quando desenvolvem insuficiência renal aguda. Se você ou um ente querido desenvolveu sinais de insuficiência renal, converse sobre suas preocupações com o médico ou enfermeiro.

Se você não estiver no hospital, marque uma consulta médica. Se houver suspeita de problemas renais, você poderá ser encaminhado para um médico especialista na doença renal (nefrologista).

Antes da consulta, anote suas perguntas. Considere estas:

  • Meus rins estão funcionando corretamente?
  • Eu tenho insuficiência renal?
  • O que está causando meus problemas nos rins?
  • Que tipos de testes eu preciso?
  • Meus rins vão se recuperar?
  • Quais são minhas opções de tratamento?
  • Quais os riscos potenciais de cada opção de tratamento?
  • Preciso de diálise?
  • Preciso ir ao hospital? Quanto tempo vou precisar ficar no hospital?
  • Eu tenho essas outras condições de saúde. Como posso melhor gerenciá-las?
  • Preciso fazer uma dieta especial?
  • Existe uma alternativa genérica para o medicamento que você está prescrevendo?
  • Você tem materiais impressos que eu posso levar comigo? Quais sites você recomenda?

Não hesite em fazer perguntas durante a sua nomeação conforme elas ocorrerem para você.

Diagnóstico de Insuficiência renal aguda

Insuficiência renal aguda é mais frequentemente diagnosticada durante uma internação hospitalar para outra causa. Se você já está no hospital, exames realizados por outros problemas podem encontrar a doença renal.

Se você não está no hospital, mas tem sintomas de lesão renal, o médico irá perguntar sobre seus sintomas, quais medicamentos você toma, e quais exames você fez. Seus sintomas podem ajudar a apontar a causa do seu problema renal.

Entre os exames que fazem o diagnóstico de insuficiência renal aguda estão:

  • Medições da produção de urina
  • Exames de urina
  • Exames de sangue
  • Exames de imagem, como ultrassom e tomografia computadorizada
  • Remoção de uma amostra de tecido de rim para o teste (biópsia).

Tratamento de Insuficiência renal aguda

O tratamento provavelmente será focado naquilo que está causando a insuficiência renal, e por isso poderá variar. Por exemplo, o paciente pode precisar restaurar o fluxo de sangue para os rins, parar todos os medicamentos que estão causando o problema ou remover uma obstrução no trato urinário.

No entanto, existem algumas recomendações que são gerais para o tratamento da insuficiência renal aguda. Confira:

Mudanças na dieta

Deverá ser feita uma restrição alimentar e de líquidos. O objetivo é reduzir a acumulação de toxinas que são normalmente eliminados pelos rins. Uma dieta rica em carboidratos e pobre em proteínas, sal e potássio é geralmente recomendada.

Medicamentos

Antibióticos podem ser prescritos para tratar ou prevenir todas as infecções que podem estar causando ou agravando a insuficiência renal. Diuréticos podem ser usados para ajudar os rins a eliminar líquidos. Cálcio e insulina podem ser receitados para ajudar a evitar uma acumulação perigosa de potássio no sangue.

Diálise

Esse procedimento envolve o desvio de sangue para fora do seu corpo em uma máquina que filtra os resíduos. O sangue limpo é então devolvido ao seu corpo. Se os níveis de potássio são perigosamente altos, a diálise pode salvar vidas.

A diálise pode ser necessária, mas não é sempre necessária. É usada se houver mudanças em seu estado mental ou se você parar de urinar. A diálise também pode ser necessária em casos de pericardite, uma inflamação do coração.

A diálise também pode ajudar a eliminar resíduos de produtos de nitrogênio do corpo.

Convivendo/ Prognóstico

Durante a recuperação da insuficiência renal aguda, pode ser recomendada uma dieta especial para não sobrecarregar os rins. Você pode ser encaminhado para um nutricionista.

