Tricotilomania: o que é, sintomas e tratamento

Tricotilomania

Tricotilomania: o que é, sintomas e tratamento

Tricotilomania é uma desordem comportamental caracterizada pelo impulso incontrolável de arrancar pelos ou fios ou tufos de cabelo.

Tricotilomania (do grego trico=cabelo + tilo=puxar + mania) é uma desordem comportamental crônica, caracterizada pelo impulso recorrente e incontrolável de arrancar fios ou tufos de cabelos do couro cabeludo, sobrancelhas e cílios ou, com menor frequência, de qualquer outra região do corpo (braços, pernas, barba, tórax, púbis, etc.), o que resulta no aparecimento de uma falha capilar perceptível na região do corpo que sofreu a agressão. Os portadores do distúrbio se referem a um período de tensão crescente que antecede à pulsão de puxar e arrancar o pelo ou fio de cabelo, seguido por sensação de alívio e prazer, assim que o desejo é atendido.

Há casos em que o ato é consciente e, de certo modo, segue um ritual.

  A pessoa seleciona os fios que pretende arrancar de acordo com um critério pré-estabelecido (cabelos brancos, rebeldes, crespos, muito finos ou grossos demais, por exemplo) e passa a puxá-los com as mãos, ou utilizando objetos que facilitem o processo, visando acalmar a pressão interna.

 Parte dos portadores desse transtorno psiquiátrico, porém, age automaticamente, sem se dar conta do que está fazendo, ocupada e distraída que está com atividades sedentárias, como a leitura, a conversa ao telefone, o programa na TV ou a direção de um automóvel.

Veja também: Tiques, síndrome de Tourette e transtorno obsessivo-compulsivo

É comum encontrar pessoas que, depois de arrancarem o cabelo, tocam os lábios com ele, mordem a raiz, enrolam o fio nos dedos, gestos que lhes prolonga a sensação de alívio e conforto.

Estudos clínicos sugerem que, aproximadamente 40% dos pacientes desenvolvem o hábito de engolir os fios, distúrbio que caracteriza a tricofagia.

Como o estômago não tem a capacidade de digerir queratina, eles se acumulam no sistema digestório, chegando ao ponto de formar um bolo compacto, denominado tricobezoar, que bloqueia o trânsito gastrointestinal com consequências graves para a saúde e que pode levar a óbito.

Mecanismo de recompensa

Se por um lado, o fato de arrancar os fios de cabelo ativa o mecanismo cerebral da recompensa e dispara a sensação de prazer, que estimula a pessoa a repetir o procedimento, por outro representa uma forma de automutilação, na medida em que faz surgir áreas de calvície ou alopecia completamente desprovidas de cabelos ou pelos.

Por estranho que possa parecer, essas falhas acabam virando motivo de constrangimento, culpa e vergonha e as pessoas tentam esconder ou disfarçar os pontos lesados usando bonés, lenços, mangas comprimidas, perucas ou valem-se de recursos cosméticos para disfarçá-los.

Mesmo assim, a maioria não consegue evitar o impacto negativo que provocam no desempenho pessoal, profissional e nos relacionamentos, o que pode comprometer a qualidade de vida.

As pesquisas mostram que a tricotilomania (TTM) é um transtorno muito mais comum do que se imaginava no passado.

Apesar de menos frequente na infância, o arrancar patológico dos cabelos afeta igualmente meninos e meninas.

 É na adolescência, porém, entre os 11 e os 15 anos, que a pessoa se torna mais vulnerável ao surgimento do distúrbio, que acomete mais as mulheres do que os homens e pode instalar-se apenas na vida adulta.

Conhecida desde a Antiguidade, foi no final do século 19 que François Henri Hallopeau, médico dermatologista francês, registrou, pela primeira vez, o comportamento de um paciente que apresentava os sintomas típicos da doença.

No entanto, foi só cem anos mais tarde, que a tricotilomania foi classificada e incluída no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na categoria dos Transtornos dos Impulsos Não Classificados em Outro Local, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria.

Comorbidades

É preciso considerar que algumas condições psíquicas podem estar associadas aos quadros de tricotilomania.