Dependendo da situação, o nutricionista pode recomendar que você:

  • Escolha alimentos com menos potássio. Exemplos incluem maçãs, couve, feijão verde, uvas e morangos. O excesso de potássio no sangue pode baixar a pressão arterial
  • Evite produtos com adição de sal. Reduza a quantidade de sódio que você come todos os dias, evitando produtos com adição de sal, incluindo congelados, sopas enlatadas e fast foods. Outros alimentos com adição de sal incluem salgadinhos, conservas de legumes e carnes processadas e queijos. O excesso de sódio no sangue pode elevar a pressão arterial
  • Limite o consumo de fósforo, uma vez que seu excesso no sangue pode enfraquecer os ossos e causar coceira da pele. O nutricionista pode lhe dar recomendações específicas sobre o consumo de fósforo na sua situação.

Quando os rins se recuperarem, a dieta pode voltar ao normal.

Prevenção

A insuficiência renal aguda é muitas vezes difícil de prever ou evitar. Mas você pode reduzir o risco se cuidar de seus rins. Tente:

  • Tome seus medicamentos conforme as instruções médicas, sem mudar as doses ou quantidades ingeridas
  • Mantenha o tratamento para qualquer condição que aumenta o risco de insuficiência renal aguda, tais como diabetes ou hipertensão. Siga as recomendações médicas para gerir a sua condição
  • Mantenham um estilo de vida saudável. Seja ativo, tenha uma dieta equilibrada, beba com moderação, não fume.

Источник: https://www.sbn.org.br/orientacoes-e-tratamentos/doencas-comuns/insuficiencia-renal/

Insuficiência renal crônica: sintomas, tratamentos e causas

Tratamento da insuficiência renal

A insuficiência renal crônica, também chamada de doença renal crônica, é a perda lenta do funcionamento dos rins, cuja principal função é remover os resíduos e o excesso de água do organismo.

Causas

A insuficiência renal crônica ocorre quando uma doença ou outra condição de saúde prejudica a função renal, causando danos aos rins – que tendem a agravar-se ao longo de vários meses e até mesmo anos.

Doenças e condições que geralmente causam a doença renal crônica incluem:

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  • Diabetes dos tipos 1 e 2
  • Hipertensão
  • Glomerulonefrite, que é a inflamação dos glomérulos, unidades funcionais dos rins, onde ocorre a filtragem do sangue
  • Nefrite intersticial
  • Doença do rim policístico e outras doenças congênitas que afetam os rins
  • Obstrução prolongada do trato urinário, que acontece graças a condições específicas, como a hiperplasia prostática, pedras nos rins e alguns tipos de câncer
  • Refluxo vesicoureteral
  • Infecção renal recorrente, também chamada de pielonefrite
  • Doenças autoimunes
  • Lesão ou trauma aos rins
  • Uso excessivo de analgésicos e outros medicamentos
  • Uso de algumas substâncias químicas tóxicas
  • Problemas nas artérias dos rins
  • Nefropatia de refluxo

A insuficiência renal crônica leva a um acúmulo de líquidos e resíduos no organismo. Essa doença afeta a maioria dos sistemas e funções do corpo, inclusive a produção de glóbulos vermelhos, o controle da pressão arterial, a quantidade de vitamina D e a saúde dos ossos.

Fatores de risco

Os fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver insuficiência renal crônica incluem:

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Sintomas de Insuficiência renal crônica

A doença renal crônica piora lentamente com o tempo. Nos primeiros estágios, pode ser assintomática. A perda de função, geralmente, demora meses para ocorrer.

Ela pode ser tão lenta que os sintomas não aparecem até que o funcionamento dos rins seja menor que um décimo do normal.

Ou seja, quando a pessoa perceber, ela já costuma estar com o funcionamento dos rins completamente comprometido.

Os primeiros sintomas da insuficiência renal crônica, em geral, também ocorrem com frequência em outras doenças e podem ser os únicos sinais da insuficiência renal até que ela esteja em estágio avançado.