Em especial, é o caso dos distúrbios da ansiedade, acompanhados de altas cargas de estresse, depressão, problemas emocionais, com álcool e outras drogas e pelo transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

É importante registrar que, simultaneamente, algumas pessoas podem desenvolver mais de uma desordem dentro do espectro do transtorno do impulso, como a compulsão por compras, o jogo patológico, a cleptomania.

Conhecidos como pacientes multi-impulsivos, são pessoas que não conseguem controlar o hábito que lhe traz alívio e prazer, sensação que dura pouco e os obriga a repetir o comportamento para livrar-se da tensão e ansiedade sempre crescentes.

A síndrome de Rapunzel é uma condição psiquiátrica rara, bastante grave, também correlacionada com a tricotilomania e a tricofagia. A doença acomete principalmente crianças e adolescentes do sexo feminino, e pode estender-se vida afora.

É tamanha a quantidade de cabelos que essas pessoas conseguem ingerir, que uma bola compacta formada por um emaranhado de fios toma conta de todo o estômago e lança um prolongamento pelo intestino delgado e o cólon, provocando bloqueio gastrintestinal acompanhado de dores gástricas fortes, prisão de ventre, perda de peso, anemia, inapetência, enjoo e vômitos. Na maioria das vezes, o problema exige intervenção cirúrgica. Sem tratamento, a complicação pode evoluir para óbito.

Causas

Não existe uma causa única para a TTM. As pesquisas mostram que fatores genéticos, neurobiológicos e comportamentais podem estar envolvidos no aparecimento da desordem. O ligeiro aumento do número de casos observado numa mesma família sugere que possa ter caráter hereditário.

Estudos recentes levantam a possibilidade de que a tricotilomania ocorre por deficiência de alguns neurotransmissores relacionados com a impulsividade, entre eles, a serotonina, a noradrenalina e a dopamina.

Diagnóstico

Tudo leva a crer que a tricotilomania seja um transtorno subdiagnosticado.

Primeiro: porque, por vergonha, culpa ou constrangimento, os pacientes demoram para procurar atendimento médico e, feito o diagnóstico, muitos nem sequer retornam para conversar sobre as possibilidades de tratamento. Segundo: porque, até mesmo entre os profissionais de saúde, falta a informação necessária sobre a doença e suas características.

O diagnóstico baseia-se especialmente na avaliação clínica do paciente, considerando alguns critérios que levam em conta os sinais e sintomas da doença, tais como:

  • Comportamento recorrente de arrancar os cabelos, que resulta em perda capilar perceptível;
  • Sensação de tensão crescente, imediatamente antes de arrancar os cabelos ou quando o paciente tenta resistir ao impulso;
  • Prazer, satisfação ou alívio depois de arrancar os cabelos.

É importante, também, estabelecer o diagnóstico diferencial com outros transtornos mentais ou com possíveis moléstias dermatológicas que justifiquem as áreas de perda de cabelos que, em geral, são irregulares e ocorrem mais do lado da mão com lateralidade dominante.

Sintomas

Como já foi dito, o sintoma característico da tricotilomania é o impulso incontrolável para arrancar os cabelos, prática precedida por nível crescente de ansiedade enquanto não o faz ou, então, quando tenta resistir à pulsão interna, seguida por sensação de alívio e prazer depois que os fios são arrancados.  Como o efeito é passageiro, a pessoa é levada a repetir o comportamento compulsivamente, o que resulta em perdas capilares extensas e evidentes, que podem trazer sofrimento e prejudicar o desempenho da pessoa em diferentes situações.

Além desses, há outros sinais correlacionados com a tricotilomania. Entre eles, vale destacar:

  • Falhas capilares que variam de tamanho, desde bem pequenas até extensas áreas de calvície; em geral, são lesões de formato irregular que ocorrem mais de um lado, exatamente no que corresponde  maior habilidade manual do paciente;
  • Comportamentos repetitivos, como morder, mastigar e engolir os fios arrancados;
  • Hábitos automutilantes associados, como roer as unhas, cutucar a pele (picking), morder os lábios;
  • Lesões dermatológicas e infecções nas áreas em que os pelos e cabelos são arrancados;
  • Tentativas fracassadas de controlar o processo compulsivo.