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Os sintomas podem incluir:

Outros sintomas podem aparecer, principalmente quando o funcionamento dos rins piora, incluem:

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  • Pele anormalmente clara ou escura
  • Dor nos ossos
  • Sonolência e confusão
  • Dificuldade de concentração e raciocínio
  • Dormência nas mãos, pés e outras áreas do corpo
  • Espasmos musculares ou cãibras
  • Mau hálito
  • Fácil aparição de hematomas, hemorragia ou sangue nas fezes
  • Sede excessiva
  • Soluços frequentes
  • Baixo nível de interesse sexual e impotência
  • Interrupção do período menstrual (amenorreia)
  • Distúrbios do sono, como insônia, síndrome das pernas irrequietas e apneia noturna
  • Inchaço de mãos e pernas (edema)
  • Vômitos, normalmente pela manhã

Buscando ajuda médica

Procure ajuda médica se você apresentar quaisquer sinais ou sintomas de insuficiência renal crônica.

Se você tiver uma condição médica que aumenta o risco de doença renal crônica, o médico deverá fazer monitoramento constante da pressão arterial e da função renal por meio de exames de sangue e de urina, que deverão ser feitos com regularidade, bem como as consultas, que devem obedecer a uma periodicidade.

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Na consulta médica

Marque uma consulta com um nefrologista, que é o médico especialista em rins. No consultório, descreva todos os seus sintomas e procure esclarecer todas as suas dúvidas também. Responda adequadamente às perguntas que o médico poderá lhe fazer. Vejas exemplos:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Seus sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? Qual? Funcionou?

Diagnóstico de Insuficiência renal crônica

A hipertensão está quase sempre presente durante todos os estágios da doença renal. Um exame neurológico pode mostrar sinais de dano nervoso. O médico pode escutar, com a ajuda de um estetoscópio, ruídos anormais no coração ou nos pulmões.

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O exame de urina pode, ainda, mostrar proteínas ou outras alterações. Essas alterações podem aparecer de seis meses a dez anos ou mais, antes do aparecimento dos sintomas.

Os exames que verificam o funcionamento dos rins abrangem:

  • Níveis de creatinina
  • BUN (nitrogênio ureico no sangue)
  • Depuração de creatinina

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A insuficiência renal crônica altera os resultados de vários exames. Cada paciente necessita verificar os níveis de alguns sais e minerais presentes no sangue regularmente, com a frequência de dois a três meses aproximadamente, com a realização de um hemograma completo e de um exame para checagem de colesterol. Veja as substâncias cujos níveis essa doença costuma prejudicar:

  • Potássio
  • Sódio
  • Albumina
  • Fósforo
  • Cálcio
  • Magnésio
  • Eletrólitos

As possíveis causas da insuficiência renal crônica podem ser identificadas em:

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  • Tomografia computadorizada abdominal
  • Ressonância magnética abdominal
  • Ultrassom abdominal
  • Ultrassom renal

O médico pode, ainda, retirar uma pequena amostra do tecido que reveste os rins para análise laboratorial. Esse teste pode ajudar, também, a identificar as possíveis causas da insuficiência renal crônica.

Tratamento de Insuficiência renal crônica

Controlar a pressão arterial é a chave para atrasar a maior parte dos danos causados pela insuficiência renal crônica. O objetivo desta fase do tratamento é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg.

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Outros tratamentos podem incluir:

  • Medicamentos especiais usados para ajudar a impedir que os níveis de fósforo no sangue fiquem muito altos
  • Tratamento para anemia, com adição de ferro à dieta, uso de suplementos orais de ferro, injeções intravenosas para suprir a necessidade dessa substância na corrente sanguínea e transfusões de sangue
  • Suplementos de cálcio e de vitamina D

Alterações na rotina e nos hábitos diários e alimentares também devem ocorrer. Aliados ao tratamento médico, essas adaptações à atual condição são essenciais para garantir a qualidade de vida do paciente.

O momento para começar a diálise depende de diferentes fatores, como os resultados dos exames de laboratório, a gravidade dos sintomas e a disposição do paciente para as sessões.

O paciente deve começar a se preparar para a diálise antes que ela seja efetivamente necessária. A preparação envolve aprender sobre a diálise e os tipos existentes, além dos procedimentos que devem ser realizados antes das sessões

O transplante de rim surge como uma das últimas opções para um paciente de insuficiência renal crônica.