Observação: Formas mais graves do transtorno podem levar os doentes a puxarem e engolirem cabelos de outras pessoas, de animais de estimação e fios retirados de brinquedos ou de roupas de uso pessoal ou doméstico.

Tratamento

O tratamento da tricotilomania é multidisciplinar, ou seja, envolve profissionais de diferentes especialidades (dermatologistas, psicólogos, psiquiatras, clínicos, por exemplo).

Embora o assunto ainda demande estudos clínicos e epidemiológicos, a combinação da terapia cognitivo-comportamental (TCC) com alguns medicamentos antidepressivos e estabilizadores do humor tem sido utilizada para controle do impulso e alívio dos sintomas da TTM.

Basicamente, a proposta da terapia cognitivo-comportamental (TCC) é ensinar o paciente a reconhecer pensamentos e sentimentos distorcidos e negativos (cognição) que funcionam como gatilhos e induzem o comportamento compulsivo e indesejável de arrancar os cabelos, a fim de substituí-los por hábitos novos e inofensivos. Essa técnica recebe o nome especial de “treinamento para a reversão de hábitos” (HRT, do inglês habit reversal training). Paralelamente, o paciente é estimulado a realizar exercícios de relaxamento que ajudam a reduzir a tensão e favorecem o controle dos impulsos e a modificação do comportamento.

Grupos de apoio aos pacientes podem ser importantes para a adesão ao tratamento, que exige empenho e persistência, uma vez que os resultados demoram um pouco para aparecer.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/tricotilomania/

Tricotilomania: sintomas, tratamentos e causas

Tricotilomania: o que é, sintomas e tratamento

Tricotilomania é o impulso urgente e irreprimível da pessoa arrancar o próprio cabelo ou pelos, seja do couro cabeludo, sobrancelhas ou outras partes do corpo. É um tipo de transtorno compulsivo, como o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). A pessoa sabe que o que está fazendo não é certo, mas não consegue se controlar e continua puxando e arrancando fios de cabelo.

Em algumas pessoas a tricotilomania é algo simples e que ela consegue controlar. Outras têm um impulso tão forte que chegam a ficar com regiões sem cabelos e precisam esconder o problema.

Calvície: queda de cabelos provoca aparecimento de entradas e redução de volume

De acordo com o Manual Merck, entre 1 e 2% da população tem tricotilomania, e 90% das pessoas afetadas são mulheres. No entanto, talvez isso ocorra porque elas tendem a procurar mais ajuda médica do que os homens, pois na infância, meninas e meninos parecem igualmente afetados. Em geral, o hábito de puxar e arrancar fios de cabelo começa logo antes ou depois da puberdade.

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Causas

Não sabe ao certo quais são as causas da tricotilomania, mas suspeita-se que questões genéticas e ambientais estejam envolvidas no aparecimento do quadro. Sabe-se também que pessoas com tricotilomania tem alterações naturais nas reações químicas do cérebro que envolvem a serotonina e a dopamina.

Fatores de risco

Os fatores de risco que aumentam as chances de ter tricotilomania são:

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Sintomas de Tricotilomania

Entre os sintomas das tricotilomanias, os mais comuns são:

  • Puxar repetidamente fios do couro cabeludo, sobrancelhas ou cílios, entre outras áreas do corpo
  • Sentir um aumento das tensões antes de puxar o cabelo ou ao tentar resistir à vontade de puxar
  • Sentir prazer ou alívio ao arrancar um fio de cabelo
  • Áreas com menos fios de cabelos ou mesmo sem nenhum
  • Ter preferência por fios específicos ou rituais ao puxar os cabelos
  • Mastigar, morder, engolir ou enrolar os fios arrancados

É comum que pessoas com tricotilomania também tenham outros comportamentos compulsivos, como roer unhas, mastigar os lábios ou mesmo machucar a própria pele. Além disso, muitos pacientes com tricotilomania tendem a esconder as falhas no cabelo, cílios e sobrancelhas e a puxarem o cabelo apenas quando estão sozinhas.