Medicamentos para Insuficiência renal crônica

Os medicamentos mais usados para o tratamento de insuficiência renal crônica são:

  • Aradois
  • Bicarbonato de Sódio
  • Captopril
  • Cloridrato de Dopamina
  • Diurix
  • Hidroclorotiazida
  • Hemax Eritron
  • Noripurum EV

Os medicamentos contraindicados para insuficiência renal crônica são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Medidas caseiras devem ser tomadas em conjunto com o tratamento médico. Veja algumas dicas:

  • Não fume
  • Alimente-se de uma dieta com pouca gordura e colesterol
  • Faça exercícios leves e moderados regularmente
  • Tome medicamentos para reduzir o colesterol, se for necessário
  • Mantenha sua glicemia sob controle

Mudanças na dieta também deverão acontecer. Confira:

  • Limite a ingestão de líquidos
  • Seu médico poderá recomendar uma dieta com pouca quantidade de proteína
  • Pode ser necessário reduzir o sal, o potássio e outros eletrólitos também
  • É importante seguir uma dieta em que você possa obter calorias suficientes, principalmente se estiver perdendo peso

Complicações possíveis

Insuficiência renal crônica pode levar a complicações de saúde graves, como:

  • Anemia
  • Hemorragia gástrica ou intestinal
  • Dor nos ossos, nas articulações e nos músculos
  • Alterações da glicemia
  • Danos aos nervos de pernas e braços (neuropatia periférica)
  • Demência
  • Acúmulo de líquido ao redor dos pulmões (derrames pleurais)
  • Insuficiência cardíaca congestiva
  • Doença arterial coronariana
  • Hipertensão
  • Pericardite
  • Derrame
  • Níveis altos de fósforo
  • Níveis altos de potássio
  • Hipertireoidismo
  • Maior risco de infecções
  • Lesões ou insuficiência hepática
  • Desnutrição
  • Abortos espontâneos e infertilidade
  • Convulsões
  • Debilidade dos ossos e maior risco de fraturas

Insuficiência renal crônica tem cura?

Muitas pessoas somente são diagnosticadas com insuficiência renal crônica quando já perderam grande parte da função dos rins.

Não há cura para a doença renal crônica. Quando não tratada, ela normalmente evolui para falência renal terminal, que pode levar à morte. O tratamento durante toda a vida pode ajudar controlar os sintomas da doença renal crônica.

Insuficiência renal: sintomas, causas, tratamento

Tratamento da insuficiência renal

A insuficiência renal é uma doença sistêmica e é caracterizada pelo fato de o rim deixar de conseguir retirar do organismo os resíduos metabólicos ou realizar suas funções reguladoras.

Leiatambém: Formação da urina

Causas da insuficiência renal

A insuficiência renal pode ser causada por inúmeros fatores, entre esses, muitas doenças que acabam por desencadear a insuficiência renal se não forem controladas, como a hipertensão arterial e diabetes mellitus.

O uso prolongado de alguns medicamentos, como anti-inflamatórios e analgésicos, também podem contribuir para o desenvolvimento da insuficiência renal. Além disso, podemos destacar também a obstrução das vias urinárias, causada por exemplo, por um cálculo renal.

A insuficiência renal pode ser causada por inúmeros fatores que podem ser classificados como pré-renal, intrarrenal e pós-renal.

Leiatambém: Sistema urinário

Diagnóstico da insuficiência renal

O diagnósticoda insuficiência renal é realizado a partir da observação de alguns sintomas e realização de exames laboratoriais.

São sintomas de insuficiência renal a nictúria (vontade de urinar durante a noite), oligúria (pouca produção de urina) e o oposto, que é a poliúria (produção elevada de urina), prurido, náusea, vômito, perda de apetite, atrofia testicular, amenorreia (ausência de menstruação), déficit cognitivo, confusão mental, entre outros sintomas, até mesmo o coma.

Embora os sintomas citados anteriormente possam ser indicativos de insuficiência renal, é necessária a realização de exames laboratoriais para a conclusão do diagnóstico, como o de dosagem de creatinina sérica, além de exames de imagem.

Leiatambém: Infecção urinária

A insuficiência renal aguda apresenta como um de seus sintomas, a dor lombar.

A insuficiência renal aguda é caracterizada pela diminuição rápida das funções renais, o que pode ocorrer em horas ou dias.