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O ato de arrancar os cabelos pode ser automático ou consciente. Em geral pessoas que arrancam os cabelos conscientemente têm inclusive um ritual para fazer isso, escolhendo fios específicos e muitas vezes comendo-os depois.

Buscando ajuda médica

Procure por ajuda caso você tenha impulsos de arrancar fios de cabelo para encontrar alívio para o estresse ou ansiedade, ou se o hábito já o está deixando careca em algumas regiões, como no couro cabeludo, sobrancelhas e cílios.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma tricotilomania são:

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  • Clínico geral
  • Psiquiatra
  • Dermatologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar

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O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Você arranca fios de cabelo em que situações?
  • Há quanto tempo você apresenta esses sintomas?
  • Você normal fica brincando, mastiga ou engole os fios arrancados?
  • Há situações em que você luta contra o impulso de arrancar os fios?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para tricotilomania, algumas perguntas básicas incluem:

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  • O que pode ter causado o meu problema?
  • Como você diagnostica essa condição?
  • Isso é algo que passará por conta própria?
  • O que eu posso fazer para reduzir meus sintomas?
  • Que tratamentos você me indica?
  • Se eu tomar medicações, em quanto tempo meus sintomas vão melhorar?
  • O quanto eu posso esperar de melhora caso eu siga o tratamento à risca?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Tricotilomania

Não existem exames que determinem se a pessoa tem tricotilomania ou não, apenas a conversa com o paciente e a avaliação de quanto cabelo você já perdeu com o problema permitem o diagnóstico.

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Muitas vezes, o médico pode pedir exames apenas para verificar se não há alguma doença física envolvida na perda de cabelo.

Os critérios de diagnóstico da tricotilomania do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) são:

  • Puxar fios de cabelo repetidamente, o que resulta em perda de cabelo noticiável
  • Tentar repetidamente parar de arrancar fios de cabelo, ou pelo menos querer reduzir o hábito
  • Arrancar fios de cabelo em situações estressantes no trabalho, escola ou outros círculos sociais
  • Perda de cabelo não relacionada a outros problemas de saúde

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Tratamento de Tricotilomania

Alguns tipos de tratamento ajudam a pessoa com tricotilomania a parar de arrancar cabelos completamente. Entre as opções temos:

Uma das abordagens mais usadas para o tratamento psicoterapêutico da tricotilomania é o treinamento de reversão de hábitos, método da terapia cognitiva comportamental. Ele atua ensinando como reconhecer situações em que você provavelmente arrancaria fios de cabelo e como substituir esse hábito por outros.

Grupos de apoio também são uma boa pedida para que a pessoa com tricotilomania não se sinta sozinha com esse problema.

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Alguns remédios também podem ser usados no tratamento da tricotilomania. Não existem medicamentos relacionados diretamente ao transtorno, mas antidepressivos (principalmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina) e medicamentos usados em transtornos de humor podem ajudar a reduzir os sintomas.

Alguns remédios também podem ser usados no tratamento da tricotilomania. Não existem medicamentos relacionados diretamente ao transtorno, mas antidepressivos (principalmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina) e medicamentos usados em transtornos de humor podem ajudar a reduzir os sintomas.

Complicações possíveis

Entre as complicações da tricotilomania, encontramos:

  • Estresse emocional, já que essas pessoas costumam se sentir envergonhadas, embaraçadas e mesmo humilhadas por não conseguirem controlar esse reflexo, por isso elas podem ter baixa autoestima, depressão e ansiedade.
  • Problemas sociais ou profissionais, pois a perda de cabelo pode levar a pessoa a evitar certas situações e declinar de algumas oportunidades profissionais.
  • Problemas de pele e cabelo, já que puxar os fios constantemente pode causar abrasões e até mesmo infecções, além de afetar o crescimento do cabelo.
  • Bolas de cabelo (benzoares) no sistema digestivo, causada pelo hábito que algumas dessas pessoas tem de comer o cabelo que arrancam. Nesses casos, após um certo período de tempo o acúmulo dos fios pode causar perda de peso, vômitos, obstrução intestinal ou mesmo a morte.

Referências

DSM-V

Clínica Mayo

Manual Merck

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/tricotilomania

Tricotilomania Tratamento

Tricotilomania: o que é, sintomas e tratamento

Tricotilomania Tratamento: O que é, Causas, Sintomas, Fatores de Risco para desenvolvimento da Tricotilomania, Informações sobre a doença, Diagnóstico, Entenda se existe Cura, Como afeta a vida do paciente, e Tipos de Tratamento.

O que é Tricotilomania? 

Tricotilomania é um transtorno psicológico que tem como característica a mania incontrolável de arrancar fios de cabelo ou pelos do corpo, como cílios, barba e sobrancelhas. O paciente com o problema, ao puxar os fios, é tomado por uma sensação de alívio e prazer imediatos. Ou seja, é uma ação feita por impulso que serve como uma libertação emocional.

A doença pode ser motivada por diversos fatores, tanto emocionais quanto biológicos, e geralmente está associada à falta de controle dos impulsos, à ansiedade, estresse e ao transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Em alguns casos, o transtorno pode evoluir para a Tricofagia, quando a pessoa, além de arrancar os fios, passa a comê-los.

O transtorno pode começar tanto na infância e adolescência quanto na fase adulta, e assim que for percebido é indicada a busca por Tricotilomania Tratamento. Algumas vezes, a doença afeta a vida pessoal, profissional e social do indivíduo, que se sente envergonhado e constrangido, passando a evitar o trabalho, escola ou ambientes de lazer.

Tricotilomania Sintomas

O paciente com Tricotilomania pode apresentar Sintomas Físicos, Psicológicos e até Comportamentais. Estar atento aos sintomas e sua intensidade são importantes para entender o problema e buscar por Tricotilomania Tratamento.

Veja alguns dos principais Tricotilomania Sintomas:

  • Falhas no couro cabeludo
  • Falha nas sobrancelhas, cílios ou outra parte do corpo com pelos
  • Se sentir aliviado ao arrancar um fio
  • Comportamento automático de arrancar os fios
  • Dificuldade de conseguir parar por completo de arrancar os fios
  • Ingerir os fios
  • Esconder a cabeça com lenços ou chapéus
  • Obstrução intestinal
  • Estresse
  • Ansiedade
  • Comportamento impulsivo

Fatores de Risco para Desenvolvimento da Doença

  1. Pessoas com parentes de primeiro grau com Tricotilomania são mais suscetíveis ao problema.
  2. Mulheres, desde a adolescência até a fase adulta, também são mais propensas a desenvolverem o transtorno.
  3. Pessoas que possuem um histórico de problemas psicológicos e emocionais, como depressão ou ansiedade.

Informações sobre a doença

A Tricotilomania é um transtorno que afeta cerca de 3% da população, sendo quatro vezes mais frequente em mulheres. O distúrbio pode começar tanto na infância e adolescência quanto na fase adulta.

Suas causas podem ser por fatores emocionais, químicos, biológicos ou genéticos. A pessoa com o problema age por um impulso incontrolável. Ao puxar um fio, ela sente alívio ou prazer, fazendo com que essa ação se torne uma mania.

O paciente dificilmente consegue parar sozinho, e a Tricotilomania Tratamento costuma apresentar um bom resultado com Terapia Cognitiva Comportamental.

Tricotilomania Tem Cura?

Quando o paciente aceita que tem o problema e procurar por um Tricotilomania Tratamento Especializado, as chances de cura aumentam. Com o tratamento adequado, feito por um psiquiatra em conjunto com um psicólogo, é possível se livrar do problema e extinguir os sintomas.

Como o problema afeta a vida do paciente?

A Tricotilomania gera sofrimento tanto para o paciente quanto para quem convive com a pessoa, seja família, amigos ou conjugue. Em muitos casos, o transtorno afeta não só a vida pessoal, mas também a vida social, gerando complicações no trabalho, escola ou até mesmo nos relacionamentos.