Está relacionada, principalmente, à diminuição da filtração glomerular e do volume urinário.

A taxa de filtração glomerular mede a capacidade do rim em filtrar e eliminar as substâncias tóxicas.

É importante destacar que a insuficiência renal aguda é uma patologia reversível. A insuficiência renal aguda é uma das principais complicações em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sendo que a sua incidência pode chegar a 40%, com uma taxa de mortalidade de cerca de 70%.

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As causas da insuficiência renal aguda podem ser podem ser classificadas como pré-renal, intrarrenal e pós-renal:

  • Pré-renal: as causas da insuficiência renal são classificadas como pré-renais quando se originam antes dos rins, como hemorragias, sepse, entre outras.
  • Intrarrenal: as causas da insuficiência renal são classificadas como intrarrenais quando se originam de lesões no parênquima renal ou nos glomérulos. Essas lesões podem ser decorrentes, por exemplo, de processos infecciosos.
  • Pós-renal: as causas da insuficiência renal são classificadas como pós-renais quando se originam após os rins, por exemplo, uma obstrução no trato urinário.

A insuficiência renal aguda pode apresentar diversos sintomas, entretanto, é preciso ficar atento, pois muitos desses sintomas podem ser mascarados pela doença que desencadeou a insuficiência renal aguda.

Entre os sintomas da insuficiência renal aguda, podemos citar febre, dor lombar, dificuldade para urinar, além de outras manifestações que podem ocorrer, por exemplo, no sistema digestório, como náuseas e vômitos; no sistema imunológico, como a imunodepressão; e no sistema nervoso, como convulsões e coma.

O diagnóstico é realizado por meio da análise clínica dos sinais e sintomas, além da realização de exames laboratoriais, como exames de sangue e urina, exames de imagem, como ultrassonografias com doppler, e biópsia renal, quando for necessária.

Insuficiência renal crônica

A insuficiência renal crônica é caracterizada, diferentemente da insuficiência renal aguda, pela perda progressiva da função renal, sendo, geralmente, irreversível.

A insuficiência renal crônica pode ser causada por diversos fatores, como diabetes mellitus, hipertensão, doença renal policística, uso de alguns medicamentos e agentes tóxicos, como drogas, entre outros fatores.

A insuficiência renal crônica em sua fase inicial é assintomática, podendo levar muito tempo a ser diagnosticada. Em sua fase mais avançada, o doente pode apresentar alterações sistêmicas, afetando, assim, todo o organismo. Dessa forma, sintomas como alterações ósseas, cardíacas, entre outros, poderão ocorrer.

A insuficiência renal crônica pode ser dividida em seis fases, como pode-se observar a seguir:

  • Fase de função renal normal sem lesão renal – estão incluídos indivíduos que estão no chamado grupo de risco, ou seja, apresentam os fatores de risco citados no tópico anterior, como indivíduos hipertensos e diabéticos, no entanto, ainda não apresentam lesões renais.
  • Fase de lesão com função renal normal – essafase é caracterizada pelo início das lesões, mas sem alteração na filtração glomerular. A taxa de filtração glomerular encontra-se acima de 90 ml/min/1,73m2.
  • Fase de insuficiência renal funcional ou leve – essa fase da insuficiência renal crônica é caracterizada pelo início da perda da função renal e só pode ser detectada com exames específicos. A taxa de filtração glomerular encontra-se entre 60 e 89 ml/min/1,73m2.
  • Fase de insuficiência renal laboratorial ou moderada – essa fase é caracterizada por alterações nos níveis de ureia e creatinina, entretanto, o paciente apresenta-se bem. A taxa de filtração glomerular encontra-se entre 30 e 59 ml/min/1,73m2.
  • Fase de insuficiência renal clínica ou severa – essa fase é caracterizada pelo aparecimento de sintomas de uremia, ou seja, do aumento de ureia no sangue. Entre esses sintomas podemos citar a hipertensão arterial, fraqueza, mal-estar, anemia, náuseas e vômitos, entre outros. A taxa de filtração glomerular encontra-se entre 15 e 29 ml/min/1,73m2.
  • Fase terminal de insuficiência renal crônica – essa fase caracteriza-se pelo grande comprometimento renal, em que os rins já não conseguem realizar suas funções e o organismo encontra-se bastante afetado. Nessa fase, os tratamentos recomendados são os dialíticos ou o transplante renal. A taxa de filtração glomerular encontra-se inferior a 15 ml/min/1,73m2.

O tratamento dialítico é recomendado, principalmente, para pacientes que corram risco de morte.

O tratamento da insuficiência renal é realizado segundo o tipo e causas da insuficiência renal.

Ele pode ser realizado através da administração de medicamentos, pode-se incluir também o tratamento dialítico (hemodiálise, diálise peritoneal e hemofiltração), principalmente se o paciente apresentar algum risco de morte e a terapia renal de substituição.

É importante destacar que o transplante renal é recomendado para pacientes com insuficiência renal irreversível e tem apresentado excelentes resultados, melhorando a sobrevida dos pacientes.

Por Helivania Sardinha dos Santos

Источник: https://www.biologianet.com/doencas/insuficiencia-renal.htm

Doença renal

Tratamento da insuficiência renal

A insuficiência renal consiste na deterioração da função renal. A doença pode ser crónica ou aguda. Trata-se de uma doença crónica se a perda de função renal se instala lentamente e evolui há mais de três meses, podendo ser aguda se a sua instalação é inferior a esse período. 

A creatinina sérica é um marcador simples da função dos rins. Valores elevados de creatinina, acima de 1.2 mg/dl nos adultos ou de 0.8 mg/dl nas crianças com mais de 5 anos, indicam insuficiência renal. Tal como a creatinina, existem outras substâncias (por exemplo, a ureia, o potássio e o fósforo) que por deficiência de filtração “renal” (glomerular) aumentam no sangue.

Frequentemente os doentes renais questionam se têm só um rim com deficiência (unilateral) ou se são os dois (bilateral). As situações de insuficiência renal aguda ou crónica implicam deficiência dos dois rins.

Se um dos rins estiver a funcionar normalmente compensa a deficiência do outro, aumentando mesmo a sua dimensão (rim vicariante).

Um bom exemplo disso mesmo é o transplante renal em que se insere apenas um rim em cada receptor, alcançando uma função renal “normal” nas situações em que o procedimento decorre dentro da normalidade.

A fase mais avançada da insuficiência renal, quando o “rim pára de funcionar” (insuficiência renal terminal ou final), implica a substituição da função renal por diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) ou, eventualmente, por transplante renal. Veja mais informação em tratamento da insuficiência renal.

A insuficiência renal é uma doença frequente, sendo responsável por gastos consideráveis e crescentes nos orçamentos de saúde. Apresenta um amplo leque de alterações clínicas e analíticas que exigem a implementação de estratégias para a sua prevenção, deteção precoce e tratamento. Neste sentido, as sociedades de nefrologia, nacionais e internacionais, têm sido proativas.

Insuficiência renal aguda

Dizemos que estamos perante uma insuficiência renal aguda quando a sua instalação é relativamente precoce, inferior a três meses. Pode ser reversível, se for tratada de forma adequada e atempada.

A insuficiência renal crónica agudizada consiste na instalação de uma insuficiência renal aguda num doente com insuficiência renal crónica.

Insuficiência renal crónica

Dizemos que estamos perante uma insuficiência renal crónica (IRC) quando é possível determinar que já existia insuficiência renal há mais de três meses.

A denominação desta entidade foi alterada para doença renal crónica já que existem situações de doença/lesão renal sem insuficiência. São exemplos dessas situações: a albuminúria/ proteinúria, alterações do sedimento urinário, alterações ecográficas renais, lesões anátomo-patológicas renais em biópsia renal ou até um transplante renal.

Estádios de insuficiência renal crónica

A doença renal crónica apresenta vários estádios ou fases, causas e graus de albuminúria. Os estádios de insuficiência renal crónica são os seguintes:

Estádio 1 – Filtrado glomerular >= 90 – função renal normal ou elevada;

Estádio 2 – Filtrado glomerular de 60 a 89 – função renal com diminuição ligeira ou leve;

Estádio 3a – Filtrado glomerular de 45 a 59 – função renal com diminuição ligeira a moderada;

Estádio 3b – Filtrado glomerular de 30 a 44 – função renal com diminuição moderada a severa;

Estádio 4 – Filtrado glomerular de 15 a 29 – função renal com diminuição severa;

Estádio 5 – Filtrado glomerular 90 ml/minuto; mulheres > 80 ml/minuto).