Há casos em que a pessoa acometida pela Tricotilomania não conta sobre o problema para ninguém por vergonha e constrangimento. E muitos dos pacientes com a doença desenvolvem problemas com a Autoestima e Insegurança devido às falhas causadas no couro cabeludo ou em outras regiões do corpo. Devido a isso, a pessoa  pode querer se isolar do convívio social.

O Tricotilomania Tratamento deve ser feito com o acompanhamento de um Psicólogo em conjunto com um Psiquiatra, se for necessário entrar com medicação.

Tricotilomania Tratamento Medicamentoso

Em casos mais graves da Tricotilomania é importante o uso de Medicamentos, que são prescritos por um Psiquiatra especializado. Geralmente o paciente precisa tomar Antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, que costumam reduzir a ansiedade e o comportamento impulsivo.

Tricotilomania Tratamentos Complementares

  • Em alguns casos, é necessário um tratamento Dermatológico, já que não são incomuns danos na pele e no couro cabeludo.
  • Atividades físicas também podem ajudar os pacientes com Tricotilomania pois, além de reduzir a Ansiedade, fazem com que o corpo produza substâncias relaxantes como a endorfina, serotonina e dopamina.

Tricotilomania Tratamento Psicológico

A Terapia Cognitiva Comportamental é uma terapia considerada padrão ouro para o Tricotilomania Tratamento, tendo inúmeras evidências científicas sobre seu resultado. A Terapia consiste em ajudar o paciente com os seguintes benefícios:

  1. Identificar disparadores do ato de arrancar os pelos;
  2. Compreender sua Ansiedade
  3. Administrar os Gatilhos para a Ansiedade
  4. Administrar Sentimentos que levam à arrancar os pelos ou cabelo
  5. Técnicas de Auto Controle
  6. Estratégias para lidar com o Impulso
  7. Desenvolvimento de novo Repertório Comportamental
  8. Diminuição dos Sintomas

O Tricotilomania Tratamento produz um excelente resultado, atenuando os sintomas e modificando a forma do paciente se relacionar com os estressores do dia a dia de forma mais funcional.

Conheça a Psicóloga Fabíola

Psicóloga Fabíola Luciano – CRP 104468

Especialista pela Universidade de São Paulo – USP

Источник: https://psicologafabiola.com.br/tricotilomania-tratamento/

Tricotilomania. A doença que faz Sara Sampaio arrancar as sobrancelhas

Tricotilomania: o que é, sintomas e tratamento

Há pouco menos de uma semana, Sara Sampaio revelou, através das redes sociais, que sofria de um transtorno obsessivo-compulsivo que a faz arrancar os pelos das sobrancelhas. “Que se levante cedo da cama e vá trabalhar todo o dia. Passa logo a mania”.

“Se ela quiser ocupar o tempo venha cá para casa que lhe arranjo o que fazer e não tem tempo para isso”. “Esta quando não está nua inventa (outras) manias”.

Estas três frases são apenas algumas das reações do público, na página de do Observador, à notícia de que a modelo portuguesa sofria deste distúrbio, cientificamente apelidado de tricotilomania.

Caso o nome lhe seja totalmente desconhecido (acredite que não é o único), saiba que a tricotilomania afecta 1% da população mundial, sendo uma doença envolvida em desconhecimento e preconceito, como se pode verificar pela polémica na Internet que se seguiu à revelação da modelo de 27 anos.

Desvalorizar a doença impede o diagnóstico

“A tricotilomania pertence a um grupo maior de doenças, apelidadas de perturbações obsessivo-compulsivas.” Quem o diz é Medeiros Paiva, médico psiquiatra no Hospital Lusíadas Porto, que falou com a MAGG sobre esta patologia, que se baseia em rituais específicos.

Medeiros Paiva explica que “as vítimas desta doença sofrem de um impulso incontrolável de arrancar pelos, sejam pestanas, sobrancelhas, bem como os fios do couro cabeludo, vulgo, cabelos”, situação que pode causar calvície nessas zonas do corpo. Em alguns casos, o especialista refere que quem sofre de tricotilomania pode até “mastigar os lábios e rebentar espinhas” de uma forma constante.