Também se podem utilizar fórmulas para calcular a depuração de creatinina evitando a recolha de urina de 24 horas que frequentemente não é efetuada de forma correta ou não é exequível;

  • Os sinais e sintomas de doença renal crónica devem conduzir a uma avaliação da função renal (creatinina e ureia séricas, bem como a depuração de creatinina com recurso a fórmulas matemáticas ou com recolha da urina de 24 horas como já se descreveu);
  • Valores elevados de potássio sérico não são indispensáveis ao diagnóstico;
  • Outras alterações analíticas comuns da doença renal crónica em estádios avançados (3 a 5) são a anemia, acidose metabólica, baixa do cálcio sérico e elevação da paratormona;
  • A análise sumária de urina pode revelar albuminúria e o sedimento urinário pode apresentar alterações como hematúria e cilindros eritrocitários;
  • A ecografia renal é o exame indicado para avaliação imagiológica inicial na suspeita de doença renal crónica. Pode revelar diminuição de tamanho dos rins, embora na diabetes mellitus essa alteração possa não existir mesmo em estádios avançados de IRC. Outra alteração ecográfica típica da doença renal crónica é a diminuição de diferenciação entre o córtex e a medula renal. Surgindo múltiplos quistos renais bilaterais podemos estar em presença de uma doença poliquística.
  • A referenciação precoce do paciente com insuficiência renal crónica às consultas de nefrologia tem-se repercutido numa melhoria do seu seguimento, com implicações no atraso da sua progressão bem como na terapêutica adequada das diversas complicações da insuficiência renal crónica.

    Complicações da insuficiência renal

    As complicações da insuficiência renal são variadas, desde alterações hídricas e electrolíticas como a elevação do potássio sérico, acidose metabólica, hiper-hidratação (edemas, hipertensão arterial, congestão pulmonar), hipocalcemia e hiperfosfatemia.

    Outros sinais e sintomas da insuficiência renal já foram previamente descritos, como sejam: anorexia, náuseas, vómitos e astenia. Estas alterações têm como consequência a desnutrição do doente insuficiente renal, com frequência.

    A doença óssea metabólica associada a insuficiência renal crónica é frequente e manifesta-se por alterações do metabolismo do fósforo e do cálcio mas também por alterações estruturais dos ossos e das artérias, com destaque para a osteodistrofia e a calcificação das artérias coronárias, respetivamente.

    Insuficiência renal tem cura?

    A insuficiência renal crónica não tem “cura”. É muito importante e decisivo para o atraso da sua progressão e correto manuseamento, uma referenciação precoce às consultas de nefrologia.

    Já a insuficiência renal aguda pode ter “cura”. Nos casos de insuficiência renal aguda de origem tóxica (fármacos ou intoxicações), torna-se fundamental cessar a sua administração. Os anti- inflamatórios não esteróides, por exemplo, são uma causa frequente de insuficiência renal aguda.

    Tratamento da insuficiência renal

    O tratamento da insuficiência renal é diferenciado dependendo se a insuficiência é aguda ou crónica e do seu estádio ou evolução.

    Após a deteção de insuficiência renal crónica devem ser instituídas medidas para atrasar a sua progressão:

    • Controlo da hipertensão arterial;
    • Utilização de fármacos específicos para redução da proteinúria (inibidores da enzima de conversão da angiotensina ou bloqueadores da angiotensina II);
    • Evitar nefrotóxicos e de produtos de contraste intravenosos;
    • Alterações na dieta, através de restrição no consumo de proteínas (carne, o peixe, leite e derivados).
    • Deixar de fumar;
    • Tratamento de valores elevados do colesterol;
    • Tratamento da acidose metabólica com bicarbonato oral.