O problema é falar desta patologia como se fossem tiques e manias, muitas vezes dizendo ao doente ‘vê lá se te deixas disso’.”

Embora os números ditem que a prevalência é de 1%, o psiquiatra afirma que é provável que existam mais pessoas a sofrer com este problema — mas não vão ao médico, pelo menos por causa desta patologia.

“Quando a vítima vai finalmente a uma consulta, nunca é devido à tricotilomania, mas sim por causa de outras doenças associadas. A depressão e a ansiedade, por exemplo, já levam mais pessoas até ao médico, mas foram causadas pelos sintomas da doença original.

No seguimento destas consultas, acaba-se por diagnosticar a tricotilomania.”

Para além da vergonha, o especialista refere que a desvalorização da doença pelo núcleo mais próximo também impede que um diagnóstico seja feito mais rapidamente.

Como explica Medeiros Paiva, “o problema é falar desta patologia como se fossem tiques e manias, muitas vezes dizendo ao doente ‘vê lá se te deixas disso’.

Não nos podemos esquecer que o primeiro tratamento é o dos pais, dos familiares, dos amigos mais próximos e é importante que esta situação seja levada a sério”.

Mulheres são mais afetadas

Tal como refere o psiquiatra, a tricotilomania é uma doença predominantemente genética, “o que não é igual a hereditário” e afeta mais o sexo feminino.

“É mais frequente nas mulheres, embora existam algumas dúvidas, motivadas pelo facto de os homens não se preocuparem tanto com a falta de cabelo.

Como os elementos do sexo feminino dão mais atenção a esses elementos, é provável que se queixem mais rapidamente e procurem um médico”, relata o especialista.

“Comecei por arrancar as minhas pestanas e, muito rapidamente, passei a arrancar as minhas sobrancelhas”, escreveu Sara Sampaio nas suas redes sociais.

Tal como no caso da modelo, os primeiros sintomas manifestam-se, geralmente, durante a adolescência, embora possam surgir mais cedo devido a fatores stressantes (problemas familiares, uma perda, um acontecimento traumático, etc).

“É evidente que há fatores que podem acelerar ou agravar os sintomas, fazendo com que a doença surja mais depressa”, refere Medeiros Paiva, que acrescenta que “se atuarmos nos fatores, podemos inibir a frequência de sintomas. Mas não os conseguimos eliminar totalmente”.

Não há cura para a tricotilomania — e os tratamentos são demorados

Caracterizada por um impulso incontornável de arrancar os pelos de várias zonas do corpo, a tricotilomania é, aos olhos de Medeiros Paiva, um distúrbio interessante. “Esta é uma doença onde a pessoa reconhece que o que faz não tem razão de ser, que é uma estupidez, mas não consegue resistir ao ímpeto.”

Mesmo depois do diagnóstico, o passo seguinte não é o mais rápido ou determinante. “Os tratamentos que existem não são muito eficazes e são demorados”, afirma o psiquiatra, que salienta que a doença não tem cura, sendo apenas possível “fazer desaparecer os sintomas”.

Tal como explica Medeiros Paiva, existem dois tratamentos para este distúrbio. A terapia cognitivo comportamental “é a única que ainda tem algum efeito sobre os sintomas e, através desta, é possível delinear-se uma série de regras e substituir estes rituais de arrancar pelos por outros”. O psiquiatra refere também que este é um tratamento “a longo prazo, com várias sessões”.

O tratamento com químicos é outra alternativa, sendo que, “para a tricotilomania, são usados antidepressivos muito específicos — são aqueles que atuam na serotonina que se revelam mais eficazes e as doses recomendadas são um pouco mais altas do que as usadas, geralmente, para o tratamento da depressão”.

No entanto, esta é uma alternativa que também demora algum tempo a atuar e tem algum êxito quando acompanhada da terapia comportamental. Mas Medeiros Paiva alerta que a “tendência para recaídas é muito grande”.

Источник: https://magg.sapo.pt/saude/artigos/tricotilomania-a-doenca-que-faz-sara-sampaio-arrancar-as-sobrancelhas

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