    A abordagem terapêutica (medicamentos ou remédio) da insuficiência renal crónica “pré-dialítica” (estádios 1 a 4) é múltipla porque se dirige a patologias e complicações diversas, já referidas. Deve ser orientada por nefrologistas, pelo menos dos estádios 3 ao 5.

    A insuficiência renal aguda é uma entidade que pode ser diagnosticada em ambulatório, mas em quase todas as situações relevantes os doentes encontram-se internados no hospital. A medicação efetuada nestes casos é, em muitos casos, idêntica à da IRC.

    O tratamento da insuficiência renal aguda grave e da insuficiência renal crónica estádio 5 pode implicar um tratamento de substituição da função renal, a diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal).

    No contexto da insuficiência renal aguda com implicação dialítica, a terapêutica mais habitual é a hemodiálise. Em ambiente de cuidados intensivos pode ser necessário utilizar outras formas de diálise, como por exemplo a hemofiltração.

    O tipo de diálise regular na insuficiência renal crónica estádio 5D deve ser decidida pelo próprio doente em consultas de nefrologia específicas.

    As opções mais habituais são a hemodiálise em centro privado ou a diálise peritoneal domiciliária.

    Em Portugal, segundo o registo da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, existiam 11514 doentes em hemodiálise e 751 em diálise peritoneal em 31/12/2015.

    A transplantação renal é considerada, no entanto, a melhor terapêutica da insuficiência renal crónica estádio 5. Segundo o referido registo de 2015 existiam em Portugal 6663 doentes com transplante renal funcionante. Nesse mesmo ano receberam um transplante renal 485 doentes. 

    Transplante na insuficiência renal

    O transplante renal implica uma cirurgia (operação) para a colocação de um rim de cadáver ou de um dador-vivo numa das fossas ilíacas. Esse espaço é considerado o espaço “divino” para este procedimento, dado que permite a vascularização e drenagem urinária do transplante com proximidade adequada em relação aos vasos ilíacos e bexiga do receptor.

    Este procedimento implica necessariamente o consentimento informado do doente.

    O transplante renal possui diversas vantagens, que se traduzem fundamentalmente numa melhor qualidade e quantidade de vida em comparação com a diálise, para recetores com idade inferior a 70 anos. No entanto, implica a utilização crónica de imunossupressores, pelo que se associa a algumas complicações como o risco aumentado de infeções e de neoplasias.  

    Dieta para insuficiência renal

    A nutrição na doença renal crónica obedece a orientações gerais, mas fundamentalmente deve ser individualizada.

    Nos casos de insuficiência renal aguda ou crónica com elevação de potássio sérico (risco de toxicidade cardíaca) a dieta inclui restrição de alimentos ricos nesse elemento como o feijão e as frutas. A sopa deve ser fervida em duas águas. As outras terapêuticas que removem potássio do sangue são a resina troca iões e a diálise.

    Numa tentativa de atrasar a progressão da doença renal crónica existem estudos relevantes que valorizam a restrição dietética de proteínas (carne e peixe, por exemplo).

    Existem outras alterações metabólicas que exigem a dieta individualizada na doença renal, como a hiperfosfatemia e a hiperuricemia. Assim, não é possível definir um “menu à la carte” para todos os doentes renais, ou seja, o plano alimentar deve ser individualizado e estipulado pelo médico nefrologista e pelo nutricionista para cada doente.

    Como prevenir a insuficiência renal?

    A insuficiência renal pode ser prevenida, essencialmente através das seguintes medidas:

    • Alteração do estilo de vida para prevenção de causas frequentes da insuficiência renal crónica, como a diabetes do tipo 2 ou a doença cardiovascular incluindo a hipertensão arterial;
    • A obesidade (excesso de peso) também pode estar associada com a insuficiência renal crónica. Deve ser alterado o estilo de vida de modo a evitar a obesidade;
    • Evitar a exposição a fármacos nefrotóxicos, com destaque para os anti-inflamatórios não-esteróides.

    Especialista em insuficiência renal

    Se procura um médico especialista em insuficiência renal / Nefrologia, veja mais informações na clínica ou médico Nefrologista no seu concelho.

    Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/medicina/nefrologia/insuficiencia-renal/

